Dia: 6 de janeiro de 2026

  • Quando a guerra não é chamada de guerra: lições da Ucrânia para a Venezuela

    Quando a guerra não é chamada de guerra: lições da Ucrânia para a Venezuela

    Quando a guerra não é chamada de guerra: lições da Ucrânia para a Venezuela

    A recente escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela trouxe à tona um cenário de grande complexidade internacional. Declarações oficiais, ações militares e disputas pelo controle de recursos estratégicos colocam em xeque princípios fundamentais de soberania e direito internacional. A situação lembra outros episódios recentes da geopolítica mundial, nos quais potências tentaram justificar intervenções armadas sem assumir formalmente o estado de guerra. Diante disso, é essencial compreender os possíveis desdobramentos dessa crise em diferentes dimensões.

    Dimensão Jurídica

    • A declaração da ONU de que a operação é ilegal abre espaço para condenações formais em assembleias e conselhos, além de possíveis sanções multilaterais.
    • Os EUA, ao insistirem que não estão em “guerra”, tentam contornar o enquadramento jurídico de agressão militar. Esse tipo de narrativa já foi usado por outros líderes (como Putin na Ucrânia), mas não altera o fato de que ataques com mísseis e sequestro de líderes configuram violação da soberania.
    • Isso pode levar a pedidos de julgamento em cortes internacionais, como o Tribunal Penal Internacional, ainda que a execução prática dessas decisões seja limitada pela influência dos EUA.

    Dimensão Geopolítica

    • Países aliados dos EUA podem se dividir: alguns apoiando por interesses estratégicos (especialmente ligados ao petróleo), outros se afastando para não se associar a uma operação considerada ilegal.
    • A América Latina, historicamente sensível à intervenção norte-americana, pode reagir com forte rejeição. Isso pode fortalecer blocos regionais como CELAC ou Mercosul em defesa da soberania venezuelana. Mas a Argentina enfraquece o bloco, pois Milei já se comprometeu com Trump e aceitou ajuda financeira para se manter no poder.
    • Potências como Rússia e China provavelmente usarão o episódio para criticar os EUA e reforçar sua narrativa contra o “imperialismo ocidental”. Isso pode intensificar a polarização global.

    Foi invadida, sequestrada e tomada, mas não é guerra, diz Trump sobre Venezuela.

    Dimensão Econômica

    • A exploração direta do petróleo venezuelano por empresas norte-americanas pode gerar ganhos imediatos para os EUA, mas também instabilidade nos mercados energéticos, já que a legitimidade dessa apropriação seria contestada.
    • Sanções contra os EUA são improváveis, dado seu peso econômico, mas podem surgir boicotes regionais ou retaliações comerciais.
    • Para a Venezuela, a perda de controle sobre seus recursos seria devastadora, agravando a crise interna e aumentando a dependência de apoios externos.

    Possíveis Desdobramentos

    1. Escalada militar: a insistência dos EUA em negar que é guerra não impede que a Venezuela (ou aliados) responda militarmente, o que pode transformar o conflito em uma guerra aberta.
    2. Isolamento diplomático: os EUA podem enfrentar maior isolamento em organismos multilaterais, mesmo mantendo influência em alguns aliados.
    3. Fragmentação interna na Venezuela: parte da elite pode colaborar com os EUA em troca de benefícios, enquanto setores populares resistem, gerando guerra civil.
    4. Reforço da multipolaridade: esse tipo de ação pode acelerar a busca de países por alternativas ao sistema dominado pelos EUA, fortalecendo alianças com Rússia, China e outros polos.

    A crise entre Estados Unidos e Venezuela evidencia como disputas por poder e recursos estratégicos podem colocar em xeque os pilares da ordem internacional. 

    A tentativa de justificar ações militares sem reconhecer formalmente o estado de guerra fragiliza normas de soberania e abre precedentes perigosos para futuras intervenções. 

    Mais do que um conflito regional, trata-se de um episódio que pode redefinir alianças, acelerar a multipolaridade e testar a capacidade das instituições globais de responder a violações flagrantes do direito internacional.

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  • Bonde Urbano Digital inicia operação completa

    Bonde Urbano Digital inicia operação completa

    Bonde Urbano Digital inicia operação completa

    A manhã desta terça-feira (6) marcou um novo capítulo na implantação do Bonde Urbano Digital (BUD) na Região Metropolitana de Curitiba. Pela primeira vez desde o início da operação, o veículo percorreu todo o trajeto previsto do sistema, ligando o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A viagem de aproximadamente dez quilômetros entre um terminal e outro durou 25 minutos.

