Autor: Gazeta 24 horas

  • EUA vai desligar GPS no Brasil?

    EUA vai desligar GPS no Brasil?

    EUA vai desligar GPS no Brasil?

    A especulação de que os Estados Unidos poderiam cortar o sinal de GPS no Brasil surge em meio a uma escalada de sanções anunciadas pelo presidente Donald Trump, incluindo aumento de tarifas e revogação de vistos a autoridades brasileiras. Embora parte dessas medidas faça parte da retórica de retaliação política, a viabilidade técnica de “desligar” o GPS para um único país é altamente contestada.

    Como funciona o GPS

    O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é composto por uma constelação de satélites sob controle do Departamento de Defesa dos EUA. Cada satélite transmite um sinal de rádio com a sua posição e horário exato, baseado em relógios atômicos. Receptores na Terra calculam sua localização a partir da diferença entre o tempo de emissão e de recepção desses sinais. São necessários dados de ao menos quatro satélites para triangular com precisão latitude, longitude e altitude.

    É possível bloquear o GPS apenas no Brasil?

    Especialistas afirmam que o GPS transmite sinais globalmente e de forma unidirecional, sem segmentação por fronteiras. Para bloquear o sinal apenas no Brasil, seria necessário alterar a forma de transmissão de todos os satélites, o que impactaria outras regiões e até os próprios EUA. Por isso, considera-se improvável “desligar” o GPS seletivamente para um único país sem causar grandes interrupções globais.

    Técnicas de interferência e o fim
    da disponibilidade seletiva

    Embora seja improvável cortar o GPS globalmente para o Brasil, existem métodos de interferência local:

    • Jamming: emissão de ondas de rádio na mesma frequência do GPS para neutralizar o sinal. Exige proximidade ao alvo e afeta todos os receptores na área de alcance, caracterizando sabotagem.
    • Spoofing: transmissão de sinais falsos para enganar receptores, fazendo-os calcular coordenadas erradas.

    Até os anos 2000, os EUA podiam degradar propositalmente o GPS civil por meio da “Selective Availability” (SA), limitando sua precisão em regiões específicas. Em maio de 2000, o presidente Bill Clinton encerrou a SA, tornando permanente a disponibilidade global e gratuita do sinal para usuários civis. Desde então, não há mais função oficial de degradar o sinal civil, tornando ainda mais remota qualquer tentativa de bloqueio por parte dos EUA.

    A ameaça política de Trump

    As notícias sobre o bloqueio do GPS surgem dentro de um conjunto de sanções em estudo na Casa Branca, que inclui elevação de tarifas de 50% para até 100% sobre produtos brasileiros e punições em parceria com a Otan. Parte dessas retaliações está diretamente ligada à decisão do STF que impôs medidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora aliados políticos alimentem a hipótese de corte de sinal, a medida é considerada extrema e de aplicação duvidosa, servindo mais como instrumento de pressão política do que como ação prática de inteligência militar.

    Alternativas ao GPS americano

    Para mitigar riscos de interferência no GPS, diversos sistemas de navegação por satélite (GNSS) oferecem cobertura global ou regional:

    • BeiDou (China): constelação com 35 satélites e cobertura global. Integrado a smartphones e serviços como Baidu Maps e Amap, já rivaliza com o GPS em precisão e autonomia tecnológica chinesa.
    • GLONASS (Rússia): sistema operacional desde os anos 1990, compatível com receptores modernos e com estações de controle em solo, incluindo unidades no Brasil, garantindo cobertura global e redundância de sinais.
    • Galileo (União Europeia): rede de satélites de alta precisão, especialmente em ambientes urbanos. Oferece serviço civil gratuito e interoperável com GPS e GLONASS, ampliando resiliência em caso de falhas de um único sistema.

    Além desses, existem sistemas regionais como o NavIC (Índia) e o QZSS (Japão), que podem ser usados em conjunto para fortalecer ainda mais a autonomia de posicionamento.

    Até o momento a ameaça de desligar o GPS no Brasil é fruto de especulações em redes sociais. Poderá ser concretizar?

     

    Como usar o BeiDou no Brasil

    1. Verifique se seu dispositivo (smartphone, tablet ou receptor GNSS) suporta múltiplos sistemas (multiconstelação).
    2. Acesse as configurações de localização ou GPS do aparelho.
    3. Ative o modo “GNSS” ou “multissistema”, habilitando BeiDou, além de GPS, GLONASS e Galileo.
    4. Reinicie o aplicativo de mapas ou software de georreferenciamento para que o receptor capte sinais das diversas constelações simultaneamente.

    Com isso, seu equipamento alternará automaticamente entre satélites dos diferentes sistemas, garantindo maior precisão, disponibilidade e resistência a interferências.

