Autor: Gazeta 24 horas

  • Homem mais velho do mundo é brasileiro e tem 113 anos

    Homem mais velho do mundo é brasileiro e tem 113 anos

    Homem mais velho do mundo é brasileiro e tem 113 anos

    Homem mais velho do mundo, brasileiro João Marinho Neto, comemora aniversário de 113 anos

    O cearense João Marinho Neto, reconhecido pelo Guinness World Records como o homem mais velho vivo do mundo, completou 113 anos no último domingo (05). A data foi comemorada em grande estilo, com uma festa organizada pela família, reunindo filhos, netos, bisnetos e tataranetos.

    João recebeu o título em novembro do ano passado, após a morte do britânico John Tinniswood, aos 112 anos. Na ocasião, ele tinha 112 anos e 52 dias, de acordo com o LongeviQuest, organização que acompanha os supercentenários em todo o mundo. Nascido em 5 de outubro de 1912, em Maranguape, no Ceará, ele é o último homem vivo que veio ao mundo naquele ano.

    Criado em uma família de agricultores, João passou a infância na zona rural de Apuiarés, onde começou a trabalhar ainda aos quatro anos de idade, ajudando o pai na lavoura e no cuidado com o gado. Casou-se com Josefa Albano dos Santos (1920–1994), com quem teve quatro filhos: Antônio, José, Fátima e Vanda. Mais tarde, teve mais três filhos, Vinícius, Jarbas e Conceição, com Antonia Rodrigues Moura.

     

    João Marinho Neto – 113 anos

    Atualmente, João tem seis filhos vivos, 22 netos, 15 bisnetos e três tataranetos. Mesmo com a idade avançada, continua lúcido e bem-humorado. Em declarações anteriores, ele disse acreditar que o segredo para viver tanto está na convivência com boas pessoas e no amor da família.

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  • Curitiba tem dois casos confirmados de intoxicação por metanol

    Curitiba tem dois casos confirmados de intoxicação por metanol

    Curitiba tem dois casos confirmados de intoxicação por metanol

    As secretarias municipal e estadual da Saúde confirmaram, neste domingo (5/10), dois casos de intoxicação por metanol em Curitiba. Um homem de 60 anos segue internado desde a última quarta-feira (1/10). Depois de consumir bebida alcoólica, ele apresentou sintomas de intoxicação que evoluíram para crises convulsivas. Neste fim de semana, foi confirmado o segundo caso, um homem de 71 anos.

    Há ainda mais um caso suspeito em Curitiba, notificado para o Ministério da Saúde. Trata-se de um homem, de 36 anos, residente na capital, que deu entrada em serviço de saúde neste sábado (4/10) após ingestão de bebidas alcóolicas destiladas. Ele apresentou sintomas de uma possível intoxicação por metanol. 

    A rede municipal de saúde está preparada. Se houver ingestão de bebidas alcoólicas e sintomas de intoxicação por metanol, a orientação é buscar imediatamente uma das oito UPAs do município, para que sejam realizadas as intervenções necessárias. Em alguns casos mais graves, pode ser necessário o encaminhamento para a rede hospitalar.

    As autoridades policiais conduzem investigações a respeito da origem das adulterações de bebidas alcoólicas no País. É necessário que a população redobre os cuidados ao adquirir e ingerir esses produtos, buscando se certificar da origem e autenticidade (veja dicas a seguir).

    Fiscalização

    Neste sábado (4/10), a Vigilância Sanitária de Curitiba, junto com a Polícia Civil e Científica do Paraná, realizou uma operação de fiscalização em estabelecimento suspeito de comercializar bebidas alcoólicas adulteradas. A ação aconteceu depois que policiais encontraram, nos pertences do paciente, notas fiscais de compras realizadas num estabelecimento comercial no bairro Jardim das Américas.  Os valores das notas fiscais e as imagens das câmeras de segurança do local mostram compras  de bebidas alcoólicas destiladas, nos dias 29 e 30/9, no valor de R$ 5,50. A partir dessas evidências foi possível identificar a marca do produto consumido e que pode ter causado a intoxicação.

    Em casos de suspeita de falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas, a orientação é buscar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pelo https://falabr.cgu.gov.br/web/home.

    A Vigilância Sanitária analisou a procedência da bebida e constatou a suspeita de adulteração a partir da análise da rotulagem, da ausência do selo de segurança, do lote e da fabricação do produto, do volume, da forma e quantidade envasada. 

    Lucia Nogas Milani, coordenadora da Vigilância Sanitária de Curitiba explica que há  indícios de falsificação desses produtos e por isso foi lavrado o termo de apreensão para investigar se as bebidas foram adulteradas com o uso do metanol.  