    O BUD já vinha operando desde o dia 9 de dezembro, mas até então o percurso era parcial, com saída do Terminal São Roque até o Parque das Águas, em Pinhais. Com a conclusão das adequações no terminal de Pinhais, o sistema passa agora a atender o trajeto completo, consolidando mais uma etapa do projeto que torna o Paraná o primeiro da América do Sul a adotar a tecnologia.

    A primeira viagem com o percurso integral foi marcada pela curiosidade e pela aprovação dos passageiros, que aproveitaram a oportunidade para conhecer de perto o novo modelo de transporte coletivo. Entre eles estava o casal Jussara e Daniel Oliveira, que aproveitou o dia de folga para conhecer o Bonde Urbano Digital e fez questão de chegar mais cedo ao terminal, movido pela curiosidade sobre a nova tecnologia.

    Moradores de Piraquara, eles costumam usar o transporte coletivo no dia a dia e decidiram testar o novo sistema justamente na primeira viagem com o trajeto completo. “Já tínhamos ouvido falar do BUD, mas era a primeira vez que iríamos andar. Eu estava curiosa e ansiosa para ver como funciona”, contou Jussara. Segundo ela, a folga acabou sendo a oportunidade ideal para conhecer o veículo. “Normalmente usamos esse trajeto no dia a dia, mas hoje resolvemos aproveitar para ir até Pinhais e conhecer o bonde”, explicou.

    Para o casal, a expectativa é de que o novo modelo traga melhorias para a rotina de quem depende do transporte público. “Com certeza vai facilitar. A gente espera que seja mais rápido e mais silencioso. É um veículo moderno e parece bem confortável”, afirmou Daniel. “É a nossa primeira viagem completa, então vamos aproveitar para ver se é bom”, avaliou.

    A passageira Marli Tomé dos Santos, de 60 anos, foi uma das mais animadas a embarcar na primeira viagem com o trajeto completo do Bonde Urbano Digital. Aproveitando o dia de folga, ela saiu de casa apenas para conhecer de perto o novo sistema de transporte. “Vou até Pinhais só para matar a curiosidade e a vontade de entrar no BUD. Estou muito empolgada. Tenho 60 anos e pego ônibus há 40 anos em Curitiba. Para mim, isso é uma maravilha, só tenho a agradecer”, comemorou.

    Já a estagiária Beatriz Arantes, de 24 anos, que atua no setor de transporte público, também embarcou no Bonde Urbano Digital na primeira viagem com o trajeto completo. “Achei uma inovação excelente, porque é um trajeto muito utilizado e que costuma ter ônibus bastante lotados. Como o BUD tem capacidade maior do que o maior ônibus que temos hoje, que é o Ligeirão, achei a proposta muito interessante. 

    O interior do veículo é sensacional e outro ponto que chama a atenção é a velocidade, maior do que a dos ônibus tradicionais. Para quem mora em Piraquara e Pinhais, com certeza vai facilitar bastante o deslocamento”, analisou.

    A primeira viagem também foi aprovada pela auxiliar de cozinha Luci Helena Alvarenga de Oliveira, de 52 anos, que usa o transporte coletivo entre as duas cidades todos os dias. “Estou achando muito bom, diferente do que eu imaginava. Pensei que pudesse ser mais lento, mas o trajeto é rápido e confortável, a gente se sente confiante. É um percurso que faço todos os dias, vai facilitar bastante e é uma alternativa importante. Para mim, está aprovadíssimo”, contou.

    A operação do BUD é coordenada pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep). O diretor-presidente da entidade, Gilson Santos, acompanhou a primeira viagem com o trajeto completo e ressaltou o avanço representado pela ampliação do percurso.

    “A partir de hoje, o BUD passa a operar em uma linha metropolitana integrada entre Pinhais e Piraquara. Durante seis meses, vamos avaliar o desempenho do veículo em operação real, como deslocamento, ocupação e adaptação ao nosso sistema viário. É um modelo inovador, com maior capacidade que os biarticulados, mais conforto, menor ruído e implantação rápida, sem necessidade de trilhos, o que pode representar um avanço importante para o transporte coletivo”, detalhou.

    O Bonde Urbano Digital é guiado no asfalto por meio de indução magnética, dispensando trilhos físicos e reduzindo significativamente os custos de implantação. O modelo, fabricado pela empresa chinesa CRRC, combina características do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) com a flexibilidade do sistema BRT, criado em Curitiba e reconhecido mundialmente.