    Mesmo que o bloqueio do GPS no Brasil pelo governo dos EUA seja amplamente considerado improvável do ponto de vista técnico, é fundamental diversificar o uso de sistemas de posicionamento global. A adoção de BeiDou, GLONASS, Galileo e outras constelações já consolidadas fortalece a soberania tecnológica e reduz vulnerabilidades a pressões políticas estrangeiras.

    Prejuízos imediatos também para os EUA

    Embora a política anunciada por Donald Trump tenha como justificativa a proteção da economia americana, a ameaça de bloqueio do GPS no Brasil revela um desvio de propósito com consequências bilaterais graves. Além de ser tecnicamente controversa e juridicamente questionável, a medida atingiria diretamente empresas dos próprios Estados Unidos que operam em território brasileiro. 

    Serviços como Uber, aplicativos de entrega, plataformas de e-commerce e companhias aéreas dependem fortemente da navegação por satélite para logística, segurança e rastreamento de trajetos. Estimativas indicam perdas mensais que ultrapassam US$ 250 milhões, com interrupções operacionais, aumento de falhas de localização e impactos na confiança do consumidor. Ao comprometer setores estratégicos, a política arrisca enfraquecer cadeias comerciais essenciais e prejudicar a própria imagem de previsibilidade econômica dos EUA.

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  • Preta Gil: Cantora morre aos 50 anos

    Preta Gil: Cantora morre aos 50 anos

    Preta Gil: Cantora morre aos 50 anos

    A cantora, atriz e empresária Preta Gil faleceu neste domingo, 20 de julho de 2025, aos 50 anos, em Nova York, nos Estados Unidos. Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta estava em tratamento experimental contra um câncer colorretal, diagnosticado em janeiro de 2023. Após um período de remissão, a doença retornou de forma agressiva, com metástases no peritônio, linfonodos e um nódulo no ureter.

    Preta Gil estava prestes a retornar ao Brasil, mas passou mal durante o trajeto até o aeroporto e não resistiu. A família, liderada por Gilberto Gil, está organizando o translado do corpo para o Rio de Janeiro, onde será velada, com sepultamento previsto na Bahia, terra natal de seu pai.

    A morte da artista gerou comoção nacional e internacional. Famosos como Ivete Sangalo, Ludmilla, Carolina Dieckmann e Pedro Bial prestaram homenagens emocionadas. Nas redes sociais, fãs relembram sua trajetória marcada pela luta contra o racismo, a gordofobia, a homofobia e pela defesa da autoaceitação.

    Preta deixa um filho, Francisco Gil, de 30 anos, e uma neta, Sol de Maria, de 9. Sua última grande apresentação foi em abril, ao lado do pai, durante um show especial em Salvador. 

    Em 2024, lançou sua autobiografia “Os Primeiros 50”, onde compartilhou momentos íntimos de sua vida, incluindo o enfrentamento da doença e o fim de seu casamento com Rodrigo Godoy, após uma traição durante o tratamento.

    A cantora também foi lembrada por sua generosidade. Amigos próximos relataram gestos de apoio em momentos difíceis, como quando ofereceu seu trio elétrico à cantora Lexa em 2019, ou quando ajudou a influenciadora Shantal Verdelho durante uma gravidez de risco. Sua morte deixa um vazio na música brasileira e no coração de milhares de admiradores.

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  • Feiras crescem no Norte Pioneiro e terão sessões da Assembleia Itinerante

    Feiras crescem no Norte Pioneiro e terão sessões da Assembleia Itinerante

    Feiras crescem no Norte Pioneiro e terão sessões da Assembleia Itinerante

    Parece que a ALEP gostou de estar presente na Fetexas, em Jacarezinho e quer estar presente também nas outras feiras e exposições no Norte Pioneiro. Estas festas são tradicionais e algumas delas com décadas de história.

    Mas para o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) há um crescimento das feiras e exposições no Norte Pioneiro e entre agosto e setembro, três delas terão as sessões especiais da Assembleia Itinerante: a Efapi (de 18 a 24 de agosto) em Santo da Platina, a ExpoBan (de 4 a 7 de setembro) em Bandeirantes e FrutFest (de 4 a 7 de setembro) em Carlópolis.

    “Acabamos de ter a 30ª Fetexas de Jacarezinho. Mais de 30 mil pessoas presentes. As feiras voltaram com força após o período pandêmico. São muito importantes porque mostram o desenvolvimento das cidades do Norte Pioneiro, abrem postos de trabalho e novas oportunidades de negócio às empresas expositoras e uma ótima opção de lazer e cultura para a população”, disse o deputado.

