Categoria: DESTAQUES

  • Escala 6×1: o que é, quais projetos existem e em que estágio estão

    Escala 6×1: o que é, quais projetos existem e em que estágio estão

    Escala 6×1: o que é, quais projetos existem e em que estágio estão

    A chamada escala 6×1 — em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um — é uma prática comum em diversos setores da economia brasileira, especialmente comércio, serviços e indústria. Críticos afirmam que o modelo é exaustivo, prejudica a saúde, reduz a convivência familiar e aumenta o risco de acidentes. Esse debate ganhou força nas redes sociais e chegou ao Congresso, que hoje discute duas propostas distintas para alterar a jornada de trabalho no país.

    Atualmente, tramitam no Legislativo dois textos com objetivos semelhantes: reduzir a jornada semanal e modificar ou extinguir a escala 6×1. Um deles está no Senado e o outro na Câmara dos Deputados, cada qual em estágio diferente de avanço.

    No Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2025, de autoria do senador Paulo Paim (PT‑RS) e relatada por Rogério Carvalho (PT‑SE), é a que está mais adiantada. O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas ao longo de cinco anos, além de limitar a semana de trabalho a cinco dias, com dois dias de descanso — preferencialmente sábado e domingo — sem redução salarial. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em votação extra‑pauta e agora segue para análise do plenário do Senado. Se aprovada, será enviada à Câmara.

    Na Câmara dos Deputados, tramita a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL‑SP). O texto original propõe uma jornada máxima de 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho e três de descanso, eliminando completamente a escala 6×1. No entanto, a proposta está parada em uma subcomissão especial criada para discutir o tema. O relator, deputado Luiz Gastão (PSD‑CE), apresentou um substitutivo que altera significativamente o projeto: reduz a jornada apenas para 40 horas semanais, mantém a escala 6×1 e cria regras específicas para trabalho aos fins de semana, além de prever incentivos fiscais para empresas com alta proporção de gastos com salários. O substitutivo gerou controvérsia e não avançou para votação.

    O governo federal tem se posicionado favoravelmente à redução da jornada e ao fim da escala 6×1. O ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos, argumenta que jornadas menores podem elevar a produtividade ao permitir que trabalhadores estudem, descansem e melhorem sua qualidade de vida.

    O fim da escala 6×1 promete mais descanso ao trabalhador, mas exige maior produtividade no trabalho.

    Inicialmente, o governo apoiava o texto da Câmara, impulsionado pela mobilização popular nas redes sociais. Mas, diante da lentidão na tramitação, passou a defender o projeto que tiver maior chance de aprovação rápida — hoje, a PEC do Senado.

    O debate, no entanto, está longe de ser consensual. Defensores da mudança afirmam que a escala 6×1 é desgastante, prejudica a saúde e compromete o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Também argumentam que jornadas menores podem melhorar a produtividade e reduzir a dependência de horas extras, além de permitir uma distribuição mais equilibrada do trabalho.

    Por outro lado, entidades empresariais e representantes da indústria alertam para possíveis impactos econômicos. A Fecomércio e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmam que a redução da jornada sem redução salarial pode elevar custos, especialmente para micro e pequenas empresas, que representam a maior parte dos empregos formais no país. Também há preocupação com a possibilidade de queda na produtividade e aumento do desemprego, caso empresas não consigam se adaptar às novas regras.

    Enquanto o Senado avança e a Câmara enfrenta impasses, o tema segue mobilizando trabalhadores, empresários e o governo. A discussão sobre a escala 6×1, que começou nas redes sociais e ganhou força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, agora se transforma em uma das principais disputas legislativas sobre direitos trabalhistas no país.

    Contato

  • BR-277 vai ganhar 32 km de novas faixas entre Curitiba e São José dos Pinhais

    BR-277 vai ganhar 32 km de novas faixas entre Curitiba e São José dos Pinhais

    BR-277 vai ganhar 32 km de novas faixas entre Curitiba e São José dos Pinhais

    Ampliação da BR‑277 entre Curitiba e São José dos Pinhais inicia com obras simultâneas e previsão de impacto direto na mobilidade

    O trecho urbano da BR‑277 que liga Curitiba a São José dos Pinhais, um dos corredores rodoviários mais movimentados do Paraná, começou a receber uma série de intervenções estruturais que devem transformar a dinâmica de tráfego na região nos próximos anos. As obras fazem parte do Lote 2 das novas concessões rodoviárias do estado e serão executadas pela concessionária EPR Litoral Pioneiro. O investimento previsto para esta etapa é de aproximadamente R$ 148 milhões.

    A ampliação contempla 32 quilômetros de faixas adicionais entre os quilômetros 83 e 67, nos dois sentidos da rodovia, desde o Jardim Botânico, em Curitiba, até a região da Borda do Campo, em São José dos Pinhais. A intervenção atende a uma demanda histórica de motoristas que utilizam diariamente o trecho, marcado por tráfego intenso, especialmente nos horários de pico e em períodos de maior movimento em direção ao Litoral.

    Além das novas pistas, o projeto inclui 15 quilômetros de ciclovias, 3,2 quilômetros de vias marginais, alargamento de 15 pontes e viadutos e a construção de 20 estruturas de contenção ao longo do percurso. Também está prevista a instalação de uma nova passarela na região da Quadra Esportiva Peladeiro, ampliando a segurança de pedestres que circulam pela área.

