Autor: Gazeta 24 horas

  • Curitiba: multas poderão ser pagas com sangue

    Curitiba: multas poderão ser pagas com sangue

    Curitiba: multas poderão ser pagas com sangue

    Não há exagero no título desta matéria. Há um projeto de lei que pode tornar o sangue e a medula uma moeda para pagamento de multas de trânsito em Curitiba.

    Para incentivar a solidariedade e reforçar os estoques dos bancos de sangue e medula óssea, projeto de lei em discussão na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) pretende converter multas de trânsito leves em doações voluntárias a unidades oficiais de hemoterapia. Autor da proposta, o vereador João Bettega (União) defende que a medida “promove a conscientização dos motoristas quanto à importância do cumprimento das normas de trânsito, ao mesmo tempo em que oferece uma alternativa educativa e socialmente benéfica”.

    “A doação de sangue e a doação de medula óssea são gestos de altruísmo e empatia que precisam ser constantemente incentivados, especialmente em períodos de baixa nos estoques ou quando surgem necessidades urgentes de tratamento”, ressalta Bettega na justificativa da proposição. O parlamentar destaca, ainda, que a iniciativa se insere em uma perspectiva de responsabilidade coletiva, ao permitir que ações educativas sejam vinculadas à aplicação de sanções administrativas.

    De acordo com a proposta de lei, o o condutor penalizado por infração de natureza leve poderá optar entre quitar a multa da forma tradicional ou realizar a doação, de sangue ou de medula óssea, como forma de compensação. Para formalizar a conversão da penalidade, bastaria apresentar o comprovante da doação, emitido pela unidade de saúde, ao órgão municipal competente. O comprovante precisaria conter as seguintes informações: nome completo do doador, CPF, data da doação, identificação da unidade de hemoterapia ou de medula óssea, carimbo oficial e assinatura do responsável técnico, bem como o destino da doação.

    O projeto ressalta que, caso as exigências da regulamentação municipal não sejam cumpridas, o benefício seria automaticamente cancelado e o pagamento da multa deverá ser efetuado nos moldes atuais. A medida valeria exclusivamente para infrações de competência do Município de Curitiba, não se aplicando às penalidades impostas por órgãos estaduais ou federais.

    “A adesão à medida será facultativa, respeitando a liberdade de escolha do condutor, e permitirá que o infrator contribua ativamente para a saúde da comunidade. A regulamentação específica das infrações elegíveis à conversão e dos procedimentos administrativos caberá à autoridade municipal de trânsito, garantindo que apenas casos adequados e seguros sejam contemplados pela medida, sem comprometer a disciplina e o rigor necessários à segurança viária”, acrescenta Bettega.

    Protocolado no dia 16 de abril, o projeto chegou a ser discutido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa do processo legislativo, no fim de junho. O parecer preliminar do colegiado foi pela devolução da matéria ao autor para eventuais adequações no texto. Se aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei começa a valer 60 dias depois da publicação no Diário Oficial do Município.

    Já existem benefícos para os doadores, como descontos em espetáculos públicos, abono na falta ao trabalho e outros. Sempre aplicados de forma genérica e nunca em benefício individual. Agora, se a lei for aprovada, tona-se motivo para a doação, não mais o se importar com o ser humano, mas sim pagar uma conta com o município.

    Isto é certo? Isto é errado? Pode trazer mais benefícios? Multas maiores poderiam ser pagas no futuro, com doações de órgãos?  O projeto ainda não definiu valores, ao defini-los saberemos quanto vale a doação, se este valor será calculado em litros ou outra forma. Já a doação de medula, que é mais traumática para o doador, deverá ter maior valor… ou não.

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  • Domingo: dia de meia tarifa em Curitiba

    Domingo: dia de meia tarifa em Curitiba

    Domingo: dia de meia tarifa em Curitiba

    Curitiba tem três linhas especiais que funcionam só aos domingos e são uma boa opção para quem quer passear por parques mais afastados do Centro: a 529 – Parque Náutico, a 177 – Terminal Cabral/Pq Tanguá e a 794 – Pq. Lago Azul. Além de chegar com mais facilidade aos parques, aos domingos os usuários pagam somente meia tarifa (R$ 3) para andar nos ônibus de Curitiba.

    O pagamento é feito por cartão transporte, de débito e crédito. Nos terminais, é possível também pagar em dinheiro. 

    A iniciativa faz parte do projeto Parques da Cidade.

    “Vimos a necessidade de melhorar o acesso da população por ônibus a alguns parques, principalmente quem mora mais longe. Essas três linhas ligam os parques a terminais, onde é possível fazer integração com outros ônibus do sistema. E isso ainda pagando meia tarifa, a R$ 3, dentro do projeto Domingão paga meia”, diz o presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto.

    Os ônibus

    A linha 529 – Parque Náutico tem extensão de 5,1 km, com tempo de viagem de 20 minutos. Sai do Terminal Boqueirão e segue pelas ruas Pastor Carlos Frank, Zonardy Ribas, Maestro Carlos Frank e Avenida Marechal Floriano Peixoto (pista lenta), no sentido Parque Náutico; e pela Marechal Floriano Peixoto (pista lenta) e Rua Pastor Carlos Frank, no sentido Terminal Boqueirão. 

