Autor: Gazeta 24 horas

  • Norte do Paraná: previsão do tempo

    Norte do Paraná: previsão do tempo

    Norte do Paraná: previsão do tempo

    O calor intenso que atinge o Norte do Paraná tem provocado o uso prolongado de ar condicionado. No Norte Pioneiro o termômetro alcança e as vezes ultrapassa a marca de 30ºC.  No momento desta matéria a temperatura esta em 27ºC as 9h da manhã. Devendo chegar novamente aos 30ºC no decorrer do período. A probabilidade de ocorrência de chuva na cidade é de 96%.

    Esta previsão de pancadas de chuva para hoje (09/01) e nos próximos dias, de forma irregular e passageira , devido ao calor e à umidade. Há risco pontual de temporais com raios e rajadas de vento. 
     

    Previsão Detalhada para Cidades do Norte do Paraná

     
    As condições climáticas variam ligeiramente entre as cidades:
    • Jacarezinho e região: O dia terá sol com aumento de nuvens à tarde, e há previsão de pancadas de chuva à noite. A chuva pode ocorrer de forma rápida durante o dia e a noite.
    • Siqueira Campos: O tempo terá sol, com pancadas de chuva de manhã e muitas nuvens à tarde. À noite, o tempo fica firme.
    • Londrina: Para amanhã (sexta-feira, 10/01), a previsão é de sol com muitas nuvens e pancadas de chuva à tarde, com a possibilidade de temporal à noite. No geral, são esperadas chuvas rápidas durante o dia e a noite.
    • Maringá: O dia apresenta sol com aumento de nuvens de manhã e pancadas de chuva à tarde. À noite, o tempo fica aberto. 
     

    Tendências para os Próximos Dias

     
    As instabilidades devem continuar presentes em todo o estado, incluindo o norte, nos próximos dias. 
    • Sexta-feira: Com o avanço de um novo cavado meteorológico, as instabilidades se espalham por todas as regiões, com chuvas isoladas e trovoadas esperadas para a madrugada no centro e norte do estado, dando lugar ao sol pela manhã.
    • Próxima semana: A partir de segunda-feira, mantém-se o regime de chuvas localizadas em função do calor e umidade, o que pode ocasionar temporais isolados em todo o estado. 

    Hoje em Jacarezinho o índice de radiação ultravioleta (UV) está em nível extremo, atingindo valores próximos de 12 entre o final da manhã e o início da tarde, com previsão de permanecer elevado até por volta das 15h.

     

    Durante esta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, a cidade de Jacarezinho enfrenta um índice de radiação UV extremo, especialmente entre 11h e 14h, quando os valores chegam ao pico de 12. 

    Isso significa que a exposição direta ao sol nesse período pode causar danos sérios à pele e aos olhos em poucos minutos. A previsão indica que o índice começa baixo pela manhã, sobe rapidamente a partir das 10h e só volta a níveis moderados após as 16h. 

    Em dias com radiação tão intensa, é fundamental evitar a exposição solar nos horários de pico, usar protetor solar de alto fator (FPS 50 ou mais), óculos escuros com proteção UV e roupas leves que cubram braços e pernas. 

    O alerta é claro: o risco de queimaduras e problemas de saúde relacionados ao sol é muito alto, e a prevenção é a melhor forma de proteção.

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  • Sai Lewandowski: saída abre disputa pela Justiça em ano eleitoral

    Sai Lewandowski: saída abre disputa pela Justiça em ano eleitoral

    Sai Lewandowski: saída abre disputa pela Justiça em ano eleitoral

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, afirma que razões pessoais e familiares o levaram a deixar o governo a partir de 9 de janeiro de 2026.

    “Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar”, escreveu.

    A justificativa oficial, porém, não elimina a leitura política do gesto. Lewandowski era uma das figuras mais próximas de Lula e sua saída abre uma lacuna estratégica em um ministério central para a agenda de segurança e para o enfrentamento das tensões institucionais.

    Presidente Lula e ministro Ricardo Lewndowski.

    Ainda não há definição sobre o substituto, e a escolha deve se tornar um teste de força dentro da base governista. Em ano eleitoral, a disputa pela pasta da Justiça ganha peso adicional: quem assumir o cargo terá papel decisivo na relação entre Executivo, Congresso e Judiciário.

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  • Após veto de Lula, Amin apresenta projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro

    Após veto de Lula, Amin apresenta projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro

    Após veto de Lula, Amin apresenta projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro

    Nada do que aconteceu foi surpresa: tudo já estava desenhado para ser assim. O governo não poderia, por razões políticas e eleitorais, sancionar a chamada PL da Dosimetria — projeto que abriria brechas para beneficiar diretamente os envolvidos na destruição das sedes dos Três Poderes e até suavizar punições de condenados por participação na tentativa de golpe de 2022, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O veto, portanto, não foi apenas esperado, mas calculado. Ao barrar a proposta, Lula se protege do desgaste de aprová-la em ano eleitoral. Se, por outro lado, o Congresso decidir derrubar o veto, a responsabilidade política passa a ser dos parlamentares, e não do Executivo.