    As sessões itinerantes serão no dia 21 de agosto em Santo Antônio da Platina, dia 4 em Bandeirantes e no dia 5 em Carlópolis. No dia 27 de agosto, a região de Santa Felicidade, em Curitiba, terá a segunda edição da Assembleia nos Bairros. “A Assembleia Itinerante só tem uma condição. A cidade tem ter feira ou exposição para ter as sessões especiais do legislativo. E a Efapi, ExpoBan e a Frurfest – cada uma no seu segmento – estão consolidadas no calendário oficial de eventos do Paraná, disse Romanelli.

    Efapi

    A Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Santo Antônio da Platina chegou a 53ª edição como um dos maiores eventos do agronegócio do Paraná e uma referência para o Norte Pioneiro. “É a segunda exposição agropecuária mais antiga do Paraná, divulga os nossos produtos e movimenta toda a economia regional”, ressaltou Romanelli.

    O reconhecimento da relevância da Efapi, diz Romanelli, pode ser observado com a presença da Assembleia Itinerante. “Eu vou dar um exemplo. Na primeira Assembleia Itinerante na Efapi, um jovem estudante do Colégio Estadual Tiradentes, pediu uma quadra coberta porque o sol era muito forte para fazer as atividades físicas. Nós atendemos aquela demanda. E junto, inclusive, com a quadra coberta, nós também levamos uma reforma para o Colégio Tiradentes em Santo Antônio da Platina”, exemplificou.

    FETEXAS – Jacarezinho

    FrutFest

    Em Bandeirantes, a sessão legislativa será durante a ExpoBan (Exposição Agropecuária e Industrial de Bandeirantes) entre 4 e 7 de setembro. Em Carlópolis, durante a 16ª edição da FrutFest. “São três eventos consolidados, com grande participação popular, e muito importantes ao Norte Pioneiro. A Assembleia tem que ir aonde o povo está. Quanto mais próximo do povo, a chance de errar é bem menor”, pontuou.

    A FrutFest, segundo Romanelli, é a maior feira do gênero frutífero do Paraná e uma vitrine para a produção das frutas da região que já ganharam o mercado nacional e internacional. “A Frutfest vem destacar a produção de frutas de Carlópolis e de toda a região. O município é o maior produtor de goiaba do Paraná, responsável por quase 77% da produção da fruta no Estado, e produz ainda café, carambola, abacate, pitaya, figo-da-índia e lichia”, disse

    O deputado reforça a importância dos encontros nas cidades polos e estratégicas para o desenvolvimento regional. “O municipalismo indica as cidades polos como vetores no desenvolvimento de todos os municípios mais próximos. Hoje, Santo Antônio da Platina, Bandeirantes e Carlópolis fazem parte das ações conjuntas na segurança, saúde, meio ambiente, entre outras áreas prioritárias”.

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  • Curitiba: multas poderão ser pagas com sangue

    Curitiba: multas poderão ser pagas com sangue

    Curitiba: multas poderão ser pagas com sangue

    Não há exagero no título desta matéria. Há um projeto de lei que pode tornar o sangue e a medula uma moeda para pagamento de multas de trânsito em Curitiba.

    Para incentivar a solidariedade e reforçar os estoques dos bancos de sangue e medula óssea, projeto de lei em discussão na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) pretende converter multas de trânsito leves em doações voluntárias a unidades oficiais de hemoterapia. Autor da proposta, o vereador João Bettega (União) defende que a medida “promove a conscientização dos motoristas quanto à importância do cumprimento das normas de trânsito, ao mesmo tempo em que oferece uma alternativa educativa e socialmente benéfica”.

    “A doação de sangue e a doação de medula óssea são gestos de altruísmo e empatia que precisam ser constantemente incentivados, especialmente em períodos de baixa nos estoques ou quando surgem necessidades urgentes de tratamento”, ressalta Bettega na justificativa da proposição. O parlamentar destaca, ainda, que a iniciativa se insere em uma perspectiva de responsabilidade coletiva, ao permitir que ações educativas sejam vinculadas à aplicação de sanções administrativas.

    De acordo com a proposta de lei, o o condutor penalizado por infração de natureza leve poderá optar entre quitar a multa da forma tradicional ou realizar a doação, de sangue ou de medula óssea, como forma de compensação. Para formalizar a conversão da penalidade, bastaria apresentar o comprovante da doação, emitido pela unidade de saúde, ao órgão municipal competente. O comprovante precisaria conter as seguintes informações: nome completo do doador, CPF, data da doação, identificação da unidade de hemoterapia ou de medula óssea, carimbo oficial e assinatura do responsável técnico, bem como o destino da doação.

    O projeto ressalta que, caso as exigências da regulamentação municipal não sejam cumpridas, o benefício seria automaticamente cancelado e o pagamento da multa deverá ser efetuado nos moldes atuais. A medida valeria exclusivamente para infrações de competência do Município de Curitiba, não se aplicando às penalidades impostas por órgãos estaduais ou federais.