    Confira AQUI os horários.

    Curta Curitiba com meia tarifa no transporte público, nos finais de semana.

    A linha 794 – Parque Lago Azul liga o Terminal Pinheirinho ao parque, com trajeto de 20 km e saída a cada hora. O primeiro ônibus sai às 8h do Terminal Pinheirinho e o último às 19h30 do Parque Lago Azul. Confira AQUI os horários. Também é possível fazer integração temporal (exclusivamente com cartão transporte) com a estação-tubo Sagrado Coração – sentido Terminal Sítio Cercado e sentido bairro.

    A linha 177 – Terminal Cabral/Pq Tanguá percorre 12 km com saídas a partir das 8h do Terminal Cabral. Confira AQUI os horários. A linha também tem pontos de parada no Parque São Lourenço e Memorial Paranista.

    Curitiba tem 68 metros quadrados de área verde por habitante e 52 parques. Outros espaços bastante procurados pelos curitibanos, como Barigui, Barreirinha, Ópera de Arame, Pedreira Paulo Leminski, São Lourenço, Passeio Público, Zoológico, Bacacheri, Tingui, Atuba, Jardim Botânico e Museu de História Natural Capão da Imbuia, também podem ser acessados por linhas de ônibus da Urbs.

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  • Sanepar disponibiliza pagamento de fatura com cartão de crédito

    Sanepar disponibiliza pagamento de fatura com cartão de crédito

    Sanepar disponibiliza pagamento de fatura com cartão de crédito

    A partir desta sexta-feira (18) os clientes da Sanepar podem acessar o site da Companhia para pagar sua fatura com cartão de crédito. Eles podem regularizar pendências parcelando o saldo em até 12 parcelas, podendo utilizar três cartões de crédito diferentes. O pagamento facilitado, em ambiente seguro, é mais uma modalidade oferecida pela Sanepar para os seus clientes.

    O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, comemora mais esta inovação que visa atender as necessidades especialmente daqueles que queiram regularizar seus débitos junto à Companhia. “Esta nova modalidade permite o parcelamento das faturas, sem que o cliente precise sair de casa. A qualquer hora do dia, ele pode pagar a sua conta no nosso site, sem burocracia. Tudo de forma simples e segura”, afirma.

     O diretor comercial Bihl Elerian Zanetti explica que o cliente deve entrar no site oficial da Sanepar, de onde será direcionado para a página de pagamentos . “Nesta página o cliente consegue facilmente visualizar aquilo que está vinculado ao seu CPF, faturas da casa onde mora, da casa da praia ou da casa que mantém alugada ainda na sua titularidade. É muito simples selecionar o que deseja e realizar o pagamento em até 12 vezes e utilizando até três cartões”, diz. “Com a plataforma damos mais flexibilidade e a oportunidade para o cliente ajustar seu orçamento familiar”.

    O processo de pagamento é totalmente digital. A página exige apenas login e senha, a partir de cadastro na Central de Segurança do Governo do Paraná ou no Gov.br – plataformas dos governos estadual e federal que garantem a identificação do cidadão que acessa serviços digitais. A autenticação dupla dá maior segurança para o cliente. Com poucos cliques as faturas abertas são visualizadas. O cliente escolhe a referência e opta por pagamento à vista ou parcelado direto na nova plataforma online. 

    Na plataforma de pagamentos da Sanepar o cliente pode fazer toda a transação, reconhecendo um ambiente protegido, com dados criptografados e autenticados. O pagamento é processado pelo sistema e a quitação é dada na hora.  “Tudo ocorre no digital, com autenticação e comprovantes na hora. É muito seguro, podemos garantir”, ressalta Bihl.

    Inicialmente o pagamento com cartão de crédito está disponível apenas para pessoas físicas, ou seja, matrículas cadastradas no CPF. Num segundo momento, o serviço será estendido também para titularidades de pessoas jurídicas, com matrículas vinculadas ao CNPJ. Pessoas físicas e jurídicas têm hoje a facilidade do pagamento na modalidade pix, via WhatsApp (41) 99544-0115. 

    É importante que o cliente saiba que os pagamentos com cartão de crédito têm taxas cobradas pela administradora. Os encargos normalmente cobrados pela Sanepar referente a pagamentos em atraso, como juros e multa, serão lançados na próxima fatura. 

    Para acessar a plataforma para pagamento com cartão de crédito, o cliente deve clicar no banner “Cartão de Crédito” no site oficial da Sanepar.

    Para mais informações sobre esta nova modalidade de pagamento, o cliente pode entrar em contato pelo telefone 0800 200 0115, pelo WhatsApp no (41) 99544-0115, ou, ainda, no e-mail [email protected].

    Atenção: Cuidados com o uso de cartões para pagamento de contas mensais, é algo indispensável. Ao pagar uma conta mensal com o cartão de crédito é preciso lembrar que no próximo mês você terá nova conta a pagar e também terá que pagar a parcela do cartão de crédito. Use seu crédito com moderação.