    Segundo informações divulgadas pela concessionária, diferentes frentes de trabalho serão iniciadas simultaneamente para acelerar o cronograma e reduzir o impacto no tráfego. A expectativa é que as intervenções avancem de forma contínua, com monitoramento constante e ajustes operacionais sempre que necessário, especialmente durante o verão, quando o fluxo de veículos rumo ao Litoral aumenta significativamente.

    O trecho entre Curitiba e São José dos Pinhais é considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola e industrial do estado, além de ser a principal ligação entre a capital e o Porto de Paranaguá, o maior terminal graneleiro da América Latina. Por isso, a ampliação é vista como essencial para melhorar a fluidez do transporte de cargas e reduzir gargalos logísticos que há anos afetam o setor produtivo.

    Trecho da 277 que será ampliado é ponto de constante congestionamento.

    De acordo com o projeto apresentado pela EPR Litoral Pioneiro, a ampliação da BR‑277 integra um pacote maior de obras previstas para os primeiros anos da concessão. No total, o Lote 2 abrange cerca de 605 quilômetros de rodovias federais e estaduais, incluindo trechos da BR‑153 e BR‑369. Somente no terceiro ano de contrato, o conjunto de investimentos da concessionária deve alcançar R$ 848 milhões, com entregas previstas até 2027.

    O início das obras também deve gerar impacto econômico direto na região metropolitana de Curitiba. A previsão é de que mais de 700 empregos diretos e indiretos sejam criados ao longo da execução, movimentando setores como construção civil, serviços e comércio local.

    Outra frente de intervenção relacionada ao projeto, conduzida pelo Governo do Estado, prevê melhorias na chegada a Curitiba, com a construção de um novo trinário na altura do Jardim Botânico. A medida busca evitar o afunilamento do trânsito no ponto em que a rodovia se conecta à malha urbana da capital, garantindo que a ampliação da BR‑277 não gere novos congestionamentos na área.

    As obras anunciadas agora se somam a outras intervenções previstas para o Litoral e para o interior do estado, como a duplicação entre Garuva e Guaratuba, a duplicação de Matinhos a Pontal do Paraná e a construção da nova Ponte de Guaratuba. No Norte Pioneiro, também já começaram as obras de duplicação da BR‑153 entre Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, com cerca de 50 quilômetros de extensão e previsão de conclusão em 2027.

    Com a ampliação da BR‑277, a expectativa é que o trecho entre Curitiba e São José dos Pinhais ganhe maior capacidade de tráfego, mais segurança e melhores condições de circulação tanto para motoristas quanto para pedestres e ciclistas. A obra representa uma das principais intervenções rodoviárias em andamento no Paraná e deve alterar de forma significativa a mobilidade na região metropolitana nos próximos anos.

    Contato

  • O Brasil gira em torno de Alexandre de Moraes

    O Brasil gira em torno de Alexandre de Moraes

    O Brasil gira em torno de Alexandre de Moraes

    Diplomacia, sanções e o novo centro de gravidade do poder no Brasil

    Há momentos em que vários fios soltos da política se encontram e começam a desenhar algo maior: uma mudança de eixo de poder. O que estamos vendo hoje, entre Brasília, Washington e a Praça dos Três Poderes, parece ser exatamente isso.

    1. A diplomacia brasileira sai da defensiva

    Depois dos “tarifaços” de Donald Trump contra o Brasil, o Itamaraty passou por uma fase de reposicionamento silencioso, mas firme.

    Não foi apenas troca de governo; foi mudança de postura. A diplomacia brasileira voltou a apostar em:

    • Negociação técnica, em vez de alinhamento automático.
    • Defesa de autoridades nacionais em foros internacionais, mesmo quando essas autoridades são alvos de controvérsia interna.
    • Recomposição de canais tradicionais com Washington, em vez de depender exclusivamente de afinidades ideológicas.

    Esse movimento cria o pano de fundo para entender o episódio das sanções da Lei Magnitsky.

    2. Da Lei Magnitsky à retirada de Moraes: um ponto de inflexão

    Quando Alexandre de Moraes, sua esposa e empresa familiar foram colocados na lista de sanções da Lei Magnitsky, o fato foi tratado por alguns atores políticos brasileiros como vitória: um ministro do STF passava a ser alvo de pressão internacional, em sintonia com narrativas internas de crise institucional e supostos “abusos” do Judiciário.

    O Brasil, porém, não podia aceitar passivamente que um ministro de sua Suprema Corte estivesse sob sanção de um país parceiro. Não apenas por Moraes em si, mas pelo precedente institucional. Era o tipo de constrangimento que atinge a soberania simbólica do país.

    A partir daí, entra em cena o trabalho da diplomacia:

    • Conversas discretas entre chancelarias.
    • Argumento central: conflitos internos do Brasil devem ser resolvidos dentro das instituições brasileiras.
    • Defesa do STF como pilar da ordem constitucional, não como alvo de retaliação externa.

    O desfecho é conhecido: a retirada de Moraes e de seus familiares da lista. O gesto não traz apenas alívio pessoal para o ministro; reconfigura a narrativa. O que começou como sanção vira, no fim, demonstração de que o Estado brasileiro ainda consegue se fazer respeitar no sistema internacional.

    3. Eduardo Bolsonaro, à margem do novo eixo

    Essa reversão tem um efeito colateral direto: deixa Eduardo Bolsonaro isolado em sua estratégia de internacionalizar o conflito com o Supremo.

    Ele vinha tentando:

    • Transformar a narrativa de “crise institucional” em tema de direitos humanos e liberdades civis perante audiências conservadoras no exterior.
    • Usar o governo Trump e redes internacionais de direita como caixa de ressonância contra decisões do STF.
    • Apresentar autoridades brasileiras — especialmente ministros do Supremo — como opressores de liberdades, buscando sanções como instrumento de pressão política.