    Com o veto presidencial, a PL retorna ao Congresso Nacional, onde deputados e senadores vão decidir se mantêm ou derrubam a decisão. Para rejeitar o veto, são necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Caso isso ocorra, a lei pode ser promulgada pelo presidente da República ou, em sua ausência, pelo presidente do Senado.

    Poucas horas depois do anúncio, o senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou um novo projeto de lei que concede anistia ampla às pessoas processadas ou condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    Esperidião Amin (PP-SC)

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Amin afirmou que nunca considerou o ajuste de penas como resposta adequada aos episódios de vandalismo.

    “Acabo de dar entrada no projeto de lei da anistia aos condenados pelo inquérito que apurou os fatos do dia 8 de janeiro. Mesmo sendo relator no Senado, eu nunca aceitei que o projeto da dosimetria fosse a resposta correta”, disse.

    A iniciativa, embora enfrente resistência dentro do Legislativo, dialoga diretamente com seu eleitorado bolsonarista. Mais do que uma proposta com chances reais de aprovação, o gesto reforça sua imagem política e evidencia o descompasso entre as instituições.

    Em ano eleitoral, cada movimento conta — mesmo para quem não está diretamente em disputa.

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  • Hauer: Construção de muro de gabião bloqueia Marginal do bairro

    Hauer: Construção de muro de gabião bloqueia Marginal do bairro

    Hauer: Construção de muro de gabião bloqueia Marginal do bairro

    Equipes coordenadas pela Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop) iniciam, nesta sexta-feira (9/1), às 9h, serviços de macrodrenagem que vão exigir o bloqueio total da Rua Marginal Canal Belém (Leste), no trecho entre as ruas Presidente Pádua Fleury e Coronel Antônio Ricardo dos Santos, no Hauer.

    A previsão é que os serviços sejam finalizados na primeira quinzena de abril, mas dependem das condições climáticas. A rua estará sinalizada e a orientação é para que motoristas e pedestres utilizem rotas alternativas durante a execução dos serviços.

     A interrupção da passagem é necessária para garantir a segurança tanto das equipes que trabalham no local quanto de quem circula pela região.

    Desvios

    A opção de desvio para quem segue sentido bairro Uberaba é dobrar à esquerda para acessar a Rua Presidente Pádua Fleury e depois à direita, na Rua Bartolomeu Lourenço de Gusmão, e à direita novamente, na Rua Coronel Antônio Ricardo dos Santos, dando a volta na quadra. 

    Já os motoristas que seguem sentido bairro Boqueirão devem fazer o trajeto inverso na quadra, dobrando à direita na rua Coronel Antônio Ricardo dos Santos, novamente à direita na Bartolomeu Lourenço de Gusmão e à esquerda na Presidente Pádua Fleury. 

    Os moradores do trecho bloqueado terão acesso liberado as residências.

    O que é muro de gabião?

    A intervenção prevê a contenção da margem do Canal Belém, com a execução de um muro de gabião de aproximadamente 70 metros de extensão. O muro de gabião é uma estrutura formada por telas metálicas preenchidas com pedras brita, utilizada para conter a erosão do solo e permitir a drenagem segura da água.

    Construção de muro de gabião no Canal Belém exige bloqueio da Marginal no Hauer. Foto: Divulgação

    O muro vai interromper o processo de erosão identificado no local e contribuir para a prevenção de alagamentos, uma demanda apresentada pelos moradores do entorno.

    Segundo o engenheiro do Departamento de Pontes e Drenagem da Smop, João Vidal Filho, a intervenção adota soluções baseadas na natureza e é estratégica para reduzir os impactos das chuvas intensas típicas do verão, além de conter o processo de degradação do asfalto e parte da calçada que estavam com afundamento.

    “Essa contenção é fundamental para estabilizar a margem do canal, evitar o avanço da erosão, proteger a infraestrutura e assegurar a mobilidade segura dos pedestres. É uma ação preventiva que traz mais segurança e tranquilidade para a população”, afirma. Vidal.

    Chuvas de verão

    Os trabalhos são fiscalizados pelo Departamento de Pontes e Drenagem, que mantém cerca de 30 equipes atuando simultaneamente em diferentes bairros da cidade, com serviços de correção e manutenção de estruturas. As ações fazem parte do esforço contínuo da Prefeitura para minimizar os prejuízos causados pelas chuvas de verão, período historicamente marcado por altos volumes de precipitação.

    O serviço integra o PRO Curitiba, o maior programa de obras e reformas da história da cidade, que prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos até 2028, para melhoria da infraestrutura urbana, da mobilidade e da qualidade de vida da população.