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  • EUA revogam visto de Alexandre de Moraes e ministros do STF

    EUA revogam visto de Alexandre de Moraes e ministros do STF

    EUA revogam visto de Alexandre de Moraes e ministros do STF

    O governo dos Estados Unidos anunciou, na noite de sexta-feira (18), a revogação do visto americano do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de seus familiares próximos e de aliados na Corte. A decisão foi divulgada pelo secretário de Estado Marco Rubio, por meio de publicação na rede social X, e tem efeito imediato.

    Até o momento, não houve manifestação oficial por parte do STF, do Palácio do Planalto ou do Itamaraty. 

    A medida ocorre em meio a uma escalada diplomática entre os dois países, motivada por decisões judiciais recentes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de comunicação e recolhimento domiciliar noturno ao ex-mandatário, o que gerou forte reação do governo Trump. Rubio classificou as ações do ministro como uma “caça às bruxas política” que, segundo ele, ultrapassa as fronteiras brasileiras e afeta cidadãos americanos.

    Além de Moraes, outros sete ministros do STF também foram atingidos pela revogação dos vistos, segundo informações divulgadas pela imprensa. São eles: Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes. Os nomes não foram oficialmente confirmados pelo Departamento de Estado, mas fontes indicam que a decisão se baseia na política de sanções contra autoridades estrangeiras acusadas de censura ou violação de direitos humanos.

    Ministros do STF tem vistos cancelados, pelos EUA

     

    Ministros como André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques não teriam sido incluídos na medida. Mendonça e Nunes Marques foram indicados ao STF por Bolsonaro, enquanto Fux tem se posicionado de forma crítica em relação a penas aplicadas a acusados de tentativa de golpe.

    A decisão americana gerou reações imediatas no Brasil. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou a medida como uma afronta à soberania nacional e ao Poder Judiciário. O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, também se pronunciou, afirmando que o Judiciário brasileiro não se intimidará diante de “atos arbitrários”.

    A crise diplomática se intensifica em um momento de tensão entre os governos de Lula e Trump. Além da revogação dos vistos, o presidente americano anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e investigações comerciais contra o país. A situação é acompanhada com preocupação por autoridades brasileiras, que avaliam possíveis respostas institucionais e diplomáticas.

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  • STF determina tornozeleira eletrônica para Bolsonaro

    STF determina tornozeleira eletrônica para Bolsonaro

    STF determina tornozeleira eletrônica para Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (18), medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro por coação, obstrução e atentado à soberania nacional.

    O ex-presidente deverá cumprir recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta-feira e em tempo integral nos fins de semana e feriados; ser monitorado com tornozeleira eletrônica; não poderá manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados. As medidas foram pedidas pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    A Polícia Federal apontou que Bolsonaro e o filho, Eduardo Bolsonaro, “vêm atuando, ao longo dos últimos meses, junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos da América, com o intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”, em razão de suposta perseguição no âmbito da Ação Penal (AP) 2668.

    Conforme a PF, ambos atuaram “dolosa e conscientemente de forma ilícita” e “com a finalidade de tentar submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de outro Estado estrangeiro, por meio de atos hostis derivados de negociações espúrias e criminosas com patente obstrução à Justiça e clara finalidade de coagir essa Corte.”

    Ao analisar o caso, o ministro disse que há indícios de que tanto Bolsonaro quanto o filho têm praticado “atos ilícitos que podem configurar, em tese, os crimes dos art. 344 do Código Penal (coação no curso do processo), art. 2º, §1º da Lei 12.850/13 (obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa) e art. 359-L do Código Penal (abolição violenta do Estado Democrático de Direito).”

    As condutas de Bolsonaro e do filho caracterizam, segundo o ministro Alexandre, “claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos, em especial dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania e permanecem, sempre no sentido de induzirem, instigarem e auxiliarem governo estrangeiro à prática de atos hostis ao Brasil e à ostensiva tentativa submissão do funcionamento do Supremo Tribunal Federal aos Estados Unidos da América, com a finalidade de ‘arquivamento/extinção’ da AP 2668.”

    No despacho, o ministro citou ainda o escritor Machado de Assis, que disse: “A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional”. Alexandre de Moraes destacou que a “Soberania Nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida, pois é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil”.

    o uso de tornozeleira eletrônica permite o monitoramento 24h por dia e também restringir o deslocamento e acionar autoridades policiais.

    Afirmou também que “o Supremo Tribunal Federal sempre será absolutamente inflexível na defesa da Soberania Nacional e em seu compromisso com a Democracia, os Direitos Fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário Nacional e os princípios constitucionais brasileiros”. Nesse ponto, fez referência a Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos da América, responsável pela manutenção da União e pela Proclamação de Emancipação, que afirmava que “os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”.

    A pedido de Alexandre de Moraes, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, convocou uma sessão extraordinária virtual para que a decisão seja submetida ao referendo. O Plenário Virtual começará hoje (18) ao meio-dia, e terminará na próxima segunda-feira (21), às 23h59.

    Veja a íntegra da decisão.

