Autor: Gazeta 24 horas

  • Assembleia reforça presença no interior com edição especial em Jacarezinho

    Assembleia reforça presença no interior com edição especial em Jacarezinho

    Assembleia reforça presença no interior com edição especial em Jacarezinho

    A Assembleia Legislativa do Paraná realizou nesta quinta-feira (10), em Jacarezinho, no Norte do Paraná, a 24ª edição da Assembleia Itinerante, projeto de interiorização do Poder Legislativo Estadual. Com grande público, o evento contou com a participação de autoridades estaduais, regionais, municipais e da população em geral. A atividade aconteceu na 30ª Fetexas, tradicional feira da região.

    Lançado em 2023, o programa Assembleia Itinerante tem como objetivo descentralizar as ações da Assembleia Legislativa do Paraná, aproximando o Legislativo da população do interior. A proposta leva os parlamentares e os serviços da Casa para diferentes regiões do estado, fortalecendo o diálogo direto com a sociedade. Com isso, a iniciativa amplia a transparência das atividades legislativas, facilita o acesso dos cidadãos às decisões políticas e contribui para a construção de políticas públicas mais conectadas com as realidades locais. Até agora, foram recebidas 5,7 mil sugestões, demandas ou reivindicações de todos os cantos do Paraná.

    O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi (PSD), destacou a importância da interiorização e o protagonismo da Assembleia. “Estamos aqui para prestar contas, ouvir demandas, trazer soluções e mostrar o que estamos fazendo. Permitir que pessoas que não conseguem ir até Curitiba possam conversar com seus representantes. Os deputados estão sendo protagonistas do desenvolvimento do Paraná há muitos anos. Somos o único Poder Legislativo do Brasil que devolve quase metade do seu orçamento, que volta em investimentos para todas as regiões do Paraná”, discursou.

    Homenageados

    O presidente da Assembleia, Alexandre Curi, escolheu as seguintes personalidades para homenagear: a juíza Joana Tonetti Biazus; Volney Geraldo Coimbra e Marcos Antônio Pinto.

    O deputado Bazana (PSD) homenageou a APAE de Jacarezinho, a professora Luciane Maria Pedroso, o major Carlos Ricelle Leal e o tenente-coronel Márcio Jaquetti, ambos da Polícia Militar.

    O deputado Cobra Repórter (PSD) reconheceu a atuação da Associação das Mulheres do Agronegócio de Barra do Jacaré (AMUAGRO); do professor universitário e fiscal agropecuário Fernando Emmanuel Gonçalves Vieira; do radialista José Augusto da Silva; da dirigente empresarial Mara Silvia de Mello Moraes e da professora Yeda Maria Teixeira Fritegoto.

    O deputado Gilson de Souza (PL) prestou homenagens ao Ambulatório Casa do Autista e ao pastor Joel Soldi Moreira.

    O deputado Jairo Tamura (PL) homenageou a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Cornélio Procópio (AEACP); a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Norte Pioneiro; a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério de Madureira e o pastor Jorge Teodoro Rodrigues.

     

    A 24ª edição da Assembleia Itinerante reuniu autoridades, população e homenageou personalidades da região na Fetexas.

     

    A deputada Maria Victoria (PP) destacou a importância de iniciativas empresariais e comunitárias, homenageando a Associação Agropecuária de Jacarezinho (AGROJAC); o Grupo Molinis; a empresa Jacaré Ambiental; o secretário municipal Rafael Ragulo; a Rede de Postos Jacaré e a empresa Soeto Alimentos.

    O deputado Mauro Moraes (União) reconheceu a dedicação dos policiais militares como o 3º sargento Flávio Henrique Gomes de Araújo; o cabo Carlos Roberto Volpato Junior; a cabo Luciene Silva de Souza; o major Carlos Ricelle Leal e o tenente-coronel Márcio Jaquetti.
    O deputado Moacyr Fadel (PSD) homenageou o secretário municipal Fúlvio Boberg e a vereadora Patricia Martoni.

    O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) prestou homenagens ao dirigente cultural Airton Setti; ao delegado de polícia Amir Salmen; à empresária Ana Carla Bartolini Molini Ferrari; ao médico Emmanuel Gonçalves Vieira (in memoriam); ao líder comunitário Felipe Salvador Palhares e ao tenente-coronel Márcio Jaquetti.

    Já a primeira vice-presidente, deputada Flávia Francischini (União), homenageou o pastor Ricardo José Luiz; o procurador do Ministério Público do Paraná Gilberto Giacoia e a ex-vereadora Raquel Salles.

    Por fim, o deputado Tercilio Turini (MDB) homenageou o empresário Alessandro Aparecido Corrêa; a diretora de CMEI Flancielly Estevam de Oliveira Scalla; a servidora da Polícia Científica Juliana Gonçalves Pereira Barbosa Alinghéri; o médico Luiz Fernando Lima Fagioli e a professora universitária aposentada Sonia Regina Leite Merege.

    Escola do Legislativo
    Além da sessão especial, a Escola do Legislativo promoveu nesta quinta-feira três palestras aos visitantes da Fetexas.
    A primeira teve como tema: “Do Planejamento à Economia — Como Implementar Energia Solar no Setor Público”. A segunda, “Comunicando para Conectar — Novas Técnicas de Comunicação em Tempos Digitais”.
    E a última palestra do dia teve como tema: “O Papel da Gestão e da Liderança no Fortalecimento Regional” e foi proferida pela professora Maria das Graças Ferreira de Campos Zurlo.

