Categoria: PARANÁ

  • 5,7 mil unidades consumidoras em todo o Paraná sem energia elétrica

    5,7 mil unidades consumidoras em todo o Paraná sem energia elétrica

    5,7 mil unidades consumidoras em todo o Paraná sem energia elétrica

    Eventos climáticos recentes, especialmente chuvas e vendavais em todo o Paraná tem interrompido o forneciemento de energia elétrica. O evento derrubou árvores, quebrou postes e causou grandes danos à rede elétrica em todo o Paraná.

    Para manter o consumidor informado, a Copel publicou na manhã de hoje um boletim informativo, esclarecendo os esforços que estão sendo feitos. Leia:

    A Copel informa que as equipes de manutenção e operação da companhia trabalham no restabelecimento da energia de 5,7 mil unidades consumidoras em todo o Paraná, na manhã desta sexta-feira (12/12). Deste total, cerca de 4 mil clientes estão nos municípios da região Leste que abrange Curitiba, Região Metropolitana e Litoral.  

    Na capital há cerca de mil unidades consumidoras em religamento pelas equipes da Copel.

    No Centro-Sul, há 1,2 mil unidades consumidoras em atendimento pela Copel com serviços de religamento. Nas regiões Norte, Sudoeste e Noroeste, há 417 desligamentos registrados sendo atendidos pela companhia. Os trabalhos seguem até que todos os clientes tenham a energia restabelecida.

    Previsão do tempo

    O tempo não deve mudar. Chuvas atingem boa parte do Paraná com força. O Oeste do Paraná deverá ser atingido com mais força, cerca de 90mm de chuva e ventos fortes e até mesmo a possibilidade de tornados.

    A capital do Paraná e todo o interior do estado deve sofrer com chuvas fortes, ventos e possíveis apagões.

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  • Paraná regulamenta lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado

    Paraná regulamenta lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado

    Paraná regulamenta lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado

    O Governo do Paraná publicou ontem (10) o Decreto 12.187/2025  que regulamenta a Lei nº 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó e outros derivados de origem importada quando destinados ao consumo humano no Estado. A norma detalha definições técnicas, procedimentos de fiscalização e obrigações das indústrias que utilizam produtos lácteos em seus processos produtivos.

    Pela regulamentação, ficam proibidas operações industriais, comerciais ou de beneficiamento que envolvam a adição de água ou outros líquidos a leite em pó, composto lácteo, soro de leite ou produtos similares importados, quando o resultado final se destinar ao consumo no Paraná.

    A restrição não se aplica aos produtos importados já prontos para o varejo e devidamente rotulados conforme exigências da Anvisa.

    A publicação do decreto representa uma resposta direta do Governo do Estado ao cenário desafiador enfrentado pelo setor. Ao comentar a importância da regulamentação da lei para a cadeia do leite paranaense, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destacou que a medida se soma a um conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da atividade no Estado.

    Segundo ele, a iniciativa contribui para proteger a produção e impulsionar a renda das famílias que dependem do leite em todas as regiões do Paraná. 

    “Esse decreto é mais uma prova de que o Governo do Estado está do lado de quem produz. Estamos fortalecendo a cadeia do leite, garantindo um mercado mais justo e ajudando os produtores a aumentar a renda no campo, porque nosso compromisso principal é botar dinheiro no bolso do produtor rural”, afirma.

    FISCALIZAÇÃO – A fiscalização do cumprimento deste Decreto caberá ao órgão ou entidade responsável pelo licenciamento ou registro do estabelecimento, conforme sua natureza e atribuições legais, sem prejuízo da atuação conjunta com órgãos de vigilância sanitária, defesa agropecuária e proteção ao consumidor.

    As ações de fiscalização incluem inspeções de rotina, programadas ou não, inspeções motivadas por denúncias ou comunicações oficiais, auditorias documentais sobre aquisição, origem, uso e destinação de produtos lácteos, vistorias in loco para verificação dos processos industriais e coleta oficial de amostras para comprovação técnico-sanitária, sempre que necessária.

    As empresas deverão manter, por pelo menos dois anos notas fiscais de aquisição de matérias-primas lácteas, com identificação do país de origem, certificados sanitários internacionais, quando aplicáveis, registros de produção, incluindo quantificação e uso de ingredientes e registros que permitam rastreabilidade completa das matérias-primas desde a aquisição até o uso industrial.

    Além disso, os fiscais podem adotar medidas em casos de suspeita ou confirmação de reconstituição proibida de produtos lácteos importados. Eles poderão apreender produtos, coletar amostras para análise e até interditar parcial ou totalmente setores ou todo o estabelecimento.

    Caso a irregularidade seja comprovada, serão aplicadas as penalidades previstas na legislação estadual, sem prejuízo de eventuais responsabilizações civil e penal dos responsáveis.