    “A adesão à medida será facultativa, respeitando a liberdade de escolha do condutor, e permitirá que o infrator contribua ativamente para a saúde da comunidade. A regulamentação específica das infrações elegíveis à conversão e dos procedimentos administrativos caberá à autoridade municipal de trânsito, garantindo que apenas casos adequados e seguros sejam contemplados pela medida, sem comprometer a disciplina e o rigor necessários à segurança viária”, acrescenta Bettega.

    Protocolado no dia 16 de abril, o projeto chegou a ser discutido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa do processo legislativo, no fim de junho. O parecer preliminar do colegiado foi pela devolução da matéria ao autor para eventuais adequações no texto. Se aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei começa a valer 60 dias depois da publicação no Diário Oficial do Município.

    Já existem benefícos para os doadores, como descontos em espetáculos públicos, abono na falta ao trabalho e outros. Sempre aplicados de forma genérica e nunca em benefício individual. Agora, se a lei for aprovada, tona-se motivo para a doação, não mais o se importar com o ser humano, mas sim pagar uma conta com o município.

    Isto é certo? Isto é errado? Pode trazer mais benefícios? Multas maiores poderiam ser pagas no futuro, com doações de órgãos?  O projeto ainda não definiu valores, ao defini-los saberemos quanto vale a doação, se este valor será calculado em litros ou outra forma. Já a doação de medula, que é mais traumática para o doador, deverá ter maior valor… ou não.

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  • Domingo: dia de meia tarifa em Curitiba

    Domingo: dia de meia tarifa em Curitiba

    Domingo: dia de meia tarifa em Curitiba

    Curitiba tem três linhas especiais que funcionam só aos domingos e são uma boa opção para quem quer passear por parques mais afastados do Centro: a 529 – Parque Náutico, a 177 – Terminal Cabral/Pq Tanguá e a 794 – Pq. Lago Azul. Além de chegar com mais facilidade aos parques, aos domingos os usuários pagam somente meia tarifa (R$ 3) para andar nos ônibus de Curitiba.

    O pagamento é feito por cartão transporte, de débito e crédito. Nos terminais, é possível também pagar em dinheiro. 

    A iniciativa faz parte do projeto Parques da Cidade.

    “Vimos a necessidade de melhorar o acesso da população por ônibus a alguns parques, principalmente quem mora mais longe. Essas três linhas ligam os parques a terminais, onde é possível fazer integração com outros ônibus do sistema. E isso ainda pagando meia tarifa, a R$ 3, dentro do projeto Domingão paga meia”, diz o presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto.

    Os ônibus

    A linha 529 – Parque Náutico tem extensão de 5,1 km, com tempo de viagem de 20 minutos. Sai do Terminal Boqueirão e segue pelas ruas Pastor Carlos Frank, Zonardy Ribas, Maestro Carlos Frank e Avenida Marechal Floriano Peixoto (pista lenta), no sentido Parque Náutico; e pela Marechal Floriano Peixoto (pista lenta) e Rua Pastor Carlos Frank, no sentido Terminal Boqueirão. 

    Confira AQUI os horários.

    Curta Curitiba com meia tarifa no transporte público, nos finais de semana.

    A linha 794 – Parque Lago Azul liga o Terminal Pinheirinho ao parque, com trajeto de 20 km e saída a cada hora. O primeiro ônibus sai às 8h do Terminal Pinheirinho e o último às 19h30 do Parque Lago Azul. Confira AQUI os horários. Também é possível fazer integração temporal (exclusivamente com cartão transporte) com a estação-tubo Sagrado Coração – sentido Terminal Sítio Cercado e sentido bairro.

    A linha 177 – Terminal Cabral/Pq Tanguá percorre 12 km com saídas a partir das 8h do Terminal Cabral. Confira AQUI os horários. A linha também tem pontos de parada no Parque São Lourenço e Memorial Paranista.

    Curitiba tem 68 metros quadrados de área verde por habitante e 52 parques. Outros espaços bastante procurados pelos curitibanos, como Barigui, Barreirinha, Ópera de Arame, Pedreira Paulo Leminski, São Lourenço, Passeio Público, Zoológico, Bacacheri, Tingui, Atuba, Jardim Botânico e Museu de História Natural Capão da Imbuia, também podem ser acessados por linhas de ônibus da Urbs.

