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  • Fuga de políticos brasileiros para os EUA

    Fuga de políticos brasileiros para os EUA

    Fuga de políticos brasileiros para os EUA

    A prisão preventiva de Bolsonaro, ontem (22) acusado de romper a tornozeleira eletrônica para uma provável fuga aos EUA, trouxe de novo uma questão que segue um padrão histórico no Brasil: a fuga de políticos brasileiros para os EUA.

    Ao longo da história política brasileira, diversos personagens buscaram refúgio nos Estados Unidos em momentos de crise. Seja para escapar de condenações, evitar prisões ou se proteger de perseguições políticas, o país norte-americano tornou-se um destino recorrente. Essa prática revela não apenas a fragilidade institucional em certos períodos, mas também a tentativa de usar o exílio como estratégia de sobrevivência política.

    Observações históricas

    • Durante a ditadura militar (1964–1985), opositores preferiram países da Europa e América Latina, mas alguns também passaram pelos EUA.
    • Nos anos 1990 e 2000, empresários e políticos ligados a escândalos de corrupção tentaram se estabelecer nos EUA, mas a cooperação jurídica internacional resultou em várias extradições.

    A fuga de políticos brasileiros para os Estados Unidos é um fenômeno que atravessa diferentes épocas, sempre ligado a momentos de crise e responsabilização judicial. Enquanto alguns permanecem em território norte-americano aguardando desfechos diplomáticos, outros foram capturados ou extraditados. Esse histórico mostra como o exílio, voluntário ou forçado, se tornou parte da narrativa política brasileira — revelando a tensão constante entre poder, justiça e democracia. Na tabela a seguir, casos recentes de fuga para os EUA.

    Casos recentes de fuga de políticos brasileiros para os EUA

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  • Moraes já pode decretar prisão de Bolsonaro e outros réus

    Moraes já pode decretar prisão de Bolsonaro e outros réus

    Moraes já pode decretar prisão de Bolsonaro e outros réus

    A publicação da ata do julgamento dos recursos de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) marca um ponto de inflexão no processo contra o ex-presidente e outros envolvidos na tentativa de golpe. O documento, divulgado nesta segunda-feira, confirma a rejeição unânime dos embargos de declaração apresentados pela defesa, consolidando o entendimento da Primeira Turma da Corte.

    Com isso, o relator Alexandre de Moraes passa a ter respaldo jurídico para decretar a prisão de Bolsonaro e dos demais réus, caso considere que os recursos ainda pendentes tenham caráter meramente protelatório. Essa possibilidade já é discutida nos bastidores, especialmente porque Moraes adotou medida semelhante em abril, quando determinou a prisão do ex-presidente Fernando Collor e convocou sessão para referendar sua decisão.

    A defesa de Bolsonaro, por sua vez, prepara uma nova estratégia. Advogados trabalham na coleta de documentos médicos para sustentar a hipótese de prisão domiciliar, caso os próximos recursos também sejam rejeitados. A movimentação busca evitar que o ex-presidente seja levado ao presídio da Papuda, em Brasília, cenário que preocupa aliados e mobiliza sua base política.

    Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes

    O impacto político da possível prisão é significativo

    De um lado, setores bolsonaristas apostam em uma comoção popular capaz de pressionar o Judiciário e fortalecer a narrativa de perseguição. De outro, a decisão reforça a postura firme do STF diante de ataques às instituições democráticas. O acórdão do julgamento deve ser publicado ainda nesta semana, abrindo espaço para novos recursos, mas também para uma decisão definitiva sobre o início do cumprimento da pena.

    Esse episódio evidencia a tensão entre o Judiciário e o bolsonarismo, com potenciais repercussões tanto na arena política quanto na estabilidade institucional do país.

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  • Campo Largo inicia a semana sem água

    Campo Largo inicia a semana sem água

    Campo Largo inicia a semana sem água

    A Sanepar informou que Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba ficará sem água nesta segunda-feira (19).

    Não há informações detalhadas sobre a causa ou sobre as ações que a SANEPAR desenvolverá em decorrência desta paralização no fornecimento. No site da instituição há apenas “água turva” como justificativa.

    O corte no abastecimento deverá atingir os bairros Bom Jesus; Águas Claras; Botiatuva; Campo Do Meio; Centro; Cristo Rei; Esmeralda; Jardim Florestal; Jardim São Vicente; Jardim das Acácias; Jardim Camélia; Jardim Três Rios; Joaquim C Ferreira; Moradias Gorski; Nova Trento II; Santa Rita; Nova Trento; São Marcos-Tropical; Vila Bancária; Vila Elizabeth; Vila Lourdes; Vila Operário.

