Lula cutuca Trump: parceiro ou encrenca?
Lula não tem tempo a perder com enrolação. De forma direta, quer que Trump diga logo a que veio: se os Estados Unidos vão ser parceiros da América do Sul ou se vão continuar bancando a encrenca.
Negociador calejado, Lula já mostrou força quando enfrentou os tarifaços de Trump e agora volta à carga. Só que desta vez, o papo é mais sério: o Brasil quer saber se a tal “química” entre os dois vai dar em combinação ou em reação explosiva.
Diplomata, Lula nunca fala nos termos que estamos usando aqui. Mas na entrevista, deixou claro:
“Quero discutir com eles qual é o papel dos Estados Unidos na América do Sul. Qual é o papel deles? É de ajudar ou de ficar ameaçando? Agora está ameaçando o Irã, ou seja, é preciso colocar um paradeiro nisso”, afirmou.
E foi além, mostrando seu estilo de negociação olho no olho:
“Eu acredito muito em uma coisa chamada negociação. Você sabe que essa história de química entre eu e o Trump, acredito muito que nós, seres humanos, a nossa relação é química mesmo. De você tocar na mão, de você olhar no olho, de você poder conversar diretamente com as pessoas, que você pode resolver qualquer problema. Eu acredito muito nisso. Aliás, eu faço isso a vida inteira. E eu quero continuar fazendo isso e quero fazer essa reunião com o Trump para isso”, disse.
Lula e Trump: será que vai dar match?
No fim das contas, Lula aposta que o contato direto pode destravar impasses e definir se Washington será aliado ou ameaça. Mas, como ele mesmo cutucou, está na hora de Trump decidir: parceiro ou encrenca?
E essa conversa não vai ficar só no discurso: tudo isso vai acontecer cara a cara no próximo encontro entre eles, marcado para meados de março em Washington.
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