    A queda do preço do leite no Paraná nos últimos dois anos foi fortemente influenciada pela competição desleal do leite em pó reidratado importado, que reduziu a demanda pelo leite local.

    A nova lei corrige essa distorção, restringindo a prática e fortalecendo a cadeia produtiva regional. Com isso, o preço do leite no Paraná tende a subir gradualmente, recuperando parte das perdas recentes e melhorando a renda dos produtores.

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  • Bonde Urbano Digital começa a operar entre Pinhais e Piraquara

    Bonde Urbano Digital começa a operar entre Pinhais e Piraquara

    Bonde Urbano Digital começa a operar entre Pinhais e Piraquara

    O Bonde Urbano Digital (BUD), inovação no transporte público na América do Sul, teve a sua primeira viagem realizada nesta terça-feira (09) com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior. A rota inicial levará os passageiros entre o Terminal São Roque, em Piraquara, e o Parque das Águas, em Pinhais, ambos na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Já na próxima semana, o itinerário será estendido até o Terminal de Pinhais.

    Fabricado pela empresa CRRC Nanjing Puzhen, o BUD é uma combinação entre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o Transporte Rápido por Ônibus (em inglês Bus Rapid Transit – BRT), este último criado para o transporte coletivo de Curitiba nos anos 1970. Por meio da tecnologia Digital Rail Transit (DRT), o bonde digital segue por um “trilho virtual”, feito por meio de marcadores magnéticos e sensores no asfalto, sem a necessidade de trilhos físicos.

    “O que nos impressiona é a tecnologia. O silêncio dentro do BUD, ar-condicionado, toda a tecnologia embarcada. Temos uma parte do percurso em que ele já é autônomo, o condutor só monitora a máquina e ela faz tudo sozinha. Ouvimos falar muito de carro autônomo, mas você ter um transporte público que anda sozinho na via é algo muito curioso e que nos deixa entusiasmados com a possibilidade de avançar ainda mais nesse projeto”, afirmou Ratinho Junior.

    “Se a população aprovar, com certeza iremos avançar com mais investimento nesse sistema. É um modelo que tem um excelente custo-benefício, comparado com metrô e VLT, muito mais barato, e que faz a mesma função, com a mesma capacidade de carga. É uma solução fantástica para o transporte público da nossa Capital e da Região Metropolitana”, acrescentou.

    “É uma inovação. Curitiba, que sempre foi vanguarda no transporte público, começando com o Ligeirinho, o BRT com as canaletas exclusivas, o Paraná passa agora a também ser a grande vanguarda para a América do Sul com esse novo sistema, fazendo o nosso Estado ser, mais uma vez, o mais inovador do Brasil também no transporte público”, finalizou o governador.

    Com capacidade para até 280 passageiros, o BUD terá o mesmo valor de passagem do transporte convencional, de R$ 5,50. A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros. Mesmo tendo a tecnologia para ser guiado de maneira autônoma, contará com motoristas durante todas as viagens.

    A operação é coordenada pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), vinculada à Secretaria de Estado das Cidades (Secid). O órgão é responsável pelo transporte público da RMC.

    O diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, destacou que a implantação do BUD faz parte de uma estratégia para suprir a demanda da Grande Curitiba, que tem visto sua população crescer ano a ano. “Nós temos esse desafio. Pela primeira vez, as cidades metropolitanas superaram a Capital em população. Ou seja, elas crescem mais que Curitiba, e isso deve continuar. Hoje nós temos um fluxo diário gigante, com cada vez mais pessoas vindas das cidades metropolitanas para a Capital, então precisamos repensar o transporte de massa”, explicou.

    “O VLT e o metrô têm custos muito elevados e há poucos projetos assim no Brasil. Entendemos que o BUD pode suprir essa necessidade e ser um grande diferencial para os grandes corredores que nós temos, como Fazenda Rio Grande–Curitiba, São José dos Pinhais–Curitiba, Piraquara–Pinhais–Curitiba, Colombo–Curitiba, então nosso projeto futuro é pensar nos grandes corredores e nos grandes volumes de tráfego que temos no deslocamento nessa região”, complementou.

    Santos também ressaltou o caráter inovador do Bonde Urbano Digital, mas sem deixar a segurança de lado. “A condução autônoma ainda não está regulamentada no Brasil. O que estamos fazendo aqui é um trecho de demonstração para a população entender que ele pode funcionar de forma autônoma, mas sempre haverá dois motoristas, uma vez que ele é bidirecional”, arrematou.

    Para o secretário das Cidades, Guto Silva, o BUD tem potencial para ser um “divisor de águas” no transporte de massa no Brasil. “Esse é um desafio de todas as grandes cidades do mundo: pensar em mobilidade. O cidadão metropolitano precisa se deslocar, e o transporte passa a ser extremamente importante. Nosso objetivo é encurtar o tempo de viagem desse cidadão que trabalha e se movimenta pela região metropolitana”, afirmou.