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  • Geada Negra no Paraná: 50 anos

    Geada Negra no Paraná: 50 anos

    Geada Negra no Paraná: 50 anos

    Há 50 anos, em 18 de julho de 1975, uma das maiores geadas já registrada no Estado devastou os cafezais e mudou o perfil agropecuário do Paraná. A partir dali houve o fortalecimento do cultivo da soja e de outros grãos, o crescimento da horticultura como ativo comercial e a modernização das cadeias de proteínas animais, particularmente na avicultura e suinocultura.

    “A diversificação das culturas foi um fato importante que presenciei”, disse Eugênio Stefanelo, que naquele período era o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Mais tarde, em 1981, ele viria a assumir como secretário. A diversificação continuou contando com cafeicultores que até hoje mantém a produção, principalmente de cafés especiais.

    Stefanelo lembra que na tarde de 17 de julho de 1975 o governador Jaime Canet Junior telefonou para o secretário da Agricultura Paulo Carneiro pedindo que todos os servidores do Deral ficassem de prontidão, pois já se previa um frio mais intenso. Por volta das 21 horas, o governador questionou o próprio Stefanelo. “Lamento dizer, mas acredito que pela marcha da temperatura os cafezais terão um grande baque”, respondeu.

    O prognóstico se confirmou na manhã do dia 18, com estimativa de que pelo menos 60% dos cafezais que cobriam 1,8 milhão de hectares foram destruídos. Era o fim de um ciclo econômico do Estado. O Paraná tinha conquistado no início da década de 1960 a liderança de produção de café, ultrapassando São Paulo, com cerca de 21,3 milhões de sacas, representando 64% do volume nacional.

    Em 1975 foram retirados 10,2 milhões de sacas, o que correspondia a quase 50% da produção nacional. Imediatamente depois da geada de 1975 o Estado ainda manteve participação importante na produção, chegando a representar mais de 20% da safra nacional no final da década de 1980, porém nunca mais liderou. Já na década de 1990 a participação média foi de menos de 10%, baixando para menos de 5% nos anos 2000 e menos de 3% nos anos 2010.

    ATUALIDADE – A estimativa do Deral para a atual safra é de 718 mil sacas (43,1 mil toneladas), produzidas em 25,4 mil hectares, o que representa 1% da safra nacional. Em relação ao Valor Bruto de Produção (VBP) paranaense, a cultura teve renda de R$ 1,13 bilhão em 2024, equivalente a 0,6% de toda renda gerada no território estadual.

    O Norte Pioneiro é hoje a maior região produtora do Estado, tendo uma Indicação Geográfica (IG) de origem para o café ali produzido. Apenas o município de Carlópolis concentra um quarto da produção estadual, de acordo com o VBP de 2024. Outra IG foi conquistada pelo Café de Mandaguari, no Noroeste.

    De acordo com o agrônomo Carlos Hugo Godinho, analista da cultura no Deral, a safra deste ano foi marcada por florações uniformes, que facilitam o andamento da colheita. O tempo seco registrado nas últimas semanas também ajuda nos trabalhos e 57% da safra já está colhida.

    “As produtividades nas regiões de mais expressão estão em um patamar melhor que em 2024, assim como a qualidade do produto obtido”, afirmou Godinho. “Apesar da queda recente, os preços permanecem remuneradores nesta safra, indicando uma possível manutenção da área para próxima safra”.

    EXPORTAÇÃO – Quanto às exportações paranaenses, elas totalizaram 21,8 mil toneladas de café verde em 2024, com acréscimo em relação a 2023. Porém o forte das vendas para o exterior é o café solúvel, que totalizou 33 mil toneladas em 2024 e continua em ritmo similar neste primeiro semestre.

    No ano passado a exportação de café totalizou a entrada de US$ 433 milhões no Paraná. Neste primeiro semestre de 2025 os valores chegaram a US$ 241 milhões, valor superior ao do primeiro semestre de 2024 mesmo com menor volume embarcado. “Os preços melhores foram responsáveis por este ganho, mas as incertezas momentâneas com as tarifas impostas pelo governo americano preocupam bastante a manutenção deste ritmo para o segundo semestre”, ponderou Godinho.

    Segundo ele, a dependência do mercado de commodities é bastante arriscado, especialmente para propriedades pequenas, o que leva os produtores remanescentes a buscarem alternativas. No caso do café, a produção de um produto de maior qualidade é um dos caminhos trilhados.

    Segundo informações da Câmara Setorial do Café do Paraná, a obtenção de cafés especiais no Estado representa no mínimo 10% do volume, podendo se aproximar de 30% a depender das condições da safra. A Câmara Setorial, criada por lei estadual, também é um dos promotores do Concurso Café Qualidade Paraná, que chega a sua 22ª edição neste ano visando promover a melhora constante do produto colhido no estado.

    Além da iniciativa do concurso, o Estado promove assistência técnica por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), especialmente no projeto “Mulheres do Café”. Este projeto não se restringe à produção, alcançando a agregação de valor na venda direta da produção ao público.

    Esta verticalização tem sido outra forma de muitos produtores buscarem um rendimento melhor. Também há iniciativas de turismo rural sendo promovidas. “Cada vez mais os Cafés do Paraná buscam uma diferenciação, visto que a produção em grande escala dificilmente voltará a ser a regra para os produtores paranaenses”, concluiu o analista do Deral.