    Quando Washington recua e retira as sanções, a estratégia perde tração. Não é só uma derrota pontual; é um recado: os EUA podem até ouvir ruídos da política interna brasileira, mas não estão dispostos, neste momento, a bancar sanções duradouras contra um ministro da mais alta corte de um país parceiro.

    Daí surge a leitura, feita por alguns analistas: Donald Trump, ao não sustentar esse tipo de agenda, deixa Jair Bolsonaro e seu entorno “à deriva”. Não porque rompa pessoalmente, mas porque, no jogo de poder real, as prioridades mudam. E, quando as prioridades mudam, certas alianças deixam de produzir efeitos concretos.

    4. Quando a política externa reforça o poder interno do STF

    A retirada de Moraes da lista Magnitsky não é só um episódio diplomático; é um tijolo a mais no edifício de sua autoridade interna.

    Ela sinaliza que:

    • A pressão internacional contra o ministro não prosperou.
    • O Estado brasileiro compôs uma frente de defesa institucional.
    • O STF não será facilmente tratado como parte “suspeita” a ser sancionada por potências estrangeiras.

    Alexandre de Moraes e sua família são retirados da lista de restrições da Lei Magnitsky.

    Essa blindagem externa fortalece ainda mais a percepção interna de que o Supremo — e, em especial, Moraes, pela centralidade de sua atuação — se tornou um polo de poder praticamente incontornável no arranjo político atual.

    Se antes havia a expectativa de que o “contrapeso” pudesse vir de Washington, agora essa expectativa se esvazia. O tabuleiro volta para dentro das fronteiras. E, dentro delas, um ator se destaca.

    5. A concentração de poder em Moraes: percepção e realidade

    Institucionalmente, não existe “homem mais poderoso depois do presidente” descrito na Constituição. Mas a política não vive só de normas; vive de percepções, correlações de força e de quem tem, na prática, a caneta capaz de causar efeitos imediatos.

    Moraes reúne hoje algumas chaves simultâneas:

    • Relatoria de processos que envolvem desinformação, ataques às instituições e figuras centrais da política.
    • Passagem pela presidência do TSE, com papel decisivo na condução do processo eleitoral.
    • Capacidade de tomar decisões monocráticas de grande impacto, que só depois são apreciadas pelo colegiado, mas já produzem efeitos concretos.

    Esse conjunto faz com que, aos olhos de muitos, ele não seja apenas “mais um ministro do STF”, mas o centro visível de um poder judicial que se tornou protagonista.

    6. STF x Câmara: a crise institucional em torno do caso Zambelli

    É nesse contexto que o conflito com a Câmara dos Deputados ganha outra dimensão.

    No caso de Carla Zambelli, a sequência é sintomática:

    • A Câmara decide não cassar o mandato da deputada, condenada e presa fora do país.
    • Moraes anula essa decisão e determina a perda imediata do mandato, com posse do suplente em prazo curto.
    • A Primeira Turma do STF confirma o entendimento de que, em situações específicas, a perda do mandato é consequência direta de condenação criminal, cabendo ao Legislativo apenas formalizar, não deliberar politicamente.

    O que está em jogo aqui não é apenas uma parlamentar, mas a fronteira entre os poderes. Para muitos, o STF estaria “legislando” ao esvaziar a margem de escolha da Câmara. Para outros, apenas estaria aplicando a Constituição diante da omissão ou leniência política do Legislativo.

    Independentemente da leitura, o efeito é claro: cresce a sensação de que:

    • O STF pode intervir diretamente sobre mandatos eletivos.
    • A Câmara, em certas situações, deixa de ser fiadora do destino político dos seus.
    • A figura do relator — neste caso, Moraes — se torna o ponto focal de decisões com peso institucional enorme.

    7. Um novo desenho de poder

    Quando se juntam os elementos:

    • A diplomacia que consegue reverter sanções externas contra um ministro.
    • A perda de fôlego de estratégias de pressão internacional capitaneadas por figuras como Eduardo Bolsonaro.
    • O STF intervindo em decisões da Câmara e definindo o destino de mandatos.
    • A centralidade de um ministro específico em temas sensíveis ao regime democrático.

    Surge um desenho nítido: o centro de gravidade do poder no Brasil desloca-se, em parte, para o Judiciário — e dentro dele, para figuras que concentram relatorias e presidências estratégicas.

    Isso não significa que o Executivo deixou de ser o poder dominante, nem que o Legislativo desapareceu como arena decisória. Mas significa que qualquer cálculo de poder hoje, no Brasil, precisa passar por uma pergunta incômoda e inevitável: como o Supremo — e, concretamente, Moraes — reagirá?

    No fim, a “vitória” da diplomacia brasileira nas sanções não é um capítulo isolado. Ela fecha a porta de uma frente de ataque externa e, ao mesmo tempo, reforça o protagonismo interno de uma instituição — e de uma pessoa — que já vinha se tornando o eixo em torno do qual a crise política brasileira gira.

    Contato

  • Paraná teve alertas de tempestade e risco de tornados; veja como está a situação hoje

    Paraná teve alertas de tempestade e risco de tornados; veja como está a situação hoje

    Paraná teve alertas de tempestade e risco de tornados; veja como está a situação hoje

    Após um dia marcado por instabilidade intensa e alertas severos de tempestades, o Paraná amanheceu neste sábado com um cenário mais tranquilo, embora ainda sujeito a chuvas e ventos moderados. Na sexta-feira, regiões como Foz do Iguaçu e o Oeste do estado estiveram sob risco de tempestades fortes, com possibilidade de ventos intensos, granizo e até formação de tornados — fenômenos associados à atuação de um ciclone extratropical no Sul do país.