    “O BUD não é trem, não é metrô, não é ônibus, mas reúne o melhor de cada um: a capacidade do trem, podendo colocar mais gente nos vagões; a mobilidade do ônibus, que pode mudar rapidamente de rota; e a agilidade do metrô. Tudo isso com silêncio e sustentabilidade”, ressaltou.

    BUD entra em funcionamento no Paraná.

    INOVAÇÃO – O Bonde Urbano Digital é um veículo 100% elétrico com pneus, possui 30 metros de comprimento e conta com ar-condicionado e operação bidirecional. A velocidade de deslocamento é maior em relação aos ônibus, chegando a até 70 km/h, ante 60 km/h do sistema BRT. Outro diferencial é a vida útil do veículo, que pode chegar a 30 anos, três vezes mais que o atual sistema de transporte coletivo.

    O veículo também possui rastreamento automático, orientação autônoma e proteção eletrônica ativa. Conta com sensores, radares e vídeo, oferecendo maior segurança durante os deslocamentos, uma vez que ele compartilha a via com outros veículos como carros, caminhões, motos e ônibus.

    Entre os benefícios do BUD está o menor custo de implantação, que chega a ser três vezes menor que os sistemas VLT; condução automática em vias exclusivas; tempo de implementação curto, chegando a um ano para vias de até 15 quilômetros com cerca de 15 veículos; e potencial para aumento de composição com até quatro carros de 10 metros, ampliando a capacidade para 360 passageiros. Apenas a título de comparação, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da RMC tem capacidade para 250 pessoas.

    O fato de ser 100% elétrico também ajuda a baratear custos, uma vez que hoje o sistema é significativamente onerado pelos gastos com combustíveis. O BUD não usa bateria de lítio como outros veículos elétricos, mas supercapacitores, que permitem um carregamento mais rápido e eficiente. Com carga completa, que leva cerca de 12 minutos, possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua.

    OBRAS JÁ CONCLUÍDAS – O sistema inovador trazido ao Brasil pelo Paraná chegou em setembro, desmontado. Durante cerca de 30 dias foi montado por equipes da empresa chinesa em um espaço em Pinhais, onde também foram realizados os primeiros testes do veículo.

    Em paralelo, uma garagem, que também funcionará como oficina e posto de carregamento, foi construída nos fundos do Terminal São Roque, assim como a adaptação de uma sala para servir como Centro de Controle Operacional (CCO) do veículo. É neste local que as equipes vão acompanhar todo o percurso, por meio de diversas câmeras instaladas em diferentes pontos do bonde digital, com transmissão ao vivo para o CCO.

    Para guiar o BUD nos trechos autônomos, ímãs foram instalados no Terminal São Roque e na Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel. O objetivo é que possa ser demonstrada a tecnologia de guiagem autônoma em dois cenários distintos: o primeiro, em seu trajeto normal na rodovia; e o segundo, na chegada ao terminal.

    Os terminais de ônibus também passaram por adaptações e o pavimento da Avenida Ayrton Senna da Silva, em Pinhais, passa por melhorias para que o BUD possa chegar até o terminal com mais conforto aos usuários. A Amep também capacitou quatro motoristas que vão conduzir o BUD durante as viagens.

    O Paraná será o primeiro estado da América do Sul a adotar Bonde Urbano Digital no transporte coletivo. Ele fará a linha Pinhais-Piraquara, que transporta, em média, 10 mil passageiros por dia. O BUD fará a linha direta, sem paradas intermediárias no caminho. Os veículos tradicionais continuarão operando normalmente.

    O Estado tem como referência o projeto realizado em Campeche, no México, o 1º sistema implantado na América do Norte. Em operação comercial desde junho deste ano, conta com uma linha guiada de 15 quilômetros, sendo cinco deles de condução automática segregada, com 13 estações. O tempo de implantação completa do sistema mexicano foi de 14 meses. O sistema já é utilizado também em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália.

    O BUD tem chamado a atenção de estados, municípios e também de outros países. Uma comitiva de prefeitos de Santa Catarina e representantes do governo do Mato Grosso vieram até o Paraná conhecer o projeto e acompanhar a montagem do sistema. O mesmo ocorreu com representantes de cidades argentinas, como Buenos Aires e Córdoba, e dos governos da Costa Rica, Colômbia e Chile.

    Segundo a prefeita de Pinhais, Rosa Maria, o BUD contribui para melhoria na mobilidade e na qualidade do transporte coletivo. “Nos sentimos privilegiados por ter sido escolhidos nesse trajeto. Somos uma das cidades mais sustentáveis do Paraná e do Brasil, e ter um transporte inovador e sustentável combina muito com o nosso perfil”, disse.