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  • Sanepar disponibiliza pagamento de fatura com cartão de crédito

    Sanepar disponibiliza pagamento de fatura com cartão de crédito

    Sanepar disponibiliza pagamento de fatura com cartão de crédito

    A partir desta sexta-feira (18) os clientes da Sanepar podem acessar o site da Companhia para pagar sua fatura com cartão de crédito. Eles podem regularizar pendências parcelando o saldo em até 12 parcelas, podendo utilizar três cartões de crédito diferentes. O pagamento facilitado, em ambiente seguro, é mais uma modalidade oferecida pela Sanepar para os seus clientes.

    O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, comemora mais esta inovação que visa atender as necessidades especialmente daqueles que queiram regularizar seus débitos junto à Companhia. “Esta nova modalidade permite o parcelamento das faturas, sem que o cliente precise sair de casa. A qualquer hora do dia, ele pode pagar a sua conta no nosso site, sem burocracia. Tudo de forma simples e segura”, afirma.

     O diretor comercial Bihl Elerian Zanetti explica que o cliente deve entrar no site oficial da Sanepar, de onde será direcionado para a página de pagamentos . “Nesta página o cliente consegue facilmente visualizar aquilo que está vinculado ao seu CPF, faturas da casa onde mora, da casa da praia ou da casa que mantém alugada ainda na sua titularidade. É muito simples selecionar o que deseja e realizar o pagamento em até 12 vezes e utilizando até três cartões”, diz. “Com a plataforma damos mais flexibilidade e a oportunidade para o cliente ajustar seu orçamento familiar”.

    O processo de pagamento é totalmente digital. A página exige apenas login e senha, a partir de cadastro na Central de Segurança do Governo do Paraná ou no Gov.br – plataformas dos governos estadual e federal que garantem a identificação do cidadão que acessa serviços digitais. A autenticação dupla dá maior segurança para o cliente. Com poucos cliques as faturas abertas são visualizadas. O cliente escolhe a referência e opta por pagamento à vista ou parcelado direto na nova plataforma online. 

    Na plataforma de pagamentos da Sanepar o cliente pode fazer toda a transação, reconhecendo um ambiente protegido, com dados criptografados e autenticados. O pagamento é processado pelo sistema e a quitação é dada na hora.  “Tudo ocorre no digital, com autenticação e comprovantes na hora. É muito seguro, podemos garantir”, ressalta Bihl.

    Inicialmente o pagamento com cartão de crédito está disponível apenas para pessoas físicas, ou seja, matrículas cadastradas no CPF. Num segundo momento, o serviço será estendido também para titularidades de pessoas jurídicas, com matrículas vinculadas ao CNPJ. Pessoas físicas e jurídicas têm hoje a facilidade do pagamento na modalidade pix, via WhatsApp (41) 99544-0115. 

    É importante que o cliente saiba que os pagamentos com cartão de crédito têm taxas cobradas pela administradora. Os encargos normalmente cobrados pela Sanepar referente a pagamentos em atraso, como juros e multa, serão lançados na próxima fatura. 

    Para acessar a plataforma para pagamento com cartão de crédito, o cliente deve clicar no banner “Cartão de Crédito” no site oficial da Sanepar.

    Para mais informações sobre esta nova modalidade de pagamento, o cliente pode entrar em contato pelo telefone 0800 200 0115, pelo WhatsApp no (41) 99544-0115, ou, ainda, no e-mail atendimentoaocliente@sanepar.com.br.

    Atenção: Cuidados com o uso de cartões para pagamento de contas mensais, é algo indispensável. Ao pagar uma conta mensal com o cartão de crédito é preciso lembrar que no próximo mês você terá nova conta a pagar e também terá que pagar a parcela do cartão de crédito. Use seu crédito com moderação.

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  • EUA revogam visto de Alexandre de Moraes e ministros do STF

    EUA revogam visto de Alexandre de Moraes e ministros do STF

    EUA revogam visto de Alexandre de Moraes e ministros do STF

    O governo dos Estados Unidos anunciou, na noite de sexta-feira (18), a revogação do visto americano do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de seus familiares próximos e de aliados na Corte. A decisão foi divulgada pelo secretário de Estado Marco Rubio, por meio de publicação na rede social X, e tem efeito imediato.

    Até o momento, não houve manifestação oficial por parte do STF, do Palácio do Planalto ou do Itamaraty. 

    A medida ocorre em meio a uma escalada diplomática entre os dois países, motivada por decisões judiciais recentes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de comunicação e recolhimento domiciliar noturno ao ex-mandatário, o que gerou forte reação do governo Trump. Rubio classificou as ações do ministro como uma “caça às bruxas política” que, segundo ele, ultrapassa as fronteiras brasileiras e afeta cidadãos americanos.

    Além de Moraes, outros sete ministros do STF também foram atingidos pela revogação dos vistos, segundo informações divulgadas pela imprensa. São eles: Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes. Os nomes não foram oficialmente confirmados pelo Departamento de Estado, mas fontes indicam que a decisão se baseia na política de sanções contra autoridades estrangeiras acusadas de censura ou violação de direitos humanos.

