É cada vez mais comum vermos administrações públicas confundirem cultura com entretenimento. Essa confusão não é apenas semântica: ela traz consequências práticas, financeiras e sociais. Quando tudo passa a ser chamado de “cultura”, o termo perde força e se transforma em um guarda-chuva elástico, usado para justificar gastos que pouco ou nada contribuem para a preservação da memória coletiva.
O debate ganha ainda mais intensidade quando acompanhamos as discussões polarizadas em torno dos valores milionários pagos a artistas profissionais, que constroem suas carreiras e fortunas apresentando-se para plateias em shows financiados com dinheiro público — seja por meio de contratações diretas ou de incentivos fiscais.
Cultura, em sua essência, nasce da comunidade. É a prática popular, o modo de fazer transmitido entre gerações, a religiosidade, a música original ligada à história local, o artesanato que carrega saberes ancestrais, a linguagem e regras sociais. É aquilo que documenta, preserva e promove identidades. Cultura exige recorte territorial e temporal: não existe fora de um espaço e de uma história.
Entretenimento, por sua vez, é legítimo, mas distinto. Ele promove lazer, diversão e consumo cultural. Um show de pagode contratado por uma prefeitura através da secretaria de cultura é entretenimento, não cultura. Um festival de teatro com grupos externos, financiado com dinheiro público, é entretenimento. O espetáculo pode ser belo, pode emocionar, mas não preserva nem fortalece a identidade da cidade.
O artesanato mostra bem essa linha tênue: quando nasce de memória coletiva, é cultura; quando se reduz a técnica genérica para comércio, é apenas mercadoria. O mesmo vale para eventos: se não há vínculo com a comunidade, estamos diante de entretenimento.
As administrações públicas costumam justificar contratações externas com três argumentos: formação cultural, democratização do acesso e impacto econômico. Mas esses pontos não resistem a uma análise crítica.
Se a intenção é formativa, deve haver continuidade dentro de um programa estruturado de fomento cultural. Se o espetáculo é pago em outros centros, sua essência é entretenimento lá e aqui. E em cidades pequenas, o custo da contratação é desproporcional ao retorno econômico que o comércio local pode absorver.
Você sabe o que é cultura?
Além disso, há um ponto crucial: se uma cidade pequena contrata espetáculos de teatro com artistas que estão na televisão e afirma que está “criando plateia”, terá que provar isso com o teatro cheio nas apresentações de grupos locais. Caso contrário, estará apenas criando público para atores profissionais já consagrados, e não para a produção cultural da própria comunidade.
Não se trata de desvalorizar o entretenimento. Ele é necessário, faz parte da vida social e pode conviver com a cultura.
Mas não podemos colocar tudo no mesmo balaio. Misturar os conceitos é enfraquecer a política cultural e transformar a secretaria de cultura em mera produtora de shows.
Cultura e arte não são sinônimos, embora frequentemente sejam confundidas. Cultura é o conjunto de práticas, saberes, modos de fazer e expressões que nascem da memória coletiva de um povo, vinculadas ao território e à história. Arte, por sua vez, é uma forma de expressão estética que pode se manifestar tanto como cultura quanto como entretenimento.
Uma música composta e apresentada por artistas locais, ligada à identidade da comunidade, é arte e também cultura. Já um espetáculo teatral com atores famosos da televisão, contratado para divertir o público, é arte, mas não é cultura — é entretenimento. Além disso, nem toda cultura se traduz em arte: uma receita típica, um ritual religioso ou um modo tradicional de plantar são manifestações culturais que não necessariamente se enquadram como arte.
Cultura é memória, identidade e território. Entretenimento é lazer e consumo. Ambos têm valor, mas cada um em seu lugar.
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