    “Piraquara é uma cidade em que praticamente 100% de sua área é de preservação. Ter um veículo sustentável tem tudo a ver com o município. Nós ficamos honrados, privilegiados e agradecidos por essa oportunidade de ter um veículo inovador que vai facilitar a vida das pessoas”, complementou o prefeito de Piraquara, Marcus Tesserolli.

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  • Alerta: PR; SC; RS

    Alerta: PR; SC; RS

    Alerta: PR; SC; RS

    O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta para os três estados do Sul. Alguns vendavais e tempestades já foram sentidos no final da tarde e início de noite de ontem.

    Veja o que dizem os avisos emitidos pelo INMET.

    Aviso de: Tempestade
    (área amarela)
    Grau de severidade: Perigo Potencial
    Início: 08/12/2025 12h00min
    Fim: 09/12/2025 23h59min

    Riscos Potenciais: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos.

    Aviso de: Tempestade
    (área vermelha)
    Grau de severidade: Grande Perigo
    Início: 08/12/2025 12h00min
    Fim: 09/12/2025 23h59min

    Riscos Potenciais:

    Chuva superior a 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h, e queda de granizo. Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

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  • Governadores do Sul e Sudeste divulgam carta sobre segurança pública. Leia.

    Governadores do Sul e Sudeste divulgam carta sobre segurança pública. Leia.

    Governadores do Sul e Sudeste divulgam carta sobre segurança pública. Leia.

    Em Carta divulgada neste sábado (6), o governador Carlos Massa Ratinho Júnior e os demais governadores do Sul e Sudeste reafirmaram o compromisso com a cooperação, com a inovação das políticas públicas e com a construção de soluções conjuntas frente aos desafios enfrentados em todo o País. 

    O  documento desenvolvido na 14ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (COSUD), que ocorreu nesta semana no Rio de Janeiro, elenca as principais propostas do grupo a respeito do combate à criminalidade, à desburocratização e a tecnologia.

    Na carta, os governadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais renovam a convicção de que somente uma atuação coordenada entre os Estados, respeitando as diversidades regionais, poderá garantir avanços concretos e sustentáveis em benefício de toda a população brasileira.

    Nesta edição, a segurança pública foi tratada com prioridade absoluta, com foco no enfrentamento das facções criminosas que expandem sua atuação em escala interestadual e transnacional. “Diante deste cenário, é imperativo adotar mecanismos permanentes de ação integrada entre União e Estados. A falta de coordenação nacional, combinada à ausência de um financiamento estável e previsível para segurança, compromete a eficácia das iniciativas estaduais e cria distorções que favorecem a consolidação dessas organizações criminosas”, diz o documento. 

    Por isso, os estados do Sul e Sudeste, por meio dos órgãos de governança do COSUD, reafirmam o compromisso de aperfeiçoar mecanismos interestaduais de integração tecnológica e operacional de dados, ao combate a cadeia logística dos crimes relacionados aos roubos e furtos de celulares e à interoperabilidade entre os sistemas estaduais de identificação de criminosos. 

    Os governadores também defendem a participação dos Estados no debate da PEC da Segurança, já que são eles os responsáveis pela execução do policiamento, das investigações, da custódia e da administração prisional em seus territórios. Além disso, a Carta do Cosud pede pela preservação da autonomia das policiais estaduais, a garantia de que estas permaneçam subordinadas aos governadores e a criação de um modelo de compensação financeira para os Estados.

    “A nossa polícia prende muito bandido, é impressionante o trabalho diário das nossas forças de segurança. O problema é que as leis do Brasil são muito brandas. Hoje, por exemplo, se um criminoso assassinou um trabalhador, ele vai pegar uma pena de oito anos de prisão, mas em menos de dois anos ele está solto”, afirmou o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior. “Então, lamentavelmente, nós somos um país com punições brandas. Por isso, nós, o COSUD, estamos nos colocando à disposição do Congresso Nacional, com sugestões e propostas para que essa pauta seja colocada como prioridade”, justificou. 

    Em relação ao Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, a recuperação de ativos é vista como um eficiente meio de interrupção do fluxo financeiro das organizações criminosas. “Entretanto, a atual sistemática, que destina todos os valores oriundos de investigações estaduais a um fundo federal, deturpa o princípio republicano.” Por isso, a proposta da Câmara dos Deputados, de prever que tais valores sejam destinados aos respectivos estados, incentiva novas operações e fortalece as instituições locais.

    Para isso, os governadores também defendem medidas para destinação de parte da arrecadação da taxação das apostas (bets) ao financiamento de políticas de segurança pública, para capacitar e ampliar a capacidade operacional dos Estados, diminuindo a dependência de repasses eventuais do orçamento federal.

    Os governadores defendem ainda ajustes na legislação penal e processual penal, mecanismos de financiamento estável e a criação de linhas permanentes de financiamento por meio do BNDES, que serão direcionadas à aquisição de tecnologia, inteligência, digitalização de dados, com objetivo de modernizar a segurança pública estadual. 

