O Paraná vai receber nos dias 8, 9, 14 e 15 de junho a visita oficial da princesa Kako de Akishino, integrante da família imperial japonesa, em celebração aos 130 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japão. Com uma grande programação de encontros com a comunidade nikkei paranaense e visita a atrativos turísticos, a princesa passará pelas cidades de Maringá, Rolândia, Londrina e Foz do Iguaçu.
Em Maringá, no Noroeste do Estado, ela se reúne no dia 8 com jovens descendentes de japoneses na Associação Cultural e Esportiva da cidade (ACEMA), entidade representativa nipo-brasileira, seguido de um encontro de boas-vindas oferecido pela comunidade nikkei.
A cidade canção tem forte influência do país asiático em sua história, abrigando, por exemplo, o Parque do Japão, dedicado à cultura japonesa. O espaço conta com um complexo que exibe diferentes formas de expressão da cultura oriental, incluindo jardins, paisagismo e espaços para atividades culturais e esportivas. Na cidade paranaense, existe a Avenida Kakogawa, enquanto que no Japão há uma avenida que leva o nome de Maringá, com uma réplica da Catedral Metropolitana.
A agenda da princesa Kako no Paraná continua no dia 9 e passa por outros dois municípios. Pela manhã, ela visita o Museu Histórico da Imigração Japonesa, em Rolândia, na região Norte. O espaço é voltado à preservação da história e cultura da comunidade nipo-brasileira da região e já recebeu visita de outros membros da família real japonesa. O príncipe Fumihito de Akishino, pai de Kako, esteve em Rolândia em 2015, enquanto a irmã da princesa, Mako, visitou a cidade em 2018.
Na sequência, ela será recebida pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, que entregará uma homenagem do Governo do Estado para a princesa na Aliança Cultural Brasil-Japão, em Londrina. Haverá o plantio simbólico de uma árvore no Jardim Japonês, seguido de um almoço com autoridades e comunidade nikkei e visita à Associação Cultural e Esportiva de Londrina (ACEL). À tarde, a princesa embarca para o Rio de Janeiro.
A influência na segunda maior cidade do Estado também é grande. A Rua Sergipe, no Centro de Londrina, ficou conhecida como “Pequena Tóquio” devido à concentração de estabelecimentos comerciais japoneses a partir da década de 1930. A Praça Tomi Nakagawa é outro exemplo da influência do país asiático na cultura londrinense.