8 de Janeiro: a ferida aberta da democracia brasileira

No dia 8 de janeiro de 2023, o Brasil testemunhou um dos episódios mais graves de sua história democrática recente. Milhares de manifestantes, inconformados com a derrota eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República — Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF). As imagens correram o mundo e entraram para a história como símbolo da fragilidade institucional diante da radicalização política.

O que aconteceu naquele domingo

Naquela tarde nublada, grupos vindos de diferentes estados marcharam pela Esplanada dos Ministérios, ultrapassaram barreiras policiais e tomaram os prédios públicos. Vidraças foram quebradas, obras de arte destruídas e documentos históricos danificados. O plenário do STF chegou a ficar alagado após atos de vandalismo. O objetivo era claro: pressionar por um golpe de Estado que impedisse a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, empossado apenas uma semana antes.

A resposta imediata

O governo federal decretou intervenção na segurança pública do Distrito Federal. Centenas de pessoas foram presas ainda no dia dos ataques, e acampamentos golpistas em frente ao Quartel-General do Exército foram desmontados. A reação rápida buscou conter a escalada de violência e reafirmar o compromisso com a ordem democrática.

Três anos depois: justiça e memória

Passados três anos, o Supremo Tribunal Federal já responsabilizou mais de 800 envolvidos, incluindo líderes da organização criminosa. Em dezembro de 2025, o STF concluiu julgamentos de figuras centrais, com 29 condenações. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por participação na trama golpista. Ainda restam 346 ações penais em andamento, muitas delas contra financiadores e organizadores dos atos.

A Advocacia-Geral da União (AGU) busca ressarcimento de R$ 56 milhões pelos danos materiais, mas até agora apenas R$ 3,3 milhões foram bloqueados. O processo de responsabilização é longo e revela a complexidade de enfrentar redes de desinformação e financiamento clandestino.

Impacto político e social

O 8 de janeiro não foi apenas um ataque físico às instituições. Foi também um ataque simbólico à confiança na democracia. A radicalização política, alimentada por discursos de ódio e fake news, mostrou que parte da sociedade estava disposta a romper com o pacto constitucional de 1988. A tentativa fracassada de golpe expôs a necessidade de fortalecer a educação cívica, combater a desinformação e garantir transparência nos processos eleitorais.

Comparações internacionais

O episódio foi frequentemente comparado à invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021. Em ambos os casos, multidões mobilizadas por narrativas de fraude eleitoral atacaram sedes legislativas. A diferença é que, no Brasil, os ataques atingiram simultaneamente os três poderes, ampliando a gravidade institucional.

A memória como resistência

Relembrar o 8 de janeiro é essencial para evitar que a história se repita. A democracia brasileira mostrou resiliência, mas também revelou vulnerabilidades. A data tornou-se um marco para reflexão sobre os limites da tolerância democrática diante de movimentos extremistas. Como afirmou um ministro do STF, “não se trata apenas de punir os culpados, mas de reafirmar que a democracia não é negociável”.

O desafio que permanece

É importante reconhecer que o 8 de janeiro não terminou. Seus efeitos continuam reverberando na política nacional. A polarização entre grupos ideológicos se aprofundou, alimentando desconfiança e hostilidade. Além disso, os próprios poderes da República enfrentam tensões e afastamentos institucionais, consequência direta da tentativa de ruptura democrática. O episódio não foi apenas um ponto fora da curva, mas um divisor de águas que redefiniu o relacionamento entre sociedade, instituições e governo. O Brasil ainda vive sob a sombra daquele domingo, e o desafio é transformar essa memória em aprendizado coletivo.

O 8 de janeiro de 2023 permanece como uma ferida aberta na memória nacional. Três anos depois, o país ainda busca justiça, reparação e aprendizado. Mais do que um episódio de violência, foi um alerta sobre os riscos da radicalização e da erosão institucional. Publicar e discutir essa história é um ato de resistência democrática — porque lembrar é também proteger o futuro.

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