    “A vigilância coletou as amostras para avaliação e análise fiscal do conteúdo desse produto. A população pode denunciar estabelecimentos que estejam comercializando produtos falsificados e adulterados para a Vigilância Sanitária, pelo telefone 156”, afirmou.

    A delegada Vanessa Cristina Lima e Silva destaca que a ação busca identificar o produto  adquirido pela vítima, nos dias anteriores a sua internação, para apurar a regularidade dos produtos comercializados no local.

    ”Todas as amostras do produto adquirido pela vítima foram apreendidas para  perícia técnica que vai apurar a presença de metanol e a regularidade do produto’, ressaltou.

    Sintomas

    • Náusea, vômito, dor abdominal
    • Confusão mental
    • Alterações visuais: visão turva, percepção de “nevoeiro” ou pontos cegos, podendo evoluir para cegueira irreversível
    • Dificuldade para respirar
    • Dor intensa de cabeça
    • Taquicardia 
    • Pupilas dilatadas 
    • Convulsões

     

    Fiscalização em estabelecimento suspeito de comercializar bebidas alcoólicas adulteradas.

    UPAs – abertas 24 horas

    Veja onde procurar atendimento em caso de sintomas por intoxicação por metanol:

    UPA Boa Vista
    Av. Paraná, 3654

    UPA Boqueirão 
    R. Professora Maria de Assumpção, 2.590

    UPA Campo Comprido 
    R. Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 3495 – Campo Comprido

    UPA CIC 
    R. Sen Accioly Filho, 3.370

    UPA Fazendinha 
    R. Carlos Klemtz, 1.883

    UPA Pinheirinho 
    R. Leon Nicolas, 5  

    UPA Sítio Cercado 
    R. Dr. Levy Buquéra, 700 

    UPA Tatuquara 
    R. Jorn. Emílio Zola Florenzano, 835

    Como verificar a procedência da bebida alcoólica

    Bebidas adulteradas com metanol não têm gosto ou cheiro claramente diferentes do etanol, por isso a análise de procedência confiável é a forma mais segura de prevenção.

    1. Compra segura
    Prefira supermercados, lojas especializadas ou estabelecimentos de confiança.
    Evite comprar bebidas alcoólicas em locais improvisados, ambulantes ou sem nota fiscal.

    2. Embalagem e rótulo
    Verifique se o rótulo está bem impresso, sem borrões, cores apagadas ou erros de ortografia.
    Procure informações obrigatórias: fabricante, CNPJ, endereço e registro no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
    Observe se o lacre da garrafa está intacto. Tampas violadas, tortas ou que giram com facilidade são suspeitas.

    3. Preço
    Se o preço estiver muito abaixo do normal, desconfie. Bebidas originais têm custo elevado de produção e tributação.

    Para quem denunciar?

    ·         Ministério da AgriculturaPecuária e Abastecimento
    Tem a função de fiscalizar a produção e distribuição das bebidas.
    Denúncias são recebidas por este link: https://falabr.cgu.gov.br/web/home

    ·         Vigilância Sanitária
    Realiza a fiscalização do estabelecimento que comercializa. 
    Denúncias são recebidas pelo telefone 156.

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  • Fábrica de mosquitos oferece tecnologias para redução da dengue

    Fábrica de mosquitos oferece tecnologias para redução da dengue

    Fábrica de mosquitos oferece tecnologias para redução da dengue

    Um complexo recém-inaugurado de fabricação de mosquitos, em Campinas, interior de São Paulo, está disponibilizando duas tecnologias complementares comprovadamente eficazes na redução da transmissão da dengue e na supressão das populações do Aedes aegypti. A nova instalação terá capacidade para fornecer até 190 milhões de ovos de mosquitos com Wolbachia por semana, o suficiente para proteger até 100 milhões de pessoas anualmente. A instalação também está fabricando os produtos da linha Aedes do Bem, capaz de reduzir em 95% as populações de mosquitos Aedes aegypti em comunidades urbanas.

    A fábrica da Oxitec Brasil, inaugurada na quinta-feira (2), entra em operação como uma resposta direta ao apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para acelerar o acesso a tecnologias inovadoras de controle de vetores, e marca um momento crucial na luta contra a dengue não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. 

    Com os casos de dengue atingindo níveis recordes na América Latina e na Ásia-Pacífico, a instalação foi construída para atender à crescente demanda de governos e comunidades que buscam proteção rápida, escalável e econômica.

    Aguardando a aprovação da Anvisa, a instalação está pronta para começar a fornecer mosquitos portadores de Wolbachia ao governo, bem a tempo para o início da temporada de mosquitos no Brasil, e sem a necessidade de financiamento governamental para construção ou gestão.

    Ambas as tecnologias de controle biológico funcionam com a liberação de mosquitos em áreas urbanas.

