Como as ações de Maduro tem atingido o Brasil
O mundo vê estarrecido a absoluta falta de respeito aos direitos humanos na Venezuela pós eleições, que também não tem a vitória de Maduro reconhecida pelas nações democráticas.
Inexplicavelmente, o Brasil (embora a nossa diplomacia tente explicar), permanece sem reconhecer a vitória de Maduro e sem reconhecer a vitória da oposição. Em outras palavras, cabe a expressão popular “em cima do muro”.
O Brasil ganhou tempo “enrolando” com a espera da divulgação das atas eleitorais. Aliás o Brasil foi um dos países que exigiram a apresentação das atas eleitorais. Quando maduro não divulgou estas atas, o Brasil simplesmente se manteve na mesma posição, mas sem nenhum argumento. A posição do Brasil é vista como não adequada pela comunidade internacional.
Embaixada da Argentina
Os diplomatas argentinos foram expulsos da Venezuela e Milei pediu para o Brasil assumir e cuidar da embaixada em Caracas. O Brasil aceitou e passou a ocupar a embaixada da Argentina. Como era de se esperar (faz parte do trabalho), a embaixada concedeu refúgio a opositores de Maduro. Na semana passada a embaixada da Argentina, ocupada pelo Brasil, foi cercada por forças venezuelanas. Pela avaliação do Brasil era um blefe. Maduro até tentou justificar que os brasileiros estavam abrigando “terroristas” na embaixada. O termo terroristas é usado em regimes de ditadores para se referir a qualquer opositor. Maduro faz uso do termo de forma indiscriminada. O Brasil resistiu e pelo apoio internacional, não exatamente a favor do Brasil, mas sim contra as ações de Maduro, o governo venezuelano recuou e retirou as forças que cercaram a embaixada.
Nicolás Maduro tem uma história de afinidade política com o Lula.
Exílio de Gonzáles
“No dia 10 de janeiro de 2025, o presidente eleito Edmundo González Urrutia tomará posse como presidente constitucional da Venezuela.”
Com essas palavras, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, reagiu à saída do país do candidato opositor de 75 anos, que estava sob uma ordem de prisão pelas autoridades. No sábado, a Espanha concedeu asilo político a González, candidato da oposição nas eleições de 28 de julho.
É preciso entender que Gonzáles saiu da Venezuela sob acordo. Portanto com salvo-conduto, pois sua permanência tornou-se incômoda para Maduro. Gonzáles tem prisão decretada e se esta prisão fosse efetivada poderia acarretar uma revolta popular e também ações de países estrangeiros que “não estão em cima do muro”.
A imagem do Brasil que antes era de prudência, agora é de omissão.
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