Venezuela e Brasil, relações estão conturbadas
A Venezuela informou ao governo brasileiro que o conjunto de partidos da oposição no país não aprovou o nome de Corina Yoris para a eleição presidencial de julho e que esse teria sido o principal motivo de seu nome não ter sido registrado.
Trata-se, portanto, de uma versão distinta da que tem sido propagada por setores da oposição de que o governo venezuelano barrou o nome dela.
Essa versão deverá ser levada pessoalmente ao governo brasileiro pelo embaixador da Venezuela no Brasil em conversa prevista para ocorrer nesta semana.
O governo brasileiro emitiu opinião sobre as eleições na Venezuela e o impedimento de candidatura de Yoris.
Relações entre Maduro e Lula não estão no melhor momento.
Outro problema que preocupa o Brasil e tem afastado Lula de Maduro, é a questão de Essequibo.
Ontem (3) Maduro assinou a “Lei Orgânica para a Defesa de Essequibo”, após assembleia realizada no fim de 2023 aprovar criação de província venezuelana na região
O artigo 25 da lei promulgada impede que apoiadores do governo da Guiana ocupem cargos públicos ou eletivos, o que cria uma camada de proteção à Venezuela contra críticos do projeto de anexação.
A criação da lei começou a ser discutida oficialmente em dezembro de 2023, na Assembleia Nacional, que propôs a criação de uma província venezuelana em Essequibo.
Também em dezembro, o governo venezuelano realizou um referendo no qual 95% dos eleitores presentes teriam votado a favor da incorporação do território guianense à Venezuela.
A área de Essequibo corresponde a dois terços do território guianense, portanto uma anexação pela Venezuela representaria uma ameaça à integridade da Guiana.
As questões ligadas a Guiana preocupam o Brasil e toda a América Latina, pois há movimentações militares que podem deflagrar um conflito armado. Este conflito envolveria as fronteiras brasileiras.
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