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  • Trump enviou um presente a Lula

    Trump enviou um presente a Lula

    Trump enviou um presente a Lula

    Desde que assumiu seu novo mandato o presidente dos EUA, Donald Trump vem adotando uma postura de chantagem com diversos países do mundo, que são parceiros comerciais dos EUA. A maneira com que faz isso varia entre manter ou retirar o apoio bélico em conflitos, ou impor altas taxas as importações de produtos destes países, sobre o pretexto de fortalecer a economia americana, trazer de volta aos EUA empresas estadunidenses que hoje produzem fora do país e finalmente, desequilibrar a balança comercial dando vantagens aos EUA.

    A estratégia tem surtido resultados sim, conseguindo uma maior arrecadação no comércio exterior, chamada de superávit.

    Desde que Donald Trump reassumiu a presidência dos EUA em janeiro de 2025,  sua estratégia de taxas e negociações sob chantagem gerou receitas alfandegárias superiores a US$ 100 bilhões entre janeiro e junho de 2025, o que representa uma das maiores arrecadações já registradas nesse período.

    Nem tudo tem sido vitória aos EUA. Na verdade um novo desenho mundial começa a ser formado com países fazendo novos acordos comerciais e também com a queda do dólar em diversos mercados.

    Donald Trump enfrenta forte oposição nos EUA, pois suas medidas com taxações tem prejudicado a indústria nacional. A perda do apoio de Elon Musk é um exemplo desta resistência, por parte de quem não vê a política de Trump como segura para as grandes corporações.

    Nem todas as ações de Trump foram vitoriosas, especialmente contra a China, que de forma geral ganhou durante as negociações e abriu novos mercados e parceiros comerciais, após a grande taxação de Trump.

    Em carta enviada ao presidente Lula, de forma aberta, pelas redes sociais, abandonando todos os canais diplomáticos tradicionais, Donald Trump rompeu os padrões anteriores que anunciavam taxas a partir de uma visão de mercado e taxou o Brasil a partir de uma visão política. Seu argumento sobre equilíbrio e justiça na balança comercial entre EUA e Brasil, colocando o Brasil como um país que lucrava sobre os EUA não se sustentou sobre os dados divulgados, deixando Trump como um mentiroso ou desinformado.

    Em relação ao superávit comercial, os dados mais recentes mostram que os EUA mantêm superávit com o Brasil, contrariando a alegação de Trump de que a balança comercial seria desfavorável. Por exemplo:

    • 2020: +US$ 6,9 bilhões
    • 2021: +US$ 8,2 bilhões
    • 2022: +US$ 13,9 bilhões
    • 2023: +US$ 1 bilhão
    • 2024: +US$ 300 milhões

    Ao enviar uma carta com chantagem política tentando interferir no processo contra Jair Bolsonaro e outros, que está sob julgamento no STF, Trump enviou ao presidente Lula um grande presente político.

    O presente de Trump

    Lula tem enfrentado, desde o início de seu governo, problemas de comunicação com a população brasileira e tem obtido taxas de rejeição altas para um projeto de governo. A polarização política no Brasil, entre PT e aliados, contra a família Bolsonaro e aliados, tem sido um dos principais problemas enfrentados.

    Com a carta de Trump citando explicitamente a defesa dos EUA à Bolsonaro como motivação para taxar e prejudicar os brasileiros, houve a compreensão de que a ação da família Bolsonaro junto ao governo americano, trás ao país uma perda e uma agressão a soberania nacional, que não pode ser aceita passivamente pelos brasileiros.

    Nas redes sociais nota-se uma grande mudança em comentários a qualquer postagem sobre política internacional envolvendo o tema, com maior expressão daqueles que desaprovam as ações da família Bolsonaro junto aos EUA.

    O ex-ministro Maílson que esteve à frente do Ministério da Fazenda de 1988 a 1990, durante o governo de José Sarney, declarou que Lula precisa ter “calma” e “serenidade” para lidar com o imbróglio envolvendo o presidente dos EUA. Nobrega ainda afirma que a carta de Trump “prejudica os interesses da direita”, pois, na sua visão, não há como culpar Lula pela elevação tarifária. O ex-ministro responsabiliza Bolsonaro. Pois um dos filhos do ex-presidente, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está nos EUA.

     
    Há várias indicações de que foi uma coisa arquitetada pelo clã de Bolsonaro, que mandou o filho [aos EUA] para isso”, afirma Mailson da Nobrega, que não está sozinho posição. A mesma postura tem ocorrido com manifestações de países como a China, que recentemente declarou o tarifaço do presidente americano é um instrumento de coerção que ele utiliza para intimidar outros países.

    Donald Trump tenta chantagear o STF com tarifas sobreo Brasil.

    O Ministério do Comércio da China destacou que segue “de portas abertas” para “compartilhar desenvolvimento com o resto do mundo“.

    Não é apenas a China, mas uma grande quantidade de países estão vendo a oportunidade de comprar do Brasil.

    Lula já declarou que foi convidado para encontros comerciais com países asiáticos para tratar de comércio.

    Não é especialmente um apoio a Lula e ao PT, mas sim um crescente distanciamento do clã Bolsonaro que o país está vivendo, após a carta de Trump e a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. 
    E isto é um grande presente para o governo brasileiro, que consegue agora unificar o pensamento do Brasil não na polarização política mas sim no enfrentamento de um chantagista internacional, que através de tachas e uso de poder econômico e militar está tentando impor uma agenda econômica de subserviência aos EUA. Enquanto o mundo caminha para outro lado. 
    Não há motivo para comemoração

    Embora possa encontrar vantagens políticas dentro de dinâmicas do poder no Brasil, não há motivos para comemorar. Pois a tarifa, uma vez em vigência (a partir do dia 1 de agosto), irá trazer prejuízos reais a diversos setores no Brasil e a diversos setores nos EUA. A chantagem de Trump tem consequências reais. É justamente por entender isso que setores como o do agronegócio começam a se afastar de Bolsonaro. O apoio que sempre veio do setor, agora prejudicado, começa a ser menor.