    Carta do Rio defende diversos pontos em que estados deveriam trabalhar em conjunto.

    No documento, o COSUD se compromete em avançar na construção de plataformas de dados criminais, georreferenciamento, inteligência policial e compartilhamento de informações entre Estados. Além disso, os governadores ratificam sua “disposição de trabalhar de forma unida por um Brasil mais seguro, mais justo e mais integrado” e ressalta que “somente a união de esforços entre Estados, União e sociedade permitirá transformar diretrizes em resultados concretos que beneficiem milhões de brasileiros”. 

    No término da 14ª edição, o Consórcio de Integração Sul e Sudeste elegeu, por unanimidade, o governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema, para assumir a presidência do COSUD. 

    CÂMARAS TEMÁTICAS – Ao longo do encontro, iniciado na quinta-feira (4) e encerrado neste sábado (6), as Câmaras Temáticas assumiram papel central na programação, orientando as discussões técnicas. Foram realizadas reuniões em sete áreas estratégicas: Segurança Pública; Meio Ambiente; Desenvolvimento Econômico; Governo e Gestão; Saúde; Educação; e Desenvolvimento Humano.

    As propostas elaboradas durante as reuniões seguem agora para consolidação e poderão subsidiar ações conjuntas, fortalecendo a integração regional e ampliando a eficiência das políticas públicas implementadas pelos governos do Sul e Sudeste.

    PROMOÇÃO, DEFESA E GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS

    A chamada política do cuidado, reconhecida como direito de todos e responsabilidade compartilhada entre Estado, famílias e sociedade, foi tema central. O enfrentamento às violências contra as mulheres, com foco na importância de incluir os homens no debate sobre respeito, igualdade e masculinidade, também foi debatido. 

    SAÚDE

    A reformulação do modelo de financiamento da saúde e a atualização da tabela SUS foram destacadas na Câmara Temática da Saúde. Uma proposta aprovada pelo grupo foi a criação imediata de um Comitê Executivo de Saúde dos estados do Sul e Sudeste para que os desafios comuns das regiões sejam enfrentados de forma conjunta e levados ao Ministério da Saúde. 

    GOVERNO, GESTÃO E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

    A Câmara Temática de Governo e Gestão se dividiu em dois grupos. Um deles foi voltado para assuntos relacionados à Fazenda, que abordou Reforma Tributária, dívidas e plano de desenvolvimento das regiões Sul e Sudeste. O outro grupo reuniu os temas de Planejamento e Gestão, tendo como tema central a transição energética e sustentabilidade. 

    DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

    As secretarias de desenvolvimento econômico discutiram ações conjuntas para ampliar competitividade e atrair investimentos. Entre as principais iniciativas debatidas estão a implementação da aprovação tácita automatizada em órgãos estaduais e a importância estratégica das agências estaduais de atração de investimentos.

    EDUCAÇÃO

    As secretarias de Educação dos sete estados propuseram a criação de uma fonte permanente de recursos federais que possa garantir o financiamento para a expansão das matrículas de ensino integral nas redes públicas de Educação Básica. Outro tema discutido foi a expansão da Educação em Tempo Integral, com foco na aplicação dos 4% do Fundeb destinados à ampliação da oferta. 

    SEGURANÇA PÚBLICA

    No Comitê Gestor, foram discutidas estratégias para o compartilhamento de informações e o fortalecimento das ações de segurança de forma coordenada.

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  • Maior Papai Noel do mundo fica no Paraná

    Maior Papai Noel do mundo fica no Paraná

    Maior Papai Noel do mundo fica no Paraná

    O Paraná conta com mais um registro no Guiness World Record que engrandece o turismo no Estado. O maior Papai Noel do Mundo foi oficialmente reconhecido pelo livro de recordes na cidade de Londrina na noite desta sexta-feira (05), durante cerimônia na Avenida Higienópolis. O atrativo natalino fica em frente ao lago Igapó 2, um cartão postal turístico toda cidade.

    O Papai Noel mede 27 metros de altura e pesa 15 toneladas. “Londrina faz parte de um território turístico importante para o turismo do Estado e este reconhecimento só enaltece ainda mais o potencial que temos na região. É um orgulho mais esse registro.”, destacou o secretário do turismo do Paraná, Leonaldo Paranhos.

    O Papai Noel de Londrina é o segundo atrativo turístico registrado no livro oficial de recordes. Outro registro é em Rio Negro, na Região Metropolitana de Curitiba, que abriga o menor cemitério do mundo aberto a visitação. O diretor presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, ressalta que a ousadia de municípios e empresários para o turismo tem sido um diferencial para a atração de turistas nacionais e internacionais.