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  • Curitiba mantém preços de passagens de ônibus

    Curitiba mantém preços de passagens de ônibus

    Curitiba mantém preços de passagens de ônibus

    Ao contrário de várias capitais que anunciaram reajustes das tarifas de transporte coletivo neste início de ano, a Prefeitura de Curitiba vai manter o valor do bilhete congelado, a R$ 6, na capital paranaense durante 2026.

    Também serão mantidos os programas Tarifa Zero a Caminho do Emprego, voltado para quem está à procura de uma vaga pelo Sine curitibano, e o Domingão paga Meia, com valor de R$ 3 em domingos e feriados.

    “Há três anos a tarifa não é reajustada em Curitiba e antecipei, já no ano passado, que durante o período de transição para a nova concessão do transporte, a tarifa vai ficar congelada para o usuário, que não terá que desembolsar mais para se deslocar de ônibus”, diz o prefeito Eduardo Pimentel. “A ideia é fazer uma transição para o novo contrato de maneira suave, sem impacto para o bolso do passageiro”, completa Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), que gerencia o transporte coletivo na capital.

    A previsão é que a transição para o novo contrato, cujo leilão deve ocorrer no primeiro quadrimestre, dure dois anos.

    Reajuste em outras capitais

    Pelo menos cinco capitais começaram 2026 com passagem de ônibus mais caras: São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro e Florianópolis anunciaram reajustes. A capital de Santa Catarina passou a ter passagem mais cara entre as capitais, com o reajuste do valor da tarifa no cartão cidadão de R$ 5,75 para R$ 6,20; no vale-transporte de R$ 6,75 para R$ 7,20;  e de R$ 6,90 para R$ 7,70 no dinheiro, PIX e QR Code.

    Domingão paga Meia e Tarifa Zero

    Lançados no ano passado pelo prefeito Eduardo Pimentel, os programas  Domingão paga Meia e Tarifa Zero a Caminho do Emprego terão continuidade em 2026, segundo o presidente da Urbs. “Foram ações que beneficiaram a população e que serão mantidas neste ano”, disse.

    O Domingão paga Meia, criado em janeiro de 2025, estabeleceu tarifa a R$ 3 em domingos e feriados. Desde o lançamento, em 5 de janeiro de 2025, até 15 de dezembro, o programa propiciou uma economia de R$ 19,6 milhões aos passageiros. A iniciativa incentivou o uso do transporte coletivo e 6,5 milhões de passageiros usufruíram do desconto durante o ano.

    O programa Tarifa Zero

    A Caminho do Emprego, que garante duas passagens gratuitas para pessoas desempregadas em entrevistas de trabalho encaminhadas pelo Sine, beneficiou 7.041 pessoas desde o lançamento em fevereiro de 2025, com um subsídio de R$ 84.846.

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  • A redução do IPVA no Paraná: efeitos reais

    A redução do IPVA no Paraná: efeitos reais

    A redução do IPVA no Paraná: efeitos reais

    Segundo publicações do governo do Paraná, a redução da alíquota do IPVA de 3,5% para 1,9%, sancionada em setembro de 2025, teria impulsionado os primeiros emplacamentos de veículos em 42% entre 2024 e 2025. O discurso oficial apresenta a medida como a maior redução do país e como um alívio direto para os contribuintes. No entanto, uma análise mais cuidadosa mostra que essa narrativa simplifica causas, generaliza benefícios e omite riscos relevantes.

    O discurso otimista

    As publicações oficiais atribuem o aumento de emplacamentos quase exclusivamente à política tributária. Embora exista correlação, outros fatores podem ter influenciado, como o crescimento das vendas de veículos, maior acesso ao crédito e transferências de frotas de locadoras. Ao destacar apenas o imposto, cria-se uma narrativa linear que não corresponde à complexidade do mercado automotivo.

    Outro ponto é a generalização dos benefícios. O governo afirma que a medida ajuda as famílias a pagar IPTU, material escolar e até viagens. Na prática, apenas os proprietários de veículos tributados se beneficiam diretamente. A redução não alcança a totalidade da população, mas é apresentada como se fosse um alívio universal.

    O risco fiscal

    As publicações também sugerem que a arrecadação não será comprometida, já que o aumento da frota compensaria a queda da alíquota. Esse raciocínio é otimista demais. O equilíbrio fiscal depende da sustentabilidade do crescimento e pode não se confirmar no longo prazo. Se o ritmo de emplacamentos cair, o Estado terá de lidar com uma arrecadação estruturalmente menor, o que pode afetar serviços públicos essenciais.

    Comparações enviesadas

    Ao comparar o Paraná com Santa Catarina e São Paulo, o governo reforça a ideia de competitividade fiscal. No entanto, não discute os impactos sobre os serviços públicos que dependem dessa arrecadação. A redução pode ser atraente para os contribuintes, mas o custo recai sobre a capacidade do Estado de financiar saúde, educação e infraestrutura.