    Não se pode comemorar prejuízo, distanciamento em relações internacionais, perda de mercado. E tão pouco pode-se permitir manipulação, chantagem e agressão a soberania nacional. 

    O presente de Donald Trump é nefasto ao Brasil, é muito ruim para as relações exteriores, não é bom para os EUA. E talvez, com isto o brasileiro que sempre foi bom em transformar limão em limonada, deixe de brigar por clãs que desejam o poder e passem a brigar por um país realmente unido.

    O padrão Trump

    Donald Trump quebrou o padrão de tarifas ao colocar um componente político em sua carta de aviso de tachas contra o Brasil. Mas não quebrou seu padrão quanto a forma de agir. Em outros movimentos iguais ele elevou taxas para depois negociar. Normalmente “afagando o ego de seus oponentes”. E ele está fazendo isso agora. Em recentes declarações ele disse que em breve vai conversar com Lula. Disse que o presidente brasileiro é duro nas negociações e que é um homem honesto e justo. Tais declarações à mídia americana seguem o mesmo padrão e copiam algumas frases do que disse a respeito do líder da China, Xi Jinping, quando elevou as tarifas sobre aquele país.

    Muito além do STF

    Mas aqueles que acreditam que as reais motivações de Donald Trump para taxas de 50% de produtos brasileiros importados pelos EUA tem como único motivo uma amor incrível pela família Bolsonaro e um ódio pelo STF realmente não estão atentos ao cenário internacional.

    Os EUA tem perdido parte de sua influência no mercado mundial devido a ação da China e novas parcerias fechadas entre grupos econômicos modernos. Pouco os EUA pôde fazer contra a União Européia, por outro lado conseguiu influenciar o G7 e diminuir sua influência imponto ao grupo uma pauta mais ecológica do que econômica. Mas na América Latina o surgimento do Mercosul incomoda os EUA, mas Trump conseguiu avançar ao conquistar o coração de Milei, o que enfraquece o grupo. É claro que se Bolsonaro estivesse no poder, Trump teria uma vitória muito mais significativa na América Latina, desarticulando completamente o Mercosul.

    Mas o grande fantasma é o BRICS que se fortalece, inclusive depois das medidas de Donald Trump. O crescimento é grande, e o Brasil está a frente do grupo neste ano. A proposta de consolidar transações internacionais em moeda diferente do dólar tira o sono de Trump e coloca o reinado americano em xeque. Não é a toa que o anuncio desta taxa de 50% vem logo após a reunião do BRICS no Brasil, sob o comando brasileiro.

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  • Curitiba: 6 mil câmeras públicas e privadas para o combate ao crime

    Curitiba: 6 mil câmeras públicas e privadas para o combate ao crime

    Curitiba: 6 mil câmeras públicas e privadas para o combate ao crime

    O prefeito Eduardo Pimentel assinou o decreto que institui o programa Conecta Muralha Curitiba, ontem (10/7), no Palácio da Inovação, no Cabral. O novo programa vai reforçar a segurança pública do município com a integração e o compartilhamento de sistemas de videomonitoramento privados — de empresas de segurança e condomínios — com a Muralha Digital da Prefeitura de Curitiba. 

    Lançada em 2021, a Muralha Digital já conta com mais de 2.100 câmeras instaladas em espaços públicos e pontos estratégicos do município. Com a integração das câmeras particulares, o âmbito de abrangência da Muralha Digital será ampliado e deverá conectar até 6 mil câmeras para realizar o monitoramento nos espaços públicos da cidade.   

    Câmeras da PM já operam em conjunto com câmeras da GM em Curitiba. Agora câmeras particulares podem ser integradas ao sistema.

    “É uma ação prevista no plano de governo, um compromisso que assumi com o cidadão de reforçar a segurança nas ruas, com tecnologia, informação e inteligência. Ampliar o monitoramento com as câmeras particulares vai trazer mais tranquilidade à população”, disse o prefeito. “Com a integração, poderemos identificar com agilidade como um crime ou um acidente ocorreu”, explicou.

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  • Trump tacha produtos brasileiros em 50% – Entenda a medida e consequências

    Trump tacha produtos brasileiros em 50% – Entenda a medida e consequências

    Trump tacha produtos brasileiros em 50% – Entenda a medida e consequências

    A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros marca um novo capítulo nas relações comerciais entre os dois países. O anúncio, feito pelo presidente Donald Trump em carta pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, surpreendeu autoridades e analistas, não apenas pelo valor elevado da tarifa, mas também pela justificativa política que a acompanha.

    Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tem adotado uma política comercial agressiva, baseada em tarifas elevadas como instrumento de pressão. A estratégia, chamada por ele de tarifas recíprocas, visa corrigir o que considera desequilíbrios históricos nas relações comerciais dos EUA com diversos países. Inicialmente, o Brasil havia sido poupado das tarifas mais altas, recebendo uma alíquota de 10% em abril. No entanto, o cenário mudou radicalmente após o agravamento da crise política envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Tarifaço de Trump

    A nova tarifa de 50% é considerada extremamente alta por especialistas. Trata-se de uma medida punitiva que ultrapassa os padrões tradicionais de negociação comercial. Trump afirma que o objetivo é corrigir uma relação comercial que estaria longe de ser justa, embora os dados oficiais mostrem que os EUA têm superávit comercial com o Brasil. Na prática, o que Trump deseja é pressionar o governo brasileiro a rever sua postura em relação ao julgamento de Bolsonaro e, ao mesmo tempo, incentivar empresas brasileiras a produzirem em solo americano para escapar da tarifa. Mas existem outros objetivos neste ato tarifário.

