O fracasso da política econômica de Trump
Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos com uma promessa simplista: reduzir a imigração para abrir espaço aos trabalhadores nativos. A lógica parecia direta — menos estrangeiros significaria mais empregos para americanos. Mas a realidade econômica mostrou-se muito mais complexa e implacável.
No primeiro ano de governo, um milhão de novos empregos foram ocupados por nativos, enquanto o emprego entre estrangeiros caiu em 100 mil postos. À primeira vista, isso poderia ser vendido como vitória. No entanto, os números seguintes desmontam a narrativa: a taxa de desemprego entre americanos subiu de 4,1% para 4,7%, superando tanto a taxa geral (4,3%) quanto a dos próprios trabalhadores estrangeiros (4,6%).
A explicação é clara: ao retirar imigrantes, Trump não apenas reduziu a oferta de mão de obra, mas também o consumo. Trabalhadores estrangeiros são também consumidores, e sua ausência diminuiu a demanda por bens e serviços. O resultado foi menos contratações, salários crescendo mais lentamente e setores inteiros em crise.
Setores em colapso
- Agricultura: quase um quarto da força de trabalho agrícola era composta por imigrantes sem autorização. Com sua saída, a escassez de mão de obra se agravou, sem que nativos ocupassem as vagas.
- Indústria manufatureira: tarifas instáveis e pesadas sobre aço e alumínio (até 50%) levaram à demissão de 100 mil trabalhadores em apenas um ano.
- Tecnologia e serviços: empresas preferiram investir em automação e inteligência artificial, como no caso da Amazon, que realizou demissões em massa em vez de contratar.
Discurso de ódio, ações violentas e piora na economia.
O simplismo que falhou
Trump tratou a economia como um jogo de soma zero, ignorando que trabalhadores estrangeiros sustentam cadeias produtivas e mercados consumidores. Sua política restritiva não apenas falhou em reduzir o desemprego, como contribuiu para estagnação salarial, retração industrial e avanço da automação em detrimento da mão de obra humana.
O resultado é inequívoco: ao tentar resolver um problema complexo com violência política e medidas excludentes, Trump expôs sua desinformação econômica e deixou claro que sua estratégia não passa de retórica populista. A promessa de “colocar os americanos em primeiro lugar” transformou-se em um paradoxo cruel — menos imigrantes, menos empregos, menos crescimento.
Para onde vai Trump?
As vitórias de Trump no campo das tarifas internacionais foram, na prática, pífias. Ele perdeu aliados estratégicos, reduziu mercados e mergulhou os Estados Unidos em um limbo de credibilidade financeira, marcado pela queda do dólar e pela venda de títulos americanos por diversos países. O país começa a enfrentar uma crise que ameaça sua posição central na economia mundial. Internamente, o cenário também se complica: ao final de seu primeiro mandato, Trump esteve à beira de enfrentar processos judiciais, e agora sabe que a possibilidade de prisão é real caso não permaneça na presidência. Por isso, o discurso de questionar o processo eleitoral e propor mudanças no formato das eleições já faz parte da pauta da Casa Branca, revelando uma estratégia de sobrevivência política que coloca em risco a própria democracia americana.
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