    O método Wolbachia foi projetado para grandes campanhas de saúde pública em áreas extensas, por meio de programas liderados por governos, enquanto o Aedes do Bem foi projetado para intervenções direcionadas de supressão de mosquitos, que podem ser implementadas por qualquer pessoa, em pontos críticos e onde a redução de mosquitos que picam é uma prioridade.

    A tecnologia Wolbachia comprovou reduzir a transmissão da dengue em mais de 75% em projetos-pilotos urbanos em grandes áreas. Ela foi formalmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e adotada pelo Ministério da Saúde do Brasil como parte de seu Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).

    “A Wolbachia é uma bactéria que está presente naturalmente em mais de 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti. Pesquisadores australianos tiveram a ideia de transferir essa bactéria para o Aedes aegypti para ver se ela conseguiria reduzir sua carga viral. A bactéria se reproduz onde o vírus se reproduziria, impedindo o vírus de replicar. Funciona mais ou menos como uma vacina. Quando uma fêmea com a Wolbachia acasala com um macho do ambiente, toda a descendência desse cruzamento vai ter a bactéria Wolbachia e não vai conseguir transmitir dengue, zika, chikungunya”, explicou a diretora-executiva da Oxitec Brasil, Natalia Verza Ferreira.

    A diferença da Wolbachia para o Aedes do Bem é que, no caso do segundo, é feita a soltura dos mosquitos machos no ambiente, que acasalarão com as fêmeas que já estão ali e que são as responsáveis por picar e transmitir a doença. 

    Estes mosquitos podem ajudar a combater a dengue.

     

    “Os descendentes desse ‘casal’ serão apenas machos e todas as fêmeas morrem. É como se fosse um larvicida fêmea específico, porque as fêmeas morrem na fase larval. O Aedes do Bem faz um controle da população, diminui o número de fêmeas que picam e consequentemente diminui a doença”, disse Natalia.

    Entretanto, as duas tecnologias não podem ser utilizadas ao mesmo tempo, porque se os dois forem soltos ao mesmo tempo, o macho Aedes do Bem vai cruzar com a fêmea com o Wolbachia, não haverá fêmeas, e o Wolbachia não será transferido para os descendentes. 

    “A recomendação dos especialistas é a de que se faça primeiro a supressão da população com o Aedes do Bem e logo em seguida a Wolbachia para vacinar esses mosquitos que sobrarem e eles não conseguirem transmitir as doenças”, ressaltou a diretora.

    O protocolo de aplicação consiste em usar o Aedes do Bem durante uma temporada, que no Brasil vai de outubro, quando começa a ficar mais quente e chuvoso, até maio, quando já começa a ficar frio. Dois meses após o final dessa temporada já é indicado que se comece a usar a Wolbachia. 

    “A soltura da Wolbachia acontece entre nove e 15 semanas. Esse prazo vai depender do quão eficiente o cruzamento está sendo eficiente para passar a bactéria para os descendentes. Isso pode acontecer mais rápido quando está quente e pode acontecer mais devagar, porque quando não está muito quente o ciclo de vida do mosquito ele se estende”, recomenda Natalia Verza.

    Natalia destacou que as duas tecnologias foram colocadas à disposição do Ministério da Saúde como políticas públicas de prevenção. 

    “O Brasil sofreu surtos devastadores de dengue nos últimos anos. A urgência de ação nunca foi tão grande. Com o novo complexo da Oxitec, em Campinas, estamos equipados para responder imediatamente aos planos de expansão da Wolbachia do Ministério da Saúde, garantindo que a tecnologia possa chegar rapidamente a comunidades em todo o país, de forma econômica”, disse.

    Sobre a permissão da Anvisa, o secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Pimenta, lembrou que novas tecnologias, como a Wolbachia, estão num processo provisório até 2027. 

    “Vamos discutir como regular essa questão. Estamos aqui enquanto ministério dizendo que é uma das nossas prioridades, dos municípios e do órgão regulador independente. Temos todo o interesse em encontrar uma solução para que seja disponibilizada”, declarou.

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  • Pedestres: atenção na região da Rodoferroviária durante obra do BRT Leste/Oeste

    Pedestres: atenção na região da Rodoferroviária durante obra do BRT Leste/Oeste

    Pedestres: atenção na região da Rodoferroviária durante obra do BRT Leste/Oeste

    Quem passa pelas avenidas Affonso Camargo e Sete de Setembro, na região da Rodoferroviária e do Largo Baden Powell, deve redobrar a atenção. As obras do Lote 2.3 do BRT Leste/Oeste estão em andamento e causam bloqueios e desvios no trânsito e no transporte coletivo, exigindo cuidado especial principalmente dos pedestres. As obras do Lote 2.3 fazem parte do PRO Curitiba, programa que prevê R$ 6 bilhões em investimentos em infraestrutura. 