    Ato Político

    A carta enviada por Trump ao presidente Lula mistura argumentos comerciais e políticos. O republicano critica duramente o Supremo Tribunal Federal brasileiro, acusando-o de censura e de perseguir Bolsonaro, a quem chama de líder respeitado. O julgamento do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado é classificado por Trump como uma caça às bruxas. Essa interferência direta em assuntos internos brasileiros gerou forte reação do governo, que convocou o encarregado de negócios da embaixada americana para prestar esclarecimentos.

    Impacto imediato

    O impacto econômico da tarifa será sentido em diversos setores. Produtos como carne bovina, suco de laranja, café e açúcar, que têm os Estados Unidos como destino relevante, podem perder competitividade. A indústria de sucos, por exemplo, estima prejuízos bilionários, e o setor de carnes teme queda nas exportações e desemprego. Para o consumidor comum, isso pode significar aumento de preços em supermercados americanos, já que muitos desses produtos são insumos básicos. No Brasil, o efeito pode ser indireto, com redução de receita para empresas exportadoras e pressão sobre o câmbio.

    O que o Brasil pode fazer

    Diante da medida, o Brasil tem à disposição a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em abril. A legislação permite a adoção de contramedidas proporcionais contra países que imponham barreiras comerciais unilaterais. O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar tarifas equivalentes sobre produtos americanos, embora diplomatas recomendem cautela para evitar uma escalada que prejudique ainda mais os dois lados

    Politicamente, a tarifa reacende tensões internas. Bolsonaro e seus aliados têm usado o apoio de Trump como argumento contra o STF e o governo Lula. A medida também pode ser explorada por setores da oposição como prova de que o Brasil está perdendo prestígio internacional. Por outro lado, o governo busca reforçar sua soberania e a independência das instituições, destacando que não aceitará pressões externas sobre decisões judiciais.

    Donald Trump determina uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros.

    A crise entre Brasil e Estados Unidos, portanto, vai além da economia. Ela expõe divergências profundas sobre democracia, soberania e o uso da política comercial como ferramenta de influência. E, como toda crise diplomática, seus desdobramentos ainda são imprevisíveis.

    Um tiro no pé

    A imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pode, sim, representar um tiro no pé para a economia dos Estados Unidos, especialmente em setores onde o Brasil é fornecedor dominante ou insubstituível.

    Do ponto de vista econômico, há três fatores principais que sustentam essa análise:

    1. Aumento de preços para o consumidor americano
      Produtos como café, suco de laranja, carne bovina e açúcar — amplamente importados do Brasil — tendem a ficar mais caros nos supermercados dos EUA. Isso pode gerar inflação alimentar e reduzir o poder de compra da população.

    2. Impacto sobre indústrias americanas que dependem de insumos brasileiros
      Setores como o de sucos e o de torrefação de café nos EUA dependem fortemente da matéria-prima brasileira. A tarifa pode elevar os custos de produção, reduzir margens de lucro e até provocar demissões.

    3. Desestímulo à competitividade e à eficiência
      Ao encarecer artificialmente produtos estrangeiros, os EUA podem proteger indústrias locais menos eficientes, mas isso ocorre às custas da inovação e da produtividade. Economistas alertam que esse tipo de política comercial pode gerar distorções e prejudicar o dinamismo da economia americana.

    Além disso, como já dissemos, há um dado que contradiz a justificativa de Trump: os EUA têm superávit comercial com o Brasil, ou seja, exportam mais do que importam. Isso enfraquece o argumento de que o Brasil estaria prejudicando a economia americana com práticas comerciais injustas. Donald Trump também tem adversários políticos nos EUA e isso poderá pressionar contra sua decisão.

    Em resumo, embora a tarifa seja apresentada como uma medida de proteção nacional, ela pode acabar prejudicando consumidores, empresas e até a própria competitividade dos EUA — o que justifica a percepção de que se trata de um tiro no pé.

    A questão é que Trump também sofre pressões internacionais, além das pressões internas. Quando o mesmo ocorreu com a China e com o Canadá a pressão interna foi suficiente para seu recuo. Mas estes são países de grande poder sobre a economia americana e com parcerias mundiais muito fortes. Agora, o Brasil terá que provar que soberania não é apenas um discurso político mas sim a real capacidade de responder a ameaças externas e tentativas de interferência em nossas políticas. 

    Nem tudo é o que parece

    É preciso desviar a atenção da economia imediata e da questão sobre Bolsonaro, para algo ainda mais importante para o Brasil e que tem atormentado Trump: o BRICS e a possibilidade real da criação de politicas monetárias internacionais sem o dólar como moeda principal. Isso dá grande poder as nações do BRICS e enfraquece os EUA. 

    Não é coincidência que o Brasil lidere o BRICS e que o ato de Trump ocorra dois dias depois da reunião BRICS no Brasil. O que leva a crer que as declarações de Trump na carta aberta, colocando a questão do Bolsonaro, seja apenas para desviar o foco da opinião pública sobre o assunto. A polarização política no Brasil impede uma união do país em torno de questões internacionais de maior interesse brasileiro, desviando o foco para questões de polarização política interna. Isso os EUA sabem fazer muito bem: controlar a opinião pública em países que ele deseja ter o domínio, aproveitando a polarização política e a desinformação.

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  • Bairros de Curitiba ficam sem água hoje

    Bairros de Curitiba ficam sem água hoje

    Bairros de Curitiba ficam sem água hoje

    A Sanepar informa que programou interligação de redes de água em Curitiba para o dia 10 de julho (quinta-feira). Os serviços ocorreram das 9 às 17 horas na rua Benedito Cordeiro, esquina com a rua Dario Marinho Iglesias e podem causar baixa pressão ou desabastecimento de água nas imediações das obras. A normalização do sistema de água será gradativa e o abastecimento de água deve estar regularizado por volta das 21 horas.