    Alertas do INMET

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) manteve ontem um alerta de perigo (nível laranja) para grande parte do Paraná, indicando chuva entre 30 e 60 mm/h, ventos de 60 a 100 km/h e risco de queda de granizo.
    Em algumas áreas, especialmente no Oeste e Centro-Sul, chegou a vigorar um alerta vermelho, o mais grave, com risco de danos estruturais e eventos extremos.

    Os avisos podem ser consultados em tempo real no portal oficial do INMET: https://portal.inmet.gov.br/

    Como está o tempo hoje

    Com a dissipação do ciclone extratropical, a tendência para este sábado é de instabilidade mais branda. O estado permanece com muitas nuvens e possibilidade de pancadas de chuva ao longo do dia, mas sem os alertas severos que marcaram a véspera.

    • Chuvas isoladas devem ocorrer em várias regiões.
    • A umidade segue elevada, mantendo o céu fechado.
    • As temperaturas ficam amenas, com sensação térmica próxima dos 23 °C em Curitiba.
    • Não há, no momento, alertas de tornados.

    Por que o risco foi tão alto ontem?

    A combinação entre calor, umidade e a passagem do ciclone extratropical criou condições favoráveis para tempestades severas. Esse tipo de sistema costuma intensificar ventos e gerar instabilidade atmosférica significativa, especialmente no Sul do Brasil.

    Recomendações

    Mesmo com a melhora, o INMET orienta que a população continue acompanhando os avisos meteorológicos, já que novas áreas de instabilidade podem se formar ao longo do dia.

    Contato

  • Quando a vida pessoal vira manchete: por que celebridades ainda dividem opiniões

    Quando a vida pessoal vira manchete: por que celebridades ainda dividem opiniões

    Quando a vida pessoal vira manchete: por que celebridades ainda dividem opiniões

    A fronteira entre interesse público e curiosidade nunca foi tão tênue — e o debate só cresce

    A relação entre celebridades e o público sempre foi marcada por admiração, curiosidade e, muitas vezes, julgamento. Mas, na era das redes sociais, essa dinâmica ganhou uma nova camada de intensidade. Hoje, qualquer declaração, processo judicial, problema de saúde ou comentário fora de hora pode se transformar em trending topic em minutos — e, inevitavelmente, em manchete.

    Nos últimos meses, casos envolvendo figuras conhecidas reacenderam a discussão sobre até onde vai o interesse legítimo e onde começa a invasão de privacidade. A repercussão costuma ser imediata: fãs defendem, críticos atacam, e o debate se espalha como fogo em palha seca.

    A cultura do julgamento instantâneo

    Especialistas em comportamento digital apontam que a velocidade das redes cria um ambiente onde a opinião vem antes da informação. A lógica é simples: reagir rápido vale mais do que refletir. E celebridades, por estarem sempre sob holofotes, tornam-se alvos fáceis.

    A psicóloga social Ana Ribeiro explica que “a celebridade funciona como uma tela onde o público projeta expectativas, frustrações e até fantasias de moralidade”. Quando algo foge do script idealizado, a reação costuma ser desproporcional.

    Privacidade seletiva: o paradoxo da fama moderna

    Há quem argumente que figuras públicas “sabem no que estão se metendo”. Mas a realidade é mais complexa. Celebridades compartilham parte da vida porque isso faz parte do jogo — mas isso não significa que tudo esteja automaticamente disponível para consumo público.

    A fronteira entre o que é íntimo e o que é público se tornou nebulosa. Um comentário feito em uma entrevista, um desabafo em rede social ou até uma decisão pessoal pode ser interpretado como “material jornalístico”, mesmo quando não há relevância social evidente.

    O papel da imprensa e a responsabilidade do público

    A imprensa tem o desafio constante de informar sem explorar. E o público, por sua vez, tem o poder de amplificar — ou não — determinados assuntos. A forma como reagimos diz tanto sobre nós quanto sobre quem está sendo observado.

    Quando um caso envolve saúde, processos judiciais ou conflitos pessoais, a cobertura responsável exige contexto, cuidado e distanciamento. O objetivo não é alimentar polêmica, mas ajudar o leitor a entender o fenômeno social por trás do fato.

    Por que continuamos tão fascinados?

    A resposta talvez esteja na própria natureza humana. Celebridades são, ao mesmo tempo, próximas e distantes. Representam vidas que parecem extraordinárias, mas enfrentam dilemas profundamente comuns. Esse contraste cria identificação e, paradoxalmente, julgamento.

    No fim das contas, acompanhar a vida de famosos é também uma forma de observar a nós mesmos — nossas expectativas, nossos limites e nossas contradições.

    Contato

  • 5,7 mil unidades consumidoras em todo o Paraná sem energia elétrica

    5,7 mil unidades consumidoras em todo o Paraná sem energia elétrica

    5,7 mil unidades consumidoras em todo o Paraná sem energia elétrica

    Eventos climáticos recentes, especialmente chuvas e vendavais em todo o Paraná tem interrompido o forneciemento de energia elétrica. O evento derrubou árvores, quebrou postes e causou grandes danos à rede elétrica em todo o Paraná.