    Ônibus que antes circulavam pela canaleta exclusiva estão dividindo espaço com os veículos na pista marginal, o que exige atenção redobrada de quem acessa ou desembarca nas estações-tubo.

    Para garantir a segurança de quem anda por ali, foram criados caminhos seguros, que estão devidamente sinalizados com placas, cones e telas em cor vibrante (cerquite). Eles orientam o deslocamento até pontos de travessia e áreas liberadas para circulação. A recomendação é para que as pessoas não caminhem por trechos de obra ou perto de máquinas em operação.

    Sabemos que obras podem gerar transtornos, mas elas são necessárias para melhorar a cidade, além disso, são planejadas para minimizar os transtornos à população. Pedimos a compreensão e o cuidado de motoristas e pedestres que passam pela região, para que respeitem a sinalização e mantenham a segurança de todos”, diz Manuela Marqueño, diretora do Departamento de Pavimentação da Secretaria Municipal de Obras Públicas.

    Código de Trânsito Brasileiro

    A sinalização no local segue as normas do Código de Trânsito Brasileiro e, no caso das orientações sobre a segurança no perímetro das obras, é definida em conjunto pela Superintendência de Trânsito (Setran), Secretaria Municipal de Obras Públicas, Urbs (Urbanização S.A) e a empresa executora.

    Segundo o diretor de Planejamento de Operações da Superintendência de Trânsito, da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT), Gustavo de Almeida Garrett, todos os cidadãos devem ficar atentos às placas de sinalização de obras (que têm as cores laranja e preto) que indicam a alteração do cenário viário. Ele explica que os pedestres e ciclistas precisam observar e respeitar a indicação de onde eles podem circular.

    “Os pedestres e ciclistas devem procurar os caminhos seguros e acessíveis, que estão indicados, além de respeitar a sinalização de obra como um todo, que inclui placas, mas também os bloqueios que são feitos com barreira, cones, cerquite, sem removê-los ou deslocá-los de lugar”, diz Garret.

    Redução da velocidade

    Nos trechos com obras viárias, destaca Garret, é importante que todos os atores do trânsito (condutores de veículos, motociclistas, ciclistas ou pedestres) fiquem atentos à sinalização imposta e a possíveis alterações que as intervenções possam causar como bloqueios e desvios. “Também é importante reduzir a velocidade antes de entrar num trecho em obra. Os veículos não podem exceder velocidades, como por exemplo, a de 40 km por hora”, explica Garret.

     

    Recomenda-se ao pedestre maior atenção nesta área. Especialmente aos que chegam em Curitiba, habituados com caminhos diferentes.

    Desvios e bloqueios

    Desde 23 de setembro, a canaleta da Avenida Affonso Camargo está totalmente bloqueada entre as ruas Mariano Torres e Zeila Moura dos Santos, com a desativação temporária da estação-tubo Rodoferroviária. As linhas 302-Centenário/Rui Barbosa, 303-Centenário/Campo Comprido e C01-Pinhais/Rui Barbosa passaram a circular pela via lenta.

    Com ônibus e automóveis compartilhando o mesmo espaço, os passageiros precisam ter atenção redobrada ao desembarcar, observando a movimentação dos veículos e seguindo sempre pela faixa de pedestres que em algumas situações, como na via marginal do cruzamento entre a Sete de Setembro e Mariano Torres (sentido bairro), foi reposicionada de lugar.

    A calçada da Sete de Setembro entre as ruas Mariano Torres e Tibagi está em obras, assim como o trecho da canaleta do ônibus entre a Marechal Floriano e a Lourenço Pinto. Nas duas situações, assim como na Estação Baden Powell, os passageiros devem seguir pela trilha sinalizada até a faixa de pedestres para garantir uma travessia segura.

    Sinalização monitorada

    De acordo com Bruna Buher Kureke, engenheira fiscal da Secretaria Municipal de Obras Públicas, a sinalização é constantemente monitorada e ajustada conforme o andamento das frentes de trabalho. “Nosso objetivo é manter sempre a segurança dos pedestres, ciclistas e motoristas que circulam pela região, bem como das equipes de trabalho, uma vez que a área é muito movimentada”, afirma a engenheira.

    As obras do Lote 2.3 preparam Curitiba para o futuro, com a modernização do sistema de transporte público e a requalificação da infraestrutura urbana em um ponto estratégico da cidade. Com valor contratual de R$ 43,6 milhões e prazo de execução de 15 meses, o Lote contempla mais de 3 mil metros de nova pavimentação, 2.123 metros de calçadas e 2.010 metros de ciclovias. A previsão para a conclusão do primeiro trecho da obra na região da Rodoferroviária é de 240 dias, dependendo das condições climáticas.