    Ministros do STF tem vistos cancelados, pelos EUA

     

    Ministros como André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques não teriam sido incluídos na medida. Mendonça e Nunes Marques foram indicados ao STF por Bolsonaro, enquanto Fux tem se posicionado de forma crítica em relação a penas aplicadas a acusados de tentativa de golpe.

    A decisão americana gerou reações imediatas no Brasil. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou a medida como uma afronta à soberania nacional e ao Poder Judiciário. O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, também se pronunciou, afirmando que o Judiciário brasileiro não se intimidará diante de “atos arbitrários”.

    A crise diplomática se intensifica em um momento de tensão entre os governos de Lula e Trump. Além da revogação dos vistos, o presidente americano anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e investigações comerciais contra o país. A situação é acompanhada com preocupação por autoridades brasileiras, que avaliam possíveis respostas institucionais e diplomáticas.

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  • STF determina tornozeleira eletrônica para Bolsonaro

    STF determina tornozeleira eletrônica para Bolsonaro

    STF determina tornozeleira eletrônica para Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (18), medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro por coação, obstrução e atentado à soberania nacional.

    O ex-presidente deverá cumprir recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta-feira e em tempo integral nos fins de semana e feriados; ser monitorado com tornozeleira eletrônica; não poderá manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados. As medidas foram pedidas pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    A Polícia Federal apontou que Bolsonaro e o filho, Eduardo Bolsonaro, “vêm atuando, ao longo dos últimos meses, junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos da América, com o intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”, em razão de suposta perseguição no âmbito da Ação Penal (AP) 2668.

    Conforme a PF, ambos atuaram “dolosa e conscientemente de forma ilícita” e “com a finalidade de tentar submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de outro Estado estrangeiro, por meio de atos hostis derivados de negociações espúrias e criminosas com patente obstrução à Justiça e clara finalidade de coagir essa Corte.”

    Ao analisar o caso, o ministro disse que há indícios de que tanto Bolsonaro quanto o filho têm praticado “atos ilícitos que podem configurar, em tese, os crimes dos art. 344 do Código Penal (coação no curso do processo), art. 2º, §1º da Lei 12.850/13 (obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa) e art. 359-L do Código Penal (abolição violenta do Estado Democrático de Direito).”

    As condutas de Bolsonaro e do filho caracterizam, segundo o ministro Alexandre, “claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos, em especial dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania e permanecem, sempre no sentido de induzirem, instigarem e auxiliarem governo estrangeiro à prática de atos hostis ao Brasil e à ostensiva tentativa submissão do funcionamento do Supremo Tribunal Federal aos Estados Unidos da América, com a finalidade de ‘arquivamento/extinção’ da AP 2668.”

    No despacho, o ministro citou ainda o escritor Machado de Assis, que disse: “A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional”. Alexandre de Moraes destacou que a “Soberania Nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida, pois é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil”.

    o uso de tornozeleira eletrônica permite o monitoramento 24h por dia e também restringir o deslocamento e acionar autoridades policiais.

    Afirmou também que “o Supremo Tribunal Federal sempre será absolutamente inflexível na defesa da Soberania Nacional e em seu compromisso com a Democracia, os Direitos Fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário Nacional e os princípios constitucionais brasileiros”. Nesse ponto, fez referência a Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos da América, responsável pela manutenção da União e pela Proclamação de Emancipação, que afirmava que “os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”.

    A pedido de Alexandre de Moraes, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, convocou uma sessão extraordinária virtual para que a decisão seja submetida ao referendo. O Plenário Virtual começará hoje (18) ao meio-dia, e terminará na próxima segunda-feira (21), às 23h59.

    Veja a íntegra da decisão.

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  • Geada Negra no Paraná: 50 anos

    Geada Negra no Paraná: 50 anos

    Geada Negra no Paraná: 50 anos

    Há 50 anos, em 18 de julho de 1975, uma das maiores geadas já registrada no Estado devastou os cafezais e mudou o perfil agropecuário do Paraná. A partir dali houve o fortalecimento do cultivo da soja e de outros grãos, o crescimento da horticultura como ativo comercial e a modernização das cadeias de proteínas animais, particularmente na avicultura e suinocultura.

    “A diversificação das culturas foi um fato importante que presenciei”, disse Eugênio Stefanelo, que naquele período era o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Mais tarde, em 1981, ele viria a assumir como secretário. A diversificação continuou contando com cafeicultores que até hoje mantém a produção, principalmente de cafés especiais.