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  • Trump e o Brasil Polarizado: Tarifas, Cartas e a Estratégia de Dividir para Conquistar

    Trump e o Brasil Polarizado: Tarifas, Cartas e a Estratégia de Dividir para Conquistar

    Trump e o Brasil Polarizado: Tarifas, Cartas e a Estratégia de Dividir para Conquistar

    A política externa de Donald Trump segue uma lógica clássica de poder: dividir para conquistar. Ao mirar o Brasil com tarifas agressivas e uma carta provocativa a Jair Bolsonaro, Trump não apenas interfere nas relações comerciais — ele explora a polarização política brasileira como ferramenta de pressão. Mas os brasileiros parecem ter percebido essa jogada: a mais recente pesquisa Genial/Quaest mostra uma virada na popularidade do governo Lula, justamente no momento em que ele enfrenta a crise provocada por Trump.

    Polarização como ponto de entrada

    O Brasil vive uma divisão profunda entre lulistas e bolsonaristas. Essa rivalidade extrapola o campo político e enfraquece a capacidade do país de reagir de forma unificada a pressões externas. Trump se aproveita dessa fragmentação: quanto mais dividido o Brasil, menor sua força diplomática e econômica.

    A carta e as tarifas: provocação calculada

    A tarifa de 50% imposta por Trump aos produtos brasileiros, anunciada em 9 de julho, foi acompanhada por uma carta pública a Bolsonaro. Nela, o ex-presidente americano critica o governo Lula, elogia Bolsonaro e questiona o sistema judiciário brasileiro. A medida não tem justificativa econômica sólida — os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil há mais de uma década. Isso indica que o objetivo é político: desestabilizar o governo Lula e favorecer narrativas bolsonaristas.

    Bolsonaro como peão, não como parceiro

    Apesar da comunicação direta com Bolsonaro, Trump não demonstra preocupação genuína com o aliado. Seu foco é o Brasil como um todo — ou melhor, como um país dividido. Ao reforçar o bolsonarismo, ele aumenta a pressão sobre Lula, que enfrenta dificuldades para construir consenso nacional. A carta e as tarifas são movimentos táticos, não gestos diplomáticos.

    A percepção popular e a virada nas pesquisas

    A estratégia de Trump, no entanto, não passou despercebida. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 17 de julho, 72% dos brasileiros acreditam que Trump errou ao impor o tarifaço, e 79% acham que as tarifas vão prejudicar a vida da população. Entre os eleitores sem posicionamento político, 77% condenam a medida — e até entre os bolsonaristas, 48% reconhecem o erro.

    Esse sentimento se refletiu diretamente na popularidade do governo Lula: 43% aprovam o governo, uma alta de 3 pontos em relação a junho. 53% desaprovam, uma queda de 4 pontos. Lula lidera todos os cenários de primeiro turno para 2026 e venceria Bolsonaro e outros adversários em um eventual segundo turno, exceto Tarcísio de Freitas, com quem empata.

    A virada ocorre justamente no momento em que o governo lida com as provocações de Trump, reforçando a imagem de Lula como defensor da soberania nacional.

     

    Dividir para conquistar é a estratégia de Trump. 

    O exemplo da China: união como escudo

    A China, alvo de tarifas inclusive maiores que as impostas ao Brasil por parte de Trump, respondeu com firmeza e unidade. O governo chinês impôs contramedidas calibradas e denunciou publicamente a prática americana como intimidação unilateral. Essa resposta coordenada forçou Washington a negociar, resultando em uma redução mútua das tarifas em maio. É claro que a China possui uma maior capacidade econômica que o Brasil, mas a coesão interna chinesa foi decisiva — algo que falta ao Brasil neste momento.

    Trump não precisa conquistar o Brasil — basta mantê-lo dividido. Cada tarifa, cada declaração e cada provocação se convertem em vantagem para os Estados Unidos, sem resistência unificada. Mas os dados mostram que os brasileiros estão começando a enxergar essa estratégia. A virada nas pesquisas pode ser o primeiro sinal de que a tática de dividir para conquistar está sendo desafiada — e que a união nacional, ainda que incipiente, pode se tornar um escudo contra interferências externas.

    O garfo

    Donald Trump fez um lance típico de xadrez político: colocou o Brasil numa posição em que qualquer movimento custa caro. Ao apoiar abertamente Jair Bolsonaro e impor tarifas de 50%, criou um garfo — ou seja, um dilema duplo. Se o país continuar dividido, enfraquece sua capacidade de reação e Trump sai ganhando. Se ceder e negociar, também cede soberania e abre espaço para a influência direta dos Estados Unidos. E se Bolsonaro voltar ao poder, a dívida simbólica com Washington se torna inevitável. Mas nem todo garfo termina em xeque. Uma saída possível é romper com a lógica imposta e atacar o tabuleiro com coesão e estratégia nacional — porque mesmo em jogo apertado, quem muda o ritmo da partida pode virar o resultado.