    O corte do fornecimento deverá ocorrer a partir das 8h com previsão de retorno na manhã de terça-feira.

    O Atendimento ao Cliente Sanepar é feito pelo telefone 0800 200 0115, que funciona 24 horas. Ao ligar, tenha em mãos a conta de água ou o número de sua matrícula.

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  • Jovem Pan pode perder concessões de rádio

    Jovem Pan pode perder concessões de rádio

    Jovem Pan pode perder concessões de rádio

    A emissora Jovem Pan enfrenta uma das maiores ameaças à sua operação desde sua fundação. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou alegações finais em uma ação civil pública que pede o cancelamento das três concessões de rádio da empresa — duas AM e uma FM — além de uma indenização de R$ 13,4 milhões por danos morais coletivos. A medida, segundo o MPF, é uma resposta aos abusos cometidos pela emissora durante o processo eleitoral de 2022, quando teria disseminado desinformação e legitimado discursos golpistas.

    O caso está sendo julgado pela 6ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo e ainda aguarda decisão. Se a Justiça acatar o pedido, a Jovem Pan poderá perder o direito de operar suas rádios, o que representaria um duro golpe em sua presença no dial brasileiro. No entanto, é importante esclarecer que essa ação não afeta diretamente outros empreendimentos da marca.

    A Jovem Pan News, canal de televisão por assinatura, não opera sob concessão pública e, portanto, não está incluída na ação. O mesmo vale para os conteúdos digitais da emissora, como seus canais no YouTube, podcasts, redes sociais e site oficial. Esses produtos funcionam sob regras diferentes, ligadas à iniciativa privada e às plataformas digitais, e não dependem de autorização do Estado para existir.

    A ação do MPF se baseia no Código Brasileiro de Telecomunicações, que prevê o cancelamento de concessões em casos de abuso no exercício da liberdade de radiodifusão. Segundo o órgão, a Jovem Pan violou princípios constitucionais ao incentivar a desobediência civil, insuflar indisciplina nas Forças Armadas e disseminar notícias falsas que colocaram em risco a ordem pública e o regime democrático.

    Durante o processo, houve tentativas de acordo entre o MPF e a emissora, mas sem avanços significativos. Com isso, o Ministério Público optou por seguir com o pedido de cancelamento das concessões e da indenização. A Procuradoria argumenta que medidas severas são necessárias para evitar novos episódios de desinformação com impacto democrático.

    Em nota, a Jovem Pan nega as acusações e afirma que confia no Poder Judiciário. A emissora sustenta que os comentários de seus analistas não representam a posição oficial da empresa e que não promoveu campanha contra as urnas eletrônicas. Ainda assim, o MPF considera que a empresa foi a principal caixa de ressonância de discursos golpistas entre 2021 e 2023, dando aparência de legitimidade a apelos por intervenção militar e desobediência a decisões judiciais.

    Caso a Justiça decida pelo cancelamento das concessões, a Jovem Pan terá de encerrar suas transmissões de rádio, o que pode impactar sua audiência e sua receita publicitária. No entanto, seus demais negócios — especialmente os digitais e televisivos — poderão continuar operando normalmente, ao menos do ponto de vista jurídico.

    Ainda que a ação não afete diretamente esses outros empreendimentos, o impacto reputacional pode ser significativo. A perda das concessões pode gerar desconfiança entre anunciantes, parceiros comerciais e parte do público, além de abrir precedentes para que outras emissoras sejam responsabilizadas por condutas semelhantes.

    O caso da Jovem Pan levanta uma discussão mais ampla sobre os limites da liberdade de expressão na mídia e o papel das empresas de comunicação na preservação da democracia. A decisão da Justiça Federal será acompanhada de perto por especialistas, políticos e representantes do setor, pois pode redefinir os parâmetros de responsabilidade editorial no Brasil.

    Enquanto isso, a Jovem Pan segue no ar, aguardando o desfecho do processo. A emissora aposta na força de seus canais digitais e na fidelidade de sua audiência para manter sua relevância, mesmo diante da possibilidade de perder parte significativa de sua estrutura tradicional.

