Toffoli deixa relatoria do caso Master
O ministro Dias Toffoli (STF) não conseguiu sustentar sua posição como relator do caso do Banco Master. Após pedido de suspeição pela Polícia Federal e de ter seu nome citado em conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, o ministro admitiu possuir participações em empresa que investiu no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
A situação de Toffoli já era delicada, e suas decisões como relator foram consideradas incomuns, especialmente quanto ao recebimento das provas e outras determinações atípicas na condução do processo. Em reunião realizada nesta data, o STF acatou por unanimidade o pedido de redistribuição do processo, formulado pelo próprio ministro, que na prática significou sua saída da relatoria.
Em sua solicitação, Toffoli alegou “altos interesses institucionais” para justificar o afastamento. A decisão, no entanto, ocorreu após a PF apresentar relatório com menções a ele em diálogos de Vorcaro. Durante a reunião, o STF divulgou nota oficial reconhecendo a validade dos atos já praticados por Toffoli no processo, apesar das críticas à sua condução.
De imediato, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator do caso Master. Toffoli deixou a relatoria para evitar maior desgaste. Até o momento, não há definição sobre eventual investigação contra o ministro. Isso dependerá da evolução das apurações e da interpretação dos indícios levantados pela PF e pelo Ministério Público.
Dias Toffoli deixa a relatoria do caso Master.
Nota oficial do STF
Os dez ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo relator.
Assinam:
Luiz Edson Fachin (Presidente), Alexandre de Moraes (Vice-Presidente), Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Contato
- Atendimento
- (41) 999-555-006
-
Av. do Batel, 1750 – S215
Curitiba – PR



