    Andamento das obras

    Em duas semanas de trabalho, as obras avançaram em diferentes frentes. Na canaleta da Avenida Affonso Camargo, foram removidos cerca de 600 metros de asfalto no trecho entre a Zeila Moura e a Mariano Torres, preparando a via para a nova pavimentação que será em concreto.

    Na canaleta da Sete de Setembro começaram os serviços de alargamento no trecho entre a Marechal Floriano e a Lourenço Pinto, com 100 metros em execução, incluindo escavação e base do alargamento.

    Já na calçada da Sete de Setembro, entre as ruas Mariano Torres e Tibagi, foram iniciados os trabalhos de remoção da estrutura existente e preparação da base para a construção da nova calçada.

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  • Justiça exige provas ou retratação de Ratinho sobre acusações a Chico Buarque

    Justiça exige provas ou retratação de Ratinho sobre acusações a Chico Buarque

    Justiça exige provas ou retratação de Ratinho sobre acusações a Chico Buarque

    A Justiça do Rio de Janeiro deu um prazo de cinco dias para que o apresentador Ratinho, o youtuber Thiago Asmar e a suplente de vereadora Samantha Cavalca (PP-PI) apresentem provas das declarações feitas contra o cantor Chico Buarque ou publiquem uma retratação pública. A decisão foi tomada pelo juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud, da 41ª Vara Cível do Rio, na quinta-feira, 2 de outubro.

    Acusações feitas em programa de rádio

    Durante uma transmissão na rádio Massa FM, pertencente a Ratinho, em 15 de setembro, o apresentador afirmou que Chico Buarque e Caetano Veloso, embora críticos do governo e alinhados à esquerda, viveriam de forma incoerente com esse posicionamento. Ratinho também sugeriu que ambos se beneficiariam de recursos públicos por meio da Lei Rouanet. Em suas palavras:
    “Chico Buarque ser de esquerda é fácil. Bebe champanhe, come caviar, pega dinheiro da Lei Rouanet, aí é fácil.”

    Repercussão e ação judicial

    As declarações ganharam repercussão após Chico e Caetano se apresentarem em um ato público em Copacabana contra a PEC da Blindagem e o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Na ação judicial, Chico Buarque solicita indenização de R$ 50 mil de cada um dos réus, alegando que nunca recebeu verba pública e que as falas de Ratinho ferem sua honra e propagam desinformação.

    Ratinho e Chico Buarque.

    Consequências legais

    Segundo a decisão judicial, caso os acusados não se retratem ou não apresentem provas concretas, poderão ser responsabilizados por crime de desobediência. Até o momento, Ratinho e Thiago Asmar não se pronunciaram. Samantha Cavalca, por sua vez, afirmou desconhecer a ação e alegou estar sendo alvo de tentativa de censura.

    Contexto político e mobilização artística

    O episódio ocorre em meio à mobilização de diversos artistas contra a PEC da Blindagem. Além de Chico e Caetano, nomes como Gilberto Gil, Djavan, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Frejat, Lenine, Maria Gadú, Marina Sena e a banda Os Garotin também se manifestaram publicamente.

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  • Carla Zambelli pode perder o mandato

    Carla Zambelli pode perder o mandato

    Carla Zambelli pode perder o mandato

    A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) está no centro de um processo que pode resultar na perda de seu mandato parlamentar. A situação envolve aspectos jurídicos, regimentais e políticos que merecem ser compreendidos com clareza pelo eleitor.

    O que aconteceu

    Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o hacker Walter Delgatti. A pena inclui também a perda automática do mandato e a inelegibilidade por oito anos. Além disso, ela responde por outro processo no STF, relacionado ao episódio em que perseguiu um homem com arma em punho durante as eleições de 2022.

    Após a condenação, a deputada deixou o Brasil e pediu licença do cargo por 127 dias. Durante esse período, foi presa na Itália, onde aguarda decisão sobre sua extradição.

    O que diz o regimento da Câmara

    O Regimento Interno da Câmara dos Deputados estabelece que o parlamentar pode perder o mandato em duas situações principais:

    • Faltas injustificadas: Se o deputado faltar a mais de um terço das sessões ordinárias no ano sem justificativa, o mandato pode ser cassado automaticamente.
    • Condenação judicial: Quando há condenação definitiva por crime, o STF pode determinar a perda do mandato, mas a execução dessa decisão depende da Câmara.

    No caso de Zambelli, a licença expirou e, como ela está presa no exterior, começa a acumular faltas. Se essas ausências ultrapassarem o limite permitido, a perda do mandato pode ocorrer por via regimental, independentemente da condenação judicial.