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  • Porque Trump quer o fim do pix

    Porque Trump quer o fim do pix

    Porque Trump quer o fim do pix

    Parece um absurdo, é um absurdo, mas também é uma realidade para Donald Trump e para todos os que comungam das ideias dele: o pix do Brasil não é bom para os EUA e por isso deve ser investigado e impedido de atuar. Mas claro, isto não deve preocupar, inclusive deve alegar, todos os que adoram Donald Trump. Mas vamos entender melhor esta ideia do presidente americano.

    Ele está colocando o Brasil sob investigação, claro, lá nos EUA, por se “comportar mal” e prejudicar os EUA ao avançar em tecnologias, novas parcerias globais e outros avanços.

    É tão absurda a investigação e as razões e pontos apontados neste sentido, que o governo brasileiro respondeu no mesmo nível. 

    O governo brasileiro reagiu com um forró à mais recente investida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pouco após autoridades tornarem público que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, com sede em Washington, abriu uma investigação comercial para apurar, entre outras ações brasileiras, o estímulo ao uso do Pix, o Palácio do Planalto publicou, em perfis nas redes sociais, uma mensagem ironizando a iniciativa estadunidense.

    “O Pix é nosso, my friend”, diz o perfil oficial do governo brasileiro na imagem da publicação em defesa do sistema eletrônico de movimentação financeira, criado pelo Banco Central e lançado em 2020, com a justificativa de facilitar a vida dos usuários, alavancar a competitividade e, consequentemente, baixar os custos das transações bancárias para os cidadãos. Veja imagem.

    Embalado por um eletroforró identificado como Bom Dia Brasil ─ cuja autoria a reportagem não conseguiu confirmar ─ o texto que acompanha a imagem segue o tom. 

    “Parece que nosso Pix vem causando um ciúme danado lá fora, viu? Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema seguro, sigiloso e sem taxas”, acrescentaram os responsáveis pela publicação, se referindo a informação de que, para as autoridades estadunidenses, com o Pix, o Brasil prejudica a competitividade de empresas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico.

    “Só que o Brasil é o quê? Soberano. E tem muito orgulho dos mais de 175 milhões de usuários do Pix, que já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros”, sustenta a publicação, finalizando com uma provocação: “Nada de mexer com o que tá funcionando, ok?”.

    Em pouco mais de três horas, a postagem no Instagram recebeu quase 100 mil curtidas ─ e muitos comentários.

    “Trump conseguiu finalmente unir o Brasil inteiro (contra ele)”, escreveu um usuário. “Mexeu com o Pix, mexeu com o povo [brasileiro]”, apontou outra. “É nosso e é grátis”, acrescentou outra pessoa. “Já, já, Trump vai querer tirar as festas juninas, o desfile de escolas de samba, o carnaval e o Réveillon do Brasil.”

    Mais cedo, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), Hugo Motta [Republicanos-PB], já tinham assegurado que o Congresso Nacional também está unido contra o que Alcolumbre classificou como uma “agressão” por parte do governo dos Estados Unidos.

    “Neste momento de agressão ao Brasil e aos brasileiros, que não é correta, temos que ter firmeza, resiliência e tratar com serenidade esta relação, buscando estreitar os laços e fazer as coisas acontecerem”, comentou o presidente do Senado.

    “Estamos prontos para estar na retaguarda do Poder Executivo. Para que, nas decisões que necessitarem da ação do Parlamento, possamos agir com rapidez e agilidade”, acrescentou Motta.

    Trump contra o Pix: entenda o que pode ter motivado críticas dos EUA

    Os Estados Unidos iniciaram na terça-feira (15) uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram suspostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. As críticas ao sistema de pagamento brasileiro podem ser explicadas pela concorrência com Whatsapp Pay e bandeiras de cartão de crédito norte-americanas, e por ter se tornado uma alternativa ao dólar em algumas transações internacionais.

    A medida foi anunciada pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em documento chamado “Investigação da Seção 301 sobre Práticas Comerciais Desleais no Brasil”. Não há menção direta ao Pix, mas o texto cita os “serviços de pagamento eletrônico do governo”.

    “O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a vantagem de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, diz a única menção ao tema.

    Um dos motivos especulados para a medida é de que o Banco Central (BC) teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.

    Em junho de 2020, o WhatsApp anunciou que o Brasil seria o primeiro país a receber uma funcionalidade nova no aplicativo de mensagens: a possibilidade de enviar e receber dinheiro a partir de cartões cadastrados. Uma semana depois, o BC e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam a função.

    As justificativas eram de que seria necessário avaliar riscos, garantir funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e existirem potenciais riscos para a concorrência.

    A economista Cristina Helena Mello, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), entende que a medida tomada à época foi correta.

    “O WhatsApp criou uma forma de transferência de dinheiro de pessoas para pessoas, mas estava fazendo isso fora do sistema financeiro legal. Não estava fazendo com integração com o nosso sistema financeiro. Portanto, escapava da regulação do Banco Central, o que fere regras brasileiras de acompanhamento de transações monetárias”, diz a economista.

    O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018. Naquele ano, o BC instituiu um grupo de trabalho chamado “GT – Pagamentos Instantâneos”.

