Netanyahu: – Hamas deve entregar armas, ou o inferno se instalará’
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou ontem (14) a exigência de desarmamento do grupo Hamas como condição essencial para a consolidação da paz na Faixa de Gaza. Em entrevista à CBS News, Netanyahu reforçou a declaração feita horas antes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou: “Se eles não se desarmarem, nós os desarmaremos. E isso acontecerá de forma rápida e talvez violenta”.
Netanyahu parafraseou o líder americano ao dizer que, caso o Hamas não entregue suas armas, “o inferno se instalará”. Apesar do tom ameaçador, o premiê israelense afirmou que ainda há esperança de uma solução pacífica: “Espero que possamos fazer isso pacificamente. Certamente estamos prontos para isso”.
Segundo Netanyahu, o plano de paz em andamento — mediado pelos Estados Unidos — prevê uma segunda fase focada na desmilitarização da Faixa de Gaza. “Primeiro, o Hamas precisa entregar suas armas. Segundo, é preciso garantir que não haja fábricas de armas dentro de Gaza, nem contrabando de armamentos. Isso é desmilitarização”, explicou.
A exigência de desarmamento, no entanto, enfrenta resistência. De acordo com uma fonte do Hamas ouvida pela AFP, o grupo considera essa condição “fora de discussão” e rejeita qualquer entrega voluntária de armas como parte do plano de paz proposto por Trump. A liderança do Hamas argumenta que o desarmamento comprometeria sua capacidade de defesa e enfraqueceria sua posição frente a Israel.
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Enquanto isso, o cessar-fogo acordado entre as partes permanece em vigor, embora com tensões crescentes. O Hamas tem reforçado sua presença nas ruas de Gaza, entrando em confronto com grupos rivais e realizando execuções de supostos criminosos, o que levanta preocupações sobre a estabilidade da trégua.
No mesmo dia, o Hamas entregou mais quatro corpos de reféns mortos durante o conflito, somando-se aos quatro devolvidos no dia anterior. A identidade das vítimas ainda não foi confirmada pelas autoridades israelenses.
Donald Trump, que discursou recentemente no Parlamento de Israel, declarou que o momento representa “o fim da era do terror e da morte” e “o início de uma nova era de fé e esperança” no Oriente Médio. Ele também expressou interesse em negociar um acordo de paz com o Irã, após os ataques conjuntos de EUA e Israel às instalações nucleares iranianas em junho.
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