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  • PGR defende reforço de policiamento perto da casa de Bolsonaro

    PGR defende reforço de policiamento perto da casa de Bolsonaro

    PGR defende reforço de policiamento perto da casa de Bolsonaro

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta segunda-feira (25) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parecer a favor do reforço de policiamento nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

    O parecer foi enviado após o ministro receber uma cópia do pedido inicial, que foi enviado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Segundo o parlamentar, a medida é necessária para garantir a “aplicação da lei penal”.

    De acordo com PGR, a PF poderá aumentar a vigilância nas proximidades da residência de Bolsonaro.

    “Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas, adotando-se o cuidado de que não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”, opinou a procuradoria.

    Julgamento

    Na próxima terça-feira, dia 2 de setembro, Bolsonaro e mais sete aliados, que são réus do núcleo 1 da trama golpista, serão julgados pela Primeira Turma da Corte.

     

    O principal argumento é a possibilidade, segundo a PGR, de fuga de Bolsonaro para a embaixada dos EUA, que fica próxima.

    O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde o início deste mês, com uso de tornozeleira eletrônica. A medida foi determinada após Alexandre de Moraes entender que o ex-presidente violou as medidas cautelares que proibiam postagens nas redes sociais de terceiros.

    Na semana passada, em outra investigação, a PF descobriu que Bolsonaro tinha um documento de asilo político para ser apresentado ao presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo a PF, o documento estava salvo no aparelho desde 2024.

    De acordo com a defesa, o documento tratava de um “rascunho”, cuja solicitação de asilo não ocorreu, e negou tentativa de fuga do país.

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  • Trump diz estar e mau humor e manterá 50% para o Brasil e ameaça 30% para UE

    Trump diz estar e mau humor e manterá 50% para o Brasil e ameaça 30% para UE

    Trump diz estar e mau humor e manterá 50% para o Brasil e ameaça 30% para UE

    Durante entrevista concedida neste domingo (27) na Austrália, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom combativo em relação a parceiros comerciais estratégicos. Visivelmente irritado, Trump confirmou que manterá a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e ameaçou aplicar 30% de sobretaxa à União Europeia, caso não haja abertura de mercados para exportações norte-americanas.

    A declaração foi reforçada pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que afirmou que as tarifas entrarão em vigor já no dia 1º de agosto, sem prorrogações ou períodos de carência. “Sem prorrogações, sem mais períodos de carência — em 1º de agosto, as tarifas serão definidas. Elas entrarão em vigor. A Alfândega começará a arrecadar o dinheiro”, disse Lutnick em entrevista à Fox News.

    Brasil na mira

    O Brasil foi diretamente citado por Trump em uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de julho. Nela, o líder norte-americano justificou a tarifa de 50% com base em alegações políticas e comerciais. Segundo Trump, o Brasil teria violado princípios democráticos e de liberdade de expressão, referindo-se às decisões do Supremo Tribunal Federal que impuseram restrições a plataformas de mídia social dos EUA.

    Além disso, Trump mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como vítima de uma “caça às bruxas”, e afirmou que a relação comercial entre os dois países é “injusta e não recíproca”. No entanto, dados do Ministério do Desenvolvimento brasileiro mostram que os EUA têm registrado superávits comerciais com o Brasil desde 2009, acumulando mais de US$ 88 bilhões em saldo positivo.

    União Europeia sob pressão

    A União Europeia também foi alvo das críticas de Trump. O presidente norte-americano condicionou a retirada das tarifas de 30% à abertura dos mercados europeus para produtos dos EUA. “Se quiserem negociar, estou sempre disposto a ouvir. Mas se vão me deixar mal-humorado, vão pagar 30%”, afirmou, em tom provocativo.

    Donald Trump continua a chantagear o mundo com taxas.

     

    A medida gerou preocupação entre líderes europeus, que veem nas tarifas uma forma de pressão política e econômica. Especialistas alertam para o risco de uma nova escalada protecionista, com impactos diretos no comércio global e na estabilidade das relações internacionais.

    Reações no Brasil

    O presidente Lula reagiu às declarações de Trump com firmeza. Em evento realizado na Grande São Paulo, Lula afirmou que o Brasil está pronto para negociar, mas não abrirá mão da soberania nacional. “Trump, o dia que você quiser conversar, o Brasil estará preparado. Mas não vamos ceder em questões como regulação das big techs ou julgamento de golpe”, disse o presidente brasileiro.

    Lula também criticou o deputado Eduardo Bolsonaro, que teria feito lobby nos EUA em favor das tarifas, em troca de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Esse cara está traindo a nação”, afirmou Lula, cobrando uma resposta da Câmara dos Deputados.