    Stefanelo lembra que na tarde de 17 de julho de 1975 o governador Jaime Canet Junior telefonou para o secretário da Agricultura Paulo Carneiro pedindo que todos os servidores do Deral ficassem de prontidão, pois já se previa um frio mais intenso. Por volta das 21 horas, o governador questionou o próprio Stefanelo. “Lamento dizer, mas acredito que pela marcha da temperatura os cafezais terão um grande baque”, respondeu.

    O prognóstico se confirmou na manhã do dia 18, com estimativa de que pelo menos 60% dos cafezais que cobriam 1,8 milhão de hectares foram destruídos. Era o fim de um ciclo econômico do Estado. O Paraná tinha conquistado no início da década de 1960 a liderança de produção de café, ultrapassando São Paulo, com cerca de 21,3 milhões de sacas, representando 64% do volume nacional.

    Em 1975 foram retirados 10,2 milhões de sacas, o que correspondia a quase 50% da produção nacional. Imediatamente depois da geada de 1975 o Estado ainda manteve participação importante na produção, chegando a representar mais de 20% da safra nacional no final da década de 1980, porém nunca mais liderou. Já na década de 1990 a participação média foi de menos de 10%, baixando para menos de 5% nos anos 2000 e menos de 3% nos anos 2010.

    ATUALIDADE – A estimativa do Deral para a atual safra é de 718 mil sacas (43,1 mil toneladas), produzidas em 25,4 mil hectares, o que representa 1% da safra nacional. Em relação ao Valor Bruto de Produção (VBP) paranaense, a cultura teve renda de R$ 1,13 bilhão em 2024, equivalente a 0,6% de toda renda gerada no território estadual.

    O Norte Pioneiro é hoje a maior região produtora do Estado, tendo uma Indicação Geográfica (IG) de origem para o café ali produzido. Apenas o município de Carlópolis concentra um quarto da produção estadual, de acordo com o VBP de 2024. Outra IG foi conquistada pelo Café de Mandaguari, no Noroeste.

    De acordo com o agrônomo Carlos Hugo Godinho, analista da cultura no Deral, a safra deste ano foi marcada por florações uniformes, que facilitam o andamento da colheita. O tempo seco registrado nas últimas semanas também ajuda nos trabalhos e 57% da safra já está colhida.

    “As produtividades nas regiões de mais expressão estão em um patamar melhor que em 2024, assim como a qualidade do produto obtido”, afirmou Godinho. “Apesar da queda recente, os preços permanecem remuneradores nesta safra, indicando uma possível manutenção da área para próxima safra”.

    EXPORTAÇÃO – Quanto às exportações paranaenses, elas totalizaram 21,8 mil toneladas de café verde em 2024, com acréscimo em relação a 2023. Porém o forte das vendas para o exterior é o café solúvel, que totalizou 33 mil toneladas em 2024 e continua em ritmo similar neste primeiro semestre.

    No ano passado a exportação de café totalizou a entrada de US$ 433 milhões no Paraná. Neste primeiro semestre de 2025 os valores chegaram a US$ 241 milhões, valor superior ao do primeiro semestre de 2024 mesmo com menor volume embarcado. “Os preços melhores foram responsáveis por este ganho, mas as incertezas momentâneas com as tarifas impostas pelo governo americano preocupam bastante a manutenção deste ritmo para o segundo semestre”, ponderou Godinho.

    Segundo ele, a dependência do mercado de commodities é bastante arriscado, especialmente para propriedades pequenas, o que leva os produtores remanescentes a buscarem alternativas. No caso do café, a produção de um produto de maior qualidade é um dos caminhos trilhados.

    Segundo informações da Câmara Setorial do Café do Paraná, a obtenção de cafés especiais no Estado representa no mínimo 10% do volume, podendo se aproximar de 30% a depender das condições da safra. A Câmara Setorial, criada por lei estadual, também é um dos promotores do Concurso Café Qualidade Paraná, que chega a sua 22ª edição neste ano visando promover a melhora constante do produto colhido no estado.

    Além da iniciativa do concurso, o Estado promove assistência técnica por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), especialmente no projeto “Mulheres do Café”. Este projeto não se restringe à produção, alcançando a agregação de valor na venda direta da produção ao público.

    Esta verticalização tem sido outra forma de muitos produtores buscarem um rendimento melhor. Também há iniciativas de turismo rural sendo promovidas. “Cada vez mais os Cafés do Paraná buscam uma diferenciação, visto que a produção em grande escala dificilmente voltará a ser a regra para os produtores paranaenses”, concluiu o analista do Deral.