    Na região metropolitana a Sanepar informa que na quinta-feira (10), fará em Almirante Tamandaré serviços preventivos de inspeção estrutural e higienização em reservatório de água tratada do sistema, entre as 8 e as 14 horas. Poderá haver oscilação de pressão na rede e/ou falta-d’água temporária no Recanto dos Papagaios e Jardim Paraíso, Centro e Botiatuba. A previsão é a de que o abastecimento volte à normalidade durante a madrugada de sexta-feira (11).

    O Serviço de Atendimento ao Cliente Sanepar é feito pelo telefone 0800 200 0115, pelo e-mail [email protected] ou ainda pelo WhatsApp (41) 99544-0115. Ao entrar em contato, tenha em mãos a conta de água ou o número de sua matrícula. 

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  • O que diz a nova autopsia de Juliana Marins, feita no Brasil

    O que diz a nova autopsia de Juliana Marins, feita no Brasil

    O que diz a nova autopsia de Juliana Marins, feita no Brasil

    A segunda autópsia realizada no corpo da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, reforçou o diagnóstico inicial feito na Indonésia: a jovem morreu em decorrência de múltiplos traumas causados por uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok. O novo exame foi realizado no Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro, com a presença de peritos da Polícia Federal, Polícia Civil do Rio e um perito assistente indicado pela família.

    A iniciativa de repetir a necropsia partiu dos familiares de Juliana, que questionaram a falta de informações no laudo divulgado pelas autoridades indonésias logo após sua morte. A jovem foi encontrada sem vida após se distanciar de seu grupo em uma trilha que duraria dois dias.

    Segundo os legistas brasileiros, a causa da morte foi politraumatismo contundente, compatível com uma queda em terreno rochoso e inclinado. Lesões extensas foram identificadas nas regiões do tórax, pelve, crânio e membros. A análise foi realizada oito dias após o resgate do corpo, quando ele já havia sido embalsamado na Indonésia para viabilizar o translado ao Brasil, o que impôs uma série de restrições técnicas à nova avaliação.

    Tanto o laudo brasileiro quanto o feito em Bali descartaram hipotermia, desidratação ou desnutrição como causas da morte. Nenhum dos exames identificou sinais de agressão sexual, uso de drogas ou intoxicação. Também convergem na estimativa de que Juliana tenha morrido entre 10 e 20 minutos após o impacto, o que reforça a ideia de que a queda foi fatal.

    Entre as diferenças, está o grau de detalhamento possível. O exame realizado na Indonésia, por ter ocorrido com o corpo ainda íntegro, teve acesso mais preciso a tecidos e estruturas internas. Já a autópsia brasileira, apesar de contar com tecnologia avançada e ampla equipe, esbarrou na dificuldade de observar sinais típicos de morte por causas ambientais, como exaustão ou choque térmico. A presença de produtos químicos usados no embalsamamento também prejudicou testes toxicológicos e análise de líquidos corporais.

    Outro ponto em aberto é a dinâmica exata da queda. Testemunhas relataram que Juliana foi vista em mais de um ponto da montanha antes de desaparecer, o que alimenta a hipótese de múltiplas quedas. O laudo nacional não foi conclusivo quanto à ordem dos eventos, mas menciona escoriações e marcas de contato que indicam possível deslocamento do corpo pela encosta após o impacto inicial.

    Nova autópsia no Brasil confirma trauma por queda como causa da morte de Juliana Marins, mas limitações técnicas deixam pontos sem resposta.

     

    A família ainda questiona a resposta das autoridades locais. De acordo com os relatos do guia da trilha, houve demora no início das buscas e no acionamento de equipes de resgate após o desaparecimento. O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso, e a Defensoria Pública da União solicitou formalmente à Polícia Federal que investigue possível omissão de socorro por parte de agentes indonésios.

    O caso gerou forte mobilização pública no Brasil. Amigos e internautas cobraram mais rigor nas investigações, além de apoio consular mais ágil para brasileiros envolvidos em emergências no exterior. A repercussão reacendeu o debate sobre segurança em roteiros turísticos de risco e os protocolos internacionais de resgate em regiões remotas.

    Especialistas em direito internacional observam que, embora não haja indícios de crime até o momento, é possível que o caso venha a ser analisado em foros multilaterais, como cortes regionais de direitos humanos, dependendo da evolução da apuração e de eventuais responsabilizações formais por omissão.

    Embora a nova autópsia não traga uma virada definitiva no caso, ela reforça a tese de que a jovem morreu devido ao impacto da queda, sem envolvimento de terceiros. No entanto, as limitações técnicas e os vazios de informação seguem alimentando dúvidas sobre o que exatamente ocorreu nas horas finais de Juliana Marins no Monte Rinjani.

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  • Alexandre de Moraes é intimado pela Justiça dos EUA em ação movida por Trump Media e Rumble

    Alexandre de Moraes é intimado pela Justiça dos EUA em ação movida por Trump Media e Rumble

    Alexandre de Moraes é intimado pela Justiça dos EUA em ação movida por Trump Media e Rumble

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi alvo de uma intimação expedida pela Justiça dos Estados Unidos em uma ação cível movida pelas empresas Trump Media & Technology Group, ligada ao ex-presidente Donald Trump, e pela plataforma de vídeos Rumble. O caso tramita na Corte Distrital do Distrito Médio da Flórida sob o número 8:25-cv-00411-CEH-AAS. 

    O documento da intimação, datado de 7 de julho de 2025, ao qual esta reportagem teve acesso, (acesse aqui) segue o padrão oficial do sistema judiciário norte-americano e refere-se a um processo cível no qual as empresas alegam que o ministro teria violado direitos assegurados pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, notadamente relacionados à liberdade de expressão.