    Para manter o consumidor informado, a Copel publicou na manhã de hoje um boletim informativo, esclarecendo os esforços que estão sendo feitos. Leia:

    A Copel informa que as equipes de manutenção e operação da companhia trabalham no restabelecimento da energia de 5,7 mil unidades consumidoras em todo o Paraná, na manhã desta sexta-feira (12/12). Deste total, cerca de 4 mil clientes estão nos municípios da região Leste que abrange Curitiba, Região Metropolitana e Litoral.  

    Na capital há cerca de mil unidades consumidoras em religamento pelas equipes da Copel.

    No Centro-Sul, há 1,2 mil unidades consumidoras em atendimento pela Copel com serviços de religamento. Nas regiões Norte, Sudoeste e Noroeste, há 417 desligamentos registrados sendo atendidos pela companhia. Os trabalhos seguem até que todos os clientes tenham a energia restabelecida.

    Previsão do tempo

    O tempo não deve mudar. Chuvas atingem boa parte do Paraná com força. O Oeste do Paraná deverá ser atingido com mais força, cerca de 90mm de chuva e ventos fortes e até mesmo a possibilidade de tornados.

    A capital do Paraná e todo o interior do estado deve sofrer com chuvas fortes, ventos e possíveis apagões.

    Contato

  • Trump prefere confrontos com os mais fracos

    Trump prefere confrontos com os mais fracos

    Trump prefere confrontos com os mais fracos

     

    Trump mira adversários militarmente frágeis: a escalada contra a Venezuela expõe uma estratégia de baixo risco e alto impacto político

    A movimentação militar dos Estados Unidos no Caribe reacendeu o debate sobre a estratégia externa do presidente Donald Trump. Nas últimas semanas, o governo ampliou a presença de navios de guerra, aeronaves e tropas na região, sob a justificativa de combater o tráfico de drogas. Mas analistas internacionais apontam que a operação vai muito além disso: ela revela a escolha de um adversário militarmente fraco — a Venezuela — como alvo de uma escalada calculada para produzir ganhos políticos internos com risco reduzido.

    A tensão aumentou quando Trump afirmou que ataques terrestres contra a Venezuela poderiam começar “muito em breve”, alegando a necessidade de conter o fluxo de narcóticos para os EUA . A retórica foi acompanhada por ações concretas: operações marítimas contra supostos barcos de contrabandistas e, mais recentemente, a apreensão de um navio petroleiro venezuelano por forças militares americanas.

    A justificativa antidrogas: uma narrativa que não fecha

    O governo Trump enquadrou a operação como parte de um esforço para “parar o tráfico de drogas”. No entanto, especialistas questionam a eficácia dessa explicação. A destruição de algumas embarcações e o cerco naval têm impacto limitado sobre o fluxo de narcóticos para os EUA, que depende majoritariamente de rotas terrestres e aéreas, especialmente vindas de países como México e Colômbia — ambos com maior participação no tráfico e com forças armadas mais robustas.

    Apesar disso, a mobilização militar mais agressiva foi direcionada justamente à Venezuela, que possui capacidade bélica reduzida e enfrenta isolamento diplomático. A escolha do alvo, portanto, levanta suspeitas sobre motivações políticas e estratégicas.

    A Venezuela como alvo conveniente

    A imprensa internacional destaca que Trump “amassou uma força naval sem precedentes no Caribe” e chegou a afirmar que os “dias de Maduro estão contados”, sem descartar uma invasão terrestre. A escalada ocorre em um momento em que a Venezuela enfrenta grave crise econômica, queda na capacidade militar e dependência de aliados externos.

    A escolha de um adversário frágil não é inédita na política externa americana, mas ganha contornos particulares sob Trump. A retórica de “libertar a Venezuela de um ditador” convive com ações que miram diretamente o principal ativo econômico do país: o petróleo. A apreensão do petroleiro venezuelano — classificada pelo governo Maduro como “roubo descarado” — reforçou a percepção de que os EUA buscam pressionar economicamente o regime e, possivelmente, influenciar o controle de recursos estratégicos.

    Donald Trump e Nicolás Maduro.

    Interesses econômicos e o petróleo no centro da disputa

    A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, e o episódio do petroleiro apreendido foi interpretado por analistas como um sinal claro de que o governo Trump está disposto a usar força militar para interferir no comércio energético venezuelano. A ação foi inédita e levantou questionamentos sobre se poderia ser considerada um ato de guerra.

    Além disso, autoridades americanas acusaram Maduro de integrar um suposto cartel de drogas e de usar o petróleo para financiar atividades ilícitas — acusações que ampliam o espaço político para justificar ações militares mais duras.

    Por que não confrontar países mais fortes?

    A pergunta que emerge é inevitável: se o objetivo é combater o tráfico de drogas, por que a mobilização militar mais agressiva ocorre justamente contra um país que não é o principal responsável pelo fluxo de narcóticos para os EUA?

    México e Colômbia, por exemplo, têm participação muito maior no tráfico e possuem forças armadas mais preparadas. Confrontá-los militarmente seria arriscado e politicamente explosivo. A Venezuela, por outro lado, oferece um alvo de baixo risco militar e alto potencial de impacto simbólico.

    Essa assimetria reforça a tese de que Trump escolhe adversários vulneráveis para construir narrativas de força — uma estratégia que combina espetáculo político, demonstração militar e cálculo geopolítico.

    Uma escalada calculada

    A operação no Caribe, a retórica de ameaça direta a Maduro e a apreensão de um navio petroleiro formam um quadro claro: Trump está disposto a usar poder militar para pressionar um adversário enfraquecido, enquanto apresenta a ação como defesa dos EUA contra o tráfico de drogas.

