Com o apadrinhamento do grupo de vereadores, o projeto de lei tramitará normalmente, podendo chegar à votação pelo plenário da CMC. Foi assim que o Centro Acadêmico Sobral Pinto convenceu os parlamentares a ampliarem a transparência dos conselhos municipais de políticas públicas (lei municipal 14.182/2012) e que a Associação Paranaense de Encaminhamento Legislativo Autônomo aprovou a Lei da Bicicleta (lei municipal 14.594/2015).
Se nenhuma entidade da sociedade civil procurar a Comissão de Participação Legislativa em 2024, não será o primeiro ano em que isso ocorreu. Demorou quatro anos para uma sugestão legislativa ser apresentada na CMC, mas em 2008, no dia 30 de setembro, a Associação Brasileiras de Bares e Restaurantes (Abrabar-PR) protocolou três e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) registrou outras três, contribuindo para o recorde obtido naquele ano, de nove projetos de iniciativa popular apresentados.
Sem sugestões legislativas de 2004 a 2007, a sociedade civil de Curitiba rompeu a inércia em 2008, atingindo o recorde, mas depois a média recuou para uma ou duas sugestões levadas à análise da Comissão de Participação Legislativa por ano, sendo que, em 2010, 2018, 2019, 2020 e 2022 não houve interesse das entidades. Nestes quase 20 anos, das 24 sugestões da sociedade civil apresentadas, 10 foram acatadas pelo colegiado e convertidas em projeto (41,66%), dos quais 2 viraram lei (8,3%).
Por não terem havido sugestões no primeiro semestre de 2024, a Comissão de Participação Legislativa se reuniu somente para a instalação do colegiado, que hoje é composto por Professor Euler (MDB), presidente, Tito Zeglin (MDB), vice, Sabino Picolo (PSD), Salles do Fazendinha (Rede) e Tico Kuzma (PSD).