    O problema das fronteiras

    Um ponto crítico pouco abordado é a concentração de novos registros em cidades próximas às divisas com SC e SP. Isso indica que veículos de moradores de outros estados estão sendo emplacados no Paraná apenas para aproveitar a alíquota menor. Pela legislação, o veículo deve ser registrado no domicílio do proprietário. Emplacar em outro estado sem residência real configura fraude fiscal.

    Esse movimento concentra artificialmente a arrecadação em municípios fronteiriços, sem que os veículos circulem majoritariamente ali. O resultado é um desequilíbrio federativo: SC e SP perdem arrecadação de veículos que continuam trafegando em suas estradas, enquanto cidades do Paraná recebem recursos inflados sem a correspondente demanda de infraestrutura. Trata-se de uma distorção que pode gerar conflitos entre estados e comprometer a credibilidade da política tributária. 

    “Embora o governo divulgue números gerais, não há dados oficiais que mostrem a distribuição dos emplacamentos por município. A ausência desse recorte impede avaliar com clareza se a arrecadação está sendo artificialmente concentrada em cidades fronteiriças.”

    Além disso, parte do crescimento de emplacamentos decorre do aumento natural das vendas de veículos nos últimos anos. Neste caso, o número de registros em cidades maiores é evidente, mesmo não sendo fronteiriças.

    A redução de IPVA também atrai para o estado veículos de frotas. É comum que empresas façam a transferência de suas frotas para filiais em estados com a menor alíquota de IPVA. Neste caso o Paraná só ganha.

    O desafio institucional

    Além dos riscos fiscais e das distorções federativas, há também o risco jurídico. Proprietários que emplacam irregularmente podem ser multados e obrigados a transferir novamente seus veículos. O Estado, por sua vez, corre o risco de ver sua política questionada como incentivo indireto à fraude. O discurso de “justiça tributária” perde força quando os efeitos colaterais revelam concentração artificial de arrecadação e competição predatória entre estados.

    Segundo publicações oficiais, a redução do IPVA no Paraná é apresentada como uma vitória para os contribuintes e para a economia. 

    Mas, ao simplificar causas, generalizar benefícios e omitir riscos, a narrativa induz a um raciocínio otimista que não corresponde à realidade. O aumento de emplacamentos não é apenas reflexo de prosperidade interna, mas também resultado de migração irregular de registros. O desafio agora é enfrentar as distorções fiscais e institucionais que essa política trouxe à tona.

    Mais do que comemorar números, é preciso discutir se o modelo adotado é sustentável, justo e legal. Caso contrário, o que hoje é celebrado como benefício pode se transformar em um problema estrutural para o Estado e para a federação.

    O efeito político imediato

    Apesar de todas essas questões, é inegável que o eleitor paranaense que possui carro comemora a redução. No início de 2026, ele efetivamente está gastando menos com o imposto, e essa sensação de alívio no bolso tem impacto direto na percepção popular. O governo colherá esse resultado nas urnas, apresentando a medida como vitória política e como prova de que conseguiu “cortar mordomias para tributar menos”. O efeito imediato é positivo para quem paga, ainda que os problemas estruturais permaneçam invisíveis para a maioria.

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  • 8 de Janeiro: a ferida aberta da democracia brasileira

    8 de Janeiro: a ferida aberta da democracia brasileira

    8 de Janeiro: a ferida aberta da democracia brasileira

    No dia 8 de janeiro de 2023, o Brasil testemunhou um dos episódios mais graves de sua história democrática recente. Milhares de manifestantes, inconformados com a derrota eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República — Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF). As imagens correram o mundo e entraram para a história como símbolo da fragilidade institucional diante da radicalização política.

    O que aconteceu naquele domingo

    Naquela tarde nublada, grupos vindos de diferentes estados marcharam pela Esplanada dos Ministérios, ultrapassaram barreiras policiais e tomaram os prédios públicos. Vidraças foram quebradas, obras de arte destruídas e documentos históricos danificados. O plenário do STF chegou a ficar alagado após atos de vandalismo. O objetivo era claro: pressionar por um golpe de Estado que impedisse a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, empossado apenas uma semana antes.

    A resposta imediata

    O governo federal decretou intervenção na segurança pública do Distrito Federal. Centenas de pessoas foram presas ainda no dia dos ataques, e acampamentos golpistas em frente ao Quartel-General do Exército foram desmontados. A reação rápida buscou conter a escalada de violência e reafirmar o compromisso com a ordem democrática.

    Três anos depois: justiça e memória

    Passados três anos, o Supremo Tribunal Federal já responsabilizou mais de 800 envolvidos, incluindo líderes da organização criminosa. Em dezembro de 2025, o STF concluiu julgamentos de figuras centrais, com 29 condenações. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por participação na trama golpista. Ainda restam 346 ações penais em andamento, muitas delas contra financiadores e organizadores dos atos.

    A Advocacia-Geral da União (AGU) busca ressarcimento de R$ 56 milhões pelos danos materiais, mas até agora apenas R$ 3,3 milhões foram bloqueados. O processo de responsabilização é longo e revela a complexidade de enfrentar redes de desinformação e financiamento clandestino.

