Lula desafia Trump em artigo no The New York Times
“Brazilian Democracy and Sovereignty Are Non-Negotiable” (“A democracia e a soberania do Brasil não são negociáveis”)
Num gesto diplomático ousado e carregado de intenção política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou neste domingo (14) um artigo de opinião no The New York Times, um dos jornais mais influentes do mundo. O texto, intitulado “Brazilian Democracy and Sovereignty Are Non-Negotiable” (“A democracia e a soberania do Brasil não são negociáveis”), é uma resposta direta à decisão do governo Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — uma medida que Lula classificou como “equivocada” e “ilógica”.
Mais que comércio: uma mensagem política global
Embora o artigo trate de tarifas e comércio exterior, seu verdadeiro alvo parece ser outro: a opinião pública americana. Lula não está apenas falando com Trump — está falando sobre Trump, para os americanos. Num momento em que o presidente dos EUA enfrenta críticas internas por sua condução errática da política comercial e por respostas desiguais a episódios de violência política, Lula aproveita o espaço para se posicionar como líder racional, multilateralista e defensor da justiça global.
Trump sob pressão: aprovação em queda e polarização crescente
Apesar de tentativas de projetar força, Trump enfrenta um cenário interno turbulento. Sua aprovação oscila entre 37% e 48%, com índices de desaprovação superiores a 50% em praticamente todas as pesquisas recentes. A insatisfação popular se intensificou após reações controversas a assassinatos políticos e políticas comerciais agressivas que têm gerado insegurança entre investidores e aliados. Lula parece ter entendido que, ao ocupar espaço na mídia americana, pode influenciar não apenas o debate político, mas também a percepção pública sobre o Brasil — e sobre o próprio Trump.
Clique na imagem para acessar a matéria original no The New York Times
Dados que desmontam a narrativa protecionista
Lula apresenta números que contradizem a justificativa americana: os EUA acumulam um superávit de US$ 410 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos, e 75% das exportações americanas entram no país sem tarifas. “O Brasil não é o problema”, afirma, em tom firme e calculado.
Multilateralismo como contraponto ao isolacionismo trumpista
Ao defender soluções multilaterais, Lula se posiciona como antítese da política externa de Trump, marcada por ações unilaterais e retórica nacionalista. O artigo é, portanto, mais que uma defesa comercial — é uma afirmação de valores democráticos e de soberania frente a um governo que, segundo críticos, tem relativizado esses princípios.
A importância de ocupar o The New York Times
Publicar nesse veículo não é apenas uma questão de prestígio — é uma estratégia de influência. Lula sabe que o Times molda narrativas, alcança formadores de opinião e pode amplificar vozes dissidentes dentro dos EUA. Ao se posicionar ali, ele não apenas defende o Brasil, mas também se insere no debate global sobre democracia, comércio justo e liderança responsável.
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