Ormuz continuará fechado e bases americanas deverão ser fechadas: diz Khamenei
Em sua primeira mensagem pública desde que assumiu o posto de líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei afirmou nesta quinta-feira (12) que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado e pediu que países do Golfo encerrem as atividades das bases militares americanas em seus territórios. A declaração marca uma escalada nas tensões regionais após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataque atribuído aos Estados Unidos e Israel.
O discurso, transmitido pela TV estatal e lido por um jornalista, reforçou a disposição do novo líder em prosseguir com a guerra. “A alavanca de fechar o Estreito de Ormuz certamente deve continuar a ser usada”, disse. Ele também mencionou que novas frentes de combate poderão ser abertas, explorando vulnerabilidades dos adversários.
Retaliação e ameaça às bases
Khamenei prometeu vingança pela morte de seu pai e de outros iranianos, afirmando que cada vítima será considerada um “caso separado” no arquivo da retaliação. Segundo ele, parte dessa resposta já começou, mas o processo seguirá aberto até que seja “totalmente concretizado”.
O líder supremo também fez um apelo direto aos países vizinhos: “Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que as alegações dos Estados Unidos de proporcionar segurança e paz não passam de uma mentira.”
Impactos globais
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio prolongado ameaça intensificar a crise energética global, pressionando preços e aumentando a instabilidade econômica. Analistas apontam que a retórica de Mojtaba Khamenei sinaliza uma política de confronto direto, tanto militar quanto econômico.
Líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei
Apoio da “frente de resistência”
Na mensagem, Khamenei agradeceu o apoio de grupos aliados no Iêmen, Líbano e Iraque, reforçando a ideia de que o Irã não está isolado em sua ofensiva. O gesto busca consolidar a rede de aliados regionais contra os Estados Unidos e Israel.
A fala de Mojtaba Khamenei inaugura uma nova fase da liderança iraniana, marcada por retórica agressiva e pela tentativa de transformar o bloqueio de Ormuz em arma política e econômica. O pedido para fechamento das bases americanas amplia o risco de confrontos diretos e coloca os países do Golfo sob pressão para escolher lados em uma disputa que pode redefinir o equilíbrio de forças no Oriente Médio.
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