Vacinas contra gripe funcionam?

São muitos que ao tomarem a vacina contra a gripe dizem ter se livrado desta por muitos anos. Outros dizem ter passado mal logo após a vacina e terem contraído gripe alguns dias depois.

O fato é que a vacina contra a gripe ou influenza, como é mais correto, não pode proteger de todos os tipos de gripe. As gripes são causadas por cepas virais mutantes. Isto quer dizer que há sempre novas cepas virais circulando por ai, pois os vírus sofrem mutações (modificações em seu material genético). 

Quando uma vacina é fabricada os cientistas incorporam nestas vacinas as cepas virais conhecidas que estão em circulação no momento e não há como vacinar contra cepas futuras. Por isso a vacina é indicada em doses anuais (em cada nova dose, proteção contra um conjunto novo de cepas identificadas).

Então as vacinas serão efetivas em duas condições: se a pessoa tomar contato com cepas que foram selecionadas para as vacinas já tomadas e se a pessoa não contrair a cepa antes da vacina.

As vacinas influenza aplicadas no Brasil a partir de fevereiro de 2018 deverão conter três tipos de cepas de vírus em combinação. A cada ano, a imunização é modificada para garantir a proteção contra as cepas virais de gripe em circulação.

A atualização faz parte das recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em setembro de cada ano, indica as cepas que devem ser utilizadas no Hemisfério Sul. Com base nessas recomendações, a Anvisa define a composição das vacinas.

Neste ano, de acordo com resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (9), as vacinas influenza trivalentes para o ano de 2018 deverão estar dentro das seguintes especificações:

  • um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09
  • um vírus similar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2) e
  • um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013

Já as vacinas influenza quadrivalentes contendo dois tipos de cepas do vírus influenza B deverão conter, também, um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Anvisa

 

Por em 10 out 2017. Arquivado em Geral, Saúde. Você pode acompanhar quaisquer comentário a esta notícia através do RSS 2.0. Comentários e pings estão fechados no momento.

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