Madrugada de fogo: EUA atacam Venezuela e sequestram Maduro
Na madrugada deste sábado, o mundo acordou diante de uma operação militar sem precedentes: os Estados Unidos lançaram ataques aéreos em larga escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro junto de sua esposa, Cilia Flores.
Primeiros sinais: ataques a barcos e portos
Antes da invasão terrestre e aérea, Washington já vinha testando os limites. Em outubro de 2025, barcos venezuelanos foram atacados sob a acusação de estarem ligados ao narcotráfico. Quatro pessoas morreram, mas nenhuma prova foi apresentada. Os ataques continuaram e dezenas de pessoas foram mortas desde então. O mundo viu e se calou.
Na sequência, portos estratégicos foram bombardeados, novamente sob a justificativa de combater redes criminosas. Para Caracas, tratou-se de agressões diretas à soberania nacional.
A madrugada da invasão
O ápice veio na madrugada de 3 de janeiro de 2026:
- Bombardeios coordenados atingiram bases militares, aeroportos e infraestrutura em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira.
- Operação terrestre levou à captura de Maduro e Cilia Flores, retirados do país em helicópteros militares.
- Anúncio oficial: Donald Trump confirmou que ambos estão sob custódia nos EUA e serão julgados por narcoterrorismo.
O petróleo como pano de fundo
A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.
- O país depende quase exclusivamente dessa riqueza para sustentar sua economia.
- Para analistas, o discurso americano sobre narcotráfico mascara o verdadeiro objetivo: controlar o fluxo energético global em um momento de instabilidade nos mercados.
O impacto interno e externo
- Na Venezuela: apagões, explosões e medo. Autoridades exigem prova de vida de Maduro e convocam a população às ruas.
- Na comunidade internacional: governos comentam, analistas debatem, mas na prática o mundo assiste sem intervir. O episódio expõe a fragilidade das instituições multilaterais diante de ações unilaterais.
O Brasil e Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a operação, classificando-a como “uma afronta gravíssima à soberania venezuelana”. Em pronunciamento, afirmou que “o destino da Venezuela pertence ao seu povo, sem interferências externas” e cobrou posicionamento da ONU.
- O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência no Palácio do Itamaraty, com ministros da Defesa, Relações Exteriores e Casa Civil, para avaliar impactos diplomáticos e de segurança.
- Entre as preocupações imediatas estão a pressão migratória na fronteira de Roraima e a volatilidade nos preços do petróleo.
- Lula reforçou que o Brasil defende uma América Latina como zona de paz, em contraste com a escalada militar dos EUA.
Linha do tempo da escalada
- Setembro 2025: EUA iniciam ataques a barcos no Caribe e no Pacífico.
- Outubro 2025: Barco venezuelano é atingido; quatro mortos acusados de narcotráfico.
- Dezembro 2025: Washington intensifica acusações contra Maduro e aumenta recompensa por sua captura.
- Janeiro 2026: Bombardeios em larga escala; Maduro e Cilia Flores são sequestrados.
O sequestro de Maduro e os ataques à Venezuela marcam um ponto de ruptura na geopolítica latino-americana. O petróleo é o pano de fundo, mas o que se vê é uma disputa de poder em que a soberania nacional foi atropelada. O mundo observa, comenta, mas permanece como espectador.
Preso e levado aos EUA Nicolas Maduro será julgado por tribunal americano.
Quem é Nicolás Maduro
- Chegada ao poder: Maduro assumiu a presidência da Venezuela em abril de 2013, após a morte de Hugo Chávez. Foi declarado vencedor das eleições com margem estreita (1,49%), mas a oposição denunciou fraude e pediu auditoria — nunca realizada.
- Fraude eleitoral: Em 2024, perdeu para Edmundo González Urrutia, mas o Conselho Nacional Eleitoral, controlado por seu regime, o declarou vencedor sem apresentar registros ou permitir auditoria.
Acusações nos EUA
- Desde março de 2020, enfrenta acusações criminais no Tribunal do Distrito Sul de Nova York.
- É apontado como líder do Cartel dos Sóis, organização de narcotráfico formada por altos oficiais venezuelanos.
- Segundo a promotoria, Maduro negociou remessas de várias toneladas de cocaína com as FARC, forneceu armas ao grupo e coordenou rotas de tráfico com Honduras e outros países.
- Outros 14 oficiais do regime também foram indiciados, incluindo Diosdado Cabello e Hugo Carvajal.
Crimes contra a humanidade
- O regime de Maduro é investigado pelo Tribunal Penal Internacional por violações de direitos humanos desde 2014.
- Organizações como OEA, Human Rights Watch e Anistia Internacional documentaram perseguições, detenções arbitrárias e práticas de terrorismo de Estado.
- Mais de 18 mil pessoas foram presas por motivos políticos desde 2013.
Impacto social
- Sob seu governo, ocorreu o maior êxodo da história recente da América Latina: quase 8 milhões de venezuelanos deixaram o país, segundo a ONU.
- A crise combina colapso econômico, emergência humanitária e repressão política.
Por que o mundo se calou
Dois fatores ajudam a explicar o silêncio internacional diante da ofensiva americana:
Legitimidade contestada: Maduro perdeu a eleição presidencial de 2024, mas manteve-se no poder por meio de fraude eleitoral. A maior parte da comunidade internacional não reconheceu seu governo como legítimo, o que dificulta qualquer defesa pública em seu favor.
Isolamento diplomático: Ao longo dos últimos anos, Maduro não fortaleceu alianças internacionais. Pelo contrário, afastou-se de nações antes próximas, como o Brasil e até mesmo a Rússia, reduzindo sua rede de apoio e deixando a Venezuela vulnerável.
Conclusão: O sequestro de Maduro e os ataques à Venezuela marcam um ponto de ruptura na geopolítica latino-americana. O petróleo é o pano de fundo, mas o que se vê é uma disputa de poder em que a soberania nacional foi atropelada. O mundo observa, comenta, mas permanece como espectador.
O mundo se calou porque não reconhece Maduro como líder legítimo. Mas esse silêncio também revela a fragilidade das instituições internacionais diante da força bruta.
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