Crise na Venezuela expõe silêncio da comunidade internacional
A escalada de tensões na Venezuela ganhou novos contornos neste domingo (4), após os Estados Unidos intensificarem ações militares contra o país sul-americano. O governo norte-americano anunciou que passará a administrar diretamente o território venezuelano, com foco especial no controle das reservas de petróleo, após a captura do presidente Nicolás Maduro.
Nos últimos dias, forças norte-americanas cercaram a Venezuela com presença militar no Caribe, realizaram ataques a embarcações que classificaram como ligadas ao tráfico e bombardearam pontos estratégicos no país.
A ofensiva provocou forte reação internacional. A Coreia do Norte classificou os ataques como “a forma mais grave de violação de soberania” e afirmou que acompanha com atenção a gravidade da situação. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano declarou que os episódios confirmam “a natureza desonesta e brutal dos EUA”.
A China também se posicionou. O governo chinês expressou “profunda preocupação” com a detenção e deportação forçada de Maduro e de sua esposa, destacando que as ações norte-americanas “violam claramente o direito internacional, as normas básicas que regem as relações internacionais e os princípios da Carta da ONU”.
Maduro preso por forças americanas.
Até mesmo o Vaticano se manifestou. O Papa Leão XIV, primeiro pontífice de origem norte-americana, afirmou estar acompanhando a crise com “profunda preocupação” e defendeu que a Venezuela “deve permanecer um país independente”.
Mais do que as declarações, porém, o episódio levanta uma questão incômoda: como a comunidade internacional permitiu que a situação chegasse a este ponto? O silêncio diante das sucessivas ameaças, a hesitação em agir preventivamente e a falta de consenso entre grandes potências abriram espaço para que a crise venezuelana se transformasse em palco de intervenção direta. A pergunta que ecoa agora é se haverá disposição real para conter os desdobramentos — ou se o mundo continuará a assistir, passivamente, ao colapso da soberania de um país.
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