Processo que acusou Otávio Mesquita de estupro de assistente de palco é arquivado
O apresentador Otávio Mesquita obteve uma decisão favorável na Justiça após anos de investigação sobre um episódio ocorrido em 2016, durante uma gravação do programa The Noite, comandado por Danilo Gentili. Na ocasião, Mesquita teria apalpado os seios e nádegas da assistente de palco Juliana Oliveira, além de simular um ato sexual em frente às câmeras.
Em outubro de 2025, a 4ª Promotoria de Justiça de Osasco determinou o arquivamento do inquérito policial, alegando insuficiência de provas para caracterizar o crime de estupro. O promotor responsável, Luciano Constant Oliveira, destacou que, embora a conduta do apresentador fosse “indevida e intensamente reprovável socialmente”, não foram identificados elementos de grave ameaça, violência ou dolo, requisitos exigidos pela legislação brasileira.
Juliana Oliveira, inconformada, recorreu da decisão e pediu a reabertura do caso. No entanto, em novembro de 2025, a Procuradoria-Geral de Justiça manteve o arquivamento, reforçando que não havia novas provas que justificassem a retomada da investigação.
O Ministério Público também ressaltou que o fato de a denúncia ter sido apresentada anos após o ocorrido não desqualifica a versão da vítima, reconhecendo que vítimas de abuso sexual muitas vezes precisam de tempo para formalizar acusações.
Assistente de palco Juliana Oliveira e o apresentador Otávio Mesquita.
Ainda assim, os depoimentos coletados, incluindo o de Danilo Gentili, indicaram que o episódio foi interpretado como uma “performance humorística” pelos presentes, tanto que a cena foi exibida normalmente na televisão.
Com o arquivamento confirmado, o caso criminal está encerrado. No entanto, a disputa entre as partes continua: Juliana Oliveira avalia medidas na esfera cível por danos morais, enquanto Otávio Mesquita já moveu uma ação contra ela pelo mesmo motivo.
Esse desfecho reforça a complexidade de casos envolvendo figuras públicas e situações ocorridas em ambientes televisivos, onde a linha entre humor e conduta abusiva pode gerar interpretações distintas.
Contato
- Atendimento
- (41) 999-555-006
-
Av. do Batel, 1750 – S215
Curitiba – PR




