    Impactos e próximos passos

    Com a entrada em vigor das tarifas prevista para o início de agosto, empresários brasileiros já se mobilizam para avaliar os impactos e buscar alternativas. Setores como agronegócio, siderurgia e tecnologia devem ser os mais afetados. O governo brasileiro, por sua vez, tenta articular uma resposta diplomática e comercial, inclusive junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

    A entrevista de Trump na Austrália, marcada por declarações ríspidas e ameaças tarifárias, reacende o debate sobre o papel dos EUA no comércio internacional e a postura do presidente norte-americano diante de aliados históricos. Para o Brasil, o desafio será manter o diálogo aberto sem comprometer princípios democráticos e interesses nacionais.

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  • Moraes vê “irregularidade isolada” em ação de Bolsonaro e descarta prisão preventiva

    Moraes vê “irregularidade isolada” em ação de Bolsonaro e descarta prisão preventiva

    Moraes vê “irregularidade isolada” em ação de Bolsonaro e descarta prisão preventiva

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (24) que não há justificativa para decretar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao considerar que houve apenas uma “irregularidade isolada”.

    A declaração foi feita em resposta à manifestação da defesa de Bolsonaro, que encaminhou esclarecimentos ao STF na última terça-feira (22), após ser questionada sobre o possível descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais — direta ou indiretamente.

    A equipe jurídica de Bolsonaro ainda não comentou a decisão.

    Em sua decisão, Moraes reconheceu a infração, mas descartou a necessidade de prisão preventiva. Ele escreveu:

    “Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que as redes sociais do investigado Eduardo Nantes Bolsonaro foram utilizadas a favor de Jair Messias Bolsonaro dentro do ilícito modus operandi já descrito.”

    Ministro Alexandre de Moraes

    A controvérsia em torno do uso das redes sociais por figuras públicas investigadas tem sido tema recorrente em decisões recentes do Supremo Tribunal Federal.

    No caso de Bolsonaro, a discussão gira em torno da alegação de uso indireto das plataformas — especialmente por meio de perfis associados a aliados políticos e familiares, como é o caso do deputado federal Eduardo Bolsonaro. O entendimento do ministro Alexandre de Moraes reforça a linha adotada pelo STF de que o cumprimento de medidas cautelares deve ser observado de maneira ampla, incluindo ações que possam representar tentativas de driblar as restrições impostas.

    A decisão desta quinta-feira, no entanto, indica uma postura de cautela, ao reconhecer a infração sem aplicar sanções mais severas neste momento. Para especialistas, esse tipo de julgamento tem potencial de influenciar futuras interpretações jurídicas sobre responsabilidade indireta e uso de perfis terceiros em contextos judiciais. Além disso, o episódio reacende o debate público sobre o papel das redes sociais na arena política brasileira, em especial no pós-governo Bolsonaro.

    A repercussão da decisão deve se estender nos próximos dias, com pronunciamentos de lideranças partidárias, juristas e analistas políticos sobre os limites da atuação digital de figuras investigadas.

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  • Divergência no STF – Fux vota contra medidas sobre Bolsonaro

    Divergência no STF – Fux vota contra medidas sobre Bolsonaro

    Divergência no STF – Fux vota contra medidas sobre Bolsonaro

    As medidas recentes impostas a Jair Bolsonaro, incluem, entre outras, o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, afastamento de redes sociais, incomunicabilidade com outros acusados no processo que enfrenta no STF, como réu por tentativa de golpe e outras acusações.

    Os cinco juízes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluíram na segunda-feira (21/07) a votação sobre as medidas restritivas propostas pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    IMPACTO DA DIVERGÊNCIA

    Para o STF e para o processo contra Bolsonaro a divergência de Fux é benéfica, pois mostra um tribunal que está analisando cada etapa do processo com liberdade total entre os ministros. O que representa um fortalecimento institucional e não “uma caça às bruxas”.  Por outro lado a divergência tira o foco de Moraes como uma espécie de “comandante do STF”, imagem que foi criada em cada notícias que comunica decisões assinadas por ele.

    Para Bolsonaro, até o momento, nada muda. As sansões não apenas continuam ativas, como também o rigor da fiscalização do STF sobre seus atos. 