    A deputada federal Carla Zambelli presta depoimento na CCJ da Câmara
    Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados/24-09-2025

    O papel da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

    A CCJ da Câmara já analisa um pedido de cassação contra Zambelli. Se a comissão aprovar o parecer pela perda do mandato, a decisão precisa ser confirmada pelo plenário da Câmara com o voto de pelo menos 257 deputados.

    Esse processo é político e pode ser influenciado por articulações internas. Já houve casos em que parlamentares evitaram a cassação ao assumir cargos de liderança ou negociar apoio entre colegas. Eduardo Bolsonaro, por exemplo, tentou manobras semelhantes, mas não obteve sucesso.

    O que pode acontecer agora

    Zambelli ainda pode tentar se manter no cargo por meio de estratégias políticas, como assumir uma liderança partidária ou negociar apoio. No entanto, sua situação é considerada delicada, mesmo dentro de seu próprio partido.

    A decisão final dependerá da evolução do processo na CCJ, da posição do plenário da Câmara e da resposta das autoridades italianas sobre sua extradição.

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  • Covid-19 volta a matar, no Brasil

    Covid-19 volta a matar, no Brasil

    Covid-19 volta a matar, no Brasil

    A Covid-19 foi a principal causa de óbitos nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por vírus nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre 31 de agosto e 27 de setembro. A informação consta no boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (2).

    A análise mostra que, em Goiás e no Distrito Federal, o crescimento dos casos de SRAG continua a ser impulsionado pela infecção do coronavírus, que tem impactado no aumento das hospitalizações especialmente entre os idosos. A gripe do influenza A também tem elevado o número de internações em quase todas as faixas etárias nessas regiões.

    Além dos 50,9% dos óbitos por SRAG causados por Sars-CoV-2 (Covid-19), o estudo aponta que, no mesmo recorte temporal, 25,7% dos casos foram por rinovírus; 15,8% por influenza A; 5% por vírus sincicial respiratório (VSR); e 1,8% por influenza B.

    A pesquisadora responsável pelo Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que Goiás, o DF e o Espírito Santo registraram aumento de casos graves de Covid-19 e que algumas unidades federativas do Centro-Oeste (Goiás e DF) estão passando por uma segunda temporada do vírus influenza A, fator atípico para esta época do ano na região.

    A gente pede que as pessoas, especialmente integrantes dos grupos de risco, verifiquem se estão com a vacinação em dia. A vacina continua sendo a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos. Nós recomendamos o isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado ou, se não for possível, que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara”, alerta Tatiana.

     

    Representação do Covid-19.

    MORTES

    Ao longo de 2025, já foram registrados 11.161 óbitos de SRAG, sendo 5.798 (51,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 4.331 (38,8%) negativos e cerca de 188 (1,7%) aguardando resultado laboratorial.

    Quanto aos óbitos de SRAG por vírus neste ano epidemiológico, verificou-se 51% por influenza A; 22,4% por Sars-CoV-2 (Covid-19); 13,9% por rinovírus; 11,9% por VSR; e 1,8% por influenza B. 

    Mas o Brasil não é o único país que esta enfrentando variantes do Covid-19.

    • Índia: Registrou 32 mortes atribuídas à COVID-19 até junho.

    • Reino Unido: Teve 79 mortes em setembro, uma queda em relação ao mesmo período de 2024.

    Embora não existam dados mundiais consolidados sobre o número de mortes por este vírus, neste ano, o número crescente aponta para um alerta que deve ser dado a população.

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  • Projeto de lei busca preservar 9 técnicas de artesanato em Curitiba

    Projeto de lei busca preservar 9 técnicas de artesanato em Curitiba

    Projeto de lei busca preservar 9 técnicas de artesanato em Curitiba

    Câmara Municipal de Curitiba (CMC) analisa um projeto de lei que prevê preservar e transmitir tradições artesanais que correm o risco de desaparecer. A proposta, do vereador Marcos Vieira (PDT), tem o objetivo de preservar a cultura do artesanato em madeiracerâmicamarchetariacestariapintura em louçatecelagem artesanalpintura em telaserigrafia e xilogravura

    De acordo com o vereador, a ideia é valorizar a cultura e incluir socialmente, por meio do artesanato, pessoas em situação de vulnerabilidade social. Marcos Vieira sugere que artesãos mais experientes transmitam essas técnicas a novos artistas por meio de cursosoficinas e vivências (005.00527.2025). “Essas práticas dependem de iniciativas concretas que garantam sua valorização e permanência no tempo”, justifica. 