    Impacto político e social

    O 8 de janeiro não foi apenas um ataque físico às instituições. Foi também um ataque simbólico à confiança na democracia. A radicalização política, alimentada por discursos de ódio e fake news, mostrou que parte da sociedade estava disposta a romper com o pacto constitucional de 1988. A tentativa fracassada de golpe expôs a necessidade de fortalecer a educação cívica, combater a desinformação e garantir transparência nos processos eleitorais.

    Comparações internacionais

    O episódio foi frequentemente comparado à invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021. Em ambos os casos, multidões mobilizadas por narrativas de fraude eleitoral atacaram sedes legislativas. A diferença é que, no Brasil, os ataques atingiram simultaneamente os três poderes, ampliando a gravidade institucional.

    A memória como resistência

    Relembrar o 8 de janeiro é essencial para evitar que a história se repita. A democracia brasileira mostrou resiliência, mas também revelou vulnerabilidades. A data tornou-se um marco para reflexão sobre os limites da tolerância democrática diante de movimentos extremistas. Como afirmou um ministro do STF, “não se trata apenas de punir os culpados, mas de reafirmar que a democracia não é negociável”.

    O desafio que permanece

    É importante reconhecer que o 8 de janeiro não terminou. Seus efeitos continuam reverberando na política nacional. A polarização entre grupos ideológicos se aprofundou, alimentando desconfiança e hostilidade. Além disso, os próprios poderes da República enfrentam tensões e afastamentos institucionais, consequência direta da tentativa de ruptura democrática. O episódio não foi apenas um ponto fora da curva, mas um divisor de águas que redefiniu o relacionamento entre sociedade, instituições e governo. O Brasil ainda vive sob a sombra daquele domingo, e o desafio é transformar essa memória em aprendizado coletivo.

    O 8 de janeiro de 2023 permanece como uma ferida aberta na memória nacional. Três anos depois, o país ainda busca justiça, reparação e aprendizado. Mais do que um episódio de violência, foi um alerta sobre os riscos da radicalização e da erosão institucional. Publicar e discutir essa história é um ato de resistência democrática — porque lembrar é também proteger o futuro.

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  • Hospital da Cruz Vermelha: como vai funcionar a transição dos atendimentos do SAS

    Hospital da Cruz Vermelha: como vai funcionar a transição dos atendimentos do SAS

    Hospital da Cruz Vermelha: como vai funcionar a transição dos atendimentos do SAS

    O Governo do Paraná já deu início à transição dos atendimentos do Sistema de Assistência à Saúde (SAS) para o Hospital da Cruz Vermelha, voltados a servidores da macrorregião de Curitiba. A mudança começou neste mês de janeiro, e a partir de março já terá contemplado todos os serviços do SAS. Nas outras regiões do Estado continuam os mesmos hospitais e atendimentos.

    Confira o cronograma da mudança:

    1º de janeiro: início dos atendimentos de urgência e emergência;

    1º de fevereiro: início dos atendimentos das especialidades primárias;

    1º de março: todos os demais serviços estarão disponíveis, contemplando integralmente a cobertura do SAS.

    O processo de transição entre o Hospital Santa Casa e o Hospital Cruz Vermelha, referente ao atendimento aos servidores do Estado do Paraná por meio do SAS, segue conforme o planejado, cumprindo todos os prazos e diretrizes estabelecidos. O SAS é coordenado pela Secretaria da Administração e da Previdência (Seap), através do Departamento de Saúde do Servidor (DSS).

    Todos os pacientes que estavam internados na Santa Casa já foram transferidos para o Hospital Cruz Vermelha. Os agendamentos cirúrgicos previamente marcados serão mantidos na Santa Casa. Já os novos agendamentos (incluindo cirurgias, procedimentos eletivos e atendimentos de atenção primária) passarão a ser marcados no Hospital Cruz Vermelha a partir deste momento.

    ATENDIMENTOS E ENDEREÇOS

    Atendimentos de urgência (a partir de 1º de janeiro) 

    Internação Geral Adulto, Centro Cirúrgico, Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Geral, e Hemodinâmica

    Local: CVB-PR (Av. Vicente Machado, 1310 – Batel)

    Horário de atendimento: 24h

    Telefone: (41) 3017-4545

    Pronto Atendimento – PA – Geral

    Local: CVB-PR (Rua Capitão Souza Franco, 50 – Batel)

    Horário de atendimento: 24h

    Telefone: (41) 3017-4545

    Consultas Médicas

    Local: Tempo Medicina da Família (R. Pedro Ivo, 198 – 5º e 6º andares – Centro)

    Horário de atendimento: Seg. a Sex. 08h às 18h

    Telefone: (41) 99187-0136

    Internação Obstétrica e UTI Neonatal

    Local: N. S. Fátima (Av. Visc. de Guarapuava, 3077 – Centro)

