Master: Doa a quem doer!
Edson Fachin, presidente do STF, reafirmou que não se omitirá diante do escândalo envolvendo o Banco Master, declarando que atuará “doa a quem doer”. A fala reforça a disposição da Corte em enfrentar pressões políticas e críticas públicas sobre a condução das investigações.
A declaração de Fachin surge em um momento de forte tensão institucional. O Supremo tem sido alvo de ataques e questionamentos, especialmente em razão da relatoria do caso pelo ministro Dias Toffoli, que enfrenta críticas sobre sua condução das apurações. Fachin, ao se pronunciar, buscou marcar posição: o STF não ficará paralisado diante da gravidade das denúncias e não permitirá que interesses políticos ou econômicos interfiram na busca pela verdade.
O ministro ressaltou que o tribunal cumpre uma função essencial de controle dos demais Poderes, o que naturalmente gera desconforto em setores que prefeririam um Judiciário mais passivo. Ele lembrou que, por não dispor de força material própria, o STF é constantemente alvo de tentativas de deslegitimação, mas que sua missão constitucional exige firmeza e independência.
Ministro Edson Fachin.
Nesse sentido, a expressão “doa a quem doer” foi interpretada como um recado direto: não haverá blindagem a figuras públicas ou instituições envolvidas no escândalo.
A fala também tem impacto político. Ao reforçar que o Supremo não se curvará a pressões externas, Fachin procura reafirmar a autoridade da Corte em meio a um dos maiores escândalos financeiros recentes. O gesto é simbólico: ao mesmo tempo em que defende a credibilidade do tribunal, o ministro envia uma mensagem clara de que a Justiça seguirá atuando com imparcialidade, mesmo diante de ataques e tentativas de enfraquecimento.
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