Dia: 8 de janeiro de 2026

  • Curitiba mantém preços de passagens de ônibus

    Curitiba mantém preços de passagens de ônibus

    Curitiba mantém preços de passagens de ônibus

    Ao contrário de várias capitais que anunciaram reajustes das tarifas de transporte coletivo neste início de ano, a Prefeitura de Curitiba vai manter o valor do bilhete congelado, a R$ 6, na capital paranaense durante 2026.

    Também serão mantidos os programas Tarifa Zero a Caminho do Emprego, voltado para quem está à procura de uma vaga pelo Sine curitibano, e o Domingão paga Meia, com valor de R$ 3 em domingos e feriados.

    “Há três anos a tarifa não é reajustada em Curitiba e antecipei, já no ano passado, que durante o período de transição para a nova concessão do transporte, a tarifa vai ficar congelada para o usuário, que não terá que desembolsar mais para se deslocar de ônibus”, diz o prefeito Eduardo Pimentel. “A ideia é fazer uma transição para o novo contrato de maneira suave, sem impacto para o bolso do passageiro”, completa Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), que gerencia o transporte coletivo na capital.

    A previsão é que a transição para o novo contrato, cujo leilão deve ocorrer no primeiro quadrimestre, dure dois anos.

    Reajuste em outras capitais

    Pelo menos cinco capitais começaram 2026 com passagem de ônibus mais caras: São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro e Florianópolis anunciaram reajustes. A capital de Santa Catarina passou a ter passagem mais cara entre as capitais, com o reajuste do valor da tarifa no cartão cidadão de R$ 5,75 para R$ 6,20; no vale-transporte de R$ 6,75 para R$ 7,20;  e de R$ 6,90 para R$ 7,70 no dinheiro, PIX e QR Code.

    Domingão paga Meia e Tarifa Zero

    Lançados no ano passado pelo prefeito Eduardo Pimentel, os programas  Domingão paga Meia e Tarifa Zero a Caminho do Emprego terão continuidade em 2026, segundo o presidente da Urbs. “Foram ações que beneficiaram a população e que serão mantidas neste ano”, disse.

    O Domingão paga Meia, criado em janeiro de 2025, estabeleceu tarifa a R$ 3 em domingos e feriados. Desde o lançamento, em 5 de janeiro de 2025, até 15 de dezembro, o programa propiciou uma economia de R$ 19,6 milhões aos passageiros. A iniciativa incentivou o uso do transporte coletivo e 6,5 milhões de passageiros usufruíram do desconto durante o ano.

    O programa Tarifa Zero

    A Caminho do Emprego, que garante duas passagens gratuitas para pessoas desempregadas em entrevistas de trabalho encaminhadas pelo Sine, beneficiou 7.041 pessoas desde o lançamento em fevereiro de 2025, com um subsídio de R$ 84.846.

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  • A redução do IPVA no Paraná: efeitos reais

    A redução do IPVA no Paraná: efeitos reais

    A redução do IPVA no Paraná: efeitos reais

    Segundo publicações do governo do Paraná, a redução da alíquota do IPVA de 3,5% para 1,9%, sancionada em setembro de 2025, teria impulsionado os primeiros emplacamentos de veículos em 42% entre 2024 e 2025. O discurso oficial apresenta a medida como a maior redução do país e como um alívio direto para os contribuintes. No entanto, uma análise mais cuidadosa mostra que essa narrativa simplifica causas, generaliza benefícios e omite riscos relevantes.

    O discurso otimista

    As publicações oficiais atribuem o aumento de emplacamentos quase exclusivamente à política tributária. Embora exista correlação, outros fatores podem ter influenciado, como o crescimento das vendas de veículos, maior acesso ao crédito e transferências de frotas de locadoras. Ao destacar apenas o imposto, cria-se uma narrativa linear que não corresponde à complexidade do mercado automotivo.

    Outro ponto é a generalização dos benefícios. O governo afirma que a medida ajuda as famílias a pagar IPTU, material escolar e até viagens. Na prática, apenas os proprietários de veículos tributados se beneficiam diretamente. A redução não alcança a totalidade da população, mas é apresentada como se fosse um alívio universal.