    A escolha da Venezuela — e não de países militarmente mais fortes ou mais relevantes no narcotráfico — revela uma estratégia que privilegia confrontos de baixo risco e alto retorno político. A narrativa de “libertação” e o foco no petróleo apenas reforçam essa leitura.

    Em recente conversa por telefone, com o presidente Lula, que tenta mediar a permanência da paz na América do Sul, o seguinte diálogo ocorreu:

    “Trump, nós não queremos guerra na América Latina. Nós somos uma zona de paz”, relatou Lula, sobre a conversa ao telefone. “‘Mas eu [Trump] tenho mais armas, eu tenho mais navio, eu tenho mais bomba. Retrucou Trump.’

    A escalada continua, e o mundo observa até onde Trump está disposto a ir. Ontem ele já declarou que o próximo será a Colômbia, outro adversário fácil militarmente. 

    Contato

  • Moraes cassa mandato de Zambelli

    Moraes cassa mandato de Zambelli

    Moraes cassa mandato de Zambelli

    Carla Zambelli

    Moraes anula decisão da Câmara e determina cassação de Carla Zambelli: o que está por trás do novo embate entre os Poderes

    A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Câmara dos Deputados ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira, após o ministro Alexandre de Moraes anular a decisão da Casa que havia mantido o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar, condenada pelo STF e atualmente presa na Itália, havia sido poupada pelos deputados em uma votação apertada — e controversa — realizada na madrugada anterior.

    A decisão de Moraes, que determinou a cassação imediata e a posse do suplente em até 48 horas, reacendeu o debate sobre os limites entre os Poderes e levantou questionamentos sobre a coerência e a legalidade das decisões recentes.

    O que aconteceu

    1. A votação na Câmara

    Na madrugada de quinta-feira, a Câmara rejeitou a cassação de Zambelli. O parecer pela perda do mandato recebeu 227 votos favoráveis — 30 a menos do necessário para cassar a deputada, segundo o regimento da Casa g1. Com isso, o processo foi arquivado.

    A decisão surpreendeu, já que Zambelli havia sido condenada pelo STF a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Mesmo assim, parte dos deputados entendeu que caberia ao Legislativo decidir politicamente sobre a cassação.

    2. A reação do STF

    Horas depois, Moraes anulou a votação, classificando-a como “ato nulo” por violar o artigo 55 da Constituição, que prevê a perda automática do mandato em caso de condenação criminal com trânsito em julgado.

    Segundo o ministro, a Câmara não poderia deliberar politicamente sobre algo que, na visão do STF, seria apenas um ato declaratório — isto é, reconhecer a perda do mandato já determinada pela condenação.

    Por que há tanta controvérsia?

    1. Disputa sobre competências

    O cerne do conflito está na interpretação do artigo 55 da Constituição. O STF entende que, em casos de condenação definitiva, a perda do mandato é automática. Já parte da Câmara defende que a decisão final cabe ao Legislativo, preservando a autonomia entre os Poderes.

    Essa divergência não é nova, mas o caso Zambelli reacende a tensão institucional.

    2. O contexto político

    A situação se torna ainda mais peculiar porque Zambelli está presa na Itália, após fugir do Brasil para evitar a prisão. A manutenção do mandato, mesmo com a parlamentar impossibilitada de exercer suas funções, já havia causado estranhamento entre analistas e parte da opinião pública.

    3. A velocidade das decisões

    Outro ponto que chama atenção é a rapidez com que os fatos se desenrolaram:

    • De madrugada, a Câmara rejeita a cassação.
    • Horas depois, Moraes anula a decisão e determina a perda imediata do mandato.
    • Em seguida, o STF agenda sessão virtual para confirmar a decisão do ministro.

    Essa sequência acelerada reforça a percepção de instabilidade e improviso institucional.

    O que está em jogo

    1. A autonomia dos Poderes

    O caso expõe, mais uma vez, o atrito entre Legislativo e Judiciário. A Câmara tenta afirmar sua prerrogativa de decidir sobre mandatos parlamentares; o STF, por sua vez, sustenta que a Constituição já determina o desfecho.

    2. A imagem das instituições

    Para o público, o episódio pode reforçar a sensação de que decisões importantes estão sendo tomadas de forma reativa, politizada ou pouco transparente.

    3. O precedente

    Independentemente do mérito, o caso Zambelli cria um precedente relevante: até onde vai o poder do STF para intervir em decisões internas do Legislativo? E até onde vai a autonomia da Câmara para interpretar a Constituição?

    A cassação de Carla Zambelli, anulada e restabelecida em menos de 24 horas, simboliza um momento de forte tensão entre os Poderes da República. Mais do que o destino político da deputada, o episódio revela um embate institucional profundo, que coloca em discussão a separação de Poderes, a interpretação constitucional e a própria estabilidade democrática.

    Enquanto o STF reafirma sua autoridade constitucional, a Câmara tenta preservar sua autonomia. No meio desse conflito, o cidadão assiste a decisões rápidas, contraditórias e, muitas vezes, difíceis de compreender — um retrato fiel do atual cenário político brasileiro.

    Contato

  • LOA recebeu 1.042 emendas e será votada nesta quinta

    LOA recebeu 1.042 emendas e será votada nesta quinta

    LOA recebeu 1.042 emendas e será votada nesta quinta

    Depois de aprovarem o texto-base da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026 na tarde desta quarta-feira (10), os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) admitiram 1.042 emendas à LOA 2026. São 3 feitas pela Prefeitura de Curitiba, 1 da Comissão Executiva da CMC, 6 da Comissão de Economia, 162 emendas parlamentares coletivas e 870 individuais .

