Como o Brasil se beneficia da nova politíca tarifária de Trump
Após a Justiça americana considerar ilegais algumas das tarifas impostas anteriormente, Donald Trump anunciou uma tarifa global de 10% sobre importações. Pouco depois, elevou o percentual para 15%. A medida gerou manchetes alarmistas sobre um suposto “castigo” ao Brasil, mas a realidade é bem diferente.
Na prática, países que antes pagavam tarifas menores — como aliados tradicionais dos EUA, incluindo União Europeia, Japão e Reino Unido — verão aumento nas taxas. Já Brasil e China, que enfrentavam sobretaxas muito mais pesadas, terão redução significativa.
Segundo estudo da Global Trade Alert, o Brasil será o país mais beneficiado pela nova regra, com uma queda média de 13,6 pontos percentuais nas tarifas. A China aparece logo depois, com redução de 7,1 pontos, seguida pela Índia com 5,6 pontos. Isso significa que produtos brasileiros, antes penalizados com tarifas de até 40% ou 50%, passam a competir em condições mais equilibradas no mercado americano.
Entre os setores mais favorecidos estão:
- Combustíveis
- Carne bovina e de frango
- Café
- Celulose
- Suco de laranja
- Aeronaves
O vice-presidente Geraldo Alckmin comemorou a decisão, destacando que várias dessas tarifas foram zeradas, abrindo espaço para maior competitividade das exportações brasileiras.
Enquanto isso, países que tradicionalmente tinham acesso privilegiado ao mercado americano agora enfrentam aumento de custos, o que pode gerar tensões diplomáticas e comerciais.
Donald Trump tem sofrido derrotas no sistema judiciário americano.
Em resumo, apesar da retórica dura de Trump e das manchetes que falam em punição, o Brasil emerge como o grande vencedor desta mudança tarifária, seguido pela China.
A política comercial de Lula e os efeitos da tarifa global
O governo Lula tem defendido uma política de comércio amplo e diversificado, buscando abrir mercados em diferentes regiões do mundo — da Ásia ao Oriente Médio, passando por África e América Latina. Essa estratégia de diversificação reduz a dependência de um único parceiro comercial e fortalece a posição do Brasil em negociações internacionais.
Nesse contexto, a tarifa global de Trump pode ter um efeito benéfico para o Brasil. Ao reduzir barreiras para produtos brasileiros nos EUA, o país ganha competitividade em um dos maiores mercados consumidores do mundo. Mas, ao mesmo tempo, a política de Lula garante que o Brasil não fique vulnerável a mudanças repentinas na política americana, já que há esforços paralelos para ampliar acordos comerciais com outros blocos e países.
Portanto, o impacto da tarifa global é positivo no curto prazo, especialmente para setores exportadores estratégicos. No longo prazo, a diversificação buscada pelo governo brasileiro funciona como uma espécie de seguro: mesmo que os EUA mudem novamente suas regras, o Brasil terá alternativas para escoar sua produção e manter o crescimento das exportações.
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