    O risco fiscal

    As publicações também sugerem que a arrecadação não será comprometida, já que o aumento da frota compensaria a queda da alíquota. Esse raciocínio é otimista demais. O equilíbrio fiscal depende da sustentabilidade do crescimento e pode não se confirmar no longo prazo. Se o ritmo de emplacamentos cair, o Estado terá de lidar com uma arrecadação estruturalmente menor, o que pode afetar serviços públicos essenciais.

    Comparações enviesadas

    Ao comparar o Paraná com Santa Catarina e São Paulo, o governo reforça a ideia de competitividade fiscal. No entanto, não discute os impactos sobre os serviços públicos que dependem dessa arrecadação. A redução pode ser atraente para os contribuintes, mas o custo recai sobre a capacidade do Estado de financiar saúde, educação e infraestrutura.

    O problema das fronteiras

    Um ponto crítico pouco abordado é a concentração de novos registros em cidades próximas às divisas com SC e SP. Isso indica que veículos de moradores de outros estados estão sendo emplacados no Paraná apenas para aproveitar a alíquota menor. Pela legislação, o veículo deve ser registrado no domicílio do proprietário. Emplacar em outro estado sem residência real configura fraude fiscal.

    Esse movimento concentra artificialmente a arrecadação em municípios fronteiriços, sem que os veículos circulem majoritariamente ali. O resultado é um desequilíbrio federativo: SC e SP perdem arrecadação de veículos que continuam trafegando em suas estradas, enquanto cidades do Paraná recebem recursos inflados sem a correspondente demanda de infraestrutura. Trata-se de uma distorção que pode gerar conflitos entre estados e comprometer a credibilidade da política tributária. 

    “Embora o governo divulgue números gerais, não há dados oficiais que mostrem a distribuição dos emplacamentos por município. A ausência desse recorte impede avaliar com clareza se a arrecadação está sendo artificialmente concentrada em cidades fronteiriças.”

    Além disso, parte do crescimento de emplacamentos decorre do aumento natural das vendas de veículos nos últimos anos. Neste caso, o número de registros em cidades maiores é evidente, mesmo não sendo fronteiriças.

    A redução de IPVA também atrai para o estado veículos de frotas. É comum que empresas façam a transferência de suas frotas para filiais em estados com a menor alíquota de IPVA. Neste caso o Paraná só ganha.

    O desafio institucional

    Além dos riscos fiscais e das distorções federativas, há também o risco jurídico. Proprietários que emplacam irregularmente podem ser multados e obrigados a transferir novamente seus veículos. O Estado, por sua vez, corre o risco de ver sua política questionada como incentivo indireto à fraude. O discurso de “justiça tributária” perde força quando os efeitos colaterais revelam concentração artificial de arrecadação e competição predatória entre estados.

    Segundo publicações oficiais, a redução do IPVA no Paraná é apresentada como uma vitória para os contribuintes e para a economia. 

    Mas, ao simplificar causas, generalizar benefícios e omitir riscos, a narrativa induz a um raciocínio otimista que não corresponde à realidade. O aumento de emplacamentos não é apenas reflexo de prosperidade interna, mas também resultado de migração irregular de registros. O desafio agora é enfrentar as distorções fiscais e institucionais que essa política trouxe à tona.

    Mais do que comemorar números, é preciso discutir se o modelo adotado é sustentável, justo e legal. Caso contrário, o que hoje é celebrado como benefício pode se transformar em um problema estrutural para o Estado e para a federação.

    O efeito político imediato

    Apesar de todas essas questões, é inegável que o eleitor paranaense que possui carro comemora a redução. No início de 2026, ele efetivamente está gastando menos com o imposto, e essa sensação de alívio no bolso tem impacto direto na percepção popular. O governo colherá esse resultado nas urnas, apresentando a medida como vitória política e como prova de que conseguiu “cortar mordomias para tributar menos”. O efeito imediato é positivo para quem paga, ainda que os problemas estruturais permaneçam invisíveis para a maioria.