    Em dezembro do mesmo ano, o BC divulgou um comunicado com os requisitos fundamentais para o que chamou de “ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro”. O objetivo, segundo o texto oficial, era criar um sistema “de uma perspectiva neutra em relação a modelos de negócio ou participantes de mercado específico”, que fosse “eficiente, competitivo, seguro, inclusivo”.

    Alternativa ao dólar

    A economista da PUC-SP também entende que o Pix incomoda o governo norte-americano por ter se tornado uma alternativa ao dólar em algumas transações internacionais que envolvem brasileiros.

    “Alguns países aceitam pagamentos de brasileiros com Pix. Por exemplo, Paraguai e Panamá. Em alguns comércios, eles têm cartazes dizendo: ‘brasileiros, paguem com Pix’. Comerciantes abriram contas aqui no Brasil, recebem o pagamento aqui. E isso, antigamente, passava pelo dólar. Isso é prejudicial ao interesse de controle norte-americano. Quanto menor a demanda por uma moeda, menos ela vale”, diz.

    Para Cristina Helena Mello, operadoras de cartão de crédito norte-americanas também podem se sentir ameaçadas com a nova funcionalidade do “Pix Parcelado”, previsto para começar a funcionar em setembro de 2025. Os usuários brasileiros vão poder parcelar transações de maneira semelhante ao cartão de crédito, enquanto o recebedor continua recebendo o valor total instantaneamente.

    Independentemente das críticas e motivações norte-americanas, a economista da PUC-SP defende o Pix como um sistema de pagamento eficaz e inclusivo. Números do Banco Central mostram que o Pix movimentou R$ 26,4 trilhões em 2024.

    “Ele, de fato, permitiu que uma série de pessoas de menor renda tivesse acesso a uma forma de transação monetária barata. Os pequenos negócios, as pessoas mais simples mesmo, como pedreiros, faxineiras, mesmo pessoas em situação de rua”, defende a economista.

    “O Brasil desenvolveu uma forma de meio de pagamento que oferece uma série de vantagens. O Pix é ágil, promoveu um processo de bancarização, de inclusão de pessoas que não tinham conta. E faz parte da lei de competência e de concorrência oferecer um produto cada vez melhor”, complementa.

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  • Pedágio no Paraná: ANTT publica editais dos lotes 4 e 5

    Pedágio no Paraná: ANTT publica editais dos lotes 4 e 5

    Pedágio no Paraná: ANTT publica editais dos lotes 4 e 5

    A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no fim da noite desta terça-feira (15) o edital de concessão dos lotes 4 e 5 do programa de concessões de rodovias do Paraná. Eles foram aprovados em reunião da diretoria do órgão. Os dois lotes têm extensão de 1.058 quilômetros e investimentos previstos de R$ 29,8 bilhões, entre obras e custos operacionais.

    Os editais preveem que o lote 4 seja leiloado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, no dia 23 de outubro, enquanto leilão do lote 5 ficou marcado para acontecer na semana seguinte, no dia 30 de outubro. Os últimos dois trechos do programa de concessões abrangem estradas das regiões do Vale do Ivaí, Norte, Noroeste, Oeste e Centro-Oeste e, além do Paraná, também vai beneficiar o tráfego de veículos vindos do Paraguai, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

    A concessão terá as mesmas regras das demais disputas do pacote de rodovias do Paraná, pela menor tarifa-base por quilômetro rodado, sem outorga para os governos federal e estadual, o que garante a execução das obras, com uma cobrança de pedágio por um valor justo. A concessão ocorrerá sob a modalidade de leilão. Os envelopes com as propostas deverão ser entregues pelas empresas interessadas nas concessões no dia 20 de outubro para o lote 4 e no dia 27 de outubro para o lote 5. O cronograma prevê que os contratos sejam assinados até fevereiro de 2026.

    “São quase R$ 30 bilhões em investimentos. Estamos falando de investimentos, duplicações, contornos, entre outros. Esse programa garante muitas obras que vão melhorar as conexões do Paraná e salvar vidas. Com esses dois lotes vamos fechar o maior programa de concessões da América Latina”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

    LOTE 4 – O lote 4 tem 627,52 quilômetros de extensão e abrange três rodovias federais (BR-272, BR-369 e BR-376) e oito estaduais (PR-182, PR-272, PR-317, PR-323, PR-444, PR-862, PR-897 e PR-986). O trecho passa pelas regiões Oeste, Noroeste e Norte do Paraná, conectando tanto a fronteira com o Paraguai, em Guaíra, até a divisa com São Paulo, em Nova Londrina.

    Os investimentos previstos chegam a R$ 18,2 bilhões, sendo R$ 10,9 bilhões em obras. O projeto contempla uma série de melhorias e ampliações na infraestrutura viária, incluindo 231 quilômetros de duplicações, 87 quilômetros de faixas adicionais e 59 quilômetros destinados à implantação de contornos (Nova Londrina, Itaúna do Sul, Oeste de Maringá e Norte e Leste de Londrina). Também estão previstos 39,4 quilômetros de vias marginais e 34 quilômetros de ciclovias, além de 39 passarelas, oito passa-faunas, pontos de ônibus e outras melhorias.