    Horário de atendimento: 24h

    Telefone: (41) 2104-0300

    Internação Geral Infantil

    Local: Hospital Menino Deus (Av. Visc. de Guarapuava, 355 – Alto da XV)

    Horário de atendimento: 24h

    Telefone: (41) 3302-2600

    Unidade Transfusional

    Local: Hemobanco (R. Cap. Souza Franco, 290 – Bigorrilho)

    Telefone: (41) 3023-5545

    Psiquiatria – Com previsão para atendimento na urgência e emergência:

    Local: Uniica (Rua Eleonora Muricy Novaes, 171 – Jd Botânico)

    Horário de atendimento: 24h

    Telefone: (41) 3271-5855

    Radioterapia

    Local: Radion (Rua Emílio de Menezes, 905)

    Horário de atendimento: 7h às 18h

    Telefone: (41) 3012-2800

    Fisioterapia

    Local: CVB-PR (Bom Retiro)

    Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

    Telefone: (41) 3017-4545

    Pronto-Socorro

    Local: CVB-PR (Rua Capitão Souza Franco, 50 – Batel)

    Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

    Telefone: (41) 3017-4545

    UTI Pediátrica

    Local: N. S. Graças (R. Alcides Munhoz, 433 – Mercês)

    Horário de atendimento: 24h

    Telefone: (41) 3240-6060

    Atendimentos de especialidades primárias (a partir de 1º de fevereiro) –

    Ginecologia, e Clínica Médica/Medicina de Família e Comunidade:

    Local: Tempo Medicina da Família (R. Pedro Ivo, 198 – 5º e 6º andares – Centro)

    Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

    Telefone: (41) 99187-0136

    Obstetrícia

    Local: N. S. Fátima (Av. Visc. de Guarapuava, 3077 – Centro)

    Horário de atendimento: 24h

    Telefone: (41) 2104-0300

    Pediatria

    Local: Hospital Menino Deus (Av. Visc. de Guarapuava, 355 – Alto da XV)

    Horário de atendimento: segunda a quinta, das 8h às 18h, e sexta das 8h às 17h

    Telefone: (41) 2104-0300

    Oftalmologia

    Local: Hospital da Visão (R. Bispo Dom José, 2711 – Batel)

    Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 17h

    Telefone: (41) 2104-0300

    Demais serviços (a partir de 1º de março) –

    Anestesiologia, angiologia, cardiologia, cirurgias geral, vascular, de cabeça e pescoço, do aparelho digestivo, plástica reparadora, e torácica; eletrocardiograma – ECG, eletroencefalograma, gastroenterologia, infectologia, nefrologia, neurocirurgia, neurologia, otorrinolaringologia, teste de esforço, e ultrassonografia.

    Local: CVB-PR (Av. Vicente Machado, 1310 – Batel)

    Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

    Telefone: (41) 3017-4545

    Alergia e Imunologia, Dermatologia, Endocrinologia e metabologia, Pneumologia, e Reumatologia

    Local: Tempo Medicina da Família (R. Pedro Ivo, 198 – 5º e 6º andares – Centro)

    Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

    Telefone: (41) 99187-0136

    Cirurgia pediátrica

    Local: Hospital Menino Deus (Av. Visc. de Guarapuava, 355 – Alto da XV)

    Horário de atendimento: segunda a quinta, das 8h às 18h, e sexta das 8h às 17h

    Telefone: (41) 3302-2600

    Hematologia, Mastologia e Oncologia

    Local: Oncocentro (R. Nicolau Maeder, 936 – Juvevê)

    Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

    Telefone: (41) 3252-8489

    Ortopedia/Traumatologia

    Local: Hospital Novo Mundo (Av. República Argentina, 4350 – Novo Mundo)

    Horário de atendimento: seg. a sab. 24h; e dom. das 8h às 19h / dom. das 19h às 8h atendimento no P.S. do Cruz Vermelha

    Telefone: (41) 3052-5600

    Psiquiatria

    Local: Uniica (Av. Mal. Floriano Peixoto, 2509 – Prado Velho)

    Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

    Telefone: (41) 3271-5855

    Urologia: internação geral adulta e pediátrica, e pronto atendimento clínico adulto

    Local: CVB-PR (Av. Vicente Machado, 1310 – Batel)

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    Local: Hospital Menino Deus (Av. Visc. de Guarapuava, 355 – Alto da XV)

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    Local: Neopath DX – Patologia Diagnóstica (Av. Vicente Machado, 972 – Batel)

    Horário de atendimento: seg a sex, das 7h30 às 18h30, e sab, das 8 às 12h

    Telefone: (41) 3363-6585

    Patologia clínica

    Local: Lanac – Cruz Vermelha (Av. Vicente Machado, 1243 – Batel)