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  • 8 de Janeiro: a ferida aberta da democracia brasileira

    8 de Janeiro: a ferida aberta da democracia brasileira

    8 de Janeiro: a ferida aberta da democracia brasileira

    No dia 8 de janeiro de 2023, o Brasil testemunhou um dos episódios mais graves de sua história democrática recente. Milhares de manifestantes, inconformados com a derrota eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República — Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF). As imagens correram o mundo e entraram para a história como símbolo da fragilidade institucional diante da radicalização política.

    O que aconteceu naquele domingo

    Naquela tarde nublada, grupos vindos de diferentes estados marcharam pela Esplanada dos Ministérios, ultrapassaram barreiras policiais e tomaram os prédios públicos. Vidraças foram quebradas, obras de arte destruídas e documentos históricos danificados. O plenário do STF chegou a ficar alagado após atos de vandalismo. O objetivo era claro: pressionar por um golpe de Estado que impedisse a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, empossado apenas uma semana antes.

    A resposta imediata

    O governo federal decretou intervenção na segurança pública do Distrito Federal. Centenas de pessoas foram presas ainda no dia dos ataques, e acampamentos golpistas em frente ao Quartel-General do Exército foram desmontados. A reação rápida buscou conter a escalada de violência e reafirmar o compromisso com a ordem democrática.

    Três anos depois: justiça e memória

    Passados três anos, o Supremo Tribunal Federal já responsabilizou mais de 800 envolvidos, incluindo líderes da organização criminosa. Em dezembro de 2025, o STF concluiu julgamentos de figuras centrais, com 29 condenações. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por participação na trama golpista. Ainda restam 346 ações penais em andamento, muitas delas contra financiadores e organizadores dos atos.

    A Advocacia-Geral da União (AGU) busca ressarcimento de R$ 56 milhões pelos danos materiais, mas até agora apenas R$ 3,3 milhões foram bloqueados. O processo de responsabilização é longo e revela a complexidade de enfrentar redes de desinformação e financiamento clandestino.

    Impacto político e social

    O 8 de janeiro não foi apenas um ataque físico às instituições. Foi também um ataque simbólico à confiança na democracia. A radicalização política, alimentada por discursos de ódio e fake news, mostrou que parte da sociedade estava disposta a romper com o pacto constitucional de 1988. A tentativa fracassada de golpe expôs a necessidade de fortalecer a educação cívica, combater a desinformação e garantir transparência nos processos eleitorais.

    Comparações internacionais

    O episódio foi frequentemente comparado à invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021. Em ambos os casos, multidões mobilizadas por narrativas de fraude eleitoral atacaram sedes legislativas. A diferença é que, no Brasil, os ataques atingiram simultaneamente os três poderes, ampliando a gravidade institucional.

    A memória como resistência

    Relembrar o 8 de janeiro é essencial para evitar que a história se repita. A democracia brasileira mostrou resiliência, mas também revelou vulnerabilidades. A data tornou-se um marco para reflexão sobre os limites da tolerância democrática diante de movimentos extremistas. Como afirmou um ministro do STF, “não se trata apenas de punir os culpados, mas de reafirmar que a democracia não é negociável”.

    O desafio que permanece

    É importante reconhecer que o 8 de janeiro não terminou. Seus efeitos continuam reverberando na política nacional. A polarização entre grupos ideológicos se aprofundou, alimentando desconfiança e hostilidade. Além disso, os próprios poderes da República enfrentam tensões e afastamentos institucionais, consequência direta da tentativa de ruptura democrática. O episódio não foi apenas um ponto fora da curva, mas um divisor de águas que redefiniu o relacionamento entre sociedade, instituições e governo. O Brasil ainda vive sob a sombra daquele domingo, e o desafio é transformar essa memória em aprendizado coletivo.

    O 8 de janeiro de 2023 permanece como uma ferida aberta na memória nacional. Três anos depois, o país ainda busca justiça, reparação e aprendizado. Mais do que um episódio de violência, foi um alerta sobre os riscos da radicalização e da erosão institucional. Publicar e discutir essa história é um ato de resistência democrática — porque lembrar é também proteger o futuro.

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