    O líder do governo, Serginho do Posto (PSD), afirmou que as emendas enviadas pelo Executivo à LOA 2026 têm caráter estritamente técnico, voltado à atualização da redação e à adequação das unidades orçamentárias. Ele destacou que a primeira delas inclui a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação no processo de revitalização urbana, permitindo que a política de retrofit seja plenamente incorporada ao orçamento anual.

    Serginho do Posto explicou que a segunda emenda acrescenta à LOA as unidades orçamentárias do Fundo Municipal dos Direitos das Mulheres e do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Étnico-Racial, vinculados à secretaria da área. Já a terceira modifica o quadro de estimativa e compensação da renúncia de receita, ajustando demonstrativos e comparativos fiscais. O líder classificou as três alterações como “emendas textuais”.

    O assunto mais debatido durante a votação das emendas parlamentares à LOA 2026 foram os R$ 12 milhões destinados aos hospitais do SUS. Para atingir esse valor, a Comissão de Economia concordou em destinar R$ 2,5 milhões da sua cota referente à consulta pública e os demais vereadores aportaram R$ 9,5 milhões, numa articulação que envolveu a Mesa Diretora da CMC e o Executivo.

    O líder do governo, Serginho do Posto (PSD), explicou que a iniciativa resulta de um acordo institucional para concentrar recursos em áreas de impacto direto na população. Segundo ele, a decisão “fortalece a capacidade de atendimento dos hospitais e reflete a responsabilidade coletiva da Câmara na definição das prioridades da LOA”. O presidente da Câmara, Tico Kuzma (PSD), ressaltou o caráter histórico da emenda, classificando-a como “um recorde em um dia tão importante para o futuro da cidade”.

    Lei Orçamentária Anual (LOA) – Curitiba – 2026

    Pela oposição, a vice-líder Camila Gonda (PSB) reconheceu a relevância da emenda coletiva e afirmou que a iniciativa contribui para corrigir assimetrias do orçamento. Ela destacou que as emendas parlamentares — incluindo as destinadas aos hospitais — cumprem papel decisivo para reforçar áreas sensíveis da cidade. A Comissão de Economia ainda enviou cotas de R$ 100 mil para Habitação, Defesa Social, Educação, Assistência Social e à Secretaria da Mulher e Igualdade Racial, em razão da consulta pública do Legislativo.

    Para a LOA 2026, cada vereador pôde apresentar até R$ 1,7 milhão em emendas individuais e coletivas, destinadas ao reforço de políticas públicas ou à inclusão de investimentos não previstos originalmente no texto encaminhado pela Prefeitura. O valor significou um aumento de R$ 200 mil em relação ao ano anterior, mas esse valor precisava ser destinado para ações de zeladoria urbana, conforme acordado com o Executivo.

    Desde 2005, os parlamentares têm cota individual para emendas, estabelecida em consenso com o Executivo e garantida mediante remanejamento de recursos geralmente estocados na rubrica “reserva de contingência”. Existem dois tipos de emendas parlamentares: as de custeio, que reforçam ações já existentes, aumentando o dinheiro disponível para a política pública; e as de investimento, que indicam novas obras ou compra de equipamentos para serviços públicos.

    Contato

  • Paraná regulamenta lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado

    Paraná regulamenta lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado

    Paraná regulamenta lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado

    O Governo do Paraná publicou ontem (10) o Decreto 12.187/2025  que regulamenta a Lei nº 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó e outros derivados de origem importada quando destinados ao consumo humano no Estado. A norma detalha definições técnicas, procedimentos de fiscalização e obrigações das indústrias que utilizam produtos lácteos em seus processos produtivos.

    Pela regulamentação, ficam proibidas operações industriais, comerciais ou de beneficiamento que envolvam a adição de água ou outros líquidos a leite em pó, composto lácteo, soro de leite ou produtos similares importados, quando o resultado final se destinar ao consumo no Paraná.

    A restrição não se aplica aos produtos importados já prontos para o varejo e devidamente rotulados conforme exigências da Anvisa.

    A publicação do decreto representa uma resposta direta do Governo do Estado ao cenário desafiador enfrentado pelo setor. Ao comentar a importância da regulamentação da lei para a cadeia do leite paranaense, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destacou que a medida se soma a um conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da atividade no Estado.

    Segundo ele, a iniciativa contribui para proteger a produção e impulsionar a renda das famílias que dependem do leite em todas as regiões do Paraná. 

    “Esse decreto é mais uma prova de que o Governo do Estado está do lado de quem produz. Estamos fortalecendo a cadeia do leite, garantindo um mercado mais justo e ajudando os produtores a aumentar a renda no campo, porque nosso compromisso principal é botar dinheiro no bolso do produtor rural”, afirma.

    FISCALIZAÇÃO – A fiscalização do cumprimento deste Decreto caberá ao órgão ou entidade responsável pelo licenciamento ou registro do estabelecimento, conforme sua natureza e atribuições legais, sem prejuízo da atuação conjunta com órgãos de vigilância sanitária, defesa agropecuária e proteção ao consumidor.

    As ações de fiscalização incluem inspeções de rotina, programadas ou não, inspeções motivadas por denúncias ou comunicações oficiais, auditorias documentais sobre aquisição, origem, uso e destinação de produtos lácteos, vistorias in loco para verificação dos processos industriais e coleta oficial de amostras para comprovação técnico-sanitária, sempre que necessária.