    As alegações têm como base decisões do ministro Moraes que resultaram no bloqueio de contas de cidadãos e plataformas norte-americanas, como a do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que vive nos Estados Unidos desde 2021. Tanto a Trump Media quanto a Rumble alegam que tais bloqueios configurariam censura com impacto direto sobre empresas sediadas nos EUA, o que justificaria a jurisdição americana sobre o caso.

    A intimação foi endereçada formalmente ao ministro em seu domicílio no Brasil, na cidade de São Paulo. O documento informa que Moraes tem o prazo de 21 dias, a contar do recebimento oficial da intimação, para apresentar resposta à ação ou apresentar moções processuais de defesa. Caso contrário, o tribunal poderá proferir sentença à revelia, ou seja, sem ouvir o réu.

    Até o momento desta publicação, embora a intimação conste como registrada e emitida pela corte norte-americana, não há confirmação oficial de que ela já tenha sido entregue a Alexandre de Moraes. Isso é relevante, pois, segundo os tratados internacionais que regem a cooperação judicial entre países — como a Convenção da Haia — a entrega formal de documentos jurídicos a autoridades estrangeiras pode depender de uma série de trâmites diplomáticos e administrativos. Observe que o documento não está assinado, o que pode ser feito no momento da entrega.

    As possíveis consequências de uma eventual condenação à revelia pelo tribunal dos EUA dependem de diversas variáveis jurídicas. A mais imediata seria a imposição de sanções ou ordens válidas apenas dentro do território americano. Isso poderia incluir, por exemplo, a exigência de que provedores ou plataformas localizadas nos Estados Unidos ignorem as determinações do STF brasileiro no que diz respeito ao bloqueio de contas ou conteúdos.

    Contudo, especialistas em direito internacional apontam que tais decisões não têm efeito automático no Brasil. Como autoridade de um Poder da República, o ministro Alexandre de Moraes não pode ser compelido a comparecer perante tribunais estrangeiros, tampouco há mecanismos legais que obriguem o Estado brasileiro a cumprir sentenças cíveis proferidas por cortes dos EUA contra ministros em função.

    Ministro do STF, Alexandre de Moraes recebe nova intimação da Justiça Americana.

    Por outro lado, uma decisão da Justiça americana pode sim ter efeitos simbólicos e políticos significativos. Um julgamento desfavorável a Moraes — ainda que limitado à jurisdição americana — pode ser usado por adversários políticos como instrumento de crítica à atuação do STF no combate à desinformação e ao discurso de ódio nas redes.

    Além disso, pode haver consequências práticas para as relações jurídicas entre empresas americanas e instituições brasileiras. Caso tribunais nos EUA reconheçam abuso de autoridade ou censura indevida por parte de autoridades brasileiras, isso pode abrir precedentes para novas ações de plataformas estrangeiras contra decisões judiciais do Brasil que interfiram em seu funcionamento.

    A ação é assinada por dois renomados escritórios de advocacia: Boies Schiller Flexner, representado pelo advogado E. Martin De Luca, e DLA Piper, por Caryn G. Schechtman. Ambos têm experiência em casos de alta complexidade envolvendo liberdade de expressão e disputas internacionais.

    Essa não é a primeira vez que Alexandre de Moraes é citado judicialmente nos Estados Unidos por suas decisões envolvendo redes sociais. Em ocasiões anteriores, plataformas como Twitter (hoje X) e Telegram também contestaram decisões do STF no judiciário americano, embora sem grandes desdobramentos até o momento.

    O caso, portanto, reabre o debate sobre os limites do poder das cortes nacionais frente ao ecossistema digital global, que frequentemente escapa às fronteiras físicas e jurídicas dos Estados. Resta agora observar se a intimação será formalmente entregue a Moraes, e como o ministro — ou o STF — responderá à ofensiva judicial promovida por empresas norte-americanas.

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  • Metade das leis aprovadas pela Câmara são projetos da legislatura passada

    Metade das leis aprovadas pela Câmara são projetos da legislatura passada

    Metade das leis aprovadas pela Câmara são projetos da legislatura passada

    De 3 de janeiro a 30 de junho, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) realizou 63 sessões plenárias. Descontando deste número a sessão de instalação da 19ª Legislatura, no início do ano, e as seis dedicadas a audiências públicas de prestação de contas e discussão das leis orçamentárias, foram 56 encontros dedicados à votação de projetos de lei de autoria dos vereadores e da Prefeitura de Curitiba no primeiro semestre de 2025.

    Foram levados à votação, nestas 56 sessões deliberativas, 75 propostas, das quais 71 foram aprovadas, 3 foram adiadas e 1 foi rejeitada pelos vereadores. Chegaram ao plenário 21 projetos de lei de autoria da Prefeitura de Curitiba e 2 da Comissão Executiva da Câmara de Curitiba, o que significa dizer que 70% das novas leis curitibanas têm origem no trabalho parlamentar dos representantes eleitos pela população da capital do Paraná.

    A maior parte dos projetos aprovados, 32% do total, são iniciativas de leis ordinárias e complementares elaboradas pelos vereadores de Curitiba, com impacto na vida das pessoas que residem, trabalham e procuram a cidade para fazer turismo, negócios ou estudar. É o caso da Lei Anti Rabeira, do incentivo a eventos de pequeno porte, do reforço das medidas de combate à dengue e da publicidade das multas de trânsito. Atrás dos vereadores aparecem os 28% de projetos do Executivo aprovados em plenário em 2025. 2% foram questões administrativas da Câmara.