    Uma das grandes novidades é a duplicação da PR-323, uma das principais da região Noroeste, nas regiões de Maringá, Cianorte e Umuarama. O programa completo das obras pode ser consultado AQUI.

    LOTE 5 – O lote 5 abrange 430,7 quilômetros das rodovias BR-158, BR-163, BR-369, BR-467 e PR-317. As estradas cruzam as regiões Oeste e Noroeste, também facilitando a ligação entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul com o Paraná.

    Serão R$ 11,6 bilhões em investimentos, dos quais R$ 6,5 bilhões estão previstos para tirar do papel 238 quilômetros de duplicações, 20 quilômetros de vias marginais e 3,7 quilômetros destinados à implantação de contornos, além de 12 quilômetros de rodovias, três passagens de faunas, cinco passarelas e outros dispositivos. Também será construído o Contorno de Guaíra. As ciclovias serão instaladas na BR-369. O programa completo das obras pode ser consultado AQUI

    PACOTE DE CONCESSÕES – As seis concessões do Paraná têm um prazo de 30 anos a partir da chamada Data de Assunção, que é a assinatura do Termo de Arrolamento e Transferência de Bens após o início dos contratos. No total, são 3,3 mil quilômetros de estradas concedidas à iniciativa privada, sendo 1,1 mil quilômetros destas de rodovias estaduais. Os investimentos devem ultrapassar R$ 60 bilhões durante as três décadas de contrato, no maior programa da América Latina.

    Os contratos dos dois primeiros lotes estão em vigência desde janeiro de 2024. O lote 1 é operado pelo Grupo Pátria, que arrematou o trecho em um leilão em agosto de 2023. A concessionária deverá investir R$ 7,9 bilhões em obras de melhorias e manutenção em trechos das rodovias BR-277, BR-373, BR-376, BR-476, PR-418, PR-423 e PR-427.

    O lote 2, por sua vez, foi leiloado em setembro de 2023 e teve como vencedor o Grupo EPR, o mesmo que irá gerir o lote 6. O investimento nele será de R$ 10,8 bilhões, com obras nas rodovias BR-153, BR-277, BR-369, PR-092, PR-151, PR-239, PR-407, PR-408, PR-411, PR-508, PR-804 e PR-855.

    Já os contratos com as concessionárias que operam os lotes 3 e 6 passaram a valer em abril deste ano. Com cerca de 570 quilômetros de extensão, o Lote 3 é gerido pelo Grupo Motiva (antiga CCR S.A). Ele integra o chamado Corredor Norte, que conecta o Interior do Paraná ao Porto de Paranaguá, além de integrar o Estado com Santa Catarina e São Paulo.

    Arrematado pelo Grupo EPR, o lote 6 é o maior projeto rodoviário do pacote de concessões rodoviárias paranaense. Ele deve receber R$ 20,2 bilhões para obras de duplicações em 70% dos trechos das rodovias, além de faixas adicionais, vias marginais e contornos ao longo de 662,1 quilômetros, passando por trechos das BR-163, BR-277, PR-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483.

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  • Curitiba amplia rede de saúde, mas ainda enfrenta desafios

    Curitiba amplia rede de saúde, mas ainda enfrenta desafios

    Curitiba amplia rede de saúde, mas ainda enfrenta desafios

    A Prefeitura de Curitiba, em parceria com o Governo do Paraná, anunciou a incorporação de 259 novos leitos ao SUS Curitibano em 2025, incluindo enfermarias, UTIs e leitos de longa permanência. O Hospital Santa Casa de Piên, por exemplo, passou a oferecer cuidados prolongados em parceria com o Estado.

    Também foi inaugurado o Centro Curitibano de Atenção Especializada (CCAE), no Boqueirão, que aumentou a capacidade de consultas especializadas de 3,6 mil para 5 mil atendimentos mensais, com foco em neurologia, geriatria, endocrinologia e cardiologia pré-operatória.

    Pressão hospitalar e plano de contingência

    Apesar dos avanços, Curitiba enfrenta alta demanda por atendimento devido ao aumento de casos respiratórios. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, mais de 210 mil pessoas foram atendidas com sintomas gripais entre janeiro e maio. Nas últimas três semanas, houve crescimento expressivo, levando à ativação de um plano de contingência com ampliação de leitos e reforço na vacinação.

    A taxa de ocupação hospitalar segue elevada: UTIs adultas estão com 89% de ocupação e UTIs pediátricas com 78%, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde atualizados em 15 de julho. A cidade também abriu 150 leitos emergenciais em abril para atender à alta demanda, incluindo casos de dengue e crises hipertensivas.

     Novos leitos e serviços especializados reforçam o SUS Curitibano, enquanto a cidade lida com pressão hospitalar causada por síndromes gripais.

    Tecnologia e prevenção

    O modelo Saúde 4.1 segue em expansão, com uso de inteligência artificial e conectividade para agilizar atendimentos. O aplicativo Saúde Já Curitiba já foi utilizado por mais de 2,3 milhões de pessoas desde 2017.

    A Prefeitura reforça que 85% dos atendimentos nas UPAs são de casos não urgentes, e recomenda o uso da Central Saúde Já para triagem e videoatendimento.

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