     

    Para viabilizar esses cursos, Marcos Vieira sugere o cadastramento dos artesãos em atividade, o uso de espaços públicos, como os Liceus de Ofício, para a realização das oficinas e ampla divulgação dessas capacitações pelas plataformas digitais da Prefeitura de Curitiba. Segundo o autor do projeto, o propósito não é somente difundir os conhecimentos tradicionais, mas também apoiar a troca entre diferentes vertentes artísticas

    Marcos Vieira argumenta que a “ausência de políticas voltadas à preservação e continuidade desses conhecimentos resulta no desuso de técnicas, estilos e expressões culturais que compõem o patrimônio imaterial da cidade”. 

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  • Paraná: Secretaria da Saúde faz alerta sobre intoxicação por metanol em bebida

    Paraná: Secretaria da Saúde faz alerta sobre intoxicação por metanol em bebida

    Paraná: Secretaria da Saúde faz alerta sobre intoxicação por metanol em bebida

    A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está em alerta para casos de intoxicação por metanol. Nesta semana a pasta emitiu uma Nota Técnica sobre os casos envolvendo intoxicação por metanol em São Paulo para as Regionais de Saúde chamando a atenção sobre monitoramento e necessidade de alerta compulsório. Na capital paulista cinco mortes estão sendo investigadas e há outros 22 casos suspeitos. Todos por consumo de bebidas alcoólicas clandestinas ou falsificadas.

    No Paraná,  não há nenhum registro de situação semelhante neste ano. Há registros de três casos de intoxicação de metanol, mas de pacientes que consumiram a substância por iniciativa própria. A intoxicação por metanol representa uma emergência médica grave, pode levar à morte ou causar cegueira permanente. Todos os casos suspeitos são notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e comunicados de forma imediata para a Vigilância Municipal em Saúde.

    O alerta acontece depois que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que é possível que essa rede de distribuição da substância atue também em outros estados, além de São Paulo. A Polícia Federal investiga essa situação.

    O secretário de Estado de Saúde, Beto Preto, reforça que, no caso de qualquer suspeita, a pessoa deve procurar de forma urgente um serviço de saúde. “Logo que se tenha ou sinta algo que possa parecer uma intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica, procure o serviço de saúde que eles vão conseguir orientar e, se necessário, acionar o CIATOx”, disse.

    O Paraná conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOx), que auxilia os profissionais de saúde para o atendimento. Dúvidas podem ser esclarecidas através do 0800 0410 148 (região de Curitiba), (43) 3371-2244 – região de Londrina, (44) 3011-9127 – região de Maringá e (45) 3321-5261 – região de Cascavel.

    O secretário também afirmou que o Estado estuda como fará a compra de ampolas do antídoto contra intoxicação por metanol para os próximos dias.

    Os principais sintomas da intoxicação são:

    – Até 6 horas após a ingestão: sonolência, dificuldade motora e dificuldade de andar, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, confusão mental, taquicardia e hipotensão.

    – Entre 6 a 24 horas após a ingestão: visão turva, fotofobia, dilatação da pupila, perda da visão das cores, convulsões e coma.

    METANOL NA BEBIDA – A Vigilância Sanitária do Paraná reforça que a segurança no consumo de bebidas depende também do comércio onde elas são vendidas e preparadas. Para garantir a qualidade, é essencial que os estabelecimentos tenham licença sanitária, mantenham condições higiênicas adequadas e sigam boas práticas de manipulação. Além disso, as bebidas devem estar lacradas, dentro do prazo de validade e adquiridas de fornecedores idôneos e sempre com nota fiscal que comprove a origem.

    Essas medidas asseguram que o consumidor tenha acesso a produtos seguros e reduzem os riscos relacionados ao consumo de bebidas adulteradas ou falsificadas.

    Confira alguns cuidados:

    – Adquira bebidas apenas de estabelecimentos confiáveis.

    – Fique atento a preços muito abaixo do normal.

    – Verifique se o líquido contém partículas ou impurezas, que podem ser indicativos de contaminação.

    – Confira se o lacre está intacto; lacre rompido ou torto são pontos de atenção.

    – Desconfie de rótulos mal aplicados, com erros de ortografia ou informações borradas, que podem indicar falsificação.

    – Procure o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na embalagem.

    – Em destilados, confira o selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que geralmente é colocado próximo à tampa; se estiver ausente, pode indicar que a bebida não passou pela fiscalização brasileira.

    – Ao adquirir bebidas alcoólicas para comercialização, os estabelecimentos devem exigir a nota fiscal de seus fornecedores, garantindo a procedência e a rastreabilidade das bebidas.

    METANOL – O metanol é um álcool industrial tóxico, que é usado na indústria química para produzir solventes, plásticos, resinas e produtos farmacêuticos. Ele é um líquido incolor, com cheiro parecido ao álcool comum, que não permite a sua identificação a olho nu ou testes caseiros. Não existe um volume seguro de consumo de metanol, e ele pode ser letal mesmo se consumido em pequenas quantidades.

