Trump admite derrota internacional pela primeira vez — e culpa a China
Política de tarifas do presidente dos EUA provoca realinhamento global e fortalece bloco do BRICS
Pela primeira vez desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump admitiu publicamente uma derrota no campo da política internacional. Em uma postagem na rede Truth Social, o republicano declarou:
Parece que perdemos a Índia e a Rússia para a China mais profunda e sombria. Que tenham um longo e próspero futuro juntos.”
A fala ocorre após um desfile militar histórico em Pequim, que reuniu os líderes Xi Jinping, Vladimir Putin, Narendra Modi e Kim Jong-un — todos lado a lado, em clara demonstração de alinhamento estratégico. Para analistas, o gesto de Trump não é apenas um desabafo: é o reconhecimento de que sua política de tarifas e confrontos comerciais teve um efeito colateral inesperado — aproximar os rivais e fortalecer o BRICS como alternativa ao Ocidente.
Tarifas como arma — e como boomerang
Desde seu primeiro mandato, Trump transformou tarifas comerciais em instrumento de pressão geopolítica. Países como China, Índia e Brasil foram alvo de alíquotas de até 50%, sob justificativas que iam desde déficits comerciais até punições por alianças energéticas com a Rússia.
– A Índia, por exemplo, foi penalizada por comprar petróleo russo com desconto e revender no mercado global.
– O Brasil sofreu sanções em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
– A China enfrentou tarifas recordes de até 145%, além de restrições tecnológicas e financeiras.
O resultado? Em vez de isolar os países emergentes, Trump os empurrou para uma aproximação inédita com Pequim — inclusive a Índia, que há anos mantinha distância estratégica da China por disputas territoriais e tecnológicas.
Donald Trump, presidente dos EUA.
BRICS: de bloco disperso a frente unificada
O BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sempre foi visto como um agrupamento econômico com pouca coesão política. Mas a escalada tarifária de Trump deu ao bloco um propósito comum: resistir à hegemonia americana e fortalecer o comércio interno.
– China e Índia anunciaram acordos bilaterais inéditos.
– Mais de 90% do comércio entre Rússia e China já ocorre em moedas locais, como yuan e rublo.
– O Brasil, por sua vez, ampliou exportações para a China e defende uma resposta conjunta às sanções americanas.
A presença de líderes do BRICS no desfile militar em Pequim — incluindo o assessor brasileiro Celso Amorim e a ex-presidente Dilma Rousseff, atual diretora do Banco do BRICS — simboliza essa nova convergência.
Um novo mapa de poder
A admissão de Trump marca um ponto de inflexão. Pela primeira vez, o presidente americano reconhece que perdeu influência sobre dois dos maiores países emergentes — Índia e Rússia — para a China. E isso não se deu por força militar, mas por erros estratégicos na política comercial.
Enquanto Washington insiste em tarifas e sanções, o BRICS avança em acordos de cooperação, comércio em moedas locais e integração energética. A guerra comercial virou um catalisador de alianças.
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