    EM PARANAGUÁ – Clínica Médica/Medicina de Família e Comunidade, Ginecologia, Pediatria, Ortopedia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Fisioterapia, Pronto Atendimento 24 horas, com sala de observação, Procedimentos ambulatoriais básicos, Procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade nas especialidades, Cirurgia do aparelho digestivo, ginecologia, ortopedia e urologia, Internações clínicas e cirúrgicas por período de, pelo menos 48 horas, Exames de radiodiagnóstico de baixa complexidade, Exames de ultrassonografia (exceto ecodoppler), Exames básicos de patologia clínica, Eletrocardiograma, Teste de esforço, e Endoscopia digestiva

    Local: WIN Hospital (R. Nestor Víctor, 136 – João Gualberto, Paranaguá)

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  • Quando a guerra não é chamada de guerra: lições da Ucrânia para a Venezuela

    Quando a guerra não é chamada de guerra: lições da Ucrânia para a Venezuela

    Quando a guerra não é chamada de guerra: lições da Ucrânia para a Venezuela

    A recente escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela trouxe à tona um cenário de grande complexidade internacional. Declarações oficiais, ações militares e disputas pelo controle de recursos estratégicos colocam em xeque princípios fundamentais de soberania e direito internacional. A situação lembra outros episódios recentes da geopolítica mundial, nos quais potências tentaram justificar intervenções armadas sem assumir formalmente o estado de guerra. Diante disso, é essencial compreender os possíveis desdobramentos dessa crise em diferentes dimensões.

    Dimensão Jurídica

    • A declaração da ONU de que a operação é ilegal abre espaço para condenações formais em assembleias e conselhos, além de possíveis sanções multilaterais.
    • Os EUA, ao insistirem que não estão em “guerra”, tentam contornar o enquadramento jurídico de agressão militar. Esse tipo de narrativa já foi usado por outros líderes (como Putin na Ucrânia), mas não altera o fato de que ataques com mísseis e sequestro de líderes configuram violação da soberania.
    • Isso pode levar a pedidos de julgamento em cortes internacionais, como o Tribunal Penal Internacional, ainda que a execução prática dessas decisões seja limitada pela influência dos EUA.

    Dimensão Geopolítica

    • Países aliados dos EUA podem se dividir: alguns apoiando por interesses estratégicos (especialmente ligados ao petróleo), outros se afastando para não se associar a uma operação considerada ilegal.
    • A América Latina, historicamente sensível à intervenção norte-americana, pode reagir com forte rejeição. Isso pode fortalecer blocos regionais como CELAC ou Mercosul em defesa da soberania venezuelana. Mas a Argentina enfraquece o bloco, pois Milei já se comprometeu com Trump e aceitou ajuda financeira para se manter no poder.
    • Potências como Rússia e China provavelmente usarão o episódio para criticar os EUA e reforçar sua narrativa contra o “imperialismo ocidental”. Isso pode intensificar a polarização global.

    Foi invadida, sequestrada e tomada, mas não é guerra, diz Trump sobre Venezuela.

    Dimensão Econômica

    • A exploração direta do petróleo venezuelano por empresas norte-americanas pode gerar ganhos imediatos para os EUA, mas também instabilidade nos mercados energéticos, já que a legitimidade dessa apropriação seria contestada.
    • Sanções contra os EUA são improváveis, dado seu peso econômico, mas podem surgir boicotes regionais ou retaliações comerciais.
    • Para a Venezuela, a perda de controle sobre seus recursos seria devastadora, agravando a crise interna e aumentando a dependência de apoios externos.

    Possíveis Desdobramentos

    1. Escalada militar: a insistência dos EUA em negar que é guerra não impede que a Venezuela (ou aliados) responda militarmente, o que pode transformar o conflito em uma guerra aberta.
    2. Isolamento diplomático: os EUA podem enfrentar maior isolamento em organismos multilaterais, mesmo mantendo influência em alguns aliados.
    3. Fragmentação interna na Venezuela: parte da elite pode colaborar com os EUA em troca de benefícios, enquanto setores populares resistem, gerando guerra civil.
    4. Reforço da multipolaridade: esse tipo de ação pode acelerar a busca de países por alternativas ao sistema dominado pelos EUA, fortalecendo alianças com Rússia, China e outros polos.

    A crise entre Estados Unidos e Venezuela evidencia como disputas por poder e recursos estratégicos podem colocar em xeque os pilares da ordem internacional. 

    A tentativa de justificar ações militares sem reconhecer formalmente o estado de guerra fragiliza normas de soberania e abre precedentes perigosos para futuras intervenções. 

    Mais do que um conflito regional, trata-se de um episódio que pode redefinir alianças, acelerar a multipolaridade e testar a capacidade das instituições globais de responder a violações flagrantes do direito internacional.

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  • Bonde Urbano Digital inicia operação completa

    Bonde Urbano Digital inicia operação completa

    Bonde Urbano Digital inicia operação completa

    A manhã desta terça-feira (6) marcou um novo capítulo na implantação do Bonde Urbano Digital (BUD) na Região Metropolitana de Curitiba. Pela primeira vez desde o início da operação, o veículo percorreu todo o trajeto previsto do sistema, ligando o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A viagem de aproximadamente dez quilômetros entre um terminal e outro durou 25 minutos.