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  • Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

    Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

    Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), com 493 votos favoráveis e nenhum contrário, o texto-base do projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais. 

    A proposta, encaminhada pelo governo federal, ainda terá que ser aprovada no Senado, antes da sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

    A redução do IR foi uma promessa de campanha de Lula em 2022. Enviado para a Câmara em março, o texto foi aprovado em uma comissão especial que analisou o texto.

    Atualmente, são isentos do imposto quem ganha até R$ 3.036. O projeto determina que, em 2026, as pessoas que ganham até R$ 5 mil, terão um desconto mensal de até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero. Já quem ganha de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00, o desconto será de R$ 978,62.

    Segundo o governo, com a aprovação da proposta, serão beneficiados com a isenção mais de 26,6 milhões de contribuintes, em 2026.

    Após a aprovação unânime, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a aprovação é um dia histórico para o país e para o Parlamento.

    “Aqui demonstramos que quando o tema é o bem-estar das famílias brasileiras, não há lados, nem divisões. É interesse do país acima de qualquer diferença”, disse. “A Câmara dos Deputados sabe ouvir, decidir e estar ao lado do Brasil”, acrescentou.

    Compensação

    Para compensar a isenção, cujo custo está estimado será de R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos, o projeto prevê a tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, com uma alíquota progressiva de até 10%.

    A alíquota máxima incidirá para quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão. Além disso, ela não será aplicada para quem já paga a alíquota máximo do IR, que é de 27,5%.

    Segundo o Ministério da Fazenda, a medida atingirá cerca de 140 mil pessoas, 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.

    O relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), estima que haverá uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027 com a taxação. Em seu parecer, Lira destinou esses recursos para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Reforma Tributária.

    “É importante ressaltar que esse projeto vai atender diretamente a 15,5 milhões de pessoas no país. Esse projeto é fruto de uma base de cálculo de quase R$ 227 bilhões, que é apurado no imposto de renda no Brasil. E estamos discutindo uma renúncia de receita, no primeiro ano de, R$ 25,4 bilhões, portanto 10% do valor total do imposto de renda pago por todos os brasileiros”, disse.

     

    Câmara dos Deputados em sessão.

    Justiça tributária

    O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que com o projeto, o país começa a fazer justiça tributária.

    “Nosso país é um país da desigualdade, é um país onde uma ínfima minoria detém a maior parte da riqueza enquanto a maioria do povo brasileiro vive em difíceis condições. A justiça tributária precisa ser feita e esse projeto que mira na justiça tributária. Uma justiça que pode reduzir as desigualdades, que pode fazer com que as pessoas de menor renda e a classe média brasileira possam ter uma capacidade de consumo melhor, uma capacidade de viver melhor a sua vida”, afirmou.

    A deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS) lembrou que a iniciativa foi pautada após as manifestações de setembro contra a proposta de Emenda à Constituição (PEC) das prerrogativas, a chamada PEC da Blindagem e o projeto de anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    “Esse projeto é muito importante, milhões de brasileiros serão impactados com a redução imediata do imposto de renda e com a redução para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil e, ao mesmo tempo, um imposto mínimo que vai ser cobrado dos super-ricos”, completou.

    Críticas

    A iniciativa foi objeto de críticas de alguns parlamentares. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) disse que os recursos não irão para os mais pobres e criticou a tributação de lucros e dividendos. 

    “Vamos cobrar dos mais ricos, são só 140 mil pessoas para dar para os mais pobres. Isso é mentira! Esse dinheiro não vai para os mais pobres, vai para os políticos. E é melhor que esse dinheiro ficasse ainda que com os mais ricos, porque são eles que empregam, compram as máquinas, fazem os produtos”, argumentou.

    O texto determina que o emprego ou a entrega de lucros e dividendos por uma mesma pessoa jurídica a uma mesma pessoa física residente no Brasil em montante superior a R$ 50 mil mensal ficará sujeito à retenção na fonte do IRPF à alíquota de 10% sobre o total do valor pago, creditado, empregado ou entregue.

    Não ficarão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda na fonte, os lucros e dividendos relativos a resultados apurados até o ano-calendário de 2025, e cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.

    Mais cedo, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) classificou a medida como “populista”, apesar de concordar que seja necessária. “É só jogada política, clientelismo, por que Lula não apresentou isso no primeiro ano [de governo]?”, questionou.

    Para o deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), a proposta é uma medida eleitoral, mas sem reparo estrutural. “Isso resolveu o problema do imposto dos pobres? Não. O pobre continua pagando a mais alta carga tributária do mundo. Isso é enganação. Não tem nada a ver com a reestruturação do sistema de carga tributária sobre os pobres”, disse.

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