    “O turismo é feito pela iniciativa privada e pelos municípios e estamos unidos, mais do que nunca, para destacar o Paraná mundo afora. Entender a força do turismo enquanto fonte de renda é essencial para todos os paranaenses, pois quando temos destaques assim, chamamos a atenção de turistas de todos os cantos, que deixam nos municípios marcas importantes na economia, em restaurantes, hotéis e comércios”, afirmou.

    Segundo o prefeito de Londrina, Tiago Amaral, o “título mundial” vai projetar a cidade em níveis nacional e até internacional. “É muito impactante esse reconhecimento do livro mundial de recordes de que temos o maior Papai Noel do mundo, porque o Guiness é uma marca muito forte, não tem como não repercutir. É todo um movimento que faz Londrina acelerar e se tornar uma cidade ainda melhor”, disse.

     

    Maior Papai Noel do Mundo: O atrativo natalino fica em frente ao lago Igapó 2, um cartão postal turístico toda cidade.

    Critérios

    Entre as principais regras oficiais exigidas pela entidade internacional atendidas pela cidade de Londrina para receber o reconhecimento está a pré-aprovação do desenho da estrutura por uma comissão do GWR para que pudesse ser medida a sua altura em tamanho real. 

    Além disso, o Papai Noel londrinense deveria superar o tamanho da estrutura natalina instalada na cidade portuguesa de Águeda, que até ontem detinha o título de maior do mundo pelo Guiness World Records, com 21 metros de altura e 9 metros de diâmetro.

    A medição topográfica do Papai Noel havia sido realizada na manhã desta sexta-feira no lago Igapó 2 pelo engenheiro João Luiz Zaupa, com a participação de duas testemunhas, todos indicados pelo Conselho de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL). 

    O relatório foi entregue à pela juíza oficial do tradicional livro dos recordes, Susana Reyes, que foi a Londrina especialmente para chancelar o recorde.

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  • Assembleia Legislativa vota LOA 2026 na próxima segunda-feira

    Assembleia Legislativa vota LOA 2026 na próxima segunda-feira

    Assembleia Legislativa vota LOA 2026 na próxima segunda-feira

    A Assembleia Legislativa do Paraná terá como destaque na pauta da próxima segunda-feira (8) a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O projeto de lei nº 843/2025, encaminhado pelo Poder Executivo, estima a receita e fixa a despesa do orçamento estadual para o próximo ano. A análise ocorrerá em duas sessões plenárias, uma ordinária e outra extraordinária.

    Segundo o texto enviado pelo governo, o orçamento previsto para 2026 é de R$ 81,6 bilhões, valor que representa um crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Dentro desse montante, estão incluídos R$ 7,1 bilhões destinados a investimentos, o que significa um aumento de 11% sobre o valor estabelecido para 2025. A receita corrente projetada é de R$ 75,1 bilhões, 5% maior do que a registrada na LOA de 2025, que foi de R$ 71,3 bilhões.

    Assim como em anos anteriores, a tramitação da peça orçamentária contou com a participação da sociedade. A Comissão de Orçamento, presidida pelo deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), disponibilizou ferramentas para que cidadãos pudessem enviar sugestões sobre a aplicação dos recursos públicos. Romanelli destacou que esse processo fortalece a transparência e aproxima a população das decisões sobre o uso do dinheiro público.

    Comparativo entre 2025 e 2026

    Em relação ao orçamento anterior, a LOA 2025 havia fixado um total de R$ 78,5 bilhões. Para 2026, o valor sobe para R$ 81,6 bilhões, o que representa um crescimento de 4%. Os investimentos também avançam: em 2025, foram previstos R$ 6,4 bilhões, enquanto para 2026 o montante chega a R$ 7,1 bilhões, uma alta de 11%. Já a receita corrente, que em 2025 foi de R$ 71,3 bilhões, passa a R$ 75,1 bilhões em 2026, com aumento de 5%.

    Assembleia Legislativa do Paraná.

    Setores prioritários e valores previstos

    De acordo com o governo estadual, os investimentos previstos para 2026 terão como foco principal a Educação, a Saúde e a Infraestrutura. A Educação deve receber cerca de R$ 15 bilhões, o maior orçamento da história do setor no Paraná, com recursos destinados à expansão da rede escolar, programas de alfabetização e modernização tecnológica.

    A Saúde contará com aproximadamente R$ 12 bilhões, também em patamar recorde, voltados para a manutenção de hospitais, ampliação de serviços de atenção básica e investimentos em programas de prevenção e combate a doenças.

    Na área de Infraestrutura, o Estado prevê cerca de R$ 8 bilhões, destinados a obras de mobilidade urbana, rodovias e projetos de logística que visam fortalecer a competitividade econômica do Paraná.