    As empresas deverão manter, por pelo menos dois anos notas fiscais de aquisição de matérias-primas lácteas, com identificação do país de origem, certificados sanitários internacionais, quando aplicáveis, registros de produção, incluindo quantificação e uso de ingredientes e registros que permitam rastreabilidade completa das matérias-primas desde a aquisição até o uso industrial.

    Além disso, os fiscais podem adotar medidas em casos de suspeita ou confirmação de reconstituição proibida de produtos lácteos importados. Eles poderão apreender produtos, coletar amostras para análise e até interditar parcial ou totalmente setores ou todo o estabelecimento.

    Caso a irregularidade seja comprovada, serão aplicadas as penalidades previstas na legislação estadual, sem prejuízo de eventuais responsabilizações civil e penal dos responsáveis.

    A queda do preço do leite no Paraná nos últimos dois anos foi fortemente influenciada pela competição desleal do leite em pó reidratado importado, que reduziu a demanda pelo leite local.

    A nova lei corrige essa distorção, restringindo a prática e fortalecendo a cadeia produtiva regional. Com isso, o preço do leite no Paraná tende a subir gradualmente, recuperando parte das perdas recentes e melhorando a renda dos produtores.

    Contato

mundo-pet-primeira-ed--dez-2023

CADERNOS ESPECIAIS

Cod. 07

ATENÇÃO

O que você está vendo ao lado NÃO é a imagem do seu anúncio, mas sim a capa de um dos cadernos especiais.

Anúncios em cadernos especiais: Os anúncios em cadernos especiais podem ter formatos variados, incluir entrevistas, formato advertorial e muito mais.

Por isso é importante entrar em contato com nosso consultor(a), que vai orientá-lo na forma de contratação e formatos disponíveis.

Se você ainda não conhece os CADERNOS ESPECIAIS do Gazeta 24 Horas, clique no botão abaixo para conhecer.

GIF ANIMADA

Cod. 01

TAMANHO E FORMATO DE ENVIO

Tamanho:865 x 865
Orientação: Quadrado
Tipo de arquivos*: mp4
Tempo máximo 5 segundos (sem áudio)
Loop infinito, sem controles de exibição, sem botões de download
Tamanho máximo do arquivo: 850kb

A arte ao lado representa o tamanho real de exibição que pode variar entre um dispositivo e outro, pois o Gazeta 24 Horas é responsivo.

Recursos: Imagem em vídeo, sem áudio, 
Local de exibição: barra lateral direita da home page

OFERECIMENTO EM VÍDEO. 

Cod. 06

TAMANHO E FORMATO DE ENVIO

Enviar arte única em formato jpg ou png ou animação full HD 1920×1980  16×9 (horizontal). Tempo máximo de exibição: 5 segundos. 

O texto é sempre o mesmo – assista ao vídeo do lado.

Vídeo produzido diariamente. Postado na home do Gazeta 24 horas, no canal YouTube, compartilhado nas redes sociais. Pode ser compartilhado a partir do yutube nas redes sociais do cliente.

BANNER BARRA
HORIZONTAL

Cod. 03

TAMANHO E FORMATO DE ENVIO

Tamanho:1200 x 220
Orientação: Horizontal
Tipo de arquivos*: jpg, png (independente do formato de arquivo enviado, todos os arquivos de imagem serão convertidos em webp)*

A arte acima representa o tamanho real de exibição que pode variar entre um dispositivo e outro, pois o Gazeta 24 Horas é responsivo.
Recursos: Imagem com link externo ao clicar na imagem. Efeito ao passar o mouse.
Local de exibição: barra lateral direita da home page

BANNER LETTER
HORIZONTAL

Cod. 05

GRUPO MID


Gestão de redes sociais para profissionais

Design e identidade visual, postagens, tráfego pago e campanhas estruturadas.

SOLICITE ATENDIMENTO PELO WHATS  41 999-555-006

TAMANHO E FORMATO DE ENVIO
Este é um anúncio dinâmico que se adapta ao conteúdo. O cliente envia fundo e texto.

  • TÍTULO: Nome da empresa.
  • CHAMADA: Máximo de 40 caracteres, contanto os espaços
  • DESCRIÇÃO: Máximo de 80 caracteres, contando espaços.
  • ASSINATURA: Máximo de 55 caracteres, incluindo espaços.

Recursos: Imagem dinâmica com link externo ao clicar na imagem.
Local de exibição: entre editorias da home page.

BANNER LATERAL
QUADRADO

Cod. 05

TAMANHO E FORMATO DE ENVIO

Tamanho:1000 x 1000
Orientação: Quadrado
Tipo de arquivos*: jpg, png

(independente do formato de arquivo enviado, todos os arquivos de imagem serão convertidos em webp)*

A arte ao lado representa o tamanho real de exibição que pode variar entre um dispositivo e outro, pois o Gazeta 24 Horas é responsivo.

Recursos: Imagem com link externo ao clicar na imagem.
Local de exibição: barra lateral direita da home page

6cce0e20-8a01-4c5d-8ee2-fea3594e4470
BANNER LATERAL VERTICAL

Cod. 04

TAMANHO E FORMATO DE ENVIO

Tamanho:790 x 1280
Orientação: Vertical
Tipo de arquivos*: jpg, png

(independente do formato de arquivo enviado, todos os arquivos de imagem serão convertidos em webp)*

A arte ao lado representa o tamanho real de exibição que pode variar entre um dispositivo e outro, pois o Gazeta 24 Horas é responsivo.

Recursos: Imagem com link externo ao clicar na imagem.
Local de exibição: barra lateral direita da home page