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  • Trump e o Brasil Polarizado: Tarifas, Cartas e a Estratégia de Dividir para Conquistar

    Trump e o Brasil Polarizado: Tarifas, Cartas e a Estratégia de Dividir para Conquistar

    Trump e o Brasil Polarizado: Tarifas, Cartas e a Estratégia de Dividir para Conquistar

    A política externa de Donald Trump segue uma lógica clássica de poder: dividir para conquistar. Ao mirar o Brasil com tarifas agressivas e uma carta provocativa a Jair Bolsonaro, Trump não apenas interfere nas relações comerciais — ele explora a polarização política brasileira como ferramenta de pressão. Mas os brasileiros parecem ter percebido essa jogada: a mais recente pesquisa Genial/Quaest mostra uma virada na popularidade do governo Lula, justamente no momento em que ele enfrenta a crise provocada por Trump.

    Polarização como ponto de entrada

    O Brasil vive uma divisão profunda entre lulistas e bolsonaristas. Essa rivalidade extrapola o campo político e enfraquece a capacidade do país de reagir de forma unificada a pressões externas. Trump se aproveita dessa fragmentação: quanto mais dividido o Brasil, menor sua força diplomática e econômica.

    A carta e as tarifas: provocação calculada

    A tarifa de 50% imposta por Trump aos produtos brasileiros, anunciada em 9 de julho, foi acompanhada por uma carta pública a Bolsonaro. Nela, o ex-presidente americano critica o governo Lula, elogia Bolsonaro e questiona o sistema judiciário brasileiro. A medida não tem justificativa econômica sólida — os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil há mais de uma década. Isso indica que o objetivo é político: desestabilizar o governo Lula e favorecer narrativas bolsonaristas.

    Bolsonaro como peão, não como parceiro

    Apesar da comunicação direta com Bolsonaro, Trump não demonstra preocupação genuína com o aliado. Seu foco é o Brasil como um todo — ou melhor, como um país dividido. Ao reforçar o bolsonarismo, ele aumenta a pressão sobre Lula, que enfrenta dificuldades para construir consenso nacional. A carta e as tarifas são movimentos táticos, não gestos diplomáticos.

    A percepção popular e a virada nas pesquisas

    A estratégia de Trump, no entanto, não passou despercebida. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 17 de julho, 72% dos brasileiros acreditam que Trump errou ao impor o tarifaço, e 79% acham que as tarifas vão prejudicar a vida da população. Entre os eleitores sem posicionamento político, 77% condenam a medida — e até entre os bolsonaristas, 48% reconhecem o erro.

    Esse sentimento se refletiu diretamente na popularidade do governo Lula: 43% aprovam o governo, uma alta de 3 pontos em relação a junho. 53% desaprovam, uma queda de 4 pontos. Lula lidera todos os cenários de primeiro turno para 2026 e venceria Bolsonaro e outros adversários em um eventual segundo turno, exceto Tarcísio de Freitas, com quem empata.

    A virada ocorre justamente no momento em que o governo lida com as provocações de Trump, reforçando a imagem de Lula como defensor da soberania nacional.

     

    Dividir para conquistar é a estratégia de Trump. 

    O exemplo da China: união como escudo

    A China, alvo de tarifas inclusive maiores que as impostas ao Brasil por parte de Trump, respondeu com firmeza e unidade. O governo chinês impôs contramedidas calibradas e denunciou publicamente a prática americana como intimidação unilateral. Essa resposta coordenada forçou Washington a negociar, resultando em uma redução mútua das tarifas em maio. É claro que a China possui uma maior capacidade econômica que o Brasil, mas a coesão interna chinesa foi decisiva — algo que falta ao Brasil neste momento.

    Trump não precisa conquistar o Brasil — basta mantê-lo dividido. Cada tarifa, cada declaração e cada provocação se convertem em vantagem para os Estados Unidos, sem resistência unificada. Mas os dados mostram que os brasileiros estão começando a enxergar essa estratégia. A virada nas pesquisas pode ser o primeiro sinal de que a tática de dividir para conquistar está sendo desafiada — e que a união nacional, ainda que incipiente, pode se tornar um escudo contra interferências externas.

    O garfo

    Donald Trump fez um lance típico de xadrez político: colocou o Brasil numa posição em que qualquer movimento custa caro. Ao apoiar abertamente Jair Bolsonaro e impor tarifas de 50%, criou um garfo — ou seja, um dilema duplo. Se o país continuar dividido, enfraquece sua capacidade de reação e Trump sai ganhando. Se ceder e negociar, também cede soberania e abre espaço para a influência direta dos Estados Unidos. E se Bolsonaro voltar ao poder, a dívida simbólica com Washington se torna inevitável. Mas nem todo garfo termina em xeque. Uma saída possível é romper com a lógica imposta e atacar o tabuleiro com coesão e estratégia nacional — porque mesmo em jogo apertado, quem muda o ritmo da partida pode virar o resultado.

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