Flávio Bolsonaro admite que pode abandonar candidatura
Flávio Bolsonaro foi indicado por Jair Bolsonaro para ser o candidato da família e do PL à presidência da república. Uma espécie de legado político do pai, que está preso e inelegível.
Embora confirmado também pelo PL, Flávio agora tem que ter o aceite de 100% do eleitorado do pai e também enfrentar problemas com adversários que podem vir dentro da própria direita, além é claro, de resistências dentro da família.
Para ter uma ideia do tamanho do abismo da candidatura é o recente resultado de Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado, apontou que só 8% dos eleitores consideram Flávio Bolsonaro o nome que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria apoiar na disputa presidencial de 2026.
Uma das formas de se aproximar de Bolsonado e do ideal bolsonarista, é adotar um discurso que o mostra como legítimo representante do pai e não um simples substituto. Para isto o senador adotou um discurso que coloca um preço impossível de ser pago, para sua desistência, pois exigiria que todo o sistema judiciário fosse submisso a uma candidatura.
O assunto da desistência possível ou o fato do projeto de sua candidatura não vingar, só existe porque ainda há dúvidas sobre sua viabilidade. Parte desta dúvida está dentro da direita, que já estava construindo outros nomes para a candidatura.
Flávio Bolsonaro coloca um preço para sua desistência à candidatura a presidência do Brasil.
Por isso o senador Flávio Bolsonaro passa a construir uma imagem ligada ao pai e a causa do próprio pai, consolidando assim uma imagem de legítimo representante de Jair Bolsonaro, o que em tese direcionaria qualquer crítica a ele, como crítica ao próprio Bolsonaro. Mas ele também sabe que pode não ser viável sua candidatura.
— Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho um preço para não ir até o fim — disse Flávio, neste domingo após participar de um culto em Brasília.
“Meu preço é justiça. E não é só justiça comigo, é justiça com quase 60 milhões de brasileiros que foram sequestrados, estão dentro de um cativeiro, nesse momento, junto com o presidente Jair Messias . afirmou em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record neste domingo, 7.
Um preço impossível de ser pago, como troca política por uma candidatura, é a anistia a todos os envolvidos no ato de 8 de janeiro, o que incluiria Jair Bolsonaro. Qualquer outro preço é apenas a confirmação de que a família Bolsonaro não é mais a prioridade na direita.
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