    O BUD já vinha operando desde o dia 9 de dezembro, mas até então o percurso era parcial, com saída do Terminal São Roque até o Parque das Águas, em Pinhais. Com a conclusão das adequações no terminal de Pinhais, o sistema passa agora a atender o trajeto completo, consolidando mais uma etapa do projeto que torna o Paraná o primeiro da América do Sul a adotar a tecnologia.

    A primeira viagem com o percurso integral foi marcada pela curiosidade e pela aprovação dos passageiros, que aproveitaram a oportunidade para conhecer de perto o novo modelo de transporte coletivo. Entre eles estava o casal Jussara e Daniel Oliveira, que aproveitou o dia de folga para conhecer o Bonde Urbano Digital e fez questão de chegar mais cedo ao terminal, movido pela curiosidade sobre a nova tecnologia.

    Moradores de Piraquara, eles costumam usar o transporte coletivo no dia a dia e decidiram testar o novo sistema justamente na primeira viagem com o trajeto completo. “Já tínhamos ouvido falar do BUD, mas era a primeira vez que iríamos andar. Eu estava curiosa e ansiosa para ver como funciona”, contou Jussara. Segundo ela, a folga acabou sendo a oportunidade ideal para conhecer o veículo. “Normalmente usamos esse trajeto no dia a dia, mas hoje resolvemos aproveitar para ir até Pinhais e conhecer o bonde”, explicou.

    Para o casal, a expectativa é de que o novo modelo traga melhorias para a rotina de quem depende do transporte público. “Com certeza vai facilitar. A gente espera que seja mais rápido e mais silencioso. É um veículo moderno e parece bem confortável”, afirmou Daniel. “É a nossa primeira viagem completa, então vamos aproveitar para ver se é bom”, avaliou.

    A passageira Marli Tomé dos Santos, de 60 anos, foi uma das mais animadas a embarcar na primeira viagem com o trajeto completo do Bonde Urbano Digital. Aproveitando o dia de folga, ela saiu de casa apenas para conhecer de perto o novo sistema de transporte. “Vou até Pinhais só para matar a curiosidade e a vontade de entrar no BUD. Estou muito empolgada. Tenho 60 anos e pego ônibus há 40 anos em Curitiba. Para mim, isso é uma maravilha, só tenho a agradecer”, comemorou.

    Já a estagiária Beatriz Arantes, de 24 anos, que atua no setor de transporte público, também embarcou no Bonde Urbano Digital na primeira viagem com o trajeto completo. “Achei uma inovação excelente, porque é um trajeto muito utilizado e que costuma ter ônibus bastante lotados. Como o BUD tem capacidade maior do que o maior ônibus que temos hoje, que é o Ligeirão, achei a proposta muito interessante. 

    O interior do veículo é sensacional e outro ponto que chama a atenção é a velocidade, maior do que a dos ônibus tradicionais. Para quem mora em Piraquara e Pinhais, com certeza vai facilitar bastante o deslocamento”, analisou.

    A primeira viagem também foi aprovada pela auxiliar de cozinha Luci Helena Alvarenga de Oliveira, de 52 anos, que usa o transporte coletivo entre as duas cidades todos os dias. “Estou achando muito bom, diferente do que eu imaginava. Pensei que pudesse ser mais lento, mas o trajeto é rápido e confortável, a gente se sente confiante. É um percurso que faço todos os dias, vai facilitar bastante e é uma alternativa importante. Para mim, está aprovadíssimo”, contou.

    A operação do BUD é coordenada pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep). O diretor-presidente da entidade, Gilson Santos, acompanhou a primeira viagem com o trajeto completo e ressaltou o avanço representado pela ampliação do percurso.

    “A partir de hoje, o BUD passa a operar em uma linha metropolitana integrada entre Pinhais e Piraquara. Durante seis meses, vamos avaliar o desempenho do veículo em operação real, como deslocamento, ocupação e adaptação ao nosso sistema viário. É um modelo inovador, com maior capacidade que os biarticulados, mais conforto, menor ruído e implantação rápida, sem necessidade de trilhos, o que pode representar um avanço importante para o transporte coletivo”, detalhou.

    O Bonde Urbano Digital é guiado no asfalto por meio de indução magnética, dispensando trilhos físicos e reduzindo significativamente os custos de implantação. O modelo, fabricado pela empresa chinesa CRRC, combina características do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) com a flexibilidade do sistema BRT, criado em Curitiba e reconhecido mundialmente.

    Com 30 metros de comprimento, ar-condicionado e operação bidirecional, o BUD tem capacidade para até 280 passageiros e pode atingir velocidade de até 70 km/h. A tarifa é de R$ 5,50, o mesmo valor do ônibus metropolitano, e o tempo de viagem permanece semelhante ao atual. Durante a fase de operação e ajustes, as linhas de ônibus convencionais continuam atendendo normalmente o trajeto entre Piraquara e Pinhais.

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