    Além desses setores, a Segurança Pública terá reforço de aproximadamente R$ 6 bilhões, com investimentos em equipamentos, tecnologia e expansão do efetivo policial. Programas sociais e de assistência também estão contemplados, com valores próximos a R$ 4 bilhões.

    Expectativa da votação

    A votação da LOA é considerada uma das mais relevantes do calendário legislativo, pois define as bases para os gastos e investimentos do Estado no próximo exercício. A expectativa é de que a proposta seja aprovada com ajustes pontuais, já que o texto é resultado de diálogo entre o Executivo e a Comissão de Orçamento.

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  • Deputada solicita ao TJ-PR a suspensão da nova etapa do Parceiro da Escola

    Deputada solicita ao TJ-PR a suspensão da nova etapa do Parceiro da Escola

    Deputada solicita ao TJ-PR a suspensão da nova etapa do Parceiro da Escola

    A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT-PR) pediu ao Tribunal de Justiça do Paraná, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), a suspensão imediata da nova etapa do programa Parceiro da Escola, após identificar irregularidades no Edital nº 139/2025, publicado pela Secretaria de Estado da Educação (SEED).

    A ação, protocolada nesta quinta-feira, dia 4, ocorre no momento em que a comunidade escolar impôs uma nova derrota ao governo Ratinho Junior: das 96 escolas consultadas, 82 votaram “não” à privatização, apenas duas disseram “sim” e 12 não atingiram quórum. Para a parlamentar, ao tentar incluir justamente essas escolas no programa, o governo demonstra “uma manobra para reverter administrativamente aquilo que perdeu democraticamente”.

    Segundo Ana Júlia, o edital apresenta problemas que comprometem sua legitimidade e violam princípios constitucionais da administração pública. Entre as falhas apontadas estão critérios indefinidos ou divulgados apenas depois do resultado, ausência de dados objetivos de frequência e aprendizagem, incoerências com resoluções anteriores da própria SEED e a inclusão de escolas sem quórum, sem justificativa pedagógica ou técnica.

    De acordo com ela, o governo altera parâmetros conforme sua conveniência, criando métricas novas e incompatíveis com editais anteriores. “O edital é contraditório e montado para justificar uma decisão já tomada. Falta transparência, falta clareza e falta respeito à vontade da comunidade escolar”, afirmou.

    A deputada lembrou ainda que as escolas já privatizadas não apresentam a melhora prometida pelo governo. Há unidades que receberam mais de um milhão e meio de reais e permanecem com infiltrações, janelas que não fecham, portas quebradas, rachaduras e serviços mal executados. Para Ana Júlia, isso evidencia que o modelo não entrega eficiência nem qualidade. 

    “Se, depois de tanto dinheiro, a escola segue abandonada, isso gera muitas dúvidas sobre para onde estão indo os recursos dos paranaenses”, disse.

    Ela também destacou que o modelo de privatização fere a autonomia das escolas e coloca interesses privados acima do interesse público. “Educação não é mercadoria. Esse modelo não melhora o que importa, não fortalece os trabalhadores e trabalhadoras da educação, não garante aprendizagem. O que ele garante é contrato para empresas ‘parceiras’”, afirmou.

    Ao pedir a suspensão do edital via ADI, a deputada reforça que a tentativa do governo de impor a privatização ignora completamente a mensagem enviada pela comunidade escolar. Para ela, “o Paraná foi categórico: não quer privatização das escolas. O governo perdeu nas urnas da comunidade, perdeu na legitimidade e tenta agora ganhar no tapetão. Não vamos permitir”.

    Ana Júlia conclui que seguirá fiscalizando, denunciando irregularidades e defendendo o direito da comunidade escolar de participar das decisões sobre a educação pública. “Ratinho Junior saiu novamente desmoralizado desse processo e continuará perdendo enquanto insistir em desmontar a escola pública”, finalizou.

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  • Diminui o número de jovens que não trabalham nem estudam no Paraná, aponta IBGE

    Diminui o número de jovens que não trabalham nem estudam no Paraná, aponta IBGE

    Diminui o número de jovens que não trabalham nem estudam no Paraná, aponta IBGE

    A chamada geração “nem-nem”, que são jovens que não estudam nem trabalham, está em declínio no Paraná. O número de jovens de 15 a 29 anos que estava fora da escola ou do mercado de trabalho caiu de 474 mil, em 2019, para 374 mil em 2024, ou seja, foram 100 mil a menos em cinco anos.

    O dado, compilado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), consta na Síntese de Indicadores Sociais, pesquisa divulgada nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    “Estamos oferecendo muitas oportunidades para que os jovens paranaenses possam estudar, se qualificar e ascender no mercado de trabalho”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Temos a melhor educação do Brasil e o maior número de universidades estaduais do País, com sete instituições espalhadas por todas as regiões do Estado. Temos aulas de robótica, programação e programas como o Ganhando o Mundo, que capacitam os estudantes da rede pública e são um incentivo para estarem na escola”.

