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  • Enamed: veja as notas das faculdades de medicina no Brasil

    Enamed: veja as notas das faculdades de medicina no Brasil

    Enamed: veja as notas das faculdades de medicina no Brasil

    Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) divulgaram, nesta segunda-feira, 19 de janeiro, a análise dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed)2025. O Enamed é a modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de medicina e permite o aproveitamento de seus resultados nos processos seletivos de programas de residência médica. Os resultados apresentados referem-se aos 351 cursos de medicina que participaram do Enamed 2025. Desses, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que inclui as instituições públicas federais e as instituições privadas. Os demais são regulados pelos sistemas estaduais. Os resultados finais dos cursos avaliados estão disponíveis aqui. 

    Os resultados individuais dos participantes do Enamed foram divulgados no dia 12 de dezembro de 2025. Os candidatos são classificados conforme os critérios adicionais estabelecidos no edital do Exame Nacional de Residência (Enare). A nota final será divulgada em 21 de janeiro de 2026. 

    De acordo com a análise, dos 304 cursos de medicina de instituições de educação superior públicas federais e privadas que participaram do Enamed, 204 (67,1%) alcançaram conceito 3 a 5 do Enade, considerados satisfatórios. Outros 99 cursos (32%) obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 — menos de 60% dos seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed — e passarão por ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC. 

    O ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou o papel do Enamed como um instrumento de diagnóstico da formação médica no país, mostrando as instituições que estão tendo um bom desempenho e que precisam melhorar. Para ele, é fundamental que os médicos tenham uma boa formação para garantir o atendimento dos cidadãos nos hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Há uma grande preocupação nos ministérios da Educação e da Saúde em assegurar que os cursos oferecidos aos alunos brasileiros possam garantir a qualidade da formação médica nesse país, até porque são profissionais que cuidam da vida das pessoas”. 

    Santana destacou que os resultados do Enamed mostraram que 85% dos cursos municipais foram considerados insatisfatórios. Também ressaltou que mais de 80% dos cursos superiores de medicina no Brasil são oferecidos por instituições de ensino superior privadas e que instituições que cobram mensalidade dos alunos devem apresentar qualidade no ensino. “O que estamos avaliando é se os cursos têm uma boa infraestrutura, se eles têm monitoria, laboratório, se têm bons professores. E isso a gente só pode fazer avaliando os resultados e, também, dialogando com as instituições para que possam melhorar”, considerou.  

    Sobre as medidas aplicadas às universidades cujos concluintes não atingiram o nível mínimo de aprendizagem ao final do curso — como a supervisão ou a suspensão das graduações —, Santana destacou que nenhum aluno será prejudicado. Segundo ele, o objetivo “não é aplicar sanções ou penalidades intencionais a qualquer instituição, mas assegurar a formação de médicos de qualidade no Brasil”. 

    Ações de supervisão – Os cursos com conceito 1 e 2 pertencem a 93 instituições de educação superior e estão sujeitos a um processo de supervisão, com a aplicação de diferentes medidas cautelares, de forma escalonada, conforme o percentual de concluintes considerados proficientes. Quanto maior o risco ou ameaça ao interesse público e aos estudantes, mais graves serão as medidas adotadas.  

    Na faixa 1, oito cursos tiveram menos de 30% de concluintes proficientes e sofrerão suspensão de ingresso. Já os 13 cursos que tiveram o percentual de proficiência entre 30% e 40% terão redução de 50% da oferta de vagas. Na faixa 2, os 33 cursos com 40% a 50% de concluintes proficientes passam por redução de 25% das vagas.  

    Esses três primeiros grupos estão impedidos de ampliar vagas e terão suspensa a participação no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais. 

    Os 45 cursos da faixa 2 que tiveram percentual de proficiência acima de 50% sofrerão apenas a proibição de aumento de vagas, sem medidas cautelares específicas adicionais, por ora. 

    Cabe à Seres dar ciência às instituições responsáveis por esses cursos acerca da instauração de um processo administrativo de supervisão, podendo a instituição se manifestar, no prazo de 30 dias, e requerer a concessão de prazo para saneamento das deficiências. As medidas devem durar até a publicação do Conceito Enade 2026. 

    Balanço – De acordo com o levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame avaliou 89.024 estudantes e profissionais de medicina, dos quais 75% obtiveram desempenho proficiente. Entre eles, 39.258 eram estudantes concluintes do curso. Desses, 67% tiveram proficiência. Já o público geral (49.766), que inclui médicos formados e inscritos no Exame Nacional de Residência (Enare), teve 81% dos participantes com proficiência.  

    Conceito Enade – Ao analisar a distribuição dos cursos por Conceito Enade, o levantamento mostra que um curso ficou sem conceito (SC) e teve menos de 10 estudantes avaliados. 