    Em um exemplo da continuidade das restrições e da exigência de seu cumprimento, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem (21/7) que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique em até 24h, sob pena de prisão, por que o ex-presidente apareceu em um vídeo publicado horas antes nas redes sociais do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair.

    Nas imagens, o ex-presidente aparece mostrando a tornozeleira eletrônica e chamando o equipamento de “símbolo da máxima humilhação”.

    O questionamento feito por Moraes ocorre depois de o ministro ter determinado, mais cedo na segunda-feira, que Bolsonaro não apareça em áudios, vídeos e entrevistas, seja na imprensa, seja em redes sociais suas ou de terceiros.

    A ordem faz parte de um despacho em que detalhou sua decisão de sexta-feira (18), quando Moraes impôs medidas cautelares contra Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe e outras acusações.

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  • Lula diz que Brics é fiador de um futuro promissor

    Lula diz que Brics é fiador de um futuro promissor

    Lula diz que Brics é fiador de um futuro promissor

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou neste sábado (5) que o Brics segue como “fiador de um futuro promissor”. A afirmação foi feita durante abertura do Fórum Empresarial do Brics, no Rio de Janeiro.

    “Durante do ressurgimento do protecionismo, cabe às nações emergentes defender o regime multilateral de comércio e reformar a arquitetura financeira internacional. Os Brics seguem como fiador de um futuro promissor”, disse Lula.

    O Brics funciona como foro de articulação político-diplomática de países do Sul Global e de cooperação nas mais diversas áreas e reúne 11 países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

    Segundo Lula, esses países podem liderar um novo modelo de desenvolvimento pautado em agricultura sustentável, indústria verde, infraestrutura resiliente e bioeconomia.

    “Nossos países já estão entre os maiores investidores de energia renovável do planeta. Há imenso potencial para ampliar a produção de biocombustíveis, baterias, placas solares e turbinas eólicas. Possuímos minerais estratégicos essenciais para a transição energética”.

    Lula disse ainda que fortalecimento do complexo industrial da saúde “amplia o acesso a medicamentos e é fundamental para superar doenças socialmente determinadas que afligem os mais vulneráveis”.

    Em seu discurso, o presidente brasileiro também defendeu uma governança multilateral sobre a inteligência artificial (IA).

    “A inteligência artificial traz possibilidades que há poucos anos sequer imaginávamos. Na ausência de diretrizes claras coletivamente acordadas, modelos gerados apenas com base na experiência de grandes empresas de tecnologia vão se impor”.

    Ele também aproveitou seu discurso para falar sobre os conflitos internacionais. Segundo ele, a cúpula do Brics certamente apontará soluções para essa situação.

    “Ao invés de barreiras, promovemos integração. Contra a indiferença, construímos a solidariedade”.

    Fórum

    O Fórum Empresarial do Brics discute, ao longo deste sábado, o papel do setor produtivo na busca de um desenvolvimento econômico sustentável. Entre os temas debatidos estão comércio e segurança alimentar, transição energética, descarbonização, economia digital e inclusão financeira.

    Os 11 países que integram o Brics somam quase metade da população mundial, 40% da economia global e mais de 20% do comércio mundial.

    Em termos de recursos naturais, os membros do grupo concentram cerca de 70% das reservas de terras raras, mais de 40% da produção de petróleo e quase 80% da produção de carvão mineral.

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  • Lei proíbe tatuagens e piercings em cães e gatos

    Lei proíbe tatuagens e piercings em cães e gatos

    Lei proíbe tatuagens e piercings em cães e gatos

    A lei entrou em vigor em 17/06/25.  A partir desta data, quem fizer uma tatuagem com fins estéticos ou colocar piercing em um cão ou um gato poderá pegar de dois anos a cinco anos de reclusão, além de ter que pagar uma multa e perder a guarda do animal. A pena também se aplica a quem permitir que isso seja feito e será aumentada se o animal morrer devido às intervenções.

    As punições estão previstas na Lei nº 15.150, publicada no Diário Oficial da União. A norma altera a chamada Lei de Crimes Ambientais – Lei nº 9.605 – , de 1998, equiparando a prática a outras condutas abusivas que causem ferimentos ou mutilem animais silvestres, domésticos ou domesticados, sejam eles nativos ou exóticos.

    A proibição, contudo, não se aplica a procedimentos usados para outros fins que não estéticos – como, por exemplo, as marcações feitas em cães e gatos para facilitar o reconhecimento dos que foram castrados, nem aos empregados para garantir a rastreabilidade e certificação de animais de produção do agronegócio, como bois, cavalos e porcos.