    Com 30 metros de comprimento, ar-condicionado e operação bidirecional, o BUD tem capacidade para até 280 passageiros e pode atingir velocidade de até 70 km/h. A tarifa é de R$ 5,50, o mesmo valor do ônibus metropolitano, e o tempo de viagem permanece semelhante ao atual. Durante a fase de operação e ajustes, as linhas de ônibus convencionais continuam atendendo normalmente o trajeto entre Piraquara e Pinhais.

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  • A vida humana não tem preço, mas prevenção vale mais que aparato

    A vida humana não tem preço, mas prevenção vale mais que aparato

    A vida humana não tem preço, mas prevenção vale mais que aparato

    A vida humana não tem preço. É por isso que toda mobilização para preservar uma vida deve ser reconhecida. No caso recente do jovem de 20 anos que se perdeu no Pico Paraná em 1º de janeiro de 2026, vimos uma operação de grande porte: helicópteros, drones, centenas de profissionais e voluntários. O aparato foi impressionante, mas não foi ele que trouxe o rapaz de volta. 

    No dia 5 de janeiro, após cinco dias de incerteza, o jovem conseguiu sair da mata por conta própria e buscar ajuda em uma fazenda.

    Esse detalhe muda a narrativa. O Estado celebra sua capacidade de mobilização, mas a verdade é que o salvamento não foi resultado direto da operação. O esforço coletivo merece respeito, sobretudo o dos voluntários civis, que se engajaram com coragem e dedicação, oferecendo tempo e conhecimento em nome da solidariedade. O reconhecimento a esses voluntários deve ser explícito: eles estavam lá, empenhados e dando o seu melhor.

    Ainda assim, o episódio expõe a questão central: por que tantos incidentes continuam acontecendo no Pico Paraná e em outras áreas naturais do Estado? 

    A resposta está na prevenção. Investir em sinalização adequada, campanhas educativas para montanhistas, fiscalização de acessos e orientação sobre riscos é tão importante quanto ter helicópteros prontos para decolar. 

    Cada vida salva é uma vitória, mas cada vida protegida pela prevenção é um risco evitado.

    O episódio mostra que o aparato é necessário, mas insuficiente. O verdadeiro compromisso com a vida humana exige que o Estado e a sociedade olhem para a raiz do problema: reduzir o número de desaparecimentos e acidentes. Só assim poderemos dizer que estamos, de fato, preservando vidas — não apenas celebrando operações grandiosas.

    Pico Paraná

    Pico Paraná – O desafio

    O Pico Paraná, com 1.877 metros de altitude, é o ponto mais alto da Região Sul e integra o Parque Estadual Pico Paraná. A trilha é longa, exige alto esforço físico — estimada em até 13 horas — e tem classificação de risco “muito alto” pelo Instituto Água e Terra (IAT). Esse perfil ajuda a explicar a recorrência de desaparecimentos e acidentes que demandam operações de resgate.

    O caso mais recente ocorreu em 1º de janeiro de 2026, quando Roberto Farias Tomaz, jovem de 19 anos, se perdeu na mata. A mobilização foi imediata: mais de 100 bombeiros e cerca de 300 voluntários participaram da busca, com helicópteros e drones. No entanto, após cinco dias, o jovem conseguiu sair sozinho da mata e buscar ajuda em uma fazenda em Antonina.

    O episódio reforça uma realidade: o Estado tem montado uma resposta rápida e bem equipada para os resgates, mas não tem obtido o mesmo êxito na prevenção. Investimentos em sinalização, campanhas educativas e fiscalização poderiam reduzir o número de ocorrências, evitando que vidas fiquem em risco e que operações grandiosas precisem ser acionadas.

    Embora existam diversas notificações que acionam o resgate, algumas destas ganham destaque na mídia:

    Em 2023, um montanhista de 28 anos sofreu uma queda durante a trilha. Foi resgatado com ferimentos após operação que contou com helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas.

    Em 2019, dois jovens se perderam em uma trilha secundária. Foram localizados após buscas, e os bombeiros destacaram a falta de sinalização adequada como fator que contribuiu para o incidente.

    Em 2015, um montanhista experiente desapareceu durante a descida. Ele foi encontrado após dias de buscas, em operação que mobilizou voluntários civis e o Corpo de Socorro em Montanha.

    Já em 2008, um grupo de trilheiros enfrentou intempéries e acabou se perdendo. Foram resgatados após uma operação noturna, episódio citado como exemplo da dificuldade do terreno e da vulnerabilidade dos visitantes.

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