    É um resultado diferente do senso comum que diz que “vereadores só aprovam nome de rua”, uma vez que, neste ano, a denominação de logradouros responde por apenas 13% dos projetos aprovados. A certificação de organizações da sociedade civil, reconhecendo o trabalho de assistência social prestado por elas à cidade, foi objeto de 17% das proposições. Homenagens representaram 8% dos projetos deliberados pelo plenário, com metade desses seis decretos legislativos sendo assinados pela Comissão de Educação, com indicações para prêmios municipais.

    Dos 71 projetos de lei aprovados no primeiro semestre de 2025, 36 foram protocolados na Câmara de Curitiba antes do início da atual 19ª Legislatura, iniciada neste ano, com os vencedores das Eleições 2024. Foram 22 proposições apresentadas no ano passado, 8 em 2023, 6 em 2022 e 1 de 2021, que demorou quase quatro anos para ser colocada em votação na Câmara de Curitiba, tratando-se uma homenagem póstuma a Amauri Dutra, apresentada pela ex-vereadora Noemia Rocha, que foi apadrinhada nesta legislatura por João da 5 Irmãos, filiado ao mesmo MDB da parlamentar.

    Essa curiosidade tem explicação no Regimento Interno, que determina, via de regra, que os projetos de lei sejam avaliados pelas comissões temáticas antes de irem à votação em plenário. No início de 2025, os colegiados só foram instalados em fevereiro, motivo pelo qual durante o primeiro quadrimestre houve preponderância de projetos de lei cujos autores eram vereadores reeleitos, que tinham iniciativas quenão foram arquivadas na transição do ciclo político.

    Nos 193 projetos de lei identificados no Sistema de Proposições Legislativas como aptos à deliberação pelo plenário, 34 são da atual legislatura e 159 são herança do ciclo político anterior. A pauta de votações é definida pelo presidente da Câmara de Curitiba, a quem é facultado ouvir as lideranças partidárias para compor a lista de projetos que serão submetidos ao plenário do Legislativo.

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  • Governo: Parceiro da Escola tem mais de 86% de aprovação dos pais

    Governo: Parceiro da Escola tem mais de 86% de aprovação dos pais

    Governo: Parceiro da Escola tem mais de 86% de aprovação dos pais

    Mais de 86% dos pais de estudantes dos colégios contemplados no programa Parceiro da Escola aprovam o primeiro semestre da mudança, aponta uma pesquisa da Radar Inteligência divulgada nesta segunda-feira (7). Outros dados importantes do estudo são que 84,2% recomendariam o modelo a outros pais e responsáveis e 92,2% entendem que a há cuidado da escola com o filho. 

    A pesquisa foi realizada pelo instituto ao longo do mês de junho com o objetivo de mensurar os resultados desde sua implantação. Foram entrevistados 2.002 pais de estudantes de escolas que integram a iniciativa em todo o Paraná em 15 Núcleos Regionais de Educação. 

    No detalhamento dos 86,5% que aprovam, o maior recorte é das mães (87,1%). Regionalmente, os maiores indicadores de aprovação são nas regionais de Ponta Grossa (94,9%), Toledo (93,5%), Londrina (93,1%), Área Metropolitana Sul de Curitiba (90,3%), Assis Chateaubriand (90,0%) e Maringá (89,0%). Entre a média de 84,2% de recomendação, as regionais de Ponta Grossa (94,9%) e Assis Chateaubriand (93,4%) têm os maiores índices.

    “O balanço semestral revela que o programa Parceiro da Escola vem promovendo avanços concretos na gestão educacional do Paraná, como esperávamos na formatação original. A combinação entre planejamento detalhado, uso estratégico de plataformas, participação da comunidade e estrutura descentralizada tem sido eficaz para transformar o cotidiano das escolas e fortalecer a qualidade da educação pública”, afirma o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

    O Parceiro da Escola otimiza a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas por meio de parcerias com instituições especializadas em gestão educacional. Atualmente, 82 escolas estaduais são geridas por diretores concursados em parceria com Apogeu, Tom Educação ou Impulso. Isso permite que diretores e gestores pedagógicos se concentrem mais na qualidade educacional, acompanhando o progresso dos alunos.

    Desde o início de 2025, a iniciativa tem promovido mudanças significativas na gestão educacional, com melhorias tanto na área pedagógica quanto administrativa. Os avanços vão da redução no número de aulas vagas (uma vez que a reposição é obrigação contratual das empresas), avanços no acompanhamento pedagógico e evolução na qualidade dos ambientes escolares, com novos equipamentos e locais reformados.

    Outros pontos do programa, como entrega de uniformes e kits de ensino, também foram bem avaliados. A pesquisa aponta que 97,9% dos entrevistados classificam como “importante” ou “muito importante” a entrega de uniformes gratuitos aos estudantes pela empresa parceira. Já 91,4% avaliaram como “ótimo” ou “bom” o fornecimento de materiais escolares.

    A pesquisa ainda aponta que 81,4% dos pais sabem que a escola onde o filho estuda está incluída no programa, índice que chega a 94,4% em Londrina e 83,4% em Curitiba. Entre os principais mudanças positivas apontadas estão a falta de aulas vagas, em primeiro lugar, pinturas e reparos, consertos mais rápidos, qualidade do ensino e alimentação.

    RESULTADOS PEDAGÓGICOS E ADMINISTRATIVOS – Os resultados do Parceiro da Escola vão além da aprovação pela comunidade escolar. Um dos diferenciais do programa é o uso intensivo de tecnologia para coleta e análise de dados. Formulários digitais e relatórios de vistoria reúnem informações sobre governança, fiscalização e serviços prestados nas escolas. Esses dados servem como base para reuniões periódicas, orientando decisões estratégicas e operacionais em todos os níveis e permitindo uma gestão ágil, fundamentada em evidências.