    Complicações 

    A norma legal foi bem recebida por especialistas, incluindo integrantes do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), cuja Resolução nº 1236, de 2018, caracteriza práticas cruéis e maus tratos contra os animais e estipula as normas de conduta dos profissionais da categoria.

    “A proibição de procedimentos desnecessários definidos na Lei nº 15.150 complementa e reforça o posicionamento do CFMV na defesa do bem estar animal.  A realização de tatuagem ou colocação de piercing com fins estéticos em cães e gatos, além de provocar dor, os expõe a diversas complicações como reações alérgicas, infecções, necrose da pele e acidentes com o adorno, provocando lacerações”, disse, em nota, o gerente técnico do conselho, Fernando Zacchi.

    Especialista em clínic médica e cirúrgica, com mais de 20 anos de experiência, a veterinária Marina Zimmermann disse que os potenciais riscos e prejuízos de tatuagens em animais ainda não são totalmente conhecidos.

    “Temos, obviamente, a dor, o que obriga que o tatuador anestesie o animal, o que já representa um risco. Há também o risco de a tinta causar alergia, provocando feridas e até infecções, principalmente no caso do animal lamber excessivamente o local da dor. Além disso, as consequências podem variar de acordo com a raça e outros aspectos”, ressaltou a veterinária.

    Marina afirma que já atendeu uma gata que feriu seriamente a própria orelha ao tentar arrancar um piercing.

    “A tutora achou bonito colocar dois piercings na orelha da gatinha que, como todo felino, faz sua higiene se lambendo. Ao passar a pata pelo rosto, a gata enganchou uma garra em um dos piercings e rasgou a orelha”, lembrou a especialista, relatando que, embora tais práticas não sejam tão comuns,  já viu coisas complicadas, como pessoas colocando presas de metal em cães ou mesmo colorindo o pelo dos cachorros – “o que, ainda que não seja uma grande agressão, é algo extravagante.”

    Moda que coloca em risco a saúde dos animais, agora proibida por lei.

    Tendência

    A lei sancionada pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública é fruto de projeto de lei que tramitou por cinco anos no Congresso Nacional. De autoria do deputado federal Fred Costa (PRD-MG), a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em agosto de 2021 e pelo Senado em 20 de maio deste ano.

    Ao justificar a iniciativa, em 2020, Costa destacou que, segundo o noticiário, a realização de tatuagens e a colocação de piercings em animais domésticos despontava como uma tendência, exigindo medidas legislativas em favor da proteção de pets.

    “Todos sabemos, por experiência própria ou por relatos de conhecidos, que fazer uma tatuagem é sempre algo doloroso”, apontou o parlamentar na justificativa do projeto de lei. “Não há o que se discutir quanto ao livre arbítrio de uma pessoa que queira fazer uso desse tipo de adorno em seu próprio corpo, mas a liberdade de tatuar a [própria] pele não significa que podemos tomar essa decisão pelos animais que convivem conosco”, disse o parlamentar.

    Antes mesmo da decisão nacional, algumas prefeituras já tinham decidido proibir a prática em território municipal. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a Lei nº 18.269 entrou em vigor no último dia 10, com a previsão de multas de R$ 5 mil para o tutor do animal e para o responsável pelo estúdio de tatuagem ou estabelecimento comercial, cuja licença de funcionamento será cassada.

    A norma paulistana é parecida com a que está em vigor na cidade do Rio de Janeiro desde 2021 – Lei nº 7.051 . A diferença é que, na capital fluminense, o valor da multa aplicada ao estabelecimento pode variar entre R$ 5 mil e R$ 15 mil, sendo dobrado em caso de reincidência.

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    Ano Personagem Motivo da fuga Situação nos EUA Desfecho
    2021 Allan dos Santos Investigado por disseminação de fake news Instalou-se nos EUA, alvo de extradição Ainda vive nos EUA
    2023 Carla Zambelli Condenada por trama golpista Tentou fugir para os EUA, presa na Itália Cumpre pena fora do Brasil
    2025 (março) Eduardo Bolsonaro Investigado por coação e atos de 8/1 Mudou-se para os EUA Permanece nos EUA
    2025 (setembro) Alexandre Ramagem Condenado pelo STF (16 anos) Refugiou-se em Miami Enfrenta pedido de extradição
    Décadas anteriores Casos isolados Corrupção ou perseguição política Refúgio temporário nos EUA