Chuva intensa volta a causar alagamentos em Curitiba
As enchentes e alagamentos na capital paranaense não são novidade para o curitibano. Apesar de grandes esforços em programas e projetos para diminuir o impacto das chuvas na cidade, o temporal registrado ontem (3) mostrou que ainda há muito a ser feito.
A área central foi tomada por águas que impediram o trânsito, invadiram garagens de prédios e transformaram ruas em verdadeiros rios. Em vias expressas, galhos de árvores caíram e alguns pontos se tornaram intransponíveis pelo acúmulo de água.
Nos bairros, moradores também enfrentaram dificuldades: em regiões como Rebouças e Alto Boqueirão, casas foram invadidas pela enxurrada, e o terminal de ônibus do Boqueirão ficou alagado.
Segundo a Defesa Civil, foram registradas 38 ocorrências de quedas de árvores e rajadas de vento que chegaram a 56 km/h. No cruzamento entre as ruas Visconde de Nácar e Vicente Machado, o volume de água foi tão intenso que sacos de lixo boiavam pelas vias.
Alagamentos não são novidades na capital do Paraná.
A prefeitura mobilizou equipes da Defesa Civil, Fundação de Ação Social, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Trânsito e Guarda Municipal para atender às ocorrências. Ainda assim, o episódio evidencia que, além das obras de drenagem e reservatórios de contenção já implantados, Curitiba precisa ampliar sua infraestrutura e investir em soluções mais resilientes.
Especialistas apontam que a impermeabilização do solo, a expansão urbana desordenada e o descarte inadequado de lixo — que entope bueiros e galerias — são fatores que agravam os impactos das chuvas. Com eventos extremos cada vez mais frequentes, a cidade terá de apostar em planejamento urbano integrado e em soluções baseadas na natureza, como áreas verdes e parques alagáveis, para reduzir os riscos e proteger a população.
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