    A estrutura organizacional da coordenação do programa Parceiro da Escola, vinculada à Unidade Técnica de Convênios e Parcerias (UTCP), é segmentada em áreas de gestão, fiscalização, governança e comunicação. A atuação de 14 articuladores regionais, alocados nos Núcleos Regionais de Educação (NREs), garante capilaridade e suporte adaptado às realidades locais.

    Os dados da Seed-PR revelam melhorias em índices pedagógicos e administrativos: 99% das escolas cobertas pelo programa não apresentaram aulas vagas e 67% aumentaram o número de observações pedagógicas em sala de aula após a implantação do programa. Outro destaque é o engajamento dos gestores escolares em ações formativas: cerca de 45% dos diretores passaram a participar mais ativamente de programas de formação continuada.

    As avaliações internas, que levaram em consideração a opinião dos diretores das escolas, também trouxeram bons resultados. A alimentação escolar é avaliada como positiva por 99% dos diretores, tanto em qualidade quanto em quantidade. A limpeza tem 95% de aprovação das direções escolares e 92% consideram os produtos fornecidos pelas empresas parceiras são adequados. Além disso, 46% das escolas que demandam reparos estruturais relevantes já possuem planejamento para a intervenção.

    O clima organizacional também é bem avaliado. Em mais de 90% das escolas, os coordenadores dos parceiros privados são participativos. Segundo os diretores, 81% estão “totalmente satisfeitos” com o trabalho.

    “O programa Parceiro da Escola representa um novo patamar na gestão educacional do Paraná. Com investimentos robustos, inovação, transparência e foco nos resultados, conseguimos garantir mais qualidade para o ambiente escolar e melhores condições de trabalho para nossos profissionais”, diz Miranda. “Essa dinâmica de corresponsabilidade garante transparência e legitimidade às decisões de gestão e aprimoramento do programa”.

     

    INCLUSÃO – Entre os impactos práticos do programa, o Colégio Estadual Maria Montessori, de Curitiba, é um exemplo de como o ambiente escolar pode ser transformado para promover a inclusão. Recentemente foi inaugurada a Sala de Acomodação Sensorial, um novo espaço projetado especialmente para atender estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodesenvolvimento.

    A ideia partiu do professor Bruno Luís Simão, que percebeu a necessidade de um espaço adequado para acolher os estudantes. A proposta foi abraçada pela equipe da escola e viabilizada com apoio direto da empresa parceira. “Quando esse estudante está dentro do espaço escolar e tem alguma crise de desregulação, ele precisa de um momento para se reorganizar. Ter uma sala de acomodação sensorial permite que esses estudantes saibam onde recorrer e tenham um professor junto a eles para fazer essa regulação e voltar a sua rotina normal”, explica o professor.

    Com equipamentos que oferecem estímulos visuais, táteis, auditivos e proprioceptivos, a sala tem funções educativa, terapêutica e preventiva. Conforme a diretora da escola, Graziella Pia de Miranda, o espaço gerou impacto direto no processo de aprendizagem. “Eles estão em fase de crescimento, então eles vêm para essa sala e podem confraternizar com outros alunos da educação especial, com um profissional para atendê-los”, relata.

    O apoio da empresa parceira foi fundamental para que o projeto saísse do papel. “Essa sala só foi possível, com essa estrutura, porque nós temos o Parceiro da Escola”, reforça Simão.

    O impacto também se nota na vida das famílias. “Quando meu filho chegou aqui, não interagia com ninguém, não se alimentava. Hoje, ele come frutas no colégio, tem uma alimentação selecionada. Esse é um colégio modelo para crianças autistas, eu só tenho o que agradecer ao colégio e a todos os profissionais que estão aqui”, conta Niceia Aparecida de Almeida, mãe de um estudante do Maria Montessori.

    PROGRAMA – O Parceiro da Escola é fruto de uma lei estadual, após um projeto-piloto em Curitiba e São José dos Pinhais. A seleção das escolas ocorreu em dezembro de 2024. As 82 unidades do Parceiro da Escola estão distribuídas em 34 municípios: Almirante Tamandaré, Andirá, Apucarana, Arapongas, Assis Chateaubriand, Bocaiúva do Sul, Cambé, Campo Largo, Campo Magro, Cascavel, Castro, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ibiporã, Jaguariaíva, Londrina, Maringá, Matelândia, Matinhos, Medianeira, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palmeira, Pinhais, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, São José dos Pinhais, Sarandi e Toledo.

    O grupo Apogeu é responsável pela gestão de 16 colégios estaduais em Curitiba, Região Metropolitana (RMC), Litoral e Guarapuava. A Tom Educação faz a gestão de 32 unidades nas regiões Norte, Oeste, Campos Gerais, RMC e Curitiba. Nas outras 34 escolas do programa, distribuídas entre as regiões Oeste, Noroeste, Curitiba e RMC, a responsabilidade é da empresa Impulso.

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  • Você sabe com quem está falando?

    Você sabe com quem está falando?

    Você sabe com quem está falando?

    A pequena Emma da foto (ainda criança) nunca iria imaginar que sua carreira seria ainda mais bem-sucedida que a do seu pai, Eric Roberts.  Pois a atriz tem sido muito mais requisitada para produções em Hollywood que seu pai, que é irmão de Julia Roberts. Inclusive, ela é a estrela da 12ª temporada de ‘American Horror Story’.

    Então me diga, você sabia com quem estava falando, quando o assunto era Emma Roberts? Você sabia que o sobrenome Roberts não é uma coincidência com Júlia Roberts?

    Aqui está uma foto mais atual da Emma. A menina cresceu e logo será Julia e Eric que terão que dizer: vocês sabem que Emma é nossa parente?

    A pequena Emma agora uma atriz de sucesso.

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