    Os “nem-nem” têm, inclusive, a menor representação dentro da população nessa faixa etária. Dos 2,57 milhões de jovens paranaenses com idade entre 15 e 29 anos, 520 mil estudam (20%), 422 mil estudam e tem uma ocupação (16%), 1,25 milhão (49%) estão no mercado de trabalho e apenas 374 mil (11%) não estudam e nem trabalham. E mesmo entre estes, 20,5% estão desocupados, mas procurando emprego.

    De acordo com o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a queda do número de jovens que não estudam e não trabalham reflete a forte articulação entre as políticas do Estado.

    “Ao promovermos ações para a redução da evasão escolar, em conjunto com as iniciativas para o primeiro emprego, atingimos níveis muito mais baixos de jovens que não estudam e não estão exercendo atividade laboral”, ressalta.

    Segundo a pesquisa do IBGE, entre 2016 e 2024, a taxa de frequência escolar bruta cresceu 8,2% no Estado, com aumento expressivo justamente nas faixas etárias atendidas pelos colégios estaduais. Entre estudantes de 15 a 17 anos, a presença em sala passou de 84,2%, em 2016, para 91,1% no ano passado. No Ensino Fundamental 2, voltado a alunos de 11 a 14 anos, o índice também subiu, de 98,5% para 99,4%.

    Entre as ações que ajudam a explicar os avanços está o programa Presente na Escola, criado em 2019 pelo Governo do Estado para monitorar a frequência em tempo real, envolver as famílias e realizar busca ativa em casos de ausência prolongada.

    Além disso, o programa Ganhando o Mundo, por exemplo, exige alta assiduidade como um dos requisitos para que o aluno possa participar de intercâmbios internacionais. Em 2026, na maior edição do programa, 2 mil estudantes vão embarcar para experiências no Exterior.

    Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a redução do número de jovens que não estudam nem trabalham passa diretamente pela educação pública. “Temos direcionado esforços e recursos para garantir a oferta de uma educação pública inovadora, atrativa e de excelência aos estudantes de todo o Paraná. Como resultado, nos últimos dez anos, observamos reduções importantes na taxa de abandono escolar, tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio. Isso impacta não somente a vida de milhares de jovens e suas famílias, mas também o mercado de trabalho e a economia paranaense”, destaca.

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  • Instituições que recebem dinheiro do governo estadual ou municipal terão que manter portal de transparência

    Instituições que recebem dinheiro do governo estadual ou municipal terão que manter portal de transparência

    Instituições que recebem dinheiro do governo estadual ou municipal terão que manter portal de transparência

    A proposta que trata da obrigatoriedade de transparência na divulgação eletrônica por entidades privadas, de de utilidade pública ou não, que recebam recursos públicos a título de subvenção, auxílio ou parcerias com municípios ou com o Estado, foi um dos principais projetos aprovados nas duas sessões plenárias, uma ordinária e outra extraordinária, realizadas nesta terça-feira (2) na Assembleia Legislativa do Paraná.

    O projeto de lei 272/2025, dos deputados Marcelo Rangel (PSD) e Artagão Junior (PSD), altera a Lei nº 16.897/2011 e estabelece critérios objetivos de transparência para entidades que recebem recursos públicos ou exercem funções delegadas. Segundo a justificativa, o texto não altera a organização interna de sindicatos nem interfere no direito de livre associação, garantindo, porém, que associações, entidades sindicais ou empresas beneficiadas por auxílios estatais tenham um dever mínimo de publicidade. A proposição recebeu 38 votos favoráveis e 6 contrários.

    “Mais simples e mais poderoso, e o primeiro projeto do Brasil para assegurar transparência absoluta. Mas também com respeito a quem colabora — com sindicatos, com quem precisa saber onde estão sendo feitos os investimentos. Para evitar que aconteça, por exemplo, o que houve com o roubo dos nossos aposentados”, afirmou Rangel.

    Manter um portal de transparência é o mínimo que uma instituição que recebe dinheiro público, deve fazer.

    Já o deputado Arilson Chiorato (PT) encaminhou voto contrário. “Em parte é muito positivo, mas tem de servir para todas as empresas, inclusive as que recebem milhões do governo.

    Esse projeto transforma a contribuição sindical, que não é obrigatória, como recurso público, e isso não está certo. É um projeto antissindical e vamos discutir na Justiça”, disse o parlamentar, se referindo às emendas apresentadas.

    Foram rejeitadas, por 32 a 12 votos, as alterações obrigavam empresas privadas que recebam benefícios públicos a divulgar informações essenciais, além de outra que ampliava a lei para empresas beneficiadas por isenções fiscais, créditos tributários e outros incentivos. Outra emenda da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi derrubada por 44 x 3.

    Com dispensa de redação final na sessão extraordinária, o texto segue para sanção.

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