    Entre os cursos avaliados, 24 (7,1%) obtiveram conceito 1, com até 39,9% de estudantes proficientes. O conceito 2 foi atribuído a 83 cursos (23,6%), que apresentaram entre 40% e 59,9% de alunos proficientes. Já 80 cursos (22,7%) alcançaram o conceito 3, com percentuais entre 60% e 74,9%. 

    Na faixa superior, 114 cursos (33,0%) obtiveram conceito 4, com 75% a 89,9% de estudantes proficientes, enquanto 49 cursos (13,6%) alcançaram o conceito máximo, 5, ao registrar percentual igual ou superior a 90% de alunos proficientes. 

    Categoria administrativa – Na análise por categoria administrativa, 6.502 estudantes das instituições de educação superior federal foram avaliados, dos quais 83,1% dos estudantes de medicina alcançaram percentual de proficiência. Entre os estudantes de medicina das instituições estaduais, 86,6% dos 2.402 avaliados tiveram proficiência. Já as instituições de educação superior municipais tiveram 944 estudantes participantes no exame, dos quais 49,7% tiveram conceito proficiente.  

    As instituições privadas com fins lucrativos tiveram 15.409 estudantes participantes, sendo 57,2% deles com resultado proficiente no curso de medicina; e as instituições privadas sem fins lucrativos foram representadas por 12.960 estudantes, dos quais 70,1% alcançaram a proficiência.  

    Enare – O Enamed aprimora a seleção para a residência médica e unifica a avaliação do Enade e a prova teórica do Enare, otimizando o acesso à residência na área médica de acesso direto. O Exame Nacional de Residência é uma iniciativa que democratiza o acesso a residências médicas (acesso direto e com pré-requisitos), multiprofissional e em área profissional da saúde dos hospitais universitários federais, assim como de instituições públicas e privadas com e sem fins lucrativos que fizerem adesão. 

    Em 2025, o Enare contou com a participação de 262 instituições, um crescimento de 61,7% em relação com a edição de 2024, que teve 162 instituições participantes. Em 2022, o exame contava apenas com 92 instituições. O número de inscritos também aumentou, passando de 53.172 inscrições em 2024 para 87.035, em 2025, um crescimento de 63,7%. Esse percentual é muito maior ao comparar com a edição de 2022, quando o número de inscrições era de apenas 27.755, representando um crescimento de aproximadamente 213,6% no período. 

    Ao comparar com a oferta de residência médica, o crescimento do Enare é nítido. O número de programas passou de 790, em 2022, para 1.868, em 2025 — um aumento absoluto de 1.078 programas, um crescimento de aproximadamente 136,5% no período. 

    A evolução da série histórica segue no comparativo das ofertas de vagas de residência médica. Em 2025, foram ofertadas 7.197 vagas pelo Enare, enquanto, em 2024, o programa ofereceu 4.998. Ao comparar a última edição com a de 2022, que teve 2.682 vagas ofertadas, o crescimento no período representa 168,3%. 

    Enamed O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica será realizado anualmente, com início em 2025, e unificará as matrizes de referência e os instrumentos de avaliação no âmbito do Enade para os cursos de medicina e da prova objetiva de acesso direto ao Enare. O novo exame possui relevância estratégica nacional, no escopo da avaliação da formação médica no Brasil, e seus resultados impactam diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS) e o ingresso de novos médicos no mercado de trabalho.  

    O MEC prospecta um ciclo de fortalecimento mútuo entre os exames. Para o ministério, o Enamed impulsiona o engajamento dos estudantes no Enade, tendo em vista que a nota pode servir como meio de ingresso em programas de residência médica de acesso direto. Isso tem impacto positivo para o Enare, visto que todos os concluintes dos cursos de medicina passarão a fazer a prova anualmente.  

    O novo resultado, baseado em padrões de desempenho, traz um aperfeiçoamento importante na avaliação desses cursos, permitindo que os cursos de medicina passem a ter resultados divulgados em uma escala interpretativa dos padrões de desempenho esperados ao final da graduação. Aliado à periodicidade anual, o formato permitirá o monitoramento da qualidade dos cursos de medicina ao longo dos anos.   

    A utilização dos resultados do Enamed para fins de acesso aos programas de residência médica garante maior interesse e engajamento dos estudantes na realização do exame e resultados mais fidedignos para avaliação dos cursos. Além disso, os resultados baseados em padrões de desempenho fornecem informações mais completas e passam a subsidiar melhor as políticas de regulação, supervisão, financiamento e indução da qualidade dos cursos. A periodicidade anual de realização do exame garante que todos os alunos passem pela prova, ampliando a amostra de estudantes avaliados e minimizando os riscos de resultados enviesados. Além de garantir que o ingresso na residência seja mais qualificado.  

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  • Sistema PIX apresenta falhas e deixa milhares sem acesso a pagamentos ou transferências

    Sistema PIX apresenta falhas e deixa milhares sem acesso a pagamentos ou transferências

    Sistema PIX apresenta falhas e deixa milhares sem acesso a pagamentos ou transferências

    O sistema de pagamentos instantâneos Pix apresentou instabilidade na tarde desta segunda-feira (19), provocando falhas em diversos bancos e gerando milhares de reclamações de usuários em todo o país. 

    O problema afetou transferências e pagamentos em tempo real, com impacto imediato sobre consumidores e empresas.

    Segundo o Banco Central (BC), a instabilidade foi causada por um problema interno no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), base central de dados que armazena as informações das chaves Pix.

    “As equipes técnicas atuaram na identificação e resolução da causa, e o Pix já está operando normalmente”, informou o BC em nota.

    De acordo com o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços digitais, mais de 6 mil reclamações foram registradas por volta das 14h40, indicando uma falha de grande alcance e não restrita a uma instituição específica. 

    As queixas começaram a diminuir no fim da tarde, sugerindo a normalização do serviço.

    Bancos afetados

    O DownDetector apontou aumento simultâneo de reclamações em ao menos oito instituições financeiras, reforçando a avaliação de falha no sistema central. Entre os bancos citados pelos usuários estão:

    • Banco do Brasil;
    • Caixa Econômica Federal;
    • Itaú Unibanco;
    • Bradesco;
    • Santander;
    • Nubank;
    • Inter;
    • C6 Bank.

    Impacto imediato

    Além das transferências entre pessoas físicas, comerciantes relataram dificuldades para receber pagamentos e até problemas na recarga de equipamentos de cartão que dependem do Pix. Como principal meio de pagamento eletrônico do país, qualquer instabilidade no sistema gera efeitos imediatos sobre o comércio e os serviços.

    No início da noite, o volume de reclamações caiu para perto de zero, indicando que o sistema voltou a operar normalmente após a intervenção técnica do Banco Central.

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  • Veja como foi o resultado do do Enamed, que avaliou estudantes de medicina em todo o Brasil

    Veja como foi o resultado do do Enamed, que avaliou estudantes de medicina em todo o Brasil

    Veja como foi o resultado do do Enamed, que avaliou estudantes de medicina em todo o Brasil

    O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (19) os resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), uma prova criada para medir a qualidade dos cursos de Medicina no Brasil e o desempenho dos estudantes. O exame é considerado um marco porque funciona como instrumento de monitoramento e correção, garantindo que futuros médicos estejam preparados para atender a população.

    Principais resultados

    • Mais de 100 cursos receberam notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias.
    • Cerca de 30% dos cursos avaliados terão punições, como suspensão de vagas e restrição ao Fies.
    • Entre os concluintes, apenas 67% demonstraram proficiência — ou seja, conhecimento suficiente para atuar na área. Quase 13 mil alunos não atingiram o nível esperado.

    Comparativo entre instituições

    • Universidades públicas federais: 87,6% dos cursos alcançaram notas altas (conceitos 4 e 5).
    • Universidades estaduais: 84,7% também ficaram entre os melhores desempenhos.
    • Instituições municipais: 87,5% dos cursos ficaram nas faixas mais baixas (1 e 2).
    • Privadas com fins lucrativos: 58,4% tiveram desempenho insatisfatório.
    • Instituições comunitárias e confessionais: quase metade dos cursos alcançou conceito 4.

    O que acontece agora

    • Cursos com conceito 1: suspensão total de novos alunos e exclusão de programas federais.
    • Cursos com conceito 2: redução de vagas e restrição ao Fies.
    • Outras penalidades incluem cortes de até 50% nas vagas e proibição de expansão.

    O que é o Enamed?

    O Enamed é uma avaliação anual aplicada pelo Inep que analisa tanto o desempenho dos estudantes quanto a qualidade dos cursos de Medicina. Ele se diferencia do Revalida (voltado para médicos formados no exterior) e busca garantir que os futuros profissionais tenham formação sólida e segura.

    Até o momento um ranking com todas as faculdades e seus respectivos rendimentos no exame, não foi divulgado.

    A divulgação de um ranking completo deverá afetar o mercado de ensino para cursos superiores em medicina e colocar em xeque profissionais formados em instituições de menor desempenho. E é justamente esta a grande força destes resultados, que poderão tirar do mercado faculdades que entregam profissionais pouco capacitados, ou forçar uma melhora nos cursos, capacitando os estudantes para exercerem a profissão a contento. Ao mesmo tempo deverá ocorrer um aumento na concorrência do curso em faculdades de melhor desempenho.

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  • Mette Frederiksen: A Europa não será chantageada

    Mette Frederiksen: A Europa não será chantageada

    Mette Frederiksen: A Europa não será chantageada

    A recente escalada de tensões entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE) trouxe à tona um dos maiores desafios diplomáticos e comerciais da atualidade. O presidente americano, Donald Trump, anunciou tarifas adicionais contra oito países europeus — incluindo Dinamarca, França, Alemanha e Reino Unido — como retaliação à oposição desses governos ao plano de anexação da Groenlândia. A resposta europeia foi imediata e contundente: “A Europa não será chantageada”, declarou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

    O contexto da crise

    A Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca, tornou-se alvo de disputa geopolítica. Trump justificou sua intenção de anexar a ilha alegando que “a paz mundial está em jogo” e que tanto os EUA quanto a China têm interesse estratégico na região ártica. Como reação, países europeus enviaram tropas para reforçar a segurança local, gesto que intensificou a tensão com Washington.

    Em resposta, Trump anunciou tarifas de 10% sobre produtos desses países a partir de fevereiro, com aumento para 25% em junho, caso a Dinamarca não aceite negociar a venda da ilha. A medida foi vista como uma tentativa de coerção econômica sem precedentes.

    A “bazuca comercial” da União Europeia

    Diante da ameaça, o presidente francês Emmanuel Macron solicitou a ativação do Instrumento contra a Coerção Econômica (ACI), apelidado de “bazuca comercial”. Criado em 2023, o mecanismo permite à UE retaliar países que tentem pressionar seus Estados-membros por meio de medidas comerciais ou financeiras.

    Entre as possíveis ações estão:

    • Tarifas adicionais sobre importações americanas.
    • Restrições ao investimento estrangeiro, impedindo empresas dos EUA de comprar ações em companhias europeias.
    • Bloqueio de participação em licitações públicas dentro do bloco.
    • Exigência de reparações financeiras por danos causados pela coerção.

    Segundo o eurodeputado alemão Bernd Lange, o objetivo principal do ACI é dissuadir pressões externas, mas a UE está preparada para agir caso seja necessário.

    Reações dentro da Europa

    Enquanto Macron defende uma resposta firme, outros líderes pedem cautela. O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, alertou para os riscos de uma guerra comercial descontrolada. Já o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que o bloco será “firme na defesa do direito internacional” e que a resposta será coordenada.

    Ursula von der Leyen afirma que a União Europeia defenderá a Groenlândia

    O primeiro-ministro irlandês Micheál Martin também reconheceu que o instrumento está “sobre a mesa”, mas defendeu que todas as vias diplomáticas sejam esgotadas antes de uma retaliação direta.

    Impactos econômicos

    O comércio entre EUA e UE ultrapassou US$ 1,8 trilhão em 2023, com um fluxo diário de US$ 5 bilhões em bens e serviços. A imposição de tarifas poderia afetar profundamente setores estratégicos, desde a indústria automobilística até o agronegócio. Estimativas apontam que a retaliação europeia poderia chegar a 93 bilhões de euros em tarifas contra os EUA.

    Além disso, há risco de congelamento de acordos recentes que reduziram tarifas e ampliaram investimentos bilaterais. Uma ruptura nesse nível teria repercussões globais, afetando cadeias de suprimentos e a estabilidade dos mercados.

    O simbolismo da Groenlândia

    Mais do que uma disputa territorial, a crise reflete a luta pela influência no Ártico. A Groenlândia possui vastos recursos naturais e posição estratégica para rotas marítimas. Para a UE, ceder à pressão americana significaria abrir mão de princípios fundamentais de soberania e integridade territorial.

    A União Europeia enfrenta um dilema: manter o diálogo para evitar uma guerra comercial ou aplicar sua “bazuca comercial” para mostrar que não aceitará coerção. Independentemente da decisão, a mensagem já foi dada: o bloco não será chantageado. A crise da Groenlândia pode se tornar um marco na afirmação da autonomia europeia frente às grandes potências, reforçando a ideia de que a soberania não está à venda.

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  • Londrina terá 150 câmeras do programa de monitoramento Olho Vivo

    Londrina terá 150 câmeras do programa de monitoramento Olho Vivo

    Londrina terá 150 câmeras do programa de monitoramento Olho Vivo

    Após a instalação de câmeras inteligentes no litoral paranaense, Londrina, na região Norte, começa a receber 150 dispositivos de monitoramento com Inteligência Artificial como parte do programa Olho Vivo, iniciativa do Governo do Estado realizada pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná com câmeras viabilizadas por meio da Secretaria das Cidades.

    Londrina já tem 34 câmeras instaladas como parte da fase 1 do programa, que prevê a implantação de até 1,5 mil equipamentos em todas as regiões do Estado no primeiro trimestre deste ano. Cerca de 430 câmeras provenientes desta etapa do programa já estão em pleno funcionamento em todo o Paraná.

    Desenvolvida para ampliar a efetividade das forças de segurança pública, uma plataforma integra câmeras inteligentes a softwares de reconhecimento de padrões, leitura automática de placas e sistemas de cruzamento de dados provenientes de diversas fontes, fortalecendo as estratégias de prevenção, investigação e combate ao crime.

    Somadas às 5 mil câmeras em funcionamento anteriormente ao programa e às 20 mil que serão viabilizadas pela fase 2, o Paraná terá 26,5 mil câmeras no total, operando de forma integrada com a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Guardas Municipais, aumentando a efetividade das ações das forças de segurança.

    O secretário estadual das Cidades, Guto Silva, pasta que recentemente disponibilizou R$ 400 milhões a fundo perdido para a fase 2 do programa para que os municípios possam aderir ao Olho Vivo e adquirir os equipamentos, falou sobre este avanço importante na segurança pública.

    “No Litoral, estamos vendo um sucesso dessa ferramenta, com apreensões e desmantelamentos de quadrilhas em que a inteligência artificial foi usada como aliada. A instalação dessas mais de 100 câmeras em Londrina permite, além do reconhecimento facial, da leitura de placas, antecipar crimes, porque identificam padrões fora do comum e acionam as forças policiais para poderem agir com celeridade”, disse Guto Silva.

    O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, destacou o foco operacional e a integração do sistema. “O Olho Vivo leva a segurança pública para um novo patamar ao integrar câmeras inteligentes, leitura de placas e cruzamento de dados em tempo real. Com isso, a gente antecipa a resposta, direciona equipes com mais precisão e amplia a prevenção e a capacidade de investigação, protegendo melhor quem vive e circula em Londrina”, afirmou.

    A Londrina Iluminação é responsável por acompanhar a instalação da infraestrutura a partir da parceria entre município e Estado dentro do projeto municipal de Cidades Inteligentes e da fase 1 do Olho Vivo.

    RESULTADOS – No mês passado, o Governo do Estado avançou na implantação do Programa Olho Vivo no Litoral do Paraná com a instalação de 116 câmeras inteligentes de videomonitoramento em cinco municípios. A iniciativa integra o reforço da segurança pública durante o Verão Maior Paraná, período de alta temporada em que há um aumento expressivo no fluxo de moradores, turistas e visitantes.

    As câmeras foram instaladas em Guaratuba, Morretes, Paranaguá, Pontal do Paraná e Matinhos. Alguns números e casos ilustram o alcance do programa. No região, ocorreu a prisão de uma quadrilha especializada em roubo de pick ups, o desmantelamento de um ponto de venda de drogas em Pontal do Paraná e a prisão de um casal de estelionatários que agia na Região, entre diversos outros casos.

    Em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, onde foi realizada a fase de teste, com a implantação de 60 câmeras, foram resolvidos 49 casos com a ajuda do Olho Vivo no período de 18 de agosto do ano passado a 5 de janeiro deste ano.

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  • Lula critica ações dos EUA na Venezuela e defende multilateralismo

    Lula critica ações dos EUA na Venezuela e defende multilateralismo

    Lula critica ações dos EUA na Venezuela e defende multilateralismo

    Em artigo publicado neste domingo (18) no jornal The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a “captura” do presidente do país, ocorridos no início de janeiro, representam “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.

    No texto, Lula critica o que classifica como ataques recorrentes de grandes potências à autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Conselho de Segurança. Segundo o presidente, “quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas”.

    Lula afirma ainda que a aplicação seletiva das normas internacionais compromete o sistema global.

    “Se as normas são seguidas apenas de forma seletiva, instala-se a anomia, que enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo”, escreveu.

    Para o presidente, “sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”.

    Democracia

    No artigo, Lula reconhece que chefes de Estado ou de governo, “de qualquer país”, podem ser responsabilizados por ações que atentem contra a democracia e os direitos fundamentais.

    No entanto, ressalta que “não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”. Segundo ele, “ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, desorganizam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”.

    O presidente afirma ser “particularmente preocupante” que essas práticas estejam sendo aplicadas à América Latina e ao Caribe.

    Segundo Lula, elas levam “violência e instabilidade a uma parte do mundo que busca a paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos”.

    Ele destaca que, “em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos”.

    Ao tratar da região, Lula afirma que a América Latina e o Caribe, com mais de 660 milhões de habitantes, “têm seus próprios interesses e sonhos a defender”. Em um mundo multipolar, “nenhum país deveria ter suas relações externas questionadas por buscar a universalidade”.

    “Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos” e defende que “construir uma região próspera, pacífica e plural é a única doutrina que nos serve”.

    Agenda regional

    Lula também defende, no artigo, a construção de uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas.

    “Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e ampliar o comércio dentro da região e com países de fora dela”, afirma. Segundo o presidente, “a cooperação é fundamental para mobilizar os recursos de que tanto precisamos para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas”.

    Sobre a Venezuela, Lula afirma que “o futuro do país, assim como o de qualquer outro, deve permanecer nas mãos de seu povo”.

    Apenas um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”.

    Cooperação

    No texto, Lula diz ainda que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelanos para “proteger os mais de 1.300 quilômetros de fronteira compartilhada” e aprofundar a cooperação bilateral.

    Ao tratar da relação com os Estados Unidos, o presidente afirma que Brasil e EUA são “as duas democracias mais populosas do continente americano”. Segundo Lula, “unir esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir”.

    “Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós.”

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  • Curitiba avalia regras para coworkings e centros de negócios digitais

    Curitiba avalia regras para coworkings e centros de negócios digitais

    Curitiba avalia regras para coworkings e centros de negócios digitais

    regulamentação de coworkings e centros de negócios digitais é o foco de projeto de lei em análise na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Autor da iniciativa, o vereador Tico Kuzma (PSD) explica que o objetivo é “estabelecer parâmetros claros de funcionamento e integridade cadastral” para os espaços compartilhados de trabalho, um segmento em expansão.

    “O crescimento desse segmento, impulsionado por novas dinâmicas de trabalho e pela incorporação de serviços empresariais e administrativos em ambientes flexíveis, demanda balizas mínimas que assegurem segurança urbanística, qualidade do serviço, transparência nas relações com o usuário e cooperação responsável com o poder público”, reforça Kuzma. 

    A justificativa da proposição destaca, entre outros pontos, que a regulamentação enfrenta o desafio da integridade cadastral, coíbe a prática irregular de estabelecimentos cuja atuação se limite ao fornecimento de endereço ou domicílio fiscal sem a efetiva prestação de serviços e preserva a natureza contratual do vínculo como prestação de serviços, “de modo a evitar a indevida caracterização de locação ou sublocação pelo simples uso de endereço”. (005.00767.2025).

    O projeto define coworkings e centros de negócios digitais como empreendimentos que disponibilizam infraestrutura física ou digital de apoio a atividades empresariais e administrativas, mediante remuneração e com CNAE (Classificação Nacional das Atividades Econômicas) compatível. Para operar em Curitiba, esses espaços deverão obter alvará de localização e funcionamento, além de observar normas de acessibilidade e de prevenção contra incêndio, entre outras exigências aplicáveis ao tipo de instalação.

    Conforme o texto legislativo, são obrigações mínimas dos empreendimentos: estarem aptos à recepção de pessoas e de correspondênciasregistrarem e conservarem, por pelo menos cinco anos, as informações cadastrais essenciais dos usuários, como razão social/nome, CNPJ/CPF, endereço, dados do responsável legal e do contador, quando houver, na forma da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); manterem política de integridade cadastral que coíba uso indevido do endereço; e cooperarem com o poder público em casos de investigação administrativa ou judicial que envolvam o uso do endereço.

    O texto também prevê a comunicação formal ao Poder Executivo em caso de rescisão contratual ou suspeita de uso indevido do endereço, medida que, segundo a proposição, não transfere ao empreendimento atribuições fiscalizatórias, “limitando-se ao dever de colaboração e boa-fé objetiva”. Para facilitar a comunicação de irregularidades, a administração municipal poderá disponibilizar um canal eletrônico oficial.

    No caso dos usuários dos espaços compartilhados de trabalho, a proposta de lei elenca os seguintes deveres: manterem atualizados seus cadastros e registros oficiais junto aos órgãos competentes, comunicando à Prefeitura, no prazo máximo de 30 dias, qualquer alteração; fornecerem documentos mínimos necessários à qualificação cadastral; usarem o endereço para fins lícitos e compatíveis com a atividade declarada; comunicarem ao empreendimento alterações cadastrais, societárias, de atividade econômica principal ou endereço operacional, no prazo máximo de 30 dias; cooperarem com o empreendimento e com o poder público em casos de investigação administrativa ou judicial que envolvam o uso do endereço.

    Em caso de descumprimento das regras, o projeto institui um regime de sanções graduais, após processo administrativo, que inclui advertência, multa no valor de R$ 2 mil, suspensão do alvará de funcionamento, seguida de cassação. A matéria foi protocolada no fim de novembro e, para ser levada à votação em Plenário, depende da discussão nas comissões da Câmara de Curitiba. Caso aprovada pelos vereadores e sancionada pelo Executivo, a lei começa a valer 120 dias depois da publicação oficial.

    “O regime sancionatório proposto é gradual e proporcional, preservando a análise do caso concreto, a gravidade da conduta, a reincidência e a cooperação com a autoridade. A vacatio legis de 120 dias confere tempo razoável para adaptação de empreendimentos e usuários, reduzindo custos de transição e favorecendo a efetividade da norma”, finaliza o autor na justificativa da proposição.

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  • Ponte Guaratuba Matinhos entra em fase final de construção

    Ponte Guaratuba Matinhos entra em fase final de construção

    Ponte Guaratuba Matinhos entra em fase final de construção

    A construção da Ponte de Guaratuba encerrou o ano de 2025 com um índice de execução de 88%, o que aponta a reta final do empreendimento, com previsão de entrega para o mês de abril. Segundo o boletim técnico de dezembro, a obra avançou em todas as frentes de trabalho, com destaque para a finalização completa da infraestrutura e progressos expressivos no trecho estaiado, que se tornará o cartão-postal da região.

    As obras de infraestrutura da Ponte de Guaratuba foram concluídas. Ao todo, o empreendimento exigiu a execução de 64 estacas, distribuídas entre os lados de Guaratuba e Matinhos, além do trecho sobre a baía.

    A primeira estaca foi concretada em 17 de maio de 2024, marcando o início da fundação. Em agosto de 2025, foi realizada a última concretagem de estaca no trecho marítimo, com operações complexas em ambiente aquático. As últimas estacas que faltavam estavam localizadas no lado de Matinhos e foram finalizadas em dezembro, junto com os blocos de fundação. Com isso, toda a base estrutural da ponte foi oficialmente concluída.

    “É uma obra emblemática e um marco para o Paraná. Ela virou um cartão-postal dessa temporada e a população está acompanhando de perto a sua evolução. Entramos na reta final das obras e em breve colocaremos um ponto final no ferry boat”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

    Na mesoestrutura, responsável pela sustentação das vigas longarinas, 20 travessas já foram concluídas. Restam apenas duas travessas e um pilar para a finalização completa desta fase, prevista para este mês de janeiro.

    Ponte entre Guaratuba e Matinhos, em construção.

    Um dos principais marcos do último mês foi a conclusão da fabricação das 160 vigas longarinas pré-moldadas, estruturas essenciais para a sustentação do tabuleiro da ponte. Dessas, 128 já foram lançadas sobre as travessas, restando apenas 32 vigas para serem posicionadas no lado de Matinhos nos próximos dias.

    O trecho pré-moldado da Ponte de Guaratuba, que possui 20 vãos distribuídos ao longo de 830 metros, ainda conta com quatro vãos pendentes, localizados no lado de Matinhos. Nesses vãos, estão previstas para este mês de janeiro as etapas de lançamento das vigas longarinas, e, em seguida, serão executadas as fases de instalação das pré-lajes, armação e concretagem das lajes do tabuleiro.

    No lado de Guaratuba, o trecho pré-moldado foi totalmente concluído em novembro de 2025. A concretagem das lajes do tabuleiro nesse segmento teve início em abril de 2025 e seguiu de forma contínua até a finalização das 16 lajes, que compõem integralmente o trecho pré-moldado deste lado da ponte.

    “Os trabalhos se estenderam ao longo de todo o fim do ano, mesmo entre Natal e Ano Novo, para dar conta da dimensão do projeto. Continuamos avançando com grande rapidez e vários turnos de trabalho”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

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  • Groenlândia e o poder e ganância de Donald Trump

    Groenlândia e o poder e ganância de Donald Trump

    Groenlândia e o poder e ganância de Donald Trump

    A mais recente ofensiva de Donald Trump contra a União Europeia e a Dinamarca reacendeu um debate que parecia enterrado nos arquivos da política externa americana: a ambição de controlar a Groenlândia. O anúncio de tarifas adicionais contra países europeus, somado às ameaças explícitas de retaliação caso Copenhague não ceda às pressões, expõe não apenas uma estratégia de poder, mas também uma lógica de ganância que desafia os limites da diplomacia contemporânea.

    A escalada tarifária como instrumento de coerção

    Trump anunciou tarifas de 10% sobre produtos europeus a partir de fevereiro, com previsão de aumento para 25% em junho, condicionando a suspensão das medidas à “compra completa e total da Groenlândia” pelos Estados Unidos. A retórica é clara: transformar o comércio internacional em moeda de troca para objetivos geopolíticos. Ao vincular tarifas à aquisição de território, o presidente americano rompe com a tradição de negociações multilaterais e coloca em xeque a credibilidade das instituições que sustentam a ordem global.

    Essa postura revela uma concepção de poder baseada na intimidação econômica. Trump insiste que os EUA “subsidiaram” a Europa por décadas e que chegou a hora de reverter essa suposta dependência. A mensagem implícita é de que Washington não hesitará em usar sua força econômica para impor sua vontade — mesmo que isso signifique corroer alianças históricas.

    A resposta europeia: unidade diante da pressão

    A União Europeia reagiu com rapidez, convocando uma reunião de emergência em Chipre para discutir uma resposta coordenada. Ursula von der Leyen e António Costa, líderes da Comissão e do Conselho Europeu, repudiaram a decisão americana, alertando para o risco de uma “espiral descendente perigosa” nas relações transatlânticas. O comunicado reforçou a solidariedade com a Dinamarca e destacou que a Europa permanecerá unida na defesa de sua soberania.

    Esse gesto é mais do que simbólico. Ao se alinhar com Copenhague, a UE sinaliza que não aceitará a fragmentação de seus membros diante de pressões externas. A Groenlândia, embora autônoma, é parte integrante do Reino da Dinamarca, e sua soberania não pode ser negociada unilateralmente. A tentativa de Trump de transformar o território em peça de barganha expõe uma visão imperialista que contrasta com os princípios de cooperação defendidos pela União Europeia.

    Dinamarca e o reforço das alianças no Ártico

    Enquanto Bruxelas articula uma resposta política, Copenhague age no campo estratégico. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, iniciou uma turnê por Noruega, Reino Unido e Suécia para reforçar a coordenação sobre segurança no Ártico. A iniciativa busca consolidar o papel da OTAN na região e garantir que a Groenlândia não se torne alvo de disputas unilaterais.

    Donald Trump quer o mundo.

    Rasmussen foi enfático ao afirmar que “em um mundo instável e imprevisível, a Dinamarca precisa de aliados próximos”. A mensagem reflete a percepção de que Trump não apenas ameaça a soberania dinamarquesa, mas também coloca em risco a estabilidade da própria Aliança Atlântica. Ao acusar os países europeus de participar de um “jogo muito perigoso” por enviarem militares à Groenlândia, o presidente americano tenta deslegitimar exercícios coordenados que visam justamente fortalecer a defesa coletiva.

    O Ártico como palco da disputa global

    A insistência de Trump em adquirir a Groenlândia não é mero capricho. O território possui importância estratégica crescente, tanto pela proximidade com rotas marítimas emergentes quanto pelos recursos naturais ainda pouco explorados. Além disso, o desenvolvimento de sistemas de defesa como o “Golden Dome”, citado pelo presidente, reforça o valor militar da região.

    Nesse contexto, a ganância se confunde com cálculo geopolítico. Trump argumenta que China e Rússia também desejam a Groenlândia, e que os EUA não podem permitir que rivais avancem sobre o território. A lógica, porém, ignora que a soberania da ilha pertence à Dinamarca e que qualquer tentativa de compra ou anexação sem consentimento internacional seria uma violação flagrante do direito internacional.

    Poder, ganância e o risco de isolamento

    O episódio revela a essência da política externa trumpista: o uso do poder econômico e militar como instrumentos de pressão, sem considerar os custos diplomáticos. Ao transformar aliados em alvos de tarifas e ameaças, Trump arrisca isolar os Estados Unidos em um momento em que a cooperação internacional é vital para enfrentar desafios globais.

    A ganância pela Groenlândia simboliza mais do que uma disputa territorial. É a expressão de uma visão de mundo em que o poder se exerce pela imposição e em que alianças históricas podem ser descartadas em nome de objetivos imediatos. Para a Europa, o desafio é resistir sem ceder à intimidação; para a Dinamarca, é reafirmar sua soberania com o apoio de aliados estratégicos. Para o mundo, é um alerta de que a ordem internacional pode ser reconfigurada não pela cooperação, mas pela vontade unilateral de um líder disposto a transformar o comércio e a diplomacia em armas de conquista.

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  • Como ele conquistou meu coração

    Como ele conquistou meu coração

    Como ele conquistou meu coração

    Larissa Manoela abriu o coração ao falar sobre o início de sua história de amor com André Luiz Frambach. Durante participação no programa É de Casa, da TV Globo, a atriz relembrou um gesto simples, mas cheio de significado, que fez toda a diferença na conquista.

    Segundo Larissa, quando ainda eram apenas amigos, André encontrou uma maneira criativa de demonstrar carinho: deixava recadinhos no parabrisa do carro dela, nos estúdios da Globo, enquanto ambos trabalhavam em novelas diferentes. “Eu olhava no retrovisor e pensava: que sagacidade, que coisa única. Nunca ninguém fez isso”, contou, emocionada. Para ela, esse detalhe foi a prova de que estava diante de alguém especial.

    O casal se conheceu em 2019, mas só em 2021 transformou a amizade em romance. Dois anos depois, em 2023, oficializaram a união, que continua encantando os fãs. Durante o programa, Larissa não poupou elogios ao marido, destacando sua generosidade e autenticidade.

    André, por sua vez, também deixou uma mensagem em vídeo para a atriz, exaltando sua dedicação e talento: “A Lari tem uma estrela única, mas não se acomoda com isso. Ela estuda, se dedica e é generosa com todos. Eu tenho a sorte de dividir a vida com ela”.

    Larissa Manoela e André Luiz Franmbach.

    A troca de declarações arrancou suspiros da plateia e reforçou o quanto Larissa e André se tornaram um dos casais mais queridos do público. Mais do que uma história de amor, o episódio mostra como pequenos gestos podem marcar profundamente